segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tweets deletados por políticos podem ser consultados no portal TWOOPS

Mensagens indesejadas e deletadas podem ser vistas pelas pessoas. Os políticos não vão mais escapar de suas escorregadas

Por Thiago Marcondes

O Brasil, nos últimos anos e principalmente em 2016, vive momentos políticos turbulentos e como consequência surgiram problemas econômicos como a crise e o desemprego, além de trazer à tona toda a raiva da sociedade com pessoas que optam, politicamente, pelo lado X ou Y.

Os políticos, que participam ativamente de tudo isso, sempre dão declarações nos meios de comunicação (que muita vezes ajudam a disseminar o ódio, mas isso fica para outro post) e através de canais como facebook e twitter e informam (ou não) seus seguidores e ao mesmo tempo pode gerar algum tipo de revolta em outras pessoas.

Recentemente houve o caso do famoso "Japonês da Federal" que estava em praticamente todas as prisões feitas pela operação Lava Jato e sua figura se tornou pública e amada por muitos, inclusive políticos. Muitos, como o Bolsonaro, o veneraram e tiraram fotos em Brasília além de posts com muitos elogios. O que poucos sabiam, ou sequer pesquisaram e/ou preferiram surfar na onda da popularidade do Japa, era que ele tinha um processo na Polícia Federal por facilitar a entrada de contrabando na fronteira brasileira. Foi julgado e condenado!


Situações assim e declarações em defesa de figuras desse tipo podem causar certos constrangimentos e os políticos, através de suas equipes de comunicação, vão às mídias sociais para apagar determinadas fotos e comentários. Assim fica fácil, pois se ninguém fez um print soa como "Não falei, não comentei e pronto".

Para resolver esse problema, ou ao menos para minimizá-lo, o ativista hacker Pedro Markun desenvolveu no Labhacker, no início de 2016, o portal Twoops com intuito de monitorar situações assim. Ao acessar o site o visitante pode escolher a cidade, partido e cargo e descobrir o que foi postado e posteriormente apagado do twitter.

Com essa ferramenta a sociedade pode ao menos ver o que alguns políticos e candidatos postaram sobre determinados assuntos polêmicos e posteriormente apagaram para que suas imagens não fossem destacadas negativamente. Ao invés de ir à público para se retratarem, muitos preferem deletar os tweets e seguir a vida política como se nada tivesse acontecido. Abaixo estão os links dos sites.

Versão em português: http://twoops.org.br/
Versão em holandês: https://politwoops.nl/
Versão em inglês: http://politwoops.sunlightfoundation.com/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O solidário e humanizado povo colombiano

Por Thiago Marcondes

Estive, junto com minha esposa, na Colômbia em 2015 e no planejamento da viagem pessoas falavam que além de San Andrés e ilhas próximas de Cartagena o país não tinha nada para oferecer além das FARC, cocaína e violência.

No roteiro estavam as cidades de Cartagena, Medellín e Bogotá e poucos, inclusive colombianos, não acreditavam que eu visitaria a cidade conhecida mundialmente por conta das atrocidades de Pablo Escobar.

Por onde passei vi como o povo colombiano é carismático e receptivo. Nas ruas, no transporte público e nas atrações turísticas todos sempre prontos para ajudar as pessoas.

Apaixonado por futebol decidi ir ao jogo do Atlético Nacional, em Medellín. À época disseram ser loucura porque se no Brasil existe violência como seria a situação na Colômbia?

Foto: Carolina Giurno

Mais uma vez houve surpresa com a receptividade em torno do estádio e eu e minha esposa nos sentimos extremamente seguros.

A demonstração de solidariedade dos antioquenos e paisas (população da região de Medellín) e de todo o povo colombiano em relação ao acidente aéreo não surpreendeu este casal, pois sentimos isso quando estivemos lá.

Muitas vezes julgamos à partir de esteriótipos e notícias de jornais com apenas um viés e esquecemos de pensar, refletir. Parabéns aos colombianos, deram uma lição de humanização para o mundo.

Quem me conhece sabe que Medellín me impressionou em 2015. Depois desse episódio não tenho palavras para descrever sobre aquela população que sofreu (e ainda sofre) por muitos anos com a violência do Pablo Escobar, FARC, grupos paramilitares e milícias e guerrilhas de direita, que os jornais insistem em dar apenas notas de rodapé.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Poderia ter sido comigo. E de alguma maneira foi. Comigo e com todas nós

Por Andréa Garbim

Meu peito tá dolorido

Desde ontem, tá remoendo imagens que não viu. 

Só de imaginar, a revolta dominou, a lágrima caiu. É o absurdo do absurdo do absurdo estampado na cara de todo mundo, todos os dias – dentro dos ônibus, no metrô, nos bares, nas ruas e em todos os lugares. Aqui tá doendo sim, mas essa dor não chega nem perto da sua, mana. Eu sei!!! Eu sei!!! Eu não teria forças pra te salvar, minha querida. Não, eu não teria braços, não teria força. Eu não conseguiria te tirar de lá, minha querida. Fiquei imaginando se eu fosse sua amiga e se eu estivesse com você lá, o que eu poderia ter feito por você – contra mais de 30. Me entristeço e meu corpo treme de medo [SIM, medo SIM] só de pensar que poderia ter sido comigo e que isso pode acontecer de novo. E de novo. E de novo – com todas nós! Com TODAS nós.

Meu peito está dilacerado

Me pergunto se poderia ter sido o meu namorado? Me pergunto se estou tendo pensamentos fora da realidade. Mas peraí: eu vivo nessa realidade. Eu estou completamente inserida numa realidade cruel - que insiste em nos mostrar atos/crimes que jamais deveriam existir, mas que já existem há décadas. Essa realidade complexa de uma sociedade de tantos tipos de psicopatas, pedófilos, assassinos, estupradores e HOMENS. Simplesmente HOMENS. Homens que saíram de um ventre - que saíram de dentro de uma mulher - suas mães! Esses homens que talvez tenham filhas, talvez tenham esposas. Mas isso não importa agora. Esses homens sabiam muito bem o que estavam fazendo. E fizeram. E cometeram um dos piores atos contra o corpo e a vida de uma mulher. E NÃO! Esses 30 seres humanos NÃO são doentes. Eles são covardes, são machistas, são assassinos.



Mas hoje... 

Apesar de toda essa revolta, desejo imensamente que a esperança renasça urgentemente dentro de todas nós. Nem sei se dá mesmo para falar de esperança em meio a tudo isso. Mas desejo urgentemente que os homens dessa e das próximas gerações ensinem seus filhos [homens] a respeitarem verdadeiramente uma mulher em TODOS os aspectos e sentidos. Desejo urgentemente que nós ‪#‎mulheres‬ possamos ser livres em TUDO, absolutamente TUDO, mas principalmente, desejo urgentemente que renasça uma força gigante dentro do peito dessa menina guerreira e dentro do peito das mulheres desse mundo inteiro.

Lucas Perdomo Duarte Santos, 20 [o namorado] | Marcelo Miranda da Cruz Correa, 18 | Michel Brazil da Silva, 20 | Raphael Assis Duarte Belo, 41. Estupradores NÃO são doentes!!!


Dessa vez foram mais de 30, mas quase sempre é UM só. UM só homem que usa da sua força física para violentar uma mulher. Quando não é um, são cinco, como num outro caso infeliz, ocorrido no Piauí. As palavras vão saindo e o peito vai ficando dividido entre o desejo de fazer justiça com as próprias mãos [me perdoem o exagero da expressão] e a esperança da mudança de comportamento e consciência.

Meu peito está dolorido. Poderia ter sido comigo. E de alguma maneira foi. Comigo e com todas vocês.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

De Mendoza até Santiago de ônibus

Por Thiago Marcondes

A viagem de Mendoza, na Argentina, para Santiago, no Chile, pode ser feita via avião ou através da estrada para cruzar a Cordilheira dos Andes. Existem grupos de motociclistas que cruzam a fronteira e há quem utilize o próprio carro (ou alugado) à partir do Brasil e outros países da América do Sul.

De avião, se for durante o dia, a vista de cima se torna magnífica, pois as pessoas enxergam os Andes e praticamente todas as suas montanhas com neve. Via estrada a viagem também é maravilhosa porque deve-se cruzar a fronteira e para chegar à capital chilena o trecho da Estrada Caracol é extremamente inusitado. Muitos brasileiros fazem esses trajeto, sejam turistas ou caminhoneiros rumo ao porto de Valparaíso, cidade localizada à beira do Oceano Pacífico.

Quando decidi conhecer o Chile optei, junto com minha esposa, por ficar um tempo em Mendoza. Com isso tive a opção de conhecer a cidade e, também, cruzar a fronteira da Argentina para o Chile de ônibus. Pode parecer algo simples, mas sempre tive curiosidade de passar pela Estrada Caracol e para mim esse seria o tour do dia.

Para quem faz o tour de Alta Montanha as paisagens são as mesmas até praticamente a chegada junto à fronteira com o Chile e alguns turistas optam por dormir. Mas se ficar acordado vai rever toda a maravilha da cordilheira, algo que não cansa os olhos de ninguém.

Estrada Caracol, no Chile / Foto por Carolina Giurno

O turista não precisa comprar passagem antecipadamente porque todos os dias, na rodoviária de Mendoza, saem muitos ônibus com destino ao Chile. Mas se o viajante deseja ter uma experiência única pode realizar a compra através dos sites da Andesmar ou Cata Internacional e assim conseguir os dois primeiros lugares.

A vantagem de comprar de forma antecipada é ter a vista privilegiada da Cordilheira e da Estrada Caracol por ter as janelas da lateral e da frente à disposição. A desvantagem é que se a fronteira estiver fechada por conta de nevascas a chegada ao Chile e todo o restante da viagem vai atrasar.

A viagem dura cerca de sete horas, mas se tiver muitos caminhões e for durante um período que a fronteira tenha sido fechada com certeza vai demorar mais tempo. A parada na aduana requer paciência, pois os passageiros precisam fazer a saída da Argentina e a entrada no Chile. Em seguida são encaminhados para um salão onde os funcionários chilenos retiram todas as bagagens do ônibus e passam por um equipamento de raios-x. As malas de mão vão pelo mesmo equipamento enquanto cada pessoa é revistada.

Todo esse processo pode durar cerca de uma hora e trinta minutos e se o passageiro tiver fome ou sede tem como comprar comida ou bebida no comércio existente na aduana. Há uma casa de câmbio para a troca de dinheiro, mas a cotação é mais baixa que na cidade e não vale à pena trocar muita moeda.

Depois de realizado todo o trâmite burocrático basta ficar de olhos bem abertos e aproveitar os dez minutos de descida da estrada. Por alguns momentos senti um pouco de medo porque não há proteção alguma entre na lateral da  estrada, mas o motorista dirige com extremo cuidado e não tem perigo algum.

Estrada Caracol, no Chile / Foto por Carolina Giurno

Fiz um vídeo com o celular e peço desculpas pela qualidade da imagem. A vidro frontal do ônibus prejudica um pouco, pois há uma película com propagandas dos roteiros realizados pela empresa.


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terça-feira, 17 de maio de 2016

Tour por Alta Montanha na região do Aconcágua

Por Thiago Marcondes

Em Mendoza existem várias opções de tour para conhecer a cidade e a região. Este blog citou o "Tour for tips" onde o turista pode conhecer a cidade através de um passeio a pé. Porém há possibilidade de visitar outros lugares como Villavicencio, Cañón de Atual, Termas de Cachueta e Alta Montanha e mais alguns. No inverno, que é rigoroso, tem opção de esquiar.

Estive na cidade em maio e o mais sugerido foi realizar o tour chamado "Alta Montanha", pois assim poderia ver algumas paisagens da região e, possivelmente, chegar ao ponto mais alto dentro do Parque Provincial Aconcagua, Cristo Redentor, com altitude superior a 4.000 metros. Geralmente isso ocorre nos meses de janeiro e fevereiro, mas se tiver sorte é possível visita-lo em outros períodos do ano.

Não há necessidade de reservar o passeio com antecedência, pois ao chegar na cidade basta procurar uma agência e realizar o pagamento. Como sou ansioso e gosto de tudo sempre confirmado previamente acessei o site Mendoza un lugar e reservei antes de chegar à cidade.

A agência retorna por e-mail e sugere o pagamento dos 650 pesos por cartão, mas como existem taxas extras da operadora optei por pagar em dinheiro assim que chegasse à cidade e, com isso, consegui um desconto de 100 pesos. De acordo com eles essa é a melhor opção, pois assim conquistam a confiança do turista para que não procure outra empresa de turismo.

Maio não é período de nevascas e chuvas, mas 2016 está atípico e choveu por 10 dias seguidos na cidade além de nevar muito na cordilheira. Isso pode atrapalhar um pouco o passeio porque a estrada que leva até o Parque Provincial Aconcagua é internacional e há um grande fluxo de pessoas que vão e voltam do Chile. Quando neva muito fecha-se a fronteira e isso gera um pouco de trânsito na região.

Por sorte a fronteira havia sido reaberta um dia antes do passeio e isso não atrapalhou o roteiro. Ao longo do caminho o guia fornece explicações sobre a região, os povos originários que ali viveram e faz uma parada em um lago artificial que represa a água derretida das montanhas e abastece toda a região de Mendoza.

Foto por Thiago Marcondes

Como todo tour feito através de agência não pode faltar a parada básica para a turma ir ao banheiro, comprar um café ou algo para comer. Isso sempre ocorre em alguma lojinha determinada pelos guias e combinada com os donos. Ao longo do passe parou-se em uma pequena cidade chamada Uspallata, que abriga um centro militar para treinamentos.

Na região existem hotéis e hostels, pois muitas pessoas optam por ficar em um lugar mais calmo e tranquilo e à partir dele sair para conhecer a região.

Uspallata / Foto por Thiago Marcondes


A estrada, em sua maior parte, tem apenas uma via de ida e outra de volta o que dificulta a ultrapassagem entre veículos. Por ser uma rota internacional, com grande fluxo de caminhões de diversos países como Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, acredita-se que deveria ter mais estrutura, mas não creio que isso acontecerá em breve. Durante o percurso o guia mostra como era a estrada antiga e quais perigos ofereciam aos viajantes.

Estações de trem abandonadas são vistas e cidades que existiam por conta disso comércio desapareceram depois da privatização nos anos 90. De acordo com os argentinos quando as empresas que administravam não obtiveram lucro foram embora e deixaram milhares de desempregados.

Nota: O povo argentino está um pouco assutado com o presidente Macri, pois ele tomou algumas medidas similares às da década de 90 e que quebraram o país.

Mesmo sem neve o guia fez uma parada na estação de esquie chamada "Penitentes" para que os turistas subissem até uma parte da montanha, através de um teleférico, para ter uma vista privilegiada da região. Confesso que jamais andei no teleférico do playcenter por causa do medo, mas nesse caso resolvi encarar. Valor da entrada é de 150 pesos e sobe quem tiver vontade.

Na agência não informaram sobre o valor da entrada e eu e minha esposa fomos pegos desprevenidos. Foram gastos 300 pesos para as subida e sobraram apenas 180 pesos. para almoçar. O final dessa história conto mais abaixo.

Foto por Thiago Marcondes

Foto por Carolina Giurno


O passeio segue por mais uns minutos e a parada ocorre na "Puente del Inca", uma formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o rio Las Cuevas. No passado existia um hotel na região que foi destruído por uma avalanche e, de acordo com o guia, o ex-presidente Perón esquiava na região e depois se banhava nas águas termais. Em épocas passadas foi rota para o Exército dos Andes que iam ao Chile.

A parada dura cerca de 20 minutos para tirar fotos, ouvir as explicações do guia e, se preferir, comprar algum souvenir feito com o material extraído da ponte. Atualmente somente as pessoas que moram na região têm permissão para acessar a ponte e obter os materiais para trabalho.

Puente del Inca / Foto por Carolina Giurno

Durante toda a programação do passeio acreditei que de fato estaria no Monte Aconcágua, mas isso não aconteceu. O tour vai até o Parque Provincial Aconcagua e o guia faz uma parada na estrada para mostrar aos turistas qual das montanhas é o monte. Se não prestar atenção na explicação há o risco de voltar para Mendoza sem saber se viu o não a montanha.

Para fechar o passeio de forma positiva foi possível ver neve, o que não estava previsto por não ser época de inverno. O fim do tour ocorre em um restaurante bem simples com um prato de comida por 150 pesos e um refrigerante por 30 pesos. O turista sequer tem o direito de fazer o próprio prato e os garçons colocam menos comida quando se trata de uma mulher. Isso incomoda quem gosta de fazer uma boa refeição.

Lembram que falei sobre estar desprevenido com o dinheiro, pois a agência não informou sobre a entrada? Pois é, eu e minha esposa estávamos com 180 pesos e quando chegamos ao restaurante descobrimos que o prato custaria 150. Ou seja, não daria para os dois almoçar. Com aquele jeito maroto conversei com o garçom e disse que iria dividir um prato, pois ambos comemos pouco (o que é uma grande mentira). Resumindo: foi o melhor dinheiro economizado na viagem, pois a comida não vale o preço ofertado.

Dica: se preferir leve seu próprio lanche e economize o dinheiro do almoço, pois não vale à pena.

O Monte Aconcágua fica à direita / Foto por Carolina Giurno

Foto por Carolina Giurno

O tour termina depois do almoço, que ocorre por volta de 14h e a van apenas faz outra parada em Uspallata para os turistas utilizarem o banheiro ou comprar algo. De uma forma geral o passeio foi positivo, pois existe muita história e cultura além de toda a paisagem maravilhosa da cordilheira.


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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Free walking tour: uma opção barata e viável aos turistas

Conhecer Mendoza a pé e com guia possibilita ao viajante ter experiências únicas

Por Thiago Marcondes

Viajar sempre é bom e muitas vezes os turistas apenas fazem uma relação dos principais pontos turísticos como praças, avenidas, edifícios e museus para conhecerem e tirar fotos para mostrar aos amigos e familiares. Com a era da tecnologia e redes sociais como Facebook e Instagram isso se tornou cada vez mais rápido e praticamente as viagens são expostas em tempo real para todos.

Para conhecer mais lugares em grande parte os viajantes visitam o máximo de lugares possíveis em um único dia e com isso otimizam o tempo, mas nem sempre, ao menos no meu ponto de vista, realmente apreciam os locais pelo fato de não ter a companhia de um guia. Nos casos dos museus ocorrem situações que apenas olham as exposições e sequer separam um tempo para ler e apreciar aquilo foi é oferecido. Ricardo Freire, comentarista de viagem na Rádio Band News FM e que mantém o site Viaje na Viagem reporta isso como o famoso "Turista War", pois somente está de passagem pelos lugares sem obter conteúdo.

Contratar um guia pode aumentar o investimento na viagem? Sim! Utilizar ônibus de turismo pode ser uma opção, pois ele passa por uma grande quantidade de atrações na cidade e geralmente o ticket permite o viajante utilizar o transporte ao longo de todo o dia. Em algumas situações são permitidas determinadas quantidades de vezes que o turista pode embarcar e desembarcar e, com isso, facilita quais ponto prefere conhecer. De qualquer forma não tem um guia e o contexto histórico fica de lado.

Nas grandes cidades da Europa, Estados Únidos e da América Latina existem serviços de turismo chamados "Free Walking Tour" e "Tours for tips", onde o turista vai até um lugar da região para encontrar o guia que fará o tour. Não existe um preço fixo, pois o viajante paga ao final do passeio quanto acredita valer o tour. Eu e minha esposa utilizamos pela primeira vez em Cartagena (Colômbia) e optamos por repetir em nossa viagem para Mendoza (Argentina) e Santiago (Chile).

Mendoza é a quarta maior cidade da Argentina, porém não há dificuldade em conhecer as principais atrações porque praticamente todas são próximas umas das outras e o passeio pode ser feito a pé. Com exceção dos passeios para saber sobre vinhos e azeite, pois esses são em lugares mais afastados.

Na cidade existe o Tour for tips disponível de segunda à domingo às 11h e de segunda à sábado às 15h com opções para conhecer a Cidade Nova, Cidade Velha ou Parque San Martín. Optamos por conhecer a Cidade Nova para ter mais informações históricas e culturais referente a região que estávamos e como a cidade se desenvolveu até os dias atuais.

O tour começa na Plaza Pellegrini e sempre tem dois guias à espera de turistas. Quando estivemos na cidade estavam os guias David e Marcelo e o primeiro faria o passeio com turista que falavam inglês. Nós optamos pelo espanhol e o Marcelo nos acompanhou para contar as histórias durante duas horas.

Plaza Pellegrini / Foto por Thiago Marcondes

O guia começou o trajeto com a explicação sobre a fundação da cidade, o terremoto que a destruiu em 1861 e a construção da cidade nova. Com ele soubemos que a cidade foi construída em uma região desértico e que por muito tempo não se podia construir prédios com mais de 10 andares por conta dos sismos. Nos informou, também, sobre a parte econômica e que a principal fonte de dinheiro é o petróleo e não a produção de vinho, como grande parte das pessoas pensam (também pensávamos isso!).

Na Plaza España nos contou sobre a chegada dos espanhóis e falou sobre os monumentos existentes para ressaltar toda a história da época. Ao fundo tem a estátua de duas mulheres (uma espanhola e outra originária de Mendoza) sendo que uma segura um livro e a outra uvas.

As estátuas simbolizam a visão retrógrada, da época da colonização e dominação e que persiste até os dias atuais em praticamente toda a América Latina, que os espanhóis chegaram com conhecimento e ciência e por isso estão com o livro em suas mãos. Em relação a mulher argentina estar com as uvas simboliza que o povo argentino somente poderia contribuir com a agricultura. Muitos pensam ser uma obra muito antiga para trazer esse tipo de situação, mas o guia nos disse que ela foi finalizada entre as década de 40 e 50.

Plaza España / Foto por Thiago Marcondes

Um pouco mais adiante chegamos na Plaza Independencia e a julgar pelo nome e pela situação de vários países e cidades colonizados e dominados pelos espanhóis o turista com certeza vai pensar que nela ocorreram batalhas e a cidade se declarou independente, mas não foi bem assim que aconteceu.

Após o terremoto que destruiu a cidade os governantes decidiram criar espaços para servir de abrigo para a população caso acontecessem novos sismos, pois assim as pessoas poderiam ir até o lugar para se protegerem. A Plaza Independecia está centralizada e ao seu redor existem outras quatro praças que são Plaza Italia, Plaza Chile, Plaza General San Martín além da Plaza España. Todas estão localizadas à mesma distância da principal e servem como rota de fuga.

Além de ser um ponto central e importante em caso de terremotos a praça abriga um museu e eventos culturais da cidade.

Plaza España / Foto por Thiago Marcondes

Mendoza recebe bem pessoas de fora e existem comunidades católicas, evangélicas, judias e muçulmanas que se adaptaram bem à rotina da cidade. Na Plaza Independencia existe uma curiosidade: no passado os judeus construíram uma obra para representar sua religião e, com isso, os muçulmanos reivindicaram aos governantes o direito de ter algo que os representasse.

O governo local autorizou e a comunidade muçulmana criou o monumento do outro lado da praça, mas praticamente em linha reta com o dos judeus para mostrar sua presença na cidade. A convivência de ambos é pacífica, mas os mendozinos costumam dizer que foi criada uma "mini faixa de Gaza" na cidade por conta dos monumentos.

