quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Coca-Cola Zero: que bela jogada de marketing


A publicidade vende um sonho, um estilo de vida e não um produto.

Por Thiago Marcondes

Em julho de 2012 a coca-cola decidiu lançar uma campanha de marketing onde as garrafas de 600ml e de 02 litros e, também, as latas do refrigerante “Coca-cola Zero” teriam estampadas a marca de empresa e nomes de pessoas. O objetivo é alavancar a bebida no mercado consumidor e satisfazer a clientela.

Não conheço muitas pessoas que gostem de beber a coca-cola zero. Aliás, sei de gente que passa mal do estômago quando ingere a bebida. A equipe de marketing da empresa merece os parabéns por conseguir alavancar as vendas e, talvez, o consumo já que o refrigerante não é dos melhores.

Se perguntar para algumas pessoas o que é ZERO na coca-cola zero praticamente ninguém saberá dizer, mas a ideia da empresa também não tem nada a ver com isso. Como eles vendem um estilo de vida e não um refrigerante, quanto mais os consumidores comprarem seus produtos para satisfazerem o próprio ego, e não a vontade de algo gostoso e de qualidade, será melhor para a companhia.

A frase “Quanto mais fulano de tal melhor” nas embalagens faz com que o consumidor seja referenciado como algo muito bom e que em abundância pode ser o melhor de todos. Isso fortalece a pessoa! Imagina chegar em casa e dizer: “Mãe, olha que legal! Quanto mais THIAGO melhor”. As sensações de poder e soberania causada pelo refrigerante são sensacionais. Por conta disso os ursinhos GUMMY’s pensam em trocar seu suco por Coca-Cola Zero.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

Faça algo no presente e será lembrado no futuro

O que fazemos na vida ecoa na eternidade – Extraído do filme “Gladiador” 

Por Thiago Marcondes 

Trabalhar, viajar, viver, estudar, namorar, estar com amigos e família são algumas das situações vividas por cada pessoa e que ao longo da vida podem parecer simples ao olhar de uns e complexas e extremamente importantes para outros. Desde o nascimento até a morte pessoas passam pelo caminho umas de outras e as atitudes (boas ou ruins) fazem com que sejam lembradas.

Uma pessoa alegre, motivada e sempre com vontade de inovar e apreender dentro de um determinado grupo, que pode ser círculo de amigos, ambiente familiar e/ou profissional, se destacará diante dos demais em diversas situações. Pró-atividade, idéias novas, vontade de crescer e sempre com intuito de melhorar o desempenho pessoal e, também, daqueles que estão à sua volta será visto com bons olhos.

Em um ambiente profissional, ao se destacar pelas competências e resultados obtidos, os colegas de trabalho se lembrarão dos demais ao aparecer de uma nova oportunidade. O reconhecimento por conta das realizações feitas um dia aparecerá. Você poderá ganhar uma oportunidade de promoção dentro da instituição onde está ou então ser chamado para trocar de emprego por conta do seu legado.

Presenciei (e vivenciei também) situações onde ex-colegas de trabalho indicaram pessoas por causa de suas competências quando trabalharam juntos. Ocorreram casos em que as pessoas nem eram muitos próximas enquanto atuavam na mesma empresa, mas ao aparecer novas oportunidades aquele que realizou um bom trabalho foi lembrado e, pelo menos, uma entrevista de emprego conseguiu.

O contrário também surge efeito. A pessoa preguiçosa, que não contribui no trabalho e nos projetos até será lembrada pelos demais, mas com certeza não estará dentro do círculo de indicações se surgir uma nova oportunidade de emprego com salário e benefícios melhores.

Ter objetivos, metas, dar o melhor de si, ser humilde com o próximo, saber escutar são algumas das atribuições que cada um deve levar consigo para a vida inteira.

Pais que maltratam os filhos, os animais de estimação, os vizinhos e gestores que não sabem lidar com os colaboradores, chefes e diretores que abusam dos cargos para tentar se impor também ficarão marcados para sempre. 

As ações marcantes na vida, em geral, devem contribuir para a sociedade, ou algum grupo social, de alguma maneira para não se tornar apenas uma conquista pessoal e egoísta. A frase “O que fazemos na vida ecoa na eternidade” simboliza exatamente aquilo que somos e o que queremos ser no futuro. Afinal de contas, quem não gostaria de ser lembrado pelos seus feitos?
 
Thiago Marcondes é jornalista e pós-graduando em Gestão de Projetos

domingo, 7 de outubro de 2012

Histórias no dia da eleição

No dia do pleito nem a polícia militar consegue cumprir minimamente com seu dever

Por Thiago Marcondes

Antes mesmo de iniciar a votação, às 08h da manhã, eu já estava nas ruas de São Paulo à caminho de casa. Passei na porta de várias escolas e ao menos 02 policiais militares estavam nos locais e vários panfletos de candidatos jogados no chão.

A poluição nas ruas parece ter virado algo normal em todas as eleições. Desde que me conheço por gente (e isso tem mais de 23 anos) sempre vejo a mesma situação. Em minha cabeça os panfletos jogados é COMUM, mas não normal e o povo podia deixar de votar em candidatos que permitissem que isso acontecesse.

Aliás, a justiça eleitoral deveria proibir a distribuição de material em dia de eleição. Próximo a Escola Estadual Professor Luiz Simioni Sobrinho, em Interlagos, por volta das 07h15m, um adolescente que recebeu dinheiro para distribuir os panfletos jogava o papel como se estivesse em uma festa de carnaval. Conclui-se que nem o povo e nem os políticos têm noção.

Na zona leste da cidade, no bairro de Vila Formosa, a situação era a mesma na porta da escola estadual Orville Derby. Às 07h50m eu estava na fila e aguardava a abertura da seção eleitoral quando percebi inúmeros carros estacionados em locais proibidos e nada era feito para advertir os motoristas.

Os policiais militares, que podem autuar em situações de trânsito, permaneciam na porta da escola e sequer percebiam (prefiro acreditar nisso) aquela situação. Detalhe: os motoristas infratores paravam em vagas proibidas em distâncias de aproximadamente 20 metros da polícia.

Questionei um policial se em dia de eleição era permitido estacionar em local proibido e de bate-pronto a resposta foi "Não é permitido não!". Como sou um cara "CHATO", segundo definição de vários amigos, perguntei porque a polícia militar não agia diante daquela situação. Nesse momento ele começou a gaguejar, falou que não tinha como verificar a situação e não me disse mais nada.

Com um sorriso extremamente irônico agradeci ao soldado pela informação, lhe desejei um bom dia e fui para minha casa com a indignação de que o povo não respeita as regras e, por sua vez, as autoridades não fazem as leis serem cumpridas.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos e um simples eleitor