quinta-feira, 29 de março de 2012

O Empreendedorismo

"A vida é muito curta para a gente repetir os caminhos" - Amyr Klink

Por Thiago Marcondes
 
Em um mundo cada vez mais competitivo, onde os mercados financeiro e de trabalho estão cada vez mais acirrados, o empreendedorismo serve de base para que pessoas e empresas inovem em suas idéias, produtos, serviços e/ou projeto.

Uma pessoa empreendedora não é somente aquela que abre o próprio negócio. Pode ser também um funcionário de uma empresa que ao pensar em um novo produto ou processo (somente para citar alguns casos) alavanca os negócios e contribua para a melhoria dos resultados.

Para conquistar o mercado, ou ao menos a fatia desejada, o empreendedor não deve ter medo de se arriscar e de investir em seu negócio. Claro que antes de disponibilizar dinheiro pesquisas podem ser realizadas para avaliar o risco e, consequentemente, mensurar se haverá ou não sucesso em sua empreitada. Todo empreendedor deve ser também um observador, pois há muitos casos onde a oportunidade passa à sua porta, ou seja, bem diante de seus olhos, e ainda assim ele não a agarra. 

No vídeo PIPOCA DO VALDIR - EMPREENDEDORISMO POPULAR constata-se uma pessoa de visão e coragem para empreender em um carrinho de pipocas, pois se sabe que esse serviço existe em inúmeros locais e a concorrência é extremamente grande.

O Valdir, ao investir seu tempo, dinheiro, vontade e conhecimento no carrinho de pipocas não pensou somente em vender seu produto para conseguir seu sustento. Ele almejou (e conseguiu!) ser o melhor pipoqueiro da região através de inovações como os aventais personalizados para cada dia da semana, a higiene do seu instrumento de trabalho realizada diante dos clientes, o álcool gel disponibilizado para higienização, o kit limpeza oferecido e, também, o chamado cartão fidelidade onde o consumidor recebe uma pipoca grátis após juntar 05 selos. 

Amyr Klink, o famoso navegador brasileiro, também foi um grande empreendedor quando, na década de 90, decidiu atravessar o oceano atlântico em um barco a remo. A decisão foi difícil, pois inúmeros navegadores perderam a vida porque seus barcos tombaram. 

Klink conta que após uma conversa com seu engenheiro decidiram que o mais viável seria criar um barco que capotasse ao longo do percurso, pois assim ele teria a possibilidade de voltar a embarcação para uma posição navegável e concluir seu projeto, que era sair de Luderitz, no continente africano, e chegar ao Brasil, na cidade de Salvador. 

Tanto no caso de Amir Klink quanto no do pipoqueiro Valdir a pesquisa e o planejamento foram vitais para o sucesso do empreendimento. Claro que surpresas e oportunidades podem surgir ao longo do caminho e, para tirar proveito disso, observaram o momento e agarraram a chance de fazer algo novo e inovador. 

Pessoas que não conseguem enxergar oportunidades em suas vidas muitas vezes vêem seus empreendimentos, ou melhor, seus negócios, afundarem e com isso suas empresas fecharem por falta de inovação e empreendimento. 

Uma história interessante de falta de observação em um empreendimento pode ser conferida no jornalismo, mas não se sabe se de fato ocorreu ou se é um mito. 

O empreendimento na vida de um jovem era ser um jornalista para entrevistar um grande político. Ele conseguiu agendar uma entrevista com o prefeito de uma cidade e ao chegar à prefeitura o prédio estava chamas, pois um incêndio havia consumido o local. 

Ao retornar à redação do jornal, seu chefe questionou porque não havia conseguido a entrevista que seria destaque no dia seguinte e obteve a seguinte resposta: “a prefeitura estava em chamas e não foi possível falar com o prefeito”. Ou seja, o jovem jornalista deixou escapar aquela que poderia ser sua grande reportagem e, também, matéria de capa pelo simples fato de não ter observado o contexto da situação. 

Thiago Marcondes é Jornalista e quer se tornar um grande empreendedor

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vandalismo mata mais um torcedor

Confrontos entre torcedores rivais continuam sem que uma solução seja colocada em prática

Por Thiago Marcondes

Falar de futebol e violência separadamente, quando se trata de clássicos, parece ter se tornado uma redundância já que quase em todos os jogos confrontos entre torcedores rivais, e até mesmo da mesma torcida, são frequentes.

Na última semana ocorreram 02 casos e 02 mortes que envolveram times alvi-negros e alvi-verdes. Em Campinas torcedores de Ponte Preta e Guarani se enfrentaram após o jogo dos times sub-17 e um torcedor bugrino perdeu a vida. Em São Paulo foi o palmeirense André Alves que morreu, após levar um tiro em uma briga marcada pela internet entre corinthianos e palmeirenses.

A Federação Paulista de Futebol proibiu a entrada das torcidas organizadas da Mancha Verde e Gaviões da Fiel nos estádios, mas a medida não resolverá o problema dos confrontos. Nas imediações do local do jogo o efeito pode ser positivo, mas longe torna-se praticamente nulo.

As brigas são marcadas pela internet e isso o governo tem como rastrear, mas impedir o confronto, com a atual estrutura policial, torna-se quase impossível. No confronto de ontem, 25/03/2012, eram praticamente 1000 torcedores contra poucos, para não dizer raros, policiais. Isso é um grande problema, pois a batalha ocorreu longe do estádio e aproximadamente 06 horas antes do jogo.

Outro grande problema, esse mais difícil de ser resolvido, é que os integrantes as torcidas organizadas sentem-se invencíveis quando estão em bandos e eles creem que os torcedores rivais são inimigos, não pessoas que apenas gostam e torcem por um time diferente.

As torcidas organizadas, para muitas pessoas, serve como inserção social em suas vidas. Ou seja, um grupo social onde podem interagir, compartilhar idéias e mostrarem suas forças como organização. Como disse um amigo, Leandro Brainstorm, em uma discussão no facebook: "podemos dizer que isso é uma das válvulas de escape de uma sociedade desorientada ? Mesmo tendo o exemplos como os "hooligans" que viviam ou vivem num país um pouco mais estabilizado e mesmo assim arranjavam suas confusões. Mas por outro lado temos o exemplo do EGITO que em tempos de guerra civil, deixou 74 mortos numa partida de futebol...........acho que a impunidade é somente a ponta do iceberg".

Recentemente os confrontos no Egito foram incentivados pelos militares como forma de desestabilizar a sociedade, mais do que já está, para se manterem no poder. O tiro saiu pela culatra e ocorreram muitas mortes. O viés político apareceu, mas de forma errada. Pois ao invés de realizarem uma grande manifestão preferiram partir para a violência.

Lá como cá não há punição, pois os culpados não são identificados e, consequentemente, não são presos. As brigas serão marcadas e nos próximos jogos entre os times poderá haver vigança. A situação vai funcionar como círculo vicioso. Enquanto não houve uma política pública eficiente e que puna com rigor não haverá paz. Mas antes de tudo isso vem a educação e a cidadania de cada um, pois nos dias atuais tirar a vida do próximo apenas porque que ele gosta de outro time de futebol não tem cabimento.

O futebol, que devia unir, tem pessoas de caráter duvidoso (ou sem nenhum), que promovem a violência e a raiva entre integrantes de torcidas. Sócrates, o jogador, dizia que quando as organizadas perceberem que se fossem unidas o poder que têm para mudar a sociedade seria enorme. O problema agora é colocar isso na cabeça deles.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 5 de março de 2012

A importância das estratégias no mercado de trabalho

Um bom projeto pode alavancar os lucros da empresa. Porém, a estrutura interna e a colaboração dos funcionários são essenciais para o sucesso no resultado

Por Thiago Marcondes

As estratégias no mercado de trabalho são fundamentais e farão as empresas crescerem no mercado de trabalho e, também, internamente. Porém, caso aquelas utilizadas pelas companhias não sejam efetivamente seguidas e seus atores (o capital humano) não estejam focados, todo o trabalho pode não resultar em nada e, consequentemente, declinar tudo que foi realizado até o momento.

A competitividade no mercado de trabalho irá existir em praticamente todos os seguimentos. Enquanto o monopólio pode ser visto em poucas áreas como, por exemplo, no setor bancário, onde no Brasil há o Bradesco e o Itaú com a maior fatia da população como seus clientes.

Para as empresas se manterem ativas e com lucratividade não há como estagnar-se somente em um produto ou serviço que, em determinado período, é o líder de mercado e seu consumo extremamente alto. Recentemente a Kodak abriu falência por não ter acompanhado a demanda do consumidor em relação às câmeras fotográficas digitais e acopladas nos aparelhos celulares. Seus executivos pensaram que as fotografias reveladas em filmes não sairiam da “moda”, digamos assim, e não avançaram com projetos e inovações.

A empresa e os executivos deveriam ter sido mais arrojados em termos de projetos e inovação de produtos de forma que a liderança no mercado japonês e mundial não fosse perdida para grandes concorrentes como a Cânon, Nokia e Samsung. Nesse ponto concordo com o texto, pois com certeza o foco foi somente no lucro e se esqueceram de trabalhar em mercadorias que minimizariam o tempo do consumidor quando se trata de obter a fotografia para visualizá-la e compartilhá-la com demais pessoas.

Por mais que a empresa tivesse um marketing global muito forte seu pecado foi em não inovar e, com isso, o rendimento caiu e de líder de mercado passou a ser apenas mais uma empresa no ramo de máquinas fotográficas.

Existem casos de companhias sem engrenagem interna, ou seja, seus setores e colaboradores não têm um objetivo coletivo como empresa, mas sim setorial, onde cada gerência olha somente suas atribuições de forma que tendem a mostrar seus próprios resultados. Geralmente não se importam com os problemas dos demais, pois na verdade, o importante mesmo é mostrar que sua parte foi feita.

Situações assim acarretam problemas para a empresa, pois no caso de um hospital o Faturamento pode dizer que sua meta não foi atingida porque o Comercial não formalizou e finalizou os acordos, ou então que a Recepção não fez o processo correto no momento de atender os pacientes. Dessa forma os dados dos convênios como número de carteira e liberação de autorização para procedimentos de alto custo não foram coletados e, consequentemente, não há como enviar uma cobrança e receber pelo serviço prestado.

Para que a situação seja resolvida a empresa deverá mostrar para os gerentes que o trabalho em conjunto, ou seja, uma estratégia funcional, é a melhor forma de lidar com o problema. Quando todos estão na mesma direção, de forma holística, a empresa tende a cumprir metas e a se planejar para o futuro.

Não adianta o hospital ter um departamento de marketing forte e fazer campanhas para demonstrar todo seu poder tecnológico no tratamento dos pacientes sendo que internamente existem problemas estruturais.

A diretoria, em casos assim, deve ser mais atuante e cobrar ações e respostas das gerências. Essas farão o mesmo com seus colaboradores. Um trabalho estrutural pode e deve ser realizado internamente para que todos tenham um objetivo único que é ver a empresa crescer e se desenvolver no mercado.

Algo certo existe em casos assim: quando a diretoria não apóia os projetos e pouco contribui com as idéias para o crescimento da empresa a tendência é a perda de foco e falta de inovação, onde os trabalhos realizados serão apenas mais do mesmo. Ou seja, no máximo serão realizadas tarefas para manter o serviço em funcionamento e nada de melhoria será criada para a evolução da empresa.

Thiago Marcondes é Jornalista