segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Hackers no Twitter


Conta do Burger King foi invadida e logomarca foi trocada

Por Thiago Marcondes

O uso do computador virou algo rotineiro na vida das pessoas e zelar pela segurança de acesso e dados compartilhados nem sempre é pensado pelos internautas. A conta de twitter do Burger King, grande indústria de fast-food no mundo, foi invadida por hackers que alteraram a logomarca e para a imagem da concorrente, McDonalds.

Foto extraída do NY TIMES - Associetad Press

A reportagem do NY Times (Twitter Hackings Put Focus on Security for Brands) não cita nada sobre prejuízos financeiros da marca, mas levanta o tema sobre a segurança das senhas em redes sociais, pois não existe uma diferença entre empresas e/ou pessoas ao utilizarem o serviço.

Vale à pena, para cada usuário da rede, pensar em criar uma senha segura e ainda assim seus dados podem ser invadidos e informações serem excluídas da rede. Deve-se analisar, também, aquilo que será postado para não sofrer danos que, em geral, são reversíveis, mas podem causar certos constrangimentos.

O fato ocorrido com o Burger King pode acontecer (e aconteceu) com outras grandes empresas a JEEP, mas pode acontecer comigo ou com você, usuário comum.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Futebol, violência e falta de investigação por parte da mídia

Os meios de comunicação brasileiros destacaram a morte do jovem boliviano, mas não informou ser comum fogos de artifício em praticamente todos os jogos locais
 
Por Thiago Marcondes
 
O primeiro jogo do Corinthians na Libertadores/2013, contra  o San Jose da Bolívia, tinha um clima de festa para ambos os times já que o Timão iniciaria a corrida pelo bi-campeonato e os bolivianos poderiam ver Alexandre Pato, a grande contratação da temporada, e o atual campeão do mundo em seu país, mas tudo mudou porque uma tragédia aconteceu.
 
O jogo correu normalmente e terminou empatado em 1x1. A equipe boliviana, inferior tecnicamente em relação ao Corinthians, fez valer a altitude de cerca de 3.700m e conseguiu um bom resultado. Independente do placar, um menino boliviano de 14 anos, chamado Kevin Beltrán Espada, morreu ontem no estádio após ser atingido no olho por fogos de artifício que partiram da torcida corinthiana.
 
O fato, lamentável e que retirou a vida do garoto, deve ser julgado e os culpados condenados. Concordo com a atitude de o time jogar sem a presença dos seus torcedores, seja no Pacaembu ou na casa do adversário, como forma de mostrar ao mundo que a América do Sul não irá tolerar mais situações como essas.
 
Defendo também punição do San Jose porque o jogo foi em suas dependências e torcedores entraram com fogos de artifício no estádio. Pode parecer que defendo o Corinthians, mas na Bolívia isso é algo comum nas partidas.
 
A mídia brasileira seja a televisiva, de internet, impressa ou rádio, trouxe o assunto como destaque e alguns apresentadores, caso de Tiago Leifert, da Rede Globo, pediram que o Corinthians fosse banido da competição ao menos em 2013, mas nada falaram da confederação boliviana ou da cultura do povo dentro dos estádios. Faltou um pouco de análise e investigação para manter parcialidade diante da sociedade.
 
  Thiago Marcondes – 23/05/2011
Torcida do Bolívar com fogos de artifício antes do jogo contra o Real Mamoré, em La Paz
 
Em relação à imprensa brasileira podemos dizer que ao prestar um serviço de informações não coletou informações de ambos os lados, pois se fizessem com certeza saberiam do costume. Sinceramente, não sei se a legislação boliviana permite isso, mas ao deixar de explicar a cultura local e o que de fato acontece a mídia faz suas reportagens se tornarem tendenciosas.
 
Em 2011 estive em um jogo entre Bolívar e Real Mamoré onde a torcida bolivariana acendeu fogos praticamente durante todo o jogo. A partida chegou a ser interrompida por conta da fumaça que atrapalhava visibilidade do goleiro adversário. Inclusive, um homem que estava em minha frente foi atingido e por sorte não se feriu. Ao ser questionado sobre o fato ele respondeu: “Hay pirotecnia en todos los partidos!”.
 
Aliás, algo deve ficar bem claro: não é permitida a entrada de sinalizadores e fogos de artifício nos estádios bolivianos e, pelo visto, as autoridades locais não parecem se preocupar muito com isso. Quem cometeu o erro deve pagar, seja o torcedor, time e autoridades esportivas que não se comprometem em cumprir as leis.
 
Como um bom corinthiano e amante do esporte sem violência não ficarei estou triste pela punição, mas serei eternamente feliz quando os jornais começarem a destacar os 02 lados da moeda.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quando chove em São Paulo...

...para tudo, para tudo, para tudo, para tudo

Por Thiago Marcondes

A chuva torrencial de hoje atingiu praticamente a cidade toda e inúmeros focos de alagamento, locais intransitáveis, queda de árvores, de energia e semáforos fora de funcionamento não fizeram São Paulo parar no tempo, mas sim parar literalmente.

Após às 17h a chuva praticamente cessou, mas o impacto causado na cidade estava apenas para começar. Um trajeto de aproximadamente 15 minutos, entre a Vila Mariana e Vergueiro, demorava cerca de 01 hora. De carro é claro.

Muitas pessoas ficaram ilhadas e a volta para casa, principalmente para aqueles que dependem do transporte público, se tornou um grande martírio. Ônibus lotados e que demoravam para passar, metrôs e trens superlotados e com lentidão absurda. Enfim, uma loucura.

Com o problema de hoje escutei muitos falarem "Imagina na Copa!", mas prefiro não entrar nesse clichê por acreditar que as obras e investimentos realizados na cidade são apenas por conta do evento e não para a população, que vive e trabalha em São Paulo praticamente o ano inteiro.

As melhorias deveriam (e devem) ser realizadas continuamente para beneficiar a população, seja ela da camada mais pobre até a mais rica, e elevar a qualidade de vida de todos.

Com todos esses problemas imagino a mídia nativa (ou a chamada grande mídia) dizer que o atual prefeito não fez melhorias alguma e tampouco tem um plano de ação em situações emergenciais. O situação de calamidade da cidade vem de muito antes e ele, mesmo com pouquíssimo tempo, pode ter parte na culpa, mas não toda ela.

Espero que os jornalões, que pensam ser os donos da verdade,  não façam julgamentos por conta de seu partido político. Apesar de isso ser algo normal e corriqueiro há muitos anos.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos