segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Beagles são escravizados no interior do Pará

Cachorros escravizados mexem com os sentimentos da mídia, mas homens não!!!
 
Por Thiago Marcondes
 
Ourinhos - Na última semana muitos veículos de comunicação se pautaram com as notícias que pesquisas para novos produtos cosméticos são realizados com animais e a forma de protesto das pessoas e ONG's defensoras dos direitos dos bichinhos.
 
Uma grande operação de resgate foi realizada no Instituto Royal de onde foram retirados inúmeros cachorros com sinais de maus tratos. Muitos no sociedade reprimem o uso de animais em testes científicos e desejam o fim da prática.
 
Os meios de comunicação aproveitaram o embalo da situação para produzir inúmeras reportagens e, de certa forma, levantaram o assunto polêmico para toda a sociedade, que discutiu tema no local de trabalho, no ônibus, nos bares etc.
 
Muito justo a mídia abrir espaço para esse tipo de discussão, mas EXTREMAMENTE INJUSTO quando ela não divulga reportagens e tampouco vai atrás de saber sobre o trabalho escravo no Brasil. Nas regiões norte e nordeste muitos brasileiros como nós, que também se indignam quando um animal não é bem tratado, trabalham (sic) em condições análogas e comem o pão que o diabo amaçou com a ilusão que ganharão dinheiro para ajudar suas famílias.
 
Os patrões, para reduzir custos, abordam as pessoas em regiões remotas do Brasil e são simpáticos no primeiro contato. Prometem salários, moradias e alimentação, mas no fundo retiram até sua dignidade. Os trabalhadores, em geral, prestam serviços para pagar o transporte até o local de trabalho, o cantinho para dormir e a refeição oferecida pelo empregador. Se tentam fugir são ameaçados de morte e, quando conseguem e são pegos, morrem e têm seus corpos enterrados em valas comuns.
 
Quando situações assim ocorrem parece que o ser humano não tem valor para os outros. Ou então que notícias de nordestinos e nortistas pobres não rende publicidade e, consequentemente, não vale à pena veicular tal situação para a sociedade.
 
O site Repórter Brasil sempre tem matérias sobre o assunto e nos ajuda a ter informações sobre o trabalho escravo no Brasil. Caso alguém tenha intenção de saber mais sobre o assunto leia o texto "O que é trabalho escravo" e tire as próprias conclusões. Afinal de contas, atualmente a vida de um ser humano que não conhecemos não deve valer praticamente nada.
 
Observação: a ideia do título foi para chamar a atenção do leitor, pois "Homens são escravizados no interior do Pará" virou clichê (sic).
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das Crianças por um mundo melhor

Por Thiago Marcondes

            Dia 12 de outubro é feriado de Nossa Senhora da Aparecida, a primeira padroeira do Brasil, mas também se comemora mais duas datas que são: o Dia das Crianças e o Descobrimento da América.

A data, apesar de ser muito importante historicamente para os católicos e para todos os brasileiros por causa da chegada de Colombo, tem sido enfatizada pelas propagandas de televisão, rádios, jornais e internet com o intuito de aumentar a propaganda e, consequentemente, o lucro das empresas.

            A criançada fica maluca quando outubro se aproxima e os pedidos aos pais começam a pipocar logo em agosto. Ganhar presente é algo bom, mas a cultura do consumismo no Brasil faz que datas importantes sejam simbolizadas pelo simples ato de consumir, consumir e consumir.

            Não se tornou algo raro de presenciar crianças alucinadas por irem ao shopping para comprarem roupas de marca, presentes caros e depois mostrar aos amiguinhos. A atitude da criança, em alguns casos, pode ser sem pensar nas consequências, mas de certa maneira isso gera um “status” em sua turma. Sem perceber isso vira ostentação.

            O mundo está em um momento onde milhares de pessoas passam fome, não têm acesso à educação e água potável, além da saúde, claro. Não se faz aqui um pedido aos pais para não comprarem presentes aos filhos, mas sim para conscientizá-los que algo de bom pode ser feito.

No dia 12 de outubro, se possível, presenteie seu filho com o melhor presente do mundo. Mas não esqueça educá-lo, torná-lo um cidadão e que ele pode mudar algo com suas atitudes.

            Para esta postagem eu poderia colocar minha foto quando criança, mas decidi selecionar a imagem de uma criança africana que luta todos os dias para conseguir um copo de água, um prato de comida e, talvez, a chance de estudar e ter um futuro melhor. O momento parece oportuno, pois em questão de dias duas embarcações afundaram na costa italiana e centenas de pessoas perderam suas vidas enquanto tentavam algo melhor.


Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

1 segundo pode mudar muita coisa

O que fazer com esse tempo?
 
Por Thiago Marcondes
 
Na última semana estive em Ourinhos, cidade no interior de São Paulo e próxima ao Paraná, para trabalhar em um projeto de implantação de sistema hospitalar e retornei na sexta-feira, dia 04/10/2013, de carona com um colega de trabalho.
 
A viagem foi tranquila até a Marginal Tietê, quando ao passarmos por baixo de uma das pontes (creio que era a do Limão) um carrinho de supermercado caiu do nada (mentira, alguém jogou propositalmente) e o Celso Pereira, meu colega de trabalho, acertou em cheio e o jogou para fora da pista.
 
No momento ele não teve tempo de reagir e desviar do objeto e isso foi bom, pois poderíamos ter acertado o carro que estava na faixa ao lado ou bater contra o muro. O veículo ficou com a frente danificada e o prejuízo será razoável, porém saímos ilesos da situação.
 
Depois de passado o susto me lembrei do filme "Um Anjo Malvado", de 1993 e interpretado por Macaulay Culkin. No longa ele era o menino malvado e em uma determinada cena joga um boneco do alto do viaduto somente para ver o acidente.
 
Não consigo compreender o motivo de tanta maldade nas pessoas, pois eram cerca de 21h30m e a pista expressa estava cheia. Ou seja, se tivesse ocorrido um acidente muitas pessoas poderiam ter se machucado. Penso que por uma fração de segundo o carrinho não caiu um cima do carro ou no vidro.

Nesse curto espaço de tempo muita coisa pode ocorrer e as pessoas podem ficar entre a vida e a morte. Quantas pessoas não tiveram a mesma sorte que nós??? Estamos bem e em um piscar de olhos tudo pode mudar.
 
Algumas pessoas com quem conversei cogitaram a hipótese de assalto, mas não creio que seja isso justamente pelo horário do fato e pela quantidade de veículos que transitavam na via. Enfim, seja por assalto ou por pura maldade com o próximo o ser humano para não se importar com a vida alheia.
 
Vivemos em uma sociedade onde a solidariedade deveria imperar, pois há muitas pessoas necessitadas e que precisam de ajuda. Mas não: parece que fazer o mal sem se importar com as consequências é algo que agrada as pessoas, massageia o ego e faz o indivíduo se sentir bem. Onde vamos parar se a sociedade continuar assim?
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos