terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Então é Natal...

Época para celebrar, comer e comprar

Por Thiago Marcondes

Todos os anos, ao chegar dezembro, começa uma grande correria das pessoas para realizar as famosas compras natalinas, onde gastam o 13º salário em roupas, presentes e coisas que nem precisavam comprar.

As propagandas nas televisões são chamativas e fazem dos produtos um sonho de consumo, algo que cada um deve ter e carregar em sua vida. Um sinônimo de poder e status. Ou como diria o Rei do Camarote: "Essas coisas agregam em tudo na sua vida, com os seus amigos. Agrega em tudo!!!".

O Natal, conforme se percebe nas redes sociais (entende-se por FACEBOOK), virou algo totalmente mercadológico e as pessoas não lembram que a data serve para celebrar o nascimento de Cristo.

Como disse o jornalista Leonardo Sakamoto nobre o Natal: "...data em que celebramos o nascimento do Papai Noel e do crediário em 12 vezes sem juros...". Vamos comprar, comprar e comprar.

Os shoppings e as lojas contratam pessoas para trabalharam como papai noel para alimentar os sonhos da criançada, onde o bom velhinho sempre aparece com os presentes na noite de Natal. Mas isso somente acontece com os bonzinhos. Quem for MAL não ganha nada.

Ao seguir esta lógico penso que ser pobre é algo MAL, pois nem sempre as famílias têm dinheiro para comprar presentes aos filhos. Ou se compra comida para a ceia (quando sobra do salário após pagar o aluguel, água, luz etc) ou não tem nada.

Enfim, vamos na hipocrisia de desejar um Feliz Natal à todos e blá, blá, blá.

Thiago Marcondes é jornalista, pós-graduando em Gestão de Projetos e não acredita em Papai Noel

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Beagles são escravizados no interior do Pará

Cachorros escravizados mexem com os sentimentos da mídia, mas homens não!!!
 
Por Thiago Marcondes
 
Ourinhos - Na última semana muitos veículos de comunicação se pautaram com as notícias que pesquisas para novos produtos cosméticos são realizados com animais e a forma de protesto das pessoas e ONG's defensoras dos direitos dos bichinhos.
 
Uma grande operação de resgate foi realizada no Instituto Royal de onde foram retirados inúmeros cachorros com sinais de maus tratos. Muitos no sociedade reprimem o uso de animais em testes científicos e desejam o fim da prática.
 
Os meios de comunicação aproveitaram o embalo da situação para produzir inúmeras reportagens e, de certa forma, levantaram o assunto polêmico para toda a sociedade, que discutiu tema no local de trabalho, no ônibus, nos bares etc.
 
Muito justo a mídia abrir espaço para esse tipo de discussão, mas EXTREMAMENTE INJUSTO quando ela não divulga reportagens e tampouco vai atrás de saber sobre o trabalho escravo no Brasil. Nas regiões norte e nordeste muitos brasileiros como nós, que também se indignam quando um animal não é bem tratado, trabalham (sic) em condições análogas e comem o pão que o diabo amaçou com a ilusão que ganharão dinheiro para ajudar suas famílias.
 
Os patrões, para reduzir custos, abordam as pessoas em regiões remotas do Brasil e são simpáticos no primeiro contato. Prometem salários, moradias e alimentação, mas no fundo retiram até sua dignidade. Os trabalhadores, em geral, prestam serviços para pagar o transporte até o local de trabalho, o cantinho para dormir e a refeição oferecida pelo empregador. Se tentam fugir são ameaçados de morte e, quando conseguem e são pegos, morrem e têm seus corpos enterrados em valas comuns.
 
Quando situações assim ocorrem parece que o ser humano não tem valor para os outros. Ou então que notícias de nordestinos e nortistas pobres não rende publicidade e, consequentemente, não vale à pena veicular tal situação para a sociedade.
 
O site Repórter Brasil sempre tem matérias sobre o assunto e nos ajuda a ter informações sobre o trabalho escravo no Brasil. Caso alguém tenha intenção de saber mais sobre o assunto leia o texto "O que é trabalho escravo" e tire as próprias conclusões. Afinal de contas, atualmente a vida de um ser humano que não conhecemos não deve valer praticamente nada.
 
