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Mostrando postagens de Março, 2011

Cada um por si e a Globo por todos

O Campeonato Brasileiro de 2012 tinha tudo para encerrar uma era do monopólio de transmissão, mas como sempre houve uma pequena manobra e tudo indica que nada mudará
Por Thiago Marcondes Paulo
Nos últimos dias, ou semanas se preferir, a mídia esportiva (com exceção da Globo) tem destacado sempre o acordo com os clubes para a tranhsmissão do campeonato brasileiro de 2012 na TV aberta e, também, na T.V. paga.
O famoso Clube dos 13 sempre negociou os acordos com a T.V. e era quem repassava a verba aos cofres dos times e, em muitos casos, com antecedência para que quitassem suas dívidas e conseguissem uma sobrevida. Tudo isso por conta de má gestão no futebol, uma atrás da outra, que enriquece ilicitamente alguns poucos poderosos no mundo da bola.
Times romperam com o Clube dos 13 por saberem que conseguem receber mais dinheiro se negociarem sozinhos. Apoiados pela C.B.F. tomaram essa medida e deixaram outros na berlinda e sem saberem o que fazer.
Corinthians e Flamengo alegam que por terem a…

Opinião: Tragédia no Japão – Uma Esperança de Tempos Melhores Ressurge Após o Caos

Por Carlos Soares Rodrigues - Extraído do blog "Econocratum"
Nos primeiros dias que sucederam o terremoto no Japão foi observado um aumento no nervosismo no mercado financeiro com a forte volatilidade, leia-se forte variação dos preços, das commodities.

Esse aumento é decorrente da importância do país na pauta de importações no mercado mundial.

Mas a capacidade de recuperação demonstrada no período pós-guerra e o significativo nível interno de poupança não seriam fatores que possibilitariam uma retomada do crescimento do país com conseqüências benéficas para a economia mundial?

De fato o país é um dos maiores importadores de commodities do mundo e sua infra-estrutura sofreu estragos significativos com o terremoto de 11 de março.

Segundo Sologuren o Japão é o maior importador de milho do mundo – responsável por 17% das importações mundiais.

Ainda segundo o autor “como os principais portos do país asiático foram comprometidos pelo terremoto seguido de tsunami, paira a i…

O troca-troca de Kassab

Atual prefeito de São Paulo, que apoiou o tucanato nas últimas eleições presidenciais, rompe com o P.S.D.B para criar seu próprio partido
Gilberto Kassab apareceu para a sociedade exatamente quando aceitou ser candidato à vice-prefeito da cidade de São Paulo, na chapa de José Serra, para as eleições do ano de 2004. Porém, sua imagem ficou realmente conhecida ao assumir a prefeitura logo após a renuncia do tucano, em 2006, para disputar a presidência da república e amargar sua 1ª derrota para o P.T.
Tudo indicava que Kassab ficaria somente até o final do mandato e abriria espaço para Geraldo Alckmin dar sequência no projeto tucanato para a cidade, mas isso não ocorreu e as primeiras desavenças entre ele, do Democratas (DEM), e a turma do P.S.D.B. começarem a surgir. O DEM acreditava nas chances de vitória se lançasse uma canditatura própria e, para isso, bateria de frente com aqueles que o lançaram ao poder.
Como se diz por aí, o DEM confiava em seu taco e no 1º turno  das eleições do ano…

A tensa e conflituosa Líbia

A vontade do povo em realizar mudanças na sociedade é essencial. Porém, sem o apoio de agentes externos a força, opressão e banho de sangue infelizmente podem vencer
Atualizado em 17/03/2011 às 22h37m.

No mundo árabe, em países situados no continente africano, recentemente presenciamos a queda dos ditadores da Tunísia (Bem Ali) e Egito (Hosni Mubarak). Mas ainda há mais nações que permanecem em com protestos na luta por mudanças políticas em sua sociedade como Argélia, Marrocos (com menos intensidade) e a tão noticiada Líbia, governada por Muamar Gadafi.
No começo dos protestos contra o governo de Gadafi, que controla o país com maõs-de-ferro, dizia-se que o final da história seguiria a mesma linha dos vizinhos africanos e que a ditadura cairia. Assim o povo sairia vitorioso e a democracia seria instalada na nação aos poucos, conforme rege a cartilha estadunidense pelo mundo à fora.
Os rebeldes, também conhecidos como opositores do regime, ganharam espaços em grandes cidades. Porém, na úl…

Carnaval em Analândia termina em ameaça

Abuso de poder e intimidação policial contra foliões e fotógrafa marcaram festa no interior paulista
Tinha tudo para ser uma festa tranquila e as pessoas apenas tinham a intenção de se divertirem e, também, aproveitarem a bateria e o DJ na praça central de Analândia, cidade localizada à cerca de 225km de São Paulo, mas a última noite das festividades foi marcada por discussões e ameaça policial.
A noite caminhava para o fim e a última música já havia sido anunciada quando uma senhora solicitou que a fotógrafa da festa, Marcela Ferreira, comparecesse junto à viatura da polícia para acompanhar a conversa de 02 homens com os soldados de plantão. Lucas Campagna, jornalista, e seu amigo alegavam que durante uma batida policial tiveram o aparelho celular furtado e conversavam com os PM's sobre o ocorrido.
Marcela, com sua máquina, se aproximou de Campagna para gravar suas falas e saber o que ocorreu quando Fernando (não foi possível detectar seu sobrenome), soldado da Polícia Militar, diss…

Um pedaço da Bolívia em São Paulo

Mesmo longe de seu país, os bolivianos tem um espaço reservado na capital paulista onde preservam seus costumes
Localizada na região do Pari, mais precisamente na rua Pedro Vicente com a rua das Olarias, a feira da Praça Kantuta tem produtos tradicionais da Bolívia onde os imigrantes dessa nação andina podem matar um pouco as saudades de sua patria mãe.
A princípio, na chegada pela rua das Olarias a impressão não parece ser das melhores, mas ao entrar na feira parece que o visitante atravessou a fronteira entre Brasil e Bolívia e está, definitivamente, no país vizinho.
Tendas com artesanatos, camisas de times bolivianos, roupas, danças e barracas com comidas andinas faz com que o visitante se sinta acolhido e, também, com vontade de conhecer esse país que nós brasileiros pouco damos atenção.
Os bolivianos sofrem preconceitos no Brasil e na maioria dos casos vêm para cá para trabalharem em oficinas de costura, onde vivem em condições precárias e são semi-escravidos por seus patrões. A feir…