terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Perdeu Playboy

Invadir espaço aéreo de uma nação soberana seria crime se não fosse uma aeronave estadunidense

Por Thiago Marcondes

Os Estados Unidos da América tem ao redor do mundo inúmeras missões através de agentes secretos e da C.I.A., além de contar com bases americanas em diversas nações como Colômbia, Coréia do Sul, Alemanha e Paquistão, essa última com relações abaladas por conta dos últimos acontecimentos.

As bases dão suporte ao governo estadunidense em suas ações (entende-se por invasões) nas demais nações do mundo. Iraque e Afeganistão são reféns dessa situação há vários anos e sofrem problemas internos com violência e atentados por conta das guerras provocadas. Os estadunidenses, quando invadem um país, sentem-se donos das riquezas naturais, do povo e dos seus direitos e, com isso, faz o que bem entende em nova da "Liberdade" e da "Democracia".

O Irã, país de origem persa, está sempre na mira dos Estados Unidos e aliados por conta de seu programa nuclerar. Os iranianos alegam não terem a intenção de construiu uma bomba e constatemente são confrontados por conta da situação e quase sempre têm de dar explicações à O.N.U.

Ainda não houve invasão por terra, mas pelo ar ocorreu através de um avião não tripulado que invadiu o espaço aéreo iraniano. As Forças Armadas do país, por intermédio de hackers á serviço do governo, interceptou a aeronove a fez pousar aparentemente sem danos e agora se dizem donos do equipamento.

Para o governo de Barack Obama a perda é uma derrota mais moral do que propriamente tecnológica e financeira, apesar de o governo de Mahmoud Ahmadinejad dizer que irá copiar a tecnologia usada e construir suas próprias aeronaves. Houve um pedido de devolução, negado pelos iranianos.

A O.N.U. deveria cobrar explicações dos estadunidenses. Afinal de contas o que faziam ao sobrevoar o espaço aéreo iraniano? Acredita-se que seria para averiguar as instalações nucleares do país. Mas até o momento isso é uma incógnita. A única certeza que existe e que pode-se dizer aos Estados Unidos é: "Perdeu Playboy!!!".

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sócrates, o eterno Doutor

Médico, jogador de futebol e um pensandor em como melhorar o Brasil

Por Thiago Marcondes

Nascido no norte do país, na cidade de Belém, capital do Pará, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira completaria 58 anos em 2012 e antes mesmo de ver o Corinthians, clube pelo qual fez história ganhar mais um título, faleceu e foi jogar bola no campo dos deuses.

De família simples, Sócrates, Magrão, ou Doutor, como era conhecido, começou no mundo futebolístico no Botafogo de Ribeirão Preto e já naquele tempo, naquela cidade, polemizou por não querer treinar nos períodos em que tinha aula e residência enquanto cursava medicina. No mundo atual dificilmente alguém abre mão de ganhar dinheiro no futebol para seguir nos estudos, mas ele seguiu o seu coração e não parou de estudar.

Sua transferência para o Corinthians só ocorreu após se formar no curso, pois o que ele mais queria era estudar. Se jogador de futebol estava em segundo plano. Humano, humilde e um cara preocupado com a nação, fez campanha pela democratização do país e no alvi-negro da zona leste foi um dos idealizadores da chamada "Democracia Corinthiana".

Com passagens pela seleção brasileira, Fiorentina da Itália, Flamengo e Santos, seu clube de infância, por onde passou conquistou admiradores, fosse por seu futebol ou pela pessoa que era. Terminou seu ciclo como jogador no clube que o revelou, o Botafogo.

Sua origem política era a esquerda e nunca escondeu seu apego pelo sistema cubano e, também, Fidel Castro. Aliás, seu filho mais novo chama-se Fidel Brasileiro. Dizia que para melhorar o Brasil o governo, minimamente, deveria oferecer todos os recursos para seus povo e o principal deles é a educação. Somente ela pode transformar uma sociedade.

Um lutador em todos os sentidos, seus ideais e pensamentos sempre foram sua característica e o Doutor, apelido que nada combina com a fama de "Corinthiano, Maloqueiro e Sofredor", nunca deixou de falar sobre aquilo que acreditava. Foi crítico da C.B.F., governo brasileiro e até mesmo da atual presidência do Corinthians.

Desde jovem gostava muito de uma cervejinha com os amigos e o consumo de álcool e cigarro em excesso o deixou doente. Seu fígado foi para o céu antes mesmo que ele, mas seu legado ficará para sempre na história do país como um jogador de futebol politizado e que pensava em como melhorar a sociedade sem o enriquecimento ilícito e a miséria do povo.

Sempre fui admirador do Sócrates, tanto o filósofo quanto o jogador, mas o último, ah o último, muito me inspirou. Para alguns pouco o Brasil perdeu um ex-jogador por conta do excesso de cigarro e bebida e nada mais. Mas para milhares de outros nós perdemos um mestre, tanto na bola quanto na forma de pensar sobre o mundo.

Adeus Sócrates! Brasileiro de nome, de corpo, de alma e de coração.

Thiago Marcondes é Jornalista

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quedas e mudanças

A crise econômica mundial e governos ditatoriais causaram e ainda vão causar grandes impactos

Por Thiago Marcondes

Os últimos 06 meses, ou o ano de 2011 inteiro, foi de inúmeras mudanças ao redor do mundo e muitos povos lutaram e se rebelaram por conta de uma sociedade melhor e mais justa. Pelo menos eu acredito nisso.

A primavera árabe sacudiu o Oriente Médio e países com ditadores como Tunísia, Egito e Líbia viram seus líderes supremos, que governaram durante décadas, caírem e novos governos chegarem ao poder.

Na Europa os gregos e os espanhóis movimentaram o continente com manifestações contra os governos por conta da crise econômica. O povo foi às ruas exigir medidas para melhorar a situação dos países sem que os trabalhadores fossem diretamente afetados. Exigem empregos e rejeitam à todo custo as medidas de austeridade que busca cortar gastos no funcionalismo público e poderia facilitar as demissões no setor privado.

Grécia, Espanha e Itália tiverem mudanças nos cargos políticos mais importantes, porém ainda não se sabe até que ponto isso afetará positivamente a crise na Zona do Euro. A incerteza é mais certa do que qualquer outra situação por lá.

Na América do Norte, mais especificamente nos Estados Unidos, o movimento "Ocupe Wall Street" levou milhares de pessoas a acampanhar na frente da bolsa de valores, pois os estadunidenses também não estão contentes com a situação econômica do país. A falta de emprego atinge forte a sociedade. Em 2012 terá eleição para presidente e Barack Obama corre um grande de risco de não se eleger novamente, já que não estabilizou a situação financeira.

Aqui na América do Sul tivemos os protestos chilenos por conta da política estudantil. O povo quer ensino de graça para a todos e o governo, como forma de auxílio, disse que aumentaria o subsídio para que os alunos possam finaciar os estudos. Tudo isso é reflexo da era "Pinochet", que entrou forte com a repressão e o neoliberalismo no país.

Na Bolívia, o povo que sempre apoiou Evo Morales, foi às ruas porque seu governo autorizou a construção de uma estrada que cruzaria uma reserva ambiental. Marcharam até a capital La Paz e somente terminaram os protestos e greves quando houve o cancelamento da obra. A primeira derrota governista ocorreu pelas mãos daqueles que os elegeu.

Citei aqui somente alguns casos para ilustrar a força do povo, da sociedade. Quando a maioria se junta em torno de algum ideal, se tiver garra e perseverança, com certeza alcançarão seu objetivos e o futuro de cada nação pode ser melhor. Claro que nem tudo é perfeito e alguns governos reprimem as pessoas de forma violenta para se manterem no poder e darem continuidade em seu legado.

No Brasil, em meio a tantos casos (muitos acusados, poucos culpados e condenados pela justiça) de corrupção, os protestos (que na verdade são meras passeatas), não reunem muitas pessoas e seu resultado não chega a afetar aqueles que estão no poder. Quem sabe um dia a gente aprende com os vizinhos sul-americanos e com os demais povos do mundo, pois assim também conseguiremos uma sociedade melhor e mais justa.

Thiago Marcondes é Jornalista

sábado, 5 de novembro de 2011

ENEM pode ser eficaz, mas quem o promove ainda gera muitas dúvidas

A desorganização com o sigilo das questões e a não punição dos envolvidos pode gerar descontentamento na sociedade

Por Thiago Marcondes

O ENEM de 2011 foi cercado de expectativas pelos alunos e atualmente foi parar na justiça por conta do vazamento de 13 questões em um simulado do colégio Christus, da capital cearense, onde cerca de 640 alunos tiveram acesso antecipadamente durante um pré-teste realizado pela instituição privada.

A justiça cearense entrou com ação para anular as questões em todas as provas do país, mas o Tribunal Regional Federal da 5ª região de Recife entrou com liminar e cancelou a decisão. Assim, somente os alunos do colégio Christus serão afetados com a medida e suas notas finais serão revisadas de acordo com a proporcão das questões válidas.

Ainda não se sabe como o colégio privado, de Fortaleza, obteve as questões do ENEM e de acordo com a coordenação da escola dentro do material analisado para formular o pré-teste não checaram a origem do conteúdo. O professor Jahilton Motta, coordenador do Christus, negou que tivesse ciência do vazamento, conforme informou o jornal Folha de São Paulo.

A idéia agora é analisar como e quem deixou as questões vazarem, pois isso poderia ter prejudicado milhares de estudantes do Brasil inteiro que se prepraram para a prova durante semanas, ou meses, a agora têm conhecimento, através da mídia, que a segurança em ações governamentais em nível nacional não se fez tão eficiente como deveria.

De acordo com o jornal paulista, a Polícia Federal suspeita de fiscais que realizaram o pré-teste no colégio e 06 foram contratados pela Fundação Cesgranrio poderão ser investigados. Ao menos 05 deles podem ter ligações com o Christus ou em faculdades ligadas a instituição.

Ótimo que investigações sejam realizadas para punir os responsáveis pelo vazamento das questões e que beneficiariam 639 estudantes ceareneses e prejudicariam milhares Brasil à fora. Até o momento o colégio Christus se diz inocente, porém nenhuma autoridade e a mídia levantou a questão de qual seria a punição caso a instituição privada de ensino realmente estiver envolvida.

O colégio seria punido? Perderia o direito de lecionar e o reconhecimento junto aos órgãos compententes? Os responsáveis da escola seriam julgados, condenados e punidos? Caso o vazamento não tivesse sido descoberto o Christus poderia utilizar o resultado de seus alunos na prova como forma de propaganda para atrais mais alunos e, talvez, aumentar o valor da mensalidade por ser uma insituição com credibilidade no ensino em nível nacional.

Acredito que essas questões deveriam ser analisados, pois caso contrário o colégio Christus e todos os responsáveis continuarão a agir sem que se saiba de fato o que ocorreu no caso ENEM 2011.

Thiago Marcondes é Jornalista

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Governo Dilma: mais um ministro caiu

O que muda no Ministério do Esporte com a troca? Nada!

Por Thiago Marcondes

Orlando Silva, suspeito de corrupção na pasta do esporte, pediu demissão do cargo de ministro por não conseguir se manter politicamente na função. Mesmo sem a comprovação de sua participação no esquema, seu nome já está manchado na história política brasileira.

Somente no primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff 06 ministros perderam seus cargos, sendo que Wagner Rossi (Agricultura), Antônio Palocci (Chefe da Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Pedro Novais (Turismo) caíram por suspeitas de escândalos. Somente Nelson Jobim não estava envolvido em supostos casos de corrupção, mas perdeu o posto por ter falado mais do que deveria.

No início acreditava-se em uma limpeza no alto escalão governamental como nunca visto antes e, ainda hoje, pode ser que de fato isso aconteça. São muitos os casos de escândalos e, após as trocas ministeriais, nada se fala e se sabe sobre o que efetivamente aconteceu e, para o bem de toda a sociedade, se os culpados serão julgados, condenados e punidos.