Observação: a ideia do título foi para chamar a atenção do leitor, pois "Homens são escravizados no interior do Pará" virou clichê (sic).
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das Crianças por um mundo melhor

Por Thiago Marcondes

            Dia 12 de outubro é feriado de Nossa Senhora da Aparecida, a primeira padroeira do Brasil, mas também se comemora mais duas datas que são: o Dia das Crianças e o Descobrimento da América.

A data, apesar de ser muito importante historicamente para os católicos e para todos os brasileiros por causa da chegada de Colombo, tem sido enfatizada pelas propagandas de televisão, rádios, jornais e internet com o intuito de aumentar a propaganda e, consequentemente, o lucro das empresas.

            A criançada fica maluca quando outubro se aproxima e os pedidos aos pais começam a pipocar logo em agosto. Ganhar presente é algo bom, mas a cultura do consumismo no Brasil faz que datas importantes sejam simbolizadas pelo simples ato de consumir, consumir e consumir.

            Não se tornou algo raro de presenciar crianças alucinadas por irem ao shopping para comprarem roupas de marca, presentes caros e depois mostrar aos amiguinhos. A atitude da criança, em alguns casos, pode ser sem pensar nas consequências, mas de certa maneira isso gera um “status” em sua turma. Sem perceber isso vira ostentação.

            O mundo está em um momento onde milhares de pessoas passam fome, não têm acesso à educação e água potável, além da saúde, claro. Não se faz aqui um pedido aos pais para não comprarem presentes aos filhos, mas sim para conscientizá-los que algo de bom pode ser feito.

No dia 12 de outubro, se possível, presenteie seu filho com o melhor presente do mundo. Mas não esqueça educá-lo, torná-lo um cidadão e que ele pode mudar algo com suas atitudes.

            Para esta postagem eu poderia colocar minha foto quando criança, mas decidi selecionar a imagem de uma criança africana que luta todos os dias para conseguir um copo de água, um prato de comida e, talvez, a chance de estudar e ter um futuro melhor. O momento parece oportuno, pois em questão de dias duas embarcações afundaram na costa italiana e centenas de pessoas perderam suas vidas enquanto tentavam algo melhor.


Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

1 segundo pode mudar muita coisa

O que fazer com esse tempo?
 
Por Thiago Marcondes
 
Na última semana estive em Ourinhos, cidade no interior de São Paulo e próxima ao Paraná, para trabalhar em um projeto de implantação de sistema hospitalar e retornei na sexta-feira, dia 04/10/2013, de carona com um colega de trabalho.
 
A viagem foi tranquila até a Marginal Tietê, quando ao passarmos por baixo de uma das pontes (creio que era a do Limão) um carrinho de supermercado caiu do nada (mentira, alguém jogou propositalmente) e o Celso Pereira, meu colega de trabalho, acertou em cheio e o jogou para fora da pista.
 
No momento ele não teve tempo de reagir e desviar do objeto e isso foi bom, pois poderíamos ter acertado o carro que estava na faixa ao lado ou bater contra o muro. O veículo ficou com a frente danificada e o prejuízo será razoável, porém saímos ilesos da situação.
 
Depois de passado o susto me lembrei do filme "Um Anjo Malvado", de 1993 e interpretado por Macaulay Culkin. No longa ele era o menino malvado e em uma determinada cena joga um boneco do alto do viaduto somente para ver o acidente.
 
Não consigo compreender o motivo de tanta maldade nas pessoas, pois eram cerca de 21h30m e a pista expressa estava cheia. Ou seja, se tivesse ocorrido um acidente muitas pessoas poderiam ter se machucado. Penso que por uma fração de segundo o carrinho não caiu um cima do carro ou no vidro.

Nesse curto espaço de tempo muita coisa pode ocorrer e as pessoas podem ficar entre a vida e a morte. Quantas pessoas não tiveram a mesma sorte que nós??? Estamos bem e em um piscar de olhos tudo pode mudar.
 
Algumas pessoas com quem conversei cogitaram a hipótese de assalto, mas não creio que seja isso justamente pelo horário do fato e pela quantidade de veículos que transitavam na via. Enfim, seja por assalto ou por pura maldade com o próximo o ser humano para não se importar com a vida alheia.
 
