domingo, 21 de agosto de 2011

A corrupção generalizada

"A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios." ( Barão de Montesquieu )

Por Thiago Marcondes

A política brasileira nunca foi das melhores quando o tema é combater a corrupção e nos últimos meses o governo de Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente no Brasil, sofre com escândalos em ministérios e demissões praticamente em massa para tentar arrumar a bagunça no planalto.

A situação política da presidente (ou presidenta) se complicou à medida em que não tomava atitude alguma no caso Palocci, em que ele foi acusado de enriquecer ilicitamente enquanto era deputado federal. O ministro saiu do cargo e a mídia parece ter deixado de lado o caso, já que não há mais notícias e a sociedade não sabe se ele é ou não culpado. Para entender melhor leia "O mundo sujo da política" e "Caso Palocci já foi esquecido pela mídia brasileira".

Toda a mídia, e o povo também, criticou a postura da presidenta pela demora em tomar atitude em relação aos casos e fatos de corrupção. Dilma, com seu estilo de gestora e totalmente diferenciado de Lula, tenta colocar ordem na casa ao dispensar os acusados (em alguns casos entende-se por culpados) e substituí-los por pessoas de sua confiança.

Tal atitude não significa que os problemas serão resolvidos, pois a corrupção nem sempre está com os grandes nomes. De qualquer forma a limpeza promovida por Dilma pode deixar os demais corruptos com a "pulga atrás da orelha" e torna-se indício que esse governo não está de brincadeira e a sujeira, ou parte dela, será limpada e o povo poderá voltar a acreditar nos políticos.

A oposição luta para uma C.P.I. com intuito de manchar o governo, porém nem eles mesmos sabem o que fazer e o ex-presidente do Brasil. Fernando Henrique Cardoso, disse que a atitude de Dilma deve ser apoiada por todos. Claro que F.H.C. não fez isso de graça, pois percebeu que apenas bater, bater e bater não trará benefícios ao P.S.D.B. no momento e futuramente.

O povo nas ruas já não aguenta mais abrir os jornais e ler que corrupção atrás de corrupção foi descoberta e que mais e mais pessoas foram demitidas. Já está na hora de colocar o Brasil para funcionar e as obras para melhoria da sociedade serem entregues. Mas o povo, ah o povo, ele está certo em cobrar dos políticos mais seriedade e zero de corrupção, porém está errado quando se torna conivente com situações desse tipo.

Sempre a sociedade quer usar o famoso jeitinho brasileiro para conseguir as coisas. Como passar na frente na fila do médico sem estar em estado crítico ou como marcar um exame (S.U.S.) antecipadamente quando tem um amigo/parente que trabalha na área de saúde.

Recentemente presenciei um caso em que o dono do carro deveria levar o veículo para trocar a placa, pois a cidade seria alterada. Não conseguiu finalizar o processo porque havia insul-film no vidro da frente. Mas soube por pessoar próximas que poderia ter pago R$ 50,00 a mais e o emplacamento seria feito sem problema algum.

A prática da corrupção pode ser acabada, ou dininuída de forma significativa, no alto-escalão político brasileiro. Porém, o povo, aquele que tanto reclama dos roubos e jeitinhos utilizados pelos políticos também deve ter a consciência de que movimentam esse tipo de crime em menor escala.

Por ser uma democracia ainda jovem o Brasil e seu povo tem muito com o que evoluir em relação à isso. A sociedade não pode utilizar o ditado "Faça o que eu falo, mas não o que faço", pois a situação pode não melhorar nunca.

Thiago Marcondes é Jornalista

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu caro Thiago, é difícil não se corromper neste país, pois estamos sempre querendo levar algum tipo de vantagem, tal como furar fila, passar na frente dos outros, como você disse, pagar por fora para ter algum benefício. Uma maça podre faz com que todas as outras apodreçam dentro da caixa e, ao aceitar a situação reinante, estamos nos deixando apodrecer também, pois à medida em que ligamos o piloto automático, não fazemos mais nada. A presidente parece que está tentando e acho que deveríamos formar uma corrente em torno dela para lhe dar a força que os partidos estão negando.
Abraços,
Ivan