Todas essas informações obtivemos com o guia do "Tour for tips" e ao final do passeio pagamos quanto acreditamos valor o tour. Inúmeras outras histórias foram contadas no período de duas horas, mas não as trouxe aqui para que o turista possa desfrutar do city tour e sem que este blog tenha contado todos os detalhes. Ao visitar Mendoza aproveite essa oportunidade quase única para conhecer mais sobre a cidade.

Informações sobre o tour podem ser adquiridas através do site VIVÍMZA Recorridos Urbanos e as reservas (não há necessidade, mas se for prevenido vai querer deixar tudo organizado) pelo e-mail info@vivimza.com.

Para obter relatos dos turistas que fizeram o passeio acesse o Tripadvisor e confira as informações.

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domingo, 15 de maio de 2016

Mendoza: uma cidade bela e aconchegante

Por Thiago Marcondes

A cidade de Mendoza é a maior da província, que carrega o mesmo nome, e tem grande parte dos seus recursos financeiros provenientes do turismo por conta da produção de vinho e azeite, além de receber turistas no inverno que chegam para esquiar. Muitos pensam ser a principal fonte de dinheiro, mas isso não é verdade. A indústria petrolífera, através da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), atua fortemente na região e gera muitos empregos para os cidadãos.

Fundada em 1561 por Pedro de Castillo a cidade está localizada em uma região desértica. Em 1861 foi destruída por um grande terremoto e junto com ele grande parte dos edifícios coloniais. A reconstrução ocorreu em outra parte, chamada de "Cidade Nova" e o planejamento foi feito para sofrer menos danos quando ocorressem novos abalos na região.

Ao pé do Aconcágua e cercada pela Cordilheira dos Andes, a cidade é extremamente arborizada e as árvores foram plantadas para proteger a população do sol. Por ser uma região desértica não havia nada na região e todas foram trazidas de outros lugares da Argentina e do mundo.

Foto por Thiago Marcondes

O clima na região oscila e no verão ultrapassa os 25º enquanto no inverno a média está entre 7º e 10º. Ao longo do ano chove pouco, porém 2016 está atípico e quando cheguei na cidade havia chuva. De acordo com os moradores choveu por cerca de 10 dias, o que é bem recebido pelos moradores, pois em muitos momentos da história tiveram problemas hídricos.

A fonte de água da região vem das montanhas, que acumulam neve ao longo do inverno e com o desgelo os rios se enchem e alimentam a cidade. Em 2014 a temporada de frio foi fraca e houve pouca nevasca, que impactou fortemente na vida das pessoas. Economicamente dificulta para quem depende dos turistas para esquiar, pois as estações não foram abertas. Sem neve pouca água desce das montanhas e a cidade precisou racionar o uso para faltar.

A água que vem dos rios abastece toda a província e não serve somente para os moradores. As árvores precisam de irrigação para se manterem vivas e a solução foi construir canais para que regam as partes arborizadas da cidade.

Foto por Thiago Marcondes

Apesar de receber muitos turistas do mundo todo os cidadãos permanecem conservadores e tradicionais. Na Argentina é a única a manter a tradição da sesta e o comércio, de forma geral, trabalha das 08h às 13h e depois das 17h às 19h. Caminhar pelas ruas à tarde faz o turista acreditar estar num lugar sem pessoas e pouco se pode comprar, pois não há quase nada aberto.

Andar pela cidade, de dia ou de noite, é bem seguro. Os turistas devem tomar certos cuidados e não ter grandes somas em dinheiro, não abrir a carteira em qualquer local ou deixar as coisas à vista e de forma fácil para batedores de carteira. Fora isso, não tem o que temer (essa palavra me assusta por conta da atual situação do Brasil) e a viagem com certeza vai ser aproveitada.

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domingo, 24 de abril de 2016

Elefantes brancos espalhados pelo Brasil

Existem obras inacabadas, recentes e antigas, e a mídia não noticia

Por Thiago Marcondes

O Brasil vive um momento crítico nos campos da política e economia (particularmente creio que a crise é mais política do que econômica) e a população, em sua grande maioria, parece necessitar de um culpado para lavar a alma. O importante é julgar e condenar alguém e não importa se houve crime ou não.

A grande mídia colabora bastante para desestabilizar o clima e noticia os casos de corrupção, em geral, somente de um lado. Mensalão e lava-jato são focos de reportagem. A Zelotes, com grandes empresários envolvidos, somente apareceu nos gigantes meios de comunicação quando políticos (base governista) e seus parentes tiveram os nomes listados.