Vivemos em uma sociedade onde a solidariedade deveria imperar, pois há muitas pessoas necessitadas e que precisam de ajuda. Mas não: parece que fazer o mal sem se importar com as consequências é algo que agrada as pessoas, massageia o ego e faz o indivíduo se sentir bem. Onde vamos parar se a sociedade continuar assim?
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Casos do metrô

"Não fique na região das portas" é o mesmo que dizer "Fique na região das portas"
 
Por Thiago Marcondes
 
Utilizar o metrô em São Paulo nos horários de pico seria cômico, caso não fosse trágico. Melhor: pode-se comprar aos teatros grego e romano. Platão misturou os dois gêneros no primeiro capítulo da "Poética", mas acredita-se que Plauto foi o primeiro a utilizar a tragédia e a comédia na mesma peça.
 
Vagão lotado e muita gente se aperta para conseguir um lugar e seguir viagem. São cerca de 11 pessoas por metro quadrado. Ou seja, o metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo.
 
Em algumas estações a situação alivia, os passageiros ficam menos apertados e agora começa a falta de bom senso dos usuários. As pessoas, ávidas para não perder a estação destino, se acumulam na região das portas enquanto os corredores ficam livres.
 
Se isso acontecesse com "marinheiros" de primeira viagem tudo bem. Seria aceitável. Mas não!!! Os passageiros do dia-a-dia sempre mantém a rotina e se estabelecem nas portas. Isso implica na qualidade do serviço, pois o acúmulo de pessoas próximas à entrada/saída dos vagões, em muitos casos, não permite a entrada de mais usuários.
 
Um passo para o lado ou ficar no corredor não faz o viajante perder sua estação, mas parece que os usuários do metrô, em sua maioria, se acostumaram com o espaço apertado e ao ficarem na porta criam situação similar de quando há grande lotação nos vagões.
 
O mais tragicômico em tudo isso é ver as pessoas, paradas na porta, reclamarem por serem empurradas por quem entra e quer utilizar o corredor do vagão.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos e usuário do metrô

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Jazz boliviano. Vai encarar?

Estilo musical com instrumentos andinos surpreende pela boa qualidade
 
Por Thiago Marcondes
 
O jazz nasceu por volta do século XX nos Estados Unidos, próximo à região e Nova Orleans, com suas raízes provenientes da música negra americana de pouco antes de 1850.
 
Em uma época onde o preconceito racial era muito forte, o estilo musical serviu para unir e fortalecer as raízes dos negros de forma que ao tocar a música em locais públicos afirmavam suas origens africanas.
 
No início da década de 20 a venda de bebida alcoólica era proibida nos Estados Unidos, situação que não acabou com seu consumo, pois ela era vendida ilegalmente em locais onde bandas de jazz se apresentavam. Isso o gênero musical ser considerado imoral pela sociedade.
 
Atualmente as pessoas que gostam do estilo musical são consideradas "cults" ou da elite, rótulo criado pela sociedade já que o jazz não é (e não foi) difundido nos meios de comunicação de massa. Assim, grande parte da população com acesso somente aos canais abertos (BBB, jornal nacional e novelas) não conhecem a música como algo para o povo, digamos assim. Mas através da música estereótipos podem ser rompidos.
 
Alguém imaginava que existe o "JAZZ BOLIVIANO"? O estilo musical iniciado nos Estados Unidos é tocado na Bolívia com instrumentos tradicionais como saxofone, piano, trompete e trombone misturados com flauta-de-pã e o charango, equipamento parecido (não no som) com o cavaquinho.
 
Takamasa Segi, de origem japonesa, toca jazz com os instrumentos andinos e se apresentou em festivais na Bolívia. Para quem não conhece o trabalho do estilo musical vale conferir no site do youtube alguns vídeos e aproveitar a beleza da música estadunidense, misturada à cultura andina.
 
Callawaya, um grupo de jazz boliviano, faz grande sucesso na região e sua música contagia aqueles que curtem jazz. E, para quem não gosta ou nunca ouviu, vale à pena conferir esse belo trabalho.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos e admirador da cultura andina

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O mito do metrô

Nos dias atuais Platão dedicaria um capitulo do livro "A República" ao transporte em São Paulo
 
Por Thiago Marcondes
 
Nos últimos meses tenho utilizado o transporte público com frequência, principalmente o metrô da cidade de São Paulo. Para ser mais específico, as linhas vermelha e amarela são as que mais tenho acesso e consigo ver a dimensão do problema. Seja de estrutura ou de educação das pessoas.
 
A linha vermelha me faz lembrar o Mito da Caverna, escrito pelo filósofo grego Platão, há praticamente 2.500 e disponível no livro "A República". As pessoas que utilizam o metrô no horário de pico, tanto de manhã quanto no final da tarde, parecem não conhecer outra realidade além daquela. Ou seja, muita gente e pouco espaço, empurra-empurra para entrar na composição sem se preocupar com o próximo, caras feias, xingamentos, discussões e total falta de educação uns com os outros.

No mito grego pessoas vivem na caverna, presas por correntes, desde o nascimento e somente conhecem a realidade através de sombras projetadas na parede. Quando um deles tem a oportunidade de explorar a caverna e o mundo lá fora compreende que não existe somente o que conheceu ao longo da vida.

O prisioneiro explorador, digamos assim, volta para falar aos demais sobre o mundo fora da caverna e sequer é reconhecido, pois sua fala, sua imagem e seu jeito são similares às sombras vistas pelos prisioneiros. Eles não percebem outra realidade além daquela, assim como muitos usuários do metrô não enxergam que há como utilizar o serviço sem a brutalidade de cada dia.

Na linha amarela a situação é diferente e os usuários se respeitam mais. Esperam as pessoas saírem e só depois entram no vagão, pedem licença e não empurram (tanto e com frequência) os demais. Claro que isso teve um grande trabalho e esforço do governo para educar o povo, pois nas estações existem informações para não ficar em frente à porta enquanto os pessoas saem do metrô. Mérito aos poderosos nesse quesito!

Ao contar aos demais usuários com funciona a linha amarela eles não acreditam, olham para você de forma diferente e pensam que vive em outra realidade. Sempre agi da mesma forma em qualquer no metrô, pois a educação e cordialidade com os demais ajuda na convivência. Aliás, vale à pena pensar que não é legal ser esmagado antes das 07h da manhã e chegar no trabalho todo amassado.

Claro que como eu muitas pessoas utilizam as linhas vermelha e amarela e sabem exatamente como agir em cada uma delas. O Mito da Caverna tem a intenção de mostrar que muitas vezes as pessoas enxergam a vida de acordo com suas crenças valores, cultura e não dão espaço para novos conhecimentos, novas atitudes, novas ações!

No caso do metrô o povo torna-se perfeitamente adaptável após utilizaram as diferentes linhas e, enquanto na linha amarela parecem "lords", na vermelha correm como os japoneses em estações de metrô de Tóquio.

Ao povo, desejo um pouco mais de educação e consciência. Aos governantes e responsáveis pelo transporte público: se conseguiram educar os usuários na linha amarela também podem fazer na linha vermelha. Basta ter vontade!!!

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos e usuário do metrô

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Corredor de ônibus

Medida gerou controvérsia em algumas pessoas, mas foi eficiente para a maioria
 
Por Thiago Marcondes
 
As novas faixas exclusivas na cidade de São Paulo causou um pouco de polêmica e discussão diante a população que utiliza carro e transporte público para se locomover de casa ao trabalho e vice-versa.
 
Nos primeiros dias o corredor da Av. Washington Luís, na zona sul da cidade, ficou com trânsito acima do normal até que os motoristas se acostumassem com as faixas exclusivas para os ônibus. Como sempre, houve quem reclamasse e quem aplaudisse.
 
Muitos motoristas, em seus carros, reclamaram que agora, com a faixa exclusiva para ônibus, eles gastam mais tempo no trânsito e podem se atrasar. Como solução acordam mais cedo para chegarem no horário ao destino.
 
A medida visa beneficiar a maioria da população que mora nas periferias e têm empregos extremamente distantes de suas residências. Os ônibus permanecem lotados e, mesmo cedo, antes das 06h30 por exemplo, alguns motoristas nem param nos pontos para pegar os passageiros por conta da lotação extrema do veículo.
 
A ideia aqui não é dar lição de moral e obrigar todos a andar de ônibus, mas uma ação com intuito de melhorar para a maioria do povo ser criticada por poucos que andam em carros com ar-condicionado, escutando música, chega a ser hipocrisia.
 
A sociedade deveria ser mais sensata no momento de realizar críticas, pois foi comprovado que, ao longo do tempo, que a velocidade média dos ônibus aumentou e o tempo de viagem diminuiu. Sendo assim, a medida, até o momento, foi acertada.
 
Agora os políticos deveriam entrar em contato com as empresas e solicitar mais veículos nas ruas, assim a população não precisa andar amassada como se fossem sardinhas.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pacientes podem (e devem) reclamar de mal atendimento em hospitais

Reclamações sobre o atendimento do S.U.S. e dos convênios podem ser feitas através de canal de ouvidoria
 
Por Thiago Marcondes
 
Falar da saúde, atendimento médico, hospitais, ambulatórios, S.U.S. (Sistema Único de Saúde) e convênio pode ser um clichê, pois no dia-a-dia praticamente toda a população discute sobre o tema e sempre tem reclamações e, às vezes, sugestões em relação aos serviços prestados.
 
Os políticos, no geral, são os alvos prediletos e os culpados por todos os problemas nos hospitais, sejam de âmbito municipal, estadual, federal e, por incrível que pareça, até nos particulares. Afinal de contas, se o governo prestasse serviços saúde que atendesse toda a população com agilidade e qualidade, talvez os hospitais privados sequer existiriam.
 
Votar conscientemente ajuda, mas se ninguém escutar as reclamações não há como mensurar e melhorar a situação da saúde no país. Poucos sabem da existência de um canal de comunicação onde a população pode reclamar sobre os serviços prestados pelo S.U.S. e convênios, mas ele existe e a população deve utilizá-lo sempre que necessário.
 
O Ministério da Saúde, desde 2011, disponibilizou o número 136 para o cidadão ter acesso à Ouvidoria e poder reclamar (ou dar sugestões) sobre os atendimentos S.U.S. realizados no Brasil inteiro. O serviço já existia, mas o número antigo (0800-61-1997) foi alterado para três dígitos com intuito de facilitar a memorização e aumentar o uso desta ferramenta.
 
Para quem está insatisfeito com os serviços dos convênios e sabem que não adianta reclamar com as operadores a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) tem o DISQUE ANS e através do 0800-701-9656 há possibilidade informar os problemas e com grandes chances de solução.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

terça-feira, 28 de maio de 2013

Amado Batista: o filho arrependido

Ao falar que o Brasil poderia ter sido como Cuba o artista mostra não conhecer história
 
Por Thiago Marcondes
 
Torturado pela ditadura militar que governou, digamos assim, o Brasil entre 1964-1985, o cantor de música brega Amado Batista acredita ter merecido por ter acobertado pessoas que gostariam de tomar o poder do país à força.
 
Em entrevista ao programa de Marília Gabriela, no SBT, na madrugada de domingo para segunda-feira, o cantor informou que tinha contatos com livros considerados proibidos, pois trabalhava em uma livraria e facilitava a vida dos comunistas da época ao deixá-los utilizarem o espaço para leitura das obras subversivas.
 
A opinião política deve ser respeitada e se ele acredita que a direita pode resolver os problemas do Brasil tudo bem. Porém, afirmar que o país poderia ver ser igual a Cuba ultrapassa um pouco os limites da verdade. A pequena ilha está em situação ruim porque o governo estadunidense mantém um grande embargo econômico e não os deixa livres para negociarem produtos.
 
Com a ditadura brasileira o povo não tinha liberdade de expressão, ir e vir em grupos era algo extremamente complicado e falar o que pensava podia dar cadeia, tortura e até morte. Até hoje pessoas sumidas à época não foram encontradas e o Brasil sequer conseguiu punir os responsáveis pelas barbáries. Atualmente existe a Comissão da Verdade, mas ninguém será julgado e preso pelos crimes cometidos.
 
Batista disse "...que quando uma criança cospe na sua cara, chuta sua canela, o que o pai deve fazer? Não deve corrigir? Então, eu estava fazendo a mesma coisa, que não era uma coisa correta" e, ao ser questionado sobre o valor de indenização oferecido da Comissão de Direitos Humanos e da Lei de Anistia, falou receber todos os meses pouco mais de R$ 1.000,00.
 
Os mais conservadores dirão ser direito já que houve tortura física e psicológica, mas como o cantor acredita ter sido correto o "corretivo" recebido ele deveria ter, no mínimo, vergonha na cara e não receber a indenização. Se fizer isso irá mostrar ao povo brasileiro e aos fãs que ao menos há sensatez em suas atitudes.
 
Thiago Marcondes é brega por pensar assim

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sem medo de falar

Hugo Chávez deixou a imagem de um político que ama seu povo acima de tudo
 
Por Thiago Marcondes
 
Há pouco mais de dois meses um grande líder latino perdeu a vida por conta de um câncer e os grandes meios de comunicação brasileiro apostavam, de acordo com analistas, que seu vice-presidente provavelmente não venceria as eleições.
 
Hugo Chavéz partiu, mas deixou um legado importantíssimo para as nações do sul e seus líderes. Demonstrou e provou que não há necessidade de abaixar a cabeça e acatar tudo que for dito (entende-se por imposto) pelo governo estadunidense e sua política.
 
As eleições que colocaram Maduro no poder, foram limpas e respaldadas por órgãos internacionais. A oposição disse que não reconheceria a derrota e o governo dos Estados Unidos da América demorarem para reconhecer o no presidente venezuelano, mas o fizeram à tempo de não cometer uma "gafe" política.
 
A mídia, grande opositora do Chavismo, tentou à todo custo desmoralizar o governo e lançou notícias como falta de alimento nos mercados e locais de votação abertos além do horário estabelecido, mas não adiantou em nada e a vontade do povo foi respeitada, assim como a soberania do novo governo.
 
Acredito que a democracia e as conversas são a base para o desenvolvimento de uma nação, mas às vezes Hugo Chávez realizava alguns discursos mais ríspidos e atingia diretamente aqueles iam contra seu governo e sua nação.
 
Não creio que isso seja uma solução, mas o vídeo "Los Yankes de mierda!" mostra a coragem de um político em enfrentar de frente uma grande potência que faz (sempre fez e ainda fará) de tudo para desestabilizar países por conta de interesses financeiros e políticos.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

quinta-feira, 21 de março de 2013

Vida de Pasteleiro

Atendimento em Tecnologia da Informação, para usuários, parece ser o mesmo que pedir um pastel "quentinho"
 
Por Thiago Marcondes
 
Trabalhar com (T.I.), seja em suporte ou em projetos, torna-se uma tarefa mais desafiadora à cada dia. Os usuários estão mais envolvidos com os processos e a cobrança por resultados e agilidade somente aumenta.
 
As corporações enfrentam inúmeros problemas no dia-a-dia por conta de processos mal definidos, projetos pouco elaborados e tomadas de decisão que nem sempre estão alinhadas com a estratégia empresa. Isso, em geral, faz boa parte do trabalho ir para o setor de T.I.
 
Analistas que realizam o suporte sabem o caos gerado ao receber uma ligação de usuários, que geralmente relatam o problema e esperam uma solução imediata. Em geral não adianta informar que o processo será analisado antes de qualquer tomada de decisão, pois nem sempre há compreensão de que uma alteração pode influenciar outras áreas da empresa e, consequentemente, trazer prejuízos ao negócio.
 
Trabalhar com atendimento ao usuário muitas vezes faz o profissional de T.I. pensar que o produto oferecido trata-se de um pastel. Boa parte da demanda deve ser entregue na hora, ao longo da ligação, e quase nada por projeto (na pastelaria seria encomenda) com prazo e escopo definido.
 
A analogia com pastel ocorre, pois ao chegar em uma pastelaria o consumidor pede e o produto (resultado) é entregue em pouco tempo. Claro que os pastéis estão com a massa fechada e recheio pronto, o que facilita (e muito) no atendimento. Aliás, para deixar bem claro, a ideia não é menosprezar ou ter preconceito contra a profissão de pasteleiro, mas sim fazer uma pequena comparação com os profissionais de T.I.
 
Na pastelaria, por mais que os produtos estejam praticamente à mão, ainda assim há necessidade de esperar pelo atendimento. Exemplo: se existem muitos consumidores o atendimento ocorre por ordem de chegada e não de forma desordenada ou somente porque o cliente deseja matar a fome antes que os demais.
 