A mídia denuncia e com a pressão política exercida sobre os suspeitos não há condições de permanecerem nos cargos. Após os episódios a sociedade tem que aturar os novos ministros mesmo que em várias situações as nomeações sejam indicações políticas para agradar um partido aqui, um político alí e por aí caminha a situação.

Agora, voltando ao Ministério do Esporte, acredita-se que o escândalo de corrupção nos contratos com as ONG's foi porque o partido de Orlando Silva, o PC do B (Partido Comunista do Brasil), utilizou o dinheiro desviado para aumentar seu caixa. Ou seja, praticamente anula a figura de Silva no esquema, apesar de ser acusado de ter recebido uma quantia significativa na garagem do prédio ministerial.

O novo ministro da pasta, o deputado federal Aldo Rebelo, assumiu o cargo e informou que os contratos com as ONG's e o repasse de verbas serão cancelados de forma que casos assim, de corrupção, não aconteçam mais. Pelo menos em seu pasta é claro. A nomeação de Rebelo é, no mínimo, algo estranho já que seu partido foi o principal acusado de estar envolvido (até o pescoço talvez) no esquema do desvio de dinheiro.

Como em todo sistema "democrático" no mundo todos os partidos e políticos da base aliada querem cargos de expressão e com orçamento significativo para trabalharem. O Ministério do Esporte é um dos que mais tem verba, pois o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e o Rio de Janeiro as Olimpíadas de 2016. Ficou claro, nessa situação, que a nomeação foi indicação política e uma forma de manter o PC do B aliado ao planalto durante seu mandato.

Até agora não há dados que comprovem quem e como foi a participação no esquema de corrupção, mas um coisa é certa: além do nome nada mudou no Ministério do Esporte e na condução dos programas da pasta.

Aldo Rebelo é da bancada ruralista do congresso e relator do novo Código Florestal. Aqui está uma pergunta feita pelo Blog do Sakamoto: "Como ministro do Esporte, Aldo Rebelo, relator do novo Código Florestal, autorizará os estádios da Copa a terem apenas 50% de grama?".

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conflito entre Somália e Quênia pode gerar uma nova guerra

Guerra interna somali pode se tornar confronto regional com nação vizinha

Por Thiago Marcondes

Quando se fala "países africanos estão em guerra" muitas pessoas têm em mente que a afirmação é uma redundância, pois nos noticiários o continente sempre se destaca por conta de conflitos étnicos, religiosos ou em busca do poder. Mas acredite, às vezes tudo isso é uma coisa só!

A Somália, um dos países mais instáveis do continente africano e do mundo, sofre por não ter um governo definitivo desde meados da década de 90. A mílicia islâmica Al Shabab promove ações armadas no país e, também, na capital Mogadíscio com a intenção de conseguir o controle da nação e promover a Sharia. Ou seja, as leis serão regidas de acordo com o livro sagrado para os muçulmanos, o Corão.

Inúmeras mortes ocorreram e ONG's que ajudavam no trabalho humanitário e distribuição de alimentos foram expulsas do país. Inclusive a organização Médicos Sem Fronteiras teve problemas e sua atuação foi diminuída e os voluntários tiveram de se retirar da Somália.

A União Africana (U.A.) intervém no país desde 2007 com soldados pacificadores e a O.N.U. parece não ter interesse nos problemas. Burundi e Uganda forneceram tropas para tentar controlar a situação, mas nos últimos dias foram atacados fortemente e sofreram baixas. A ofensiva do Al Shabab ocorreu por conta da invasão do território somali pelo vizinho Quênia, que o acusa de cruzar suas fronteiras e sequestrar estrangeiros. Uma francesa foi sequestrada e morreu por não receber as medicações necessárias para o tratamento de câncer.

O governo queniano enviou seu exército e junto com milícias locais anti Al Shabab e a União Africana para tentam encontrar os responsáveis pelo sequestro e puní-los por invadir seu território e desrespeitar sua soberânia. Em contra partida, a Al Shabab solicitou ao Quênia que retire suas tropas, ou então os confrontos se estenderiam e ambas as nações poderiam começar uma nova guerra na região.

A milícia islâmica afirma ter matado mais de 30 soldados da U.A. enquanto organização afirma ter perdido no máximo 20 combatentes, sendo que 06 seriam provenientes do Burundi. Tropas de Uganda também perderam vidas, além dos cidadãos em seu próprio país terem morrido após um atentado em que a Al Shabab assumiu a autoria para retaliar a participação no processo de pacificação da Somália.

Não há consenso sobre a quantidade de mortos das tropas da U.A., mas existem fotos que comprovam a morte de soldados que provavelmente eram do Burundi. Os milicianos seguram um crucifixo e, também, tem uma bíblia pendurada sob um pedaço de madeira.

A situação somali já não era boa e, pelo visto, tem tudo para piorar já que a U.A. não sairá do país facilmente e os quenianos, para mostrar seu poder e soberania após seu território ter sido invadido. O que antes era uma guerra interna e que praticamente ninguém dava atenção agora pode se tornar um confronto entre 02 nações onde milhares de vidas podem ser perdidas.

Aliás, o Quênia apenas se preocupou em parar a Al Shabab por que teve sua soberania violentada. Caso contrário seria "cada um com seu cada qual" e pronto.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Orlando Silva é a bola da vez em caso de corrupção

Escândalos em ministérios chega à pasta do esporte e pode causar mais desgastes no governo

Por Thiago Marcondes

Há menos de 03 anos para começar a Copa do Mundo de Futebol e 05 das Olimpíadas, na cidade do Rio de Janeiro, o cenário político esportivo brasileiro vive mais uma questão polêmica e com casos de corrupção que agora envolvem Orlando Silva, Ministro do Esporte.

O ministro foi acusado de receber dinheiro não contabilizado, ou seja, de corrupção, na garagem do ministério na capital federal. Ele mesmo foi pego de surpresa e voltou às pressas de Guadalajara, no México, onde ocorrem os jogos Pan Americanos, para dar explicações à presidente Dilma Rousseff e, também, à sociedade brasileira.

O esquema de corrupção foi denunciado pela revista Veja, que não é lá essas coisas em matéria de confiança, mas que nos últimos tempos acertou em algumas situações e com suas reportagens investigativas ministros perderam seus empregos. O caso do Ministério do Transporte foi o mais notório e revelou inúmeros problemas na política nacional.

Ainda está muito cedo para saber se Orlando Silva é culpado ou inocente. Investigações serão realizadas e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, solicita explicações. Dilma diz acreditar na inocência de Silva enquanto a oposição quer o afastamento do ministro durante a apuração das informações até que o caso seja concluído.

Como falta pouco tempo para 02 grandes eventos esportivos no país a credibilidade do governo e daqueles que trabalham nele tem tudo para ir água abaixo os escândalos dos últimos tempos.

As obras para os estádios para a Copa está uma vergonha e em São Paulo terá dinheiro público no investimento para a construção do Itaquerão, que provavelmente sediará a primeira partida do torneio. De acordo com os governos estadual, municipal e federal, na época em que foi anunciada a decisão, a capital paulista não teria um incentivo sequer. Mas todos sabem que por conta da briguinha entre C.B.F. e São Paulo Futebol Clube o Morumbi não foi aceito como sede e, com isso, um novo local deveria ser erguido e muita grana usada para um evento dessa magnitude.

Os estádios no Mato Grosso, Brasília e Manaus serão grandes elefantes brancos após o torneio. Bem que a sociedade poderá reivindicar o local para jogar suas peladas de domingo já que o futebol não tem tradição nesses estados.

No caso das Olimpíadas praticamente toda a infra-estrutura terá de ser construída. Em 2007 o Rio de Janeiro sediou o Pan-Americano e construiu a Vila Olímpica, ginásios poliesportivos e tudo o mais ao custo de R$ 4 bilhões, mas o orçamento inicial foi de aproximadamente R$ 400 milhões. Porém, depois verificou-se que praticamente tudo aquilo não servirá para o torneio.

Muito dinheiro foi gasto, muito mais será investido e a sociedade, que deveria ser a maior beneficiada, será quem arcará com grande parte do custo. Muitos afirmam que a infra-estrutura que será criada/reformada como rodovias, aeroportos, sistema de transporte público etc irá melhorar a situação de todos, inclusive do povão.

No momento é isso o que menos se vê, pois no Ministério do Transporte muitos caíram por conta de corrupção e no Ministério do Esporte, ao que tudo indica, parece ir para o mesmo caminho. O desfecho ninguém sabem a não ser que os culpados não serão punidos e outros corruptos virão tudo sob o olhar do governo, oposição e, também, com o CZAR Ricardo Teixeira à frente da entidade máxima do futebol no Brasil, a C.B.F.

Thiago Marcondes é Jornalista

sábado, 15 de outubro de 2011

Tragédia anunciada no Jardim Pantanal

Todo ano parece ser a mesma coisa e quando a chuva chega quem sofre são os mais necessitados

Por Thiago Marcondes

Ainda não chegou o verão e o período das grandes chuvas na cidade de São Paulo está um pouco longe de aparecer. Porém, neste final de semana a previsão do tempo é de muita água na cidade. Desde ontem (14/10/2011) à noite chove na capital, ora forte, ora uma garoa, que não parou praticamente um minuto sequer até o momento.

Isso me faz lembrar o começo dos anos de 2010 e 2011 quando o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, foi atingido por grandes chuvas e inúmeros moradores perderam suas casas, parentes e amigos. A região está no extremo da cidade e as pessoas que alí vivem já sofriam, e ainda sofrem, com  a precariedade dos serviços básicos como saneamente básico, saúde e transporte.

Na época o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou a dizer que a tragédia ocorrida era culpa da chuva. Ou seja, automaticamente culpou a natureza por problemas existentes há tempos no local e que o porder público não pôde (não conseguiu ou não quis) resolver. A mídia apenas noticiou o de sempre e os políticos apareceram com ajuda de auxílio moradia até que o problema fosse resolvido.

No momento o que se pensa é somente na construção do estádio do Corinthians (Itaquerão ou Fielzão?!) para abertura da Copa do Mundo de 2014 e no incentivo fiscal para a F.I.F.A. e todas empresas que mantém contrato com ela para vender seus produtos durante o mega evento mundial, que visa o lucro e deixa o povão de fora do espetáculo.

Enfim, a chuva de ontem, que persiste até agora, me faz pensar na falta de investimento público na prevenção de enchentes e na remoção de famílias em áreas de risco de desabamento para um lugar digno e com segurança. A tragédia está anunciada e quando chegar fevereiro de 2012 pode ser que mais casas cairão, mais pessoas sejam arrastadas pela força das águas e mais vidas sejam perdidas.

Aliás, Kassab no momento está mais preocupado com a chuva de votos que seu novo partido, o P.S.D., pode receber do que com as chuvas torrenciais que possivelmente cairão na cidade e prejudicação milhares de pessoas. Seja com alagamentos que fecham as vias ou com aqueles que inundam bairros e destroem vidas.

Thiago Marcondes é Jornalista

Melhores condições SIM! Desde que sejam longe de mim

Ao tentar impedir a mudança do abrigo, moradores de Pinheiros mostram preconceito contra pessoas que já sofrem por sua condição social

Por Thiago Marcondes

A cidade de São Paulo tem um grande problema social com a distribuição de renda onde existem poucas pessoas com muito dinheiro e muitos cidadãos com quase nada, ou então nada mesmo como os mendigos e moradores de rua. Essa situação não é privilégio paulista, mas sim de todo o Brasil e, também, da América Latina. Sem esquecer do continente africano, é claro.

Os poucos que nada têm, na maioria dos casos, vivem à margem da sociedade e constantemente são tratados como lixo quando são vistos, pois em geral são invisíveis para a população e os políticos que praticamente nada fazem para reinserí-los socialmente.

Políticas públicas que viabilizam cursos profissionalizantes ainda engatinham e no geral, aqueles que não dormem na rua conseguem vagas para passarem a noite nos albergues disponibilizados na cidade de São Paulo. Os endereços podem ser facilmente encontrados no sítio da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Em Pinheiros, na rua Cardeal Arcoverde, já existe um abrigo que a prefeitura quer realocar para o número 1.968, um local um pouco mais nobre da região. A medida causou polêmica e os moradores coleteram cerca de 1,2 mil assinaturas e enviaram ao Ministério Púlico Estadual (MPE) com intuíto de impedir a mudança sob a alegação de que o comércio local sofreria prejuízos, já que os residentes não saíriam de casa e consumidores poderiam se afastar do local.

O tiro saiu pela culatra e o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes enviou os nomes de alguns síndicos de prédio para a Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Raciais de Delitos de Intolerância (Decradi) após indeferir o pedido. De acordo com o portal Terra, Lopes viu indícios de intolerância social e uma demonstração ativa de preconceito já ocorria.

Os moradores, em declarações aos meios de comunicação como rádios e jornais, disseram que a prefeitura deve realmente alocar os moradores de rua em boas condições, porém isso deveria ser realizado em outros bairros já que Pinheiros é um local seguro e famílias vivem e caminham por lá.

Em São Paulo, a elite sempre se diz disposta a ajudar e almeja a melhoria das condições do povo para que todos tenham acesso à tudo. Mas quando acontece algo em que os pobres e mulambentos (acredito que pensam assim) devem ficar nos bairros onde a burguesia reside e consome, o preconceito vem à tona e nada nem ninguém se sensibiliza com a situação.

Elite e burguesia aqui citados  foram para ilustrar a situação, mas há casos em que a classe média, que hoje trabalha o dia todo para conseguir pagar pagar a faculdade (que cursa à noite) e nada sobra para arcar com lazer, também tem preconceito com esses casos.

Pelo jeito todo mundo quer abrigos para os moradores de rua, políticas públicas para reinserí-los na sociedade assim como os presos e os menores infratores. Mas o que ninguém quer é um albergue perto da sua casa ou comércio, assim como não empregarão ex-presidiários em suas empresas. Ou seja, segue-se o lema de que deve ser feito algo para a ralé, aos miseráveis e por aí vai, desde que seja bem longe de nós!

Thiago Marcondes é Jornalista

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Piada sem noção custou emprego de Rafinha Bastos

Custe o Que Custar parece ter sido o lema do humorista e apresentador de televisão

Por Thiago Marcondes

O programa C.Q.C. (Custe o Que Custar) da TV Bandeirantes chegou às telas como algo inovador no estilo humorístico e conquistou boa fatia do IBOPE durante sua apresentação, todas as segundas-feiras, após às 22h. Chegou conquistar 6,4 pontos no mês de setembro, ou seja, aproximadamente 350 mil aparelhos de televisão sintonizados na emissora.

O programa, com seus repórteres, sempre conseguiu fazer perguntas engraçadas e ao mesmo tempo constrangedoras aos entrevistados. Políticos, em geral, são os que mais sofrem com os questionamentos e em muitos casos não sabem lidar com a situação.

No Congresso Nacional vários parlamentares recusam responder ou então falam qualquer coisa como forma de despistar os repórteres para não se complicarem. Danilo Gentilli, Felipe Andreoli, Mônica Iozzi, Oscar Filho e Rafael Cortez conseguem tirar risadas até mesmo de situações complicadas como a política nacional e no quadro "Proteste Já", onde prefeituras são postas contra a parede para explicar problemas nas cidades.

Em sua bancada, de onde o programa é apresentado ao vivo, tinham Marcelo Tas (o comandante), Marco Luque e Rafinha Bastos. Os dois últimos sempre completam as falas de Tas com piadas sobre os temas envolvidos.

Rafinha Bastos nos últimos tempos passou dos limites com as piadas ao proferir piadas que mulher feia deveria se sentir feliz por ser estuprada e, também, ao dizer "Eu comeria ela e o neném. Não tô nem aí!" sobre a cantora (sic) Wanessa Camargo que está grávida.

A primeira piada, de péssimo mal gosto, foi aceita pela direção da Band e do C.Q.C. sem que represálias ou até mesmo uma bronca, em público diga-se de passagem, fosse dada ao integrante da atração. Mas ao falar mal de Wanessa Camargo, filha de Zezé di Camargo, esposa do empresário Marcos Buaiz que é amigo pessoal do Ronaldo Fenômeno Bastos foi repreendido.

Ficou por 02 semanas fora da apresentação da atração e decidiu pedir demissão por não saber como deveria se portar ao apresentar o programa novamente. A BAND agiu corretamente ao repreender Bastos no caso, mas ao não citar a piada sobre o estupro, que atinge a sociedade, a emissora se mostrou defensora dos fortes e não das causas justas.

Bastos, ao extrapolar na piada para tentar ser engraçado, foi grosso e apelativo. Ele ao menos fez jus ao nome do programa e com certeza pensou: "Vou fazer essa piada CUSTE O QUE CUSTAR!". Custou e muito, pois além dos cerca de R$ 40 mil mensais que recebia da BAND ele viu ser cancelados shows e propagandas. Agora sua imagem foi deteriorada e sua conta bancária estagnou.

Thiago Marcondes é Jornalista e de vez em quando mal-humorado

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PSD: sem votos, mas poderoso

Sem ideologia política, novo partido começa sem saber quem apoiar e com bancada própria no congresso

Por Thiago Marcondes

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou a criação do PSD (Partido Social Democrático), fundado por Gilberto Kassab, atual prefeito da cidade de São Paulo, por 06 votos à favor e somente 01 contra.

Kassab, como está estampado na mídia, largou o DEM (Democratas) para seguir seu rumo politicamente e, consequentemente, deixou para trás seus padrinhos políticos do PSDB. Serra é um deles e não parece nada contente com o atual cenário.

O PSB não tem uma ideologia política definida e pode ser considerado um partido do "centrão", assim como o PMDB. Ou seja, sempre apóia quem está na situação (entende-se por poder) e nunca quer estar fora das tomadas de decisões.

O novo partido não faz ameaça clara à "prostituta" do congresso, conhecida como PMDB, mas já causa muitos transtornos para a oposição em Brasília. Kassab sinalizou que pode realizar alianças com o governo petista e os tucanos se incomodaram com isso. Afinal de contas, a bancada governista será maior ainda e os projetos poderão ser aprovados como em um passe de mágica.

Políticos de direita, esquerda, centro e o diabo à quatro se filiarão no PSD para conseguirem morder uma fatia dos cargos nas eleições de 2012 e o partido, ao que se parece, já nasceu forte. A ruralista Katia Abreu está nesse barco, pois ela era "tucana" e em um futuro próximo poderá estar ao lado do PT. Irônia ou destino? Eu classifico como safadeza mesmo.

O cenário político brasileiro formado no momento pode ser considerado um absurdo, pois o PSD já começa suas ações com pelo menos 49 deputados e 02 senadores (todos políticos migrados de outros partidos) e sequer teve algum voto para conseguir os assentos. Possivelmente, no próximo ano, se a aliança com o PT for efetivada pode ser que sobre uma vaga em algum ministério. O resultado disso tudo é perpetuar-se no poder sem se importar como isso acontecerá.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sao Paulo: a crowded city

The place wich will open de World Cup does not have a good traffic and transport

By Thiago Marcondes

São Paulo is one of the biggest cities around the world and has more than 11 million people living there according to statistics in 2010. The public transportation is not enough to attend the demand and avenues are so crowded with vehicles. 

A lot of people have been used their cars to go to the work and left children on school, but they do not give a ride to order person who work near their jobs. If they used to do this, the buses and subways could be less crowded than now and also would share the gas to economize money. 

Every day the traffic in Sao Paulo is worst and when it rains on the city cars do not move. The government never did something or tried to do works that would upgrade the situation. Television used to show the people’s chaos live in a public transportation or on their automobiles. 

The society was thrown away by the politicians and no one makes a protest or tries to change the situation. Always are the same things: on next elections it will vote in other politician who wants to do better works and progress to the people.

People who need to use bus or subway are smashed because the transportation is totally full. This one that has car expend a lot of time driving or waiting inside the vehicle while traffic is not good. That is enough! Something has to be done and will be done, but do you know why? It because the 2014 World Cup Brazil. 

Much money are been invested in Sao Paulo because this big event and probably the situation about traffic and public transportation will be better on the future. But the society has to understand that this buildings and works are just happening because the World Cup and not therefore politicians want it.

Think about ir: the bus’ tickets are R$ 3,00, subway’s tickets are R$ 2,90, a liter of gas is R$ 2,80 and ethanol is R$ 1,80. Almost them are expensive, but if you want use the public transportation or a car you have to pay it even with this bad situation. Have you ever imagine how much will cost these products in 2014? Neither do I, but one thing is a certainty: many businessman and politicians will be richer with all the profits and society shall be paying the price. 

Thiago Marcondes is Journalist and hates profiteer people

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A culpa é de quem morreu

"Me leva que eu vou / sonho meu / culpado pelos acidentes / só não é que já morreu"

Por Thiago Marcondes

No dia 1 de junho de 2009 um dos piores acidentes de aviões do mundo ocorreu no oceano atlântico e causou a morte de 228 pessoas que estavam à bordo da aeronave da companhia Air France, que havia saído do Rio de Janeiro com destino à Paris, capital da França.

Inverstigações foram abertas para encontrar as causas do acidentes e cogitou-se falha nos equipamentos do avião ou se os pilotos não seguiram os procedimentos previstos em casos de problemas nas aeronaves.

A BEA (Escritório de Investigações e Análises), órgão francês responsável pela investigação técnica do acidente, informou que os responsáveis pelo acidente foram os pilotos por não terem sido treinados adequadamente, conforme informou o Terra. A companhia aérea logo se pronunciou e defendeu sua equipe, conforme reportagem "Air France defende pilotos após BEA ver erros em queda do 447" o portal Terra.

No dia 27 de agosto de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, um bondinho que ia rumo aos Arcos da Lapa descarrilou quando fazia uma curva acentuada na Rua Joaquim Murtinho. O acidente causou a morte de 05 pessoas e entre elas, o condutor da composição.

Investigações apontaram falhas nos freios e testemunhas apontaram super lotação no bondinho, o que deve ser verdade, já que recentemente um turista francês morreu ao cair de uma alutra de aproximadamente de 15 metros nos Arcos da Lapa. Porém, não descarta-se a hipótese de que o condutor tenha sido imprudente.

O governo carioca e parte da mídia adotaram essa setença ao deixar claro que o condutor pode ter sido o responsável, mas não falam da falta de investimentos em manutenção e compra de novos materiais para melhorias na transporte público da população e, também, para o turismo já que o bondinho é uma atração para os milhares de turistas que visitam e cidade maravilhosa.

Em ambos os casos acima tentaram colocar a culpa dos acidentes nos mortos, afinal de contas eles não podem se defenderem já que não estão mais aqui para isso. Nesses casos são as famílias ficam traumatizadas por terem os nomes de seus parentes como responsáveis pela morte de inúmeras outras pessoas.

A hipocrisia do ser humano (entende-se por autoridades) foi enorme nos acidentes da Air France e do bondinho já que os inverstigadores quiseram colocar no banco dos reús pessoas que provalvemente são inocentes. É mais fácil culpar e condenar mortos do que investigar seriamente e julgar os que de fato tiveram relação com os casos.

Thiago Marcondes é Jornalista e está "Vivinho da Silva"

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estados Unidos da Líbia ou República da Líbia Francesa

Futuro incerto pode manter a guerra cívil ou então ocidentalizar o povo

Por Thiago Marcondes

Os confrontos na Líbia, país de origem árabe e geograficamente localizado na África, duram mais de 06 meses e os rebeldes, com ajuda de tropas estrangeiras autorizadas pela O.N.U. (Organização das Nações Unidas), conseguiram chegar a Trípoli, capital da nação, e praticamente controlam todo o território.

Membros da família do ditador Muammar Gaddafi fugiram para a Argélia, porém seu paradeiro continua desconhecido. Dia 01/09/2011 foi disponibilizado um áudio com palavras de que os líbios não devem desistir da resistência e os ataques contra os rebeldes e todos aqueles que lutam contra o regime devem ser mantidos. Mesmo enfraquecido, ele ainda pode ser um temor na retomada do país e na ascensão da violência.

À princípio o Conselho de Segurança da O.N.U. autorizou bombardeios por parte das tropas da O.T.A.N. (Organização do Tratado do Atlântico Norte) apenas para proteger cívis, o que em partes ocorreu, mas ações não previstas também foram identificadas pela mídia e por especialistas.

Com auxílio da O.T.A.N. os rebeldes saíram em caça de Gaddafi e seus aliados e as ações resultaram na quase total queda de ditador. Cívis foram protegidos, mas também mortos. Ataques através de aviões erraram alvos e mataram que não tinha nada com o problema, pelo menos não belicamente.

A França, grande beneficiada por receber o petróleo líbio e apoiada incondicionalmente pelos Estados Unidos, fez uma reunião com países "amigos" da Líbia, entre eles o Brasil, para discutir o futuro da nação e liberar US$ 15 bilhões dos US$ 100 bilhões congelados pela resolução da O.N.U. O órgão já informou que pretende permanecer no país até que a situação seja estabilizada, ou seja, mais uma ocupação em curso.

O dinheiro com certeza ajudará na reconstrução do país que sofre com crise humanitária, mas ainda permanece escuso o apoio da O.N.U. ao governo transitório com a intenção de libertar o povo e instaurar uma plena democracia no país.

O abastecimento de petróleo para os franceses, ao que tudo indica, parece ser o carro chefe dessa operação, mas também há a questão muçulmana na qual o governo estadunidense tanto teme (e acusa também!) de terrorismo pelo mundo. Agora, com praticamente todas as portas abertas para o mundo ocidental, parece que cultura e estilo de vida em países democráticos serão absorvidos pelos líbios, sem imposição por parte de ninguém, que terão liberdade de falar e agir como melhor decidirem (entende-se por O.N.U).

Não se sabe ainda se o governo transitório terá forças suficientes para se manter no poder sem que divisões tribais mantenham a guerra civil em curso. Inclusive, e também um fator chave na reconstrução da Líbia, é saber se efetivamente será possível tomar ações no país por conta própria e sem interferência estrangeira. Caso contrário a nação poderá se transformar em "Estados Unidos da Líbia" ou "República da Líbia Francesa".

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

The Middle East days in England

By Thiago Marcondes 

On the two last weeks England lived bad days in its history. Mark Duggan, a man with 04 children, was killed by the police and until now the society does not know what happened and why.

People, most of the young people, went to the streets and started protests against the government and the police. Many department stores were stole by the manifestants and many public buildings and cars was burnt.

The biggest news paper in Brazil and in other countries said the vandals tried to destroy London, the first city that had protests, doing disorder in the neighborhoods. They did not say that people can do this actions to claim their rights and a precisely society.

The things that happen in London, Liverpool and Manchester it is democracy because the society is going to the streets to have their rights. In all cities and countries exists bad people who just think in theirselves and vandals enjoy the situation to promote jumble.

England is not living well days because in last months a lot of scandals involved politicians and news paper trembled the government. If people did not go to the streets probably they would not solve the problems.

Some specialists believe that English society is sick. Remember that police killed Jean Charles, a Brazilian guy who had work in London, and in the last year the government tried to increase the school fees. People are not crazy. They are trying to make their lives better.

Thiago Marcondes is Journalist

Líbia: a esperança de volta ao povo


Final da ditadura não significa o começo de uma plena democracia

Por Thiago Marcondes

As notícias sobre a tomada de mais de 80 % da cidade de Trípoli, capital da Líbia, pelos rebeldes ontem (21/08/2011) não param de chegar via rádio, internet e televisão e até o momento não se sabe o paradeiro do ditador Muammar Gaddafi.

Nos últimos dias de batalha mais de 1.200 pessoas morreram por conta dos conflitos e no quartel general do governo ainda há sinais de resistência por soldados leais a Gaddafi. Parece faltar pouco para que o ditador se torne mais um governante que perdeu seu posto através de um levante popular no norte da África. Em 2011 já vimos a queda do tunisiano Zine El Abidine Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak.

A democracia parece estar na porta de entrada na sociedade líbia, pois o povo se uniu em pról de liberdade de expressão e melhorias nas condições de vida. O país é produtor de petróleo e um grande exportador para as nações européias. Talvez isso explique o apoio dado aos rebeldes pela O.N.U., os Estados Unidos e a França.

32 nações já reconheceram os rebeldes como governo legítimo e por incrível que pareça até a Síria, que sofre com protestos da sociedade por maior abertura política e reprime seu povo, os apoiou. Contradições à parte, parece que os problemas líbios estão resolvidos com o fim da ditadura, ou pelo menos muitos acreditam nisso.

À partir de agora o pensamento deve ser na reconstrução do país através da política e economia. Questões tribais e religiosas devem ser deixadas de lado e os direitos do povo devem ser iguais independetemente de sua origem ou crença. Isso é um pouco mais complicado, pois aqueles que ajudaram na derrubada do antigo regime querem fazer parte novo e com poderes de decisão.

Espera-se que após os conflitos que assolou o pais nos últimos 06 meses tudo volte ao normal e a reconstrução seja iniciada sem divergências entre os que se uniram para instaurar a democracia no país. Caso contrário, o banho de sangue promovido por Gaddaffi pode continuar por um longo tempo nas mãos do novo governo.

Thiago Marcondes é Jornalista e gostaria de cobrir um evento assim

domingo, 21 de agosto de 2011

A corrupção generalizada

"A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios." ( Barão de Montesquieu )

Por Thiago Marcondes

A política brasileira nunca foi das melhores quando o tema é combater a corrupção e nos últimos meses o governo de Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente no Brasil, sofre com escândalos em ministérios e demissões praticamente em massa para tentar arrumar a bagunça no planalto.

A situação política da presidente (ou presidenta) se complicou à medida em que não tomava atitude alguma no caso Palocci, em que ele foi acusado de enriquecer ilicitamente enquanto era deputado federal. O ministro saiu do cargo e a mídia parece ter deixado de lado o caso, já que não há mais notícias e a sociedade não sabe se ele é ou não culpado. Para entender melhor leia "O mundo sujo da política" e "Caso Palocci já foi esquecido pela mídia brasileira".

Toda a mídia, e o povo também, criticou a postura da presidenta pela demora em tomar atitude em relação aos casos e fatos de corrupção. Dilma, com seu estilo de gestora e totalmente diferenciado de Lula, tenta colocar ordem na casa ao dispensar os acusados (em alguns casos entende-se por culpados) e substituí-los por pessoas de sua confiança.

Tal atitude não significa que os problemas serão resolvidos, pois a corrupção nem sempre está com os grandes nomes. De qualquer forma a limpeza promovida por Dilma pode deixar os demais corruptos com a "pulga atrás da orelha" e torna-se indício que esse governo não está de brincadeira e a sujeira, ou parte dela, será limpada e o povo poderá voltar a acreditar nos políticos.

A oposição luta para uma C.P.I. com intuito de manchar o governo, porém nem eles mesmos sabem o que fazer e o ex-presidente do Brasil. Fernando Henrique Cardoso, disse que a atitude de Dilma deve ser apoiada por todos. Claro que F.H.C. não fez isso de graça, pois percebeu que apenas bater, bater e bater não trará benefícios ao P.S.D.B. no momento e futuramente.

O povo nas ruas já não aguenta mais abrir os jornais e ler que corrupção atrás de corrupção foi descoberta e que mais e mais pessoas foram demitidas. Já está na hora de colocar o Brasil para funcionar e as obras para melhoria da sociedade serem entregues. Mas o povo, ah o povo, ele está certo em cobrar dos políticos mais seriedade e zero de corrupção, porém está errado quando se torna conivente com situações desse tipo.

Sempre a sociedade quer usar o famoso jeitinho brasileiro para conseguir as coisas. Como passar na frente na fila do médico sem estar em estado crítico ou como marcar um exame (S.U.S.) antecipadamente quando tem um amigo/parente que trabalha na área de saúde.

Recentemente presenciei um caso em que o dono do carro deveria levar o veículo para trocar a placa, pois a cidade seria alterada. Não conseguiu finalizar o processo porque havia insul-film no vidro da frente. Mas soube por pessoar próximas que poderia ter pago R$ 50,00 a mais e o emplacamento seria feito sem problema algum.

A prática da corrupção pode ser acabada, ou dininuída de forma significativa, no alto-escalão político brasileiro. Porém, o povo, aquele que tanto reclama dos roubos e jeitinhos utilizados pelos políticos também deve ter a consciência de que movimentam esse tipo de crime em menor escala.

Por ser uma democracia ainda jovem o Brasil e seu povo tem muito com o que evoluir em relação à isso. A sociedade não pode utilizar o ditado "Faça o que eu falo, mas não o que faço", pois a situação pode não melhorar nunca.

Thiago Marcondes é Jornalista

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Inglaterra viveu seus dias de Oriente Médio

01 ano antes das Olimpíadas, cidades inglesas sofreram com protestos e segurança

Por Thiago Marcondes

A morte de Mark Duggan, no dia 06 de agosto, desencandeou uma série de protestos na Inglaterra. A polícia londrina é acusada de matar o homem de 29 anos, pai de 04 filhos, e até o momento não se sabe o motivo do assassinato.

As manifestações iniciaram em Tottenham, seguiram por toda Londres e atingiram Manchester e também Liverpool, mais conhecida pelo time de futebol local (que contém o nome da cidade) e por conta dos Beattles.

Prédios públicos foram queimados, atearam fogos em carros, destuíram e saquearam lojas de departamentos, mas também fizeram protestos como forma de cobrar o governo pela morte de uma pessoa que até o momento o mundo não sabe o motivo.

A grande mídia brasileira e mundial tentou à todo custo deixar claro que vândalos provocaram as manifestações, saques, destruição e os roubos e que aquilo não tinha nada (ou quase nada) relacionado com o assassinato de Duggan.

Claro que pessoas assim, com intenção de se aproveitarem da situação para benefício próprio, existem em todos os lugares do mundo. Porém, esqueceram (ou não quiseram mesmo) sinalizar que a sociedade britânica tem problemas e que a população não tolera mais certas ações da polícias, políticos etc. Lembram do caso Jean Charles?

Tudo isso é fruto de um governo que recentemente esteve envolvido em escândalos e que também quis aumentar a tarifa anual para para as escolas. O assassinato foi a gota d'água e povo inglês, conhecido pelo sua educação de "lord', saiu às para protestar.

Londres ficou sitiada e a própria população, após 03 dias de protestos, foi às ruas para recolher o lixo e organizar a situação. Em Liverpool ocorreram manifestações. Helicópteros sobrevoavam a cidade e a polícia estava mais presente nas ruas, porém o andamento da sociedade permaneceu da mesma maneira, ou seja, seguindo a rotina de trabalho, escolar normalmente.

Ainda não se sabe o que acontecerá nos próximos dias nas principais cidades inglesas, mas o que ocorreu deve servir de lição para que os políticos deles e de todo o mundo respeitem mais seu povo. Afinal de contas, são essas pessoas que pagam impostos e de certa forma sustentam a nação.

Thiago Marcondes é Jornalista e tem vontade de se envolver em protestos conta o governo