Conversar sobre os problemas do país parece discurso futebolístico e sempre cai no maniqueísmo. "O meu é melhor que o seu" ou "Vou ganhar e você vai perder não importa como". Muitos dos discursos chegam prontos e sequer há disposição para ouvir o outro lado. Raivosos, apenas repetem as frases prontas citadas, em geral, no Jornal Nacional e na revista Veja sem ao menos existir um pensamento reflexivo, algo novo ou opinativo para dizer. Ou seja, a turma do N.A.S (Neuróticos Anônimos do Sofá) tem opção e quase nunca opinião formada.

Nesse clima dividido onde uns babam cólera e outros cospem em coléricos, com frases de chiclete para justificar a opção, as pessoas estão cada vez mais agressivas com aqueles que pensam diferente. Ao verificar essas atitudes constatei que pouca informação, ou quase nada, existe para ser atribuída aos discursos e conversas.

Atualmente o noticiário está focado na lava-jato e no impeachment e a grande mídia, sem esforço, não divulga outros casos de corrupção, recentes ou não. Assim a população, sob efeito alucinógeno dos grandes jornais, não têm conhecimento de outros casos de roubalheira existentes no país. O site "Elefante Branco" tem informações sobre diversas obras em todo o Brasil e abaixo vou trazer algumas pouco (ou nada) citadas.


Controle de enchentes - Rio Poty
Localizada no estado do Piauí, em 2010 a concorrência para a obra estava com preço elevado em R$ 8 milhões e precisava ser paralisada imediatamente, algo feito pelo T.C.U. (Tribunal de Contas da União). Em 2014 tudo continuava na mesma, as irregularidades continuaram e até o momento não há solução.

Instituto da Criança e do Adolescente - Hospital Universitário de Brasília
Com a construção iniciada em 2003 e previsão de entrega para 2007, a construtora responsável faliu e a obra ficou parada. Retomada em 2009 precisou ser paralisada novamente por conta da morte de três operários.
Em 2014 foi retomada e até o momento o hospital não foi entregue. Entre os gastos estão valores de R$ 1,9 mil mensais para limpar vidros, porém o prédio ainda não está finalizado. R$ 5,2 milhões foram gastos somente para limpeza do local, valor que praticamente totaliza o total do empreendimento.

Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna - Aquário do Pantanal
Valor inicial:  R$ 87 milhões. Valor final (acredita-se, mas pode ser mais) R$ 239 milhões. Iniciado em 2011, não foi concluído no prazo de dois anos por fraudes em licitações. A construtora Egelte Engenharia, responsável pelo projeto, conseguiu uma liminar para paralisar a obra.
Recentemente, com a liminar derrubada, a empresa pediu R$ 39 milhões para finalizar o projeto. Além do prejuízo financeiro o governo foi acusado pela morte de aproximadamente 10 mil peixes por conta do atraso na entrega.

Esses são apenas três casos entre inúmeros listados no site e vale à pena acessa-lo para conferir a situação de diversas obras pelo país. Existe uma página no facebook com informações sobre os elefantes brancos espalhados no Brasil.

Obs.: algumas expressões do artigo foram obtidas através da jornalista e doutora Cilene Victor, professora que me ensinou (e ainda ensina) muitas coisas na faculdade.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Comércio de armas movimentou bilhões em 20 anos

Conflitos ocorrem ao redor do mundo e muitas vezes não há controle sobre a compra e venda de armamentos

Por Thiago Marcondes

O comércio de armas no mundo movimenta bilhões de dólares, legalmente e ilegalmente, e muitas empresas e pessoas lucram com a morte de inocentes e o financiamento de guerras mundo afora.

Em alguns países do mundo, como nos Estados Unidos da América, tem legislações separadas por estados e em alguns deles há uma flexibilização para a compra e o porte de armas. No documentário "Tiros em Columbine", de Michael Morre, é possível ver que um banco oferece como brinde uma arma para quem abrir uma conta.

No Brasil a legislação para porte de arma não facilita a vida de quem deseja realizar a compra, pois a pessoa precisa apresentar uma série de documentações e a Polícia Federal tem enorme burocracia na liberação. Existe um projeto de lei para flexibilizar o acesso com a diminuição da idade de 25 para 21 anos além do fim da exigência de uma justificativa.

Os defensores do porte de arma alegam que uso deve ser para legítima defesa, ou seja, em caso de assaltos na rua, casa ou tentativa de sequestro. Aqueles que são contra afirmam que a violência pode aumentar por conta de briga de trânsito, discussão com vizinho por problemas no condomínio ou até mesmo quando seu time favorito perder um campeonato ou o jogo para um rival.


O porte de armas não torna a sociedade mais segura, mas sim medrosa pelo fato de nunca saber quem porta ou não. A proibição, ou legislação mais dura em relação ao processo para adquirir uma arma, serve para trabalhar na sociedade que as coisas não devem ser resolvidas com violência, mas sim na base da educação da sociedade.

Até o mundo mineral sabe que nenhum país vai conseguir reduzir a violência ao nível 0, porém não é com armas que a situação vai melhorar. Nos Estados Unidos sempre há casos onde um indivíduo obteve uma arma legalmente e atirou a esmo para matar quem estivesse em sua frente. O filme "O Senhor das Armas" retrata bem a situação sobre o comércio ilegal de armas e como esse mercado ilegal funciona na manutenção de conflitos ao redor do mundo.

Por conta de toda essa situação o Instituto Igarapé, junto com o Peace Research Institute, lançou em 2012 um projeto chamado MAD (Mapping Arms Data) com informações sobre a compra e venda de armas no mundo durante o período entre 1992 e 2011. O aplicativo tem mais de 35 mil registros de exportações e importações de munições e armas leves feitas por diversos países.

Ao realizar uma pequena pesquisa sobre os países do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidas, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia) e do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul obtivemos o seguinte resultado, em dólares, de importação e exportação de armas civis e militares, munição e outras não especificadas.


País             Exportação              Importação
África do Sul 6.290.000 33.180.000
Alemanha 356.130.000 175.845.000
Brasil 483.535.000 11.695.000
Canadá 77.980.000 301.605.000
China 112.340.000 9.695.000
Estados Unidos 820.300.000 1.573.555.000
França 37.020.000 147.020.000
Itália 420.845.000 43.580.000
Índia 13.500.000 26.960.000
Japão 64.085.000 18.705.000
Reino Unido 115.610.000 129.970.000
Rússia                         Não há informações disponíveis


Para obter as informações o leitor pode acessar o link "http://nisatapps.prio.org/armsglobe/index.php" e navegar. Existe a possibilidade de selecionar o país ou pode clicar em qualquer um disponibilizado no globo.

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quinta-feira, 31 de março de 2016

Golpe representará 20 anos de retrocesso no Brasil

Por Artur Henrique da Silva Santos

O golpe em curso, é apoiado por aqueles que até hoje não se conformam com as conquistas sociais da Constituição Federal de 88;

É apoiado por aqueles que defendem o Estado Mínimo, ou seja na contramão do início das manifestações de Junho de 2013 que defendiam mais qualidade na política pública de saúde, educação, transporte e segurança;

É apoiado por aqueles "pseudo" "patos" empresários que defendem redução de impostos porque não precisam de saúde pública nem de educação de boa qualidade, gratuita e universal porque tem dinheiro para pagar saúde e educação privadas, inclusive fora do Brasil;

É apoiado por aqueles que querem flexibilizar os direitos trabalhistas (CLT) para fazer com que o Brasil se insira nas "cadeias globais" de produção como meros exportadores de matéria prima e com mão de obra barata;

É apoiado por aqueles que querem voltar a aplicar a política de "doação" do patrimônio público entregando a Petrobras, o BNDES, a CEF, o BB, os Correios, o Anhembi, o Pacaembú, etc. (né Joao Dólar?);


É apoiado por aqueles que querem manter todos os veículos de comunicação nas mãos de 07 famílias;

É apoiado por aqueles que querem voltar a falar que as Políticas Sociais não podem ser universais e sim "Focalizadas nos que mais precisam" porque não têm dinheiro para manter tudo isso que os "vermelhinhos" fizeram:

Bolsa Família, ProUni, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Pronaf, aumento do Salário Mínimo, direitos das mulheres, dos negros, dos imigrantes, da população LGBT, do fim dos manicômios, do SUS, do SUAS, do Sistema Público de Emprego e renda, etc, etc, etc;

É apoiado por aqueles que não querem nem ouvir falar em Reforma Política, nem em Reforma Tributária, nem em Reforma Agrária, mas defendem o Sistema Financeiro que SUGA bilhões todos os anos dos impostos pagos pela população, na maioria pobres e das classes econômicas C,D e E;

É apoiado por aqueles que querem voltar a controlar as instituições voltando ao tempo do engavetador geral da república;

É apoiado por aqueles que querem aprofundar a desigualdade no Brasil.

Basta ler e ouvir o que estão propondo Temer, Serra, Cunha, Aecio, FHC, Andrea Matarazzo, João Doria, Pastor Feliciano, Paulo Skaf e tantos outros.

NÃO PASSARÃO
NÃO VAI TER GOLPE
VAI TER LUTA

Artur Henrique da Silva Santos


Nota: As opiniões expostas no artigo são baseadas no que o autor acredita e não representa, necessariamente, o que este blogueiro pensa, apesar de ter a certeza que o impeachment somente fará a democracia brasileira retroceder.

O blogueiro não faz parte do "fla-flu político" onde acredita-se que o maniqueísmo prevalece. O fato de não apoiar o impeachment não significa apoiar o governo de olhos fechados e defender tudo que fazem. Existem críticas? Sim, mas tirar um governo eleito pelo povo sem crimes comprovados não salvará o Brasil.