Em T.I. existem prioridades nas ordens de serviço e os chamados são atendidos de acordo com a ordem de abertura da O.S. Isso pode variar de uma empresa para outra, mas por via de regra este processo existe para manter uma ordem estabelecida e facilitar o atendimento dos usuários.
 
Situações assim acontecem porque muitas instituições não têm regras definidas e divulgadas aos colaboradores, diferente de uma pastelaria onde há uma fila para ser respeitada e ordem a ser seguida. Ou alguém já chegou no local e disse: "Quero um pastel URGENTE, pois preciso matar minha fome agora!"?
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

segunda-feira, 11 de março de 2013

A mídia e a morte de Hugo Chávez

As semanais Carta Capital e Veja trazem informações totalmente distintas em relação aos fatos
 
Por Thiago Marcondes
 
A morte de Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, causou furor em toda mídia e alguns veículos de comunicação praticamente aplaudiram o fato enquanto outros sentiram a tristeza da perda de um grande líder.
 
As revistas Carta Capital e Veja têm opiniões bem distintas e, a segunda publicação, ao que tudo indica, tem mais leitores (ou pelo menos anuncia como número de exemplares vendidos) no Brasil.
 
Este simples blogueiro (apesar de ser assinante e leitor da Carta Capital) não está aqui para julgar os fatos e opiniões de uma ou outra publicação, mas sim para mostrar que existem os dois lados da moeda.
  
 
Enquanto e Veja, no meu ponto de vista, tem sempre as mesmas informações exibidas que a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal Nacional e assim por diante, a Carta Capital trás o outro lado do Chavismo (e demais assuntos) como os benefícios para seu povo.
 
Antes de criticar, ou até mesmo de ter uma opinião definida (seja ela qual for), vale à pena ler o outro lado da moeda. Assim como muitas pessoas não suportam a Carta Capital existem outras que ao ver a capa da Veja sentem nojo e vontade de vomitar. Não há o certo ou o errado, mas sim opiniões diferentes e valores distintos.
 
Thiago Marcondes é jornalista e pós-graduando em Gestão de Projetos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Hackers no Twitter


Conta do Burger King foi invadida e logomarca foi trocada

Por Thiago Marcondes

O uso do computador virou algo rotineiro na vida das pessoas e zelar pela segurança de acesso e dados compartilhados nem sempre é pensado pelos internautas. A conta de twitter do Burger King, grande indústria de fast-food no mundo, foi invadida por hackers que alteraram a logomarca e para a imagem da concorrente, McDonalds.

Foto extraída do NY TIMES - Associetad Press

A reportagem do NY Times (Twitter Hackings Put Focus on Security for Brands) não cita nada sobre prejuízos financeiros da marca, mas levanta o tema sobre a segurança das senhas em redes sociais, pois não existe uma diferença entre empresas e/ou pessoas ao utilizarem o serviço.

Vale à pena, para cada usuário da rede, pensar em criar uma senha segura e ainda assim seus dados podem ser invadidos e informações serem excluídas da rede. Deve-se analisar, também, aquilo que será postado para não sofrer danos que, em geral, são reversíveis, mas podem causar certos constrangimentos.

O fato ocorrido com o Burger King pode acontecer (e aconteceu) com outras grandes empresas a JEEP, mas pode acontecer comigo ou com você, usuário comum.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Futebol, violência e falta de investigação por parte da mídia

Os meios de comunicação brasileiros destacaram a morte do jovem boliviano, mas não informou ser comum fogos de artifício em praticamente todos os jogos locais
 
Por Thiago Marcondes
 
O primeiro jogo do Corinthians na Libertadores/2013, contra  o San Jose da Bolívia, tinha um clima de festa para ambos os times já que o Timão iniciaria a corrida pelo bi-campeonato e os bolivianos poderiam ver Alexandre Pato, a grande contratação da temporada, e o atual campeão do mundo em seu país, mas tudo mudou porque uma tragédia aconteceu.
 
O jogo correu normalmente e terminou empatado em 1x1. A equipe boliviana, inferior tecnicamente em relação ao Corinthians, fez valer a altitude de cerca de 3.700m e conseguiu um bom resultado. Independente do placar, um menino boliviano de 14 anos, chamado Kevin Beltrán Espada, morreu ontem no estádio após ser atingido no olho por fogos de artifício que partiram da torcida corinthiana.
 
O fato, lamentável e que retirou a vida do garoto, deve ser julgado e os culpados condenados. Concordo com a atitude de o time jogar sem a presença dos seus torcedores, seja no Pacaembu ou na casa do adversário, como forma de mostrar ao mundo que a América do Sul não irá tolerar mais situações como essas.
 
Defendo também punição do San Jose porque o jogo foi em suas dependências e torcedores entraram com fogos de artifício no estádio. Pode parecer que defendo o Corinthians, mas na Bolívia isso é algo comum nas partidas.
 
A mídia brasileira seja a televisiva, de internet, impressa ou rádio, trouxe o assunto como destaque e alguns apresentadores, caso de Tiago Leifert, da Rede Globo, pediram que o Corinthians fosse banido da competição ao menos em 2013, mas nada falaram da confederação boliviana ou da cultura do povo dentro dos estádios. Faltou um pouco de análise e investigação para manter parcialidade diante da sociedade.
 
  Thiago Marcondes – 23/05/2011
Torcida do Bolívar com fogos de artifício antes do jogo contra o Real Mamoré, em La Paz
 
Em relação à imprensa brasileira podemos dizer que ao prestar um serviço de informações não coletou informações de ambos os lados, pois se fizessem com certeza saberiam do costume. Sinceramente, não sei se a legislação boliviana permite isso, mas ao deixar de explicar a cultura local e o que de fato acontece a mídia faz suas reportagens se tornarem tendenciosas.
 
Em 2011 estive em um jogo entre Bolívar e Real Mamoré onde a torcida bolivariana acendeu fogos praticamente durante todo o jogo. A partida chegou a ser interrompida por conta da fumaça que atrapalhava visibilidade do goleiro adversário. Inclusive, um homem que estava em minha frente foi atingido e por sorte não se feriu. Ao ser questionado sobre o fato ele respondeu: “Hay pirotecnia en todos los partidos!”.
 
Aliás, algo deve ficar bem claro: não é permitida a entrada de sinalizadores e fogos de artifício nos estádios bolivianos e, pelo visto, as autoridades locais não parecem se preocupar muito com isso. Quem cometeu o erro deve pagar, seja o torcedor, time e autoridades esportivas que não se comprometem em cumprir as leis.
 
Como um bom corinthiano e amante do esporte sem violência não ficarei estou triste pela punição, mas serei eternamente feliz quando os jornais começarem a destacar os 02 lados da moeda.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quando chove em São Paulo...

...para tudo, para tudo, para tudo, para tudo

Por Thiago Marcondes

A chuva torrencial de hoje atingiu praticamente a cidade toda e inúmeros focos de alagamento, locais intransitáveis, queda de árvores, de energia e semáforos fora de funcionamento não fizeram São Paulo parar no tempo, mas sim parar literalmente.

Após às 17h a chuva praticamente cessou, mas o impacto causado na cidade estava apenas para começar. Um trajeto de aproximadamente 15 minutos, entre a Vila Mariana e Vergueiro, demorava cerca de 01 hora. De carro é claro.

Muitas pessoas ficaram ilhadas e a volta para casa, principalmente para aqueles que dependem do transporte público, se tornou um grande martírio. Ônibus lotados e que demoravam para passar, metrôs e trens superlotados e com lentidão absurda. Enfim, uma loucura.

Com o problema de hoje escutei muitos falarem "Imagina na Copa!", mas prefiro não entrar nesse clichê por acreditar que as obras e investimentos realizados na cidade são apenas por conta do evento e não para a população, que vive e trabalha em São Paulo praticamente o ano inteiro.

As melhorias deveriam (e devem) ser realizadas continuamente para beneficiar a população, seja ela da camada mais pobre até a mais rica, e elevar a qualidade de vida de todos.

Com todos esses problemas imagino a mídia nativa (ou a chamada grande mídia) dizer que o atual prefeito não fez melhorias alguma e tampouco tem um plano de ação em situações emergenciais. O situação de calamidade da cidade vem de muito antes e ele, mesmo com pouquíssimo tempo, pode ter parte na culpa, mas não toda ela.

Espero que os jornalões, que pensam ser os donos da verdade,  não façam julgamentos por conta de seu partido político. Apesar de isso ser algo normal e corriqueiro há muitos anos.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos