quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Coca-Cola Zero: que bela jogada de marketing


A publicidade vende um sonho, um estilo de vida e não um produto.

Por Thiago Marcondes

Em julho de 2012 a coca-cola decidiu lançar uma campanha de marketing onde as garrafas de 600ml e de 02 litros e, também, as latas do refrigerante “Coca-cola Zero” teriam estampadas a marca de empresa e nomes de pessoas. O objetivo é alavancar a bebida no mercado consumidor e satisfazer a clientela.

Não conheço muitas pessoas que gostem de beber a coca-cola zero. Aliás, sei de gente que passa mal do estômago quando ingere a bebida. A equipe de marketing da empresa merece os parabéns por conseguir alavancar as vendas e, talvez, o consumo já que o refrigerante não é dos melhores.

Se perguntar para algumas pessoas o que é ZERO na coca-cola zero praticamente ninguém saberá dizer, mas a ideia da empresa também não tem nada a ver com isso. Como eles vendem um estilo de vida e não um refrigerante, quanto mais os consumidores comprarem seus produtos para satisfazerem o próprio ego, e não a vontade de algo gostoso e de qualidade, será melhor para a companhia.

A frase “Quanto mais fulano de tal melhor” nas embalagens faz com que o consumidor seja referenciado como algo muito bom e que em abundância pode ser o melhor de todos. Isso fortalece a pessoa! Imagina chegar em casa e dizer: “Mãe, olha que legal! Quanto mais THIAGO melhor”. As sensações de poder e soberania causada pelo refrigerante são sensacionais. Por conta disso os ursinhos GUMMY’s pensam em trocar seu suco por Coca-Cola Zero.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

Faça algo no presente e será lembrado no futuro

O que fazemos na vida ecoa na eternidade – Extraído do filme “Gladiador” 

Por Thiago Marcondes 

Trabalhar, viajar, viver, estudar, namorar, estar com amigos e família são algumas das situações vividas por cada pessoa e que ao longo da vida podem parecer simples ao olhar de uns e complexas e extremamente importantes para outros. Desde o nascimento até a morte pessoas passam pelo caminho umas de outras e as atitudes (boas ou ruins) fazem com que sejam lembradas.

Uma pessoa alegre, motivada e sempre com vontade de inovar e apreender dentro de um determinado grupo, que pode ser círculo de amigos, ambiente familiar e/ou profissional, se destacará diante dos demais em diversas situações. Pró-atividade, idéias novas, vontade de crescer e sempre com intuito de melhorar o desempenho pessoal e, também, daqueles que estão à sua volta será visto com bons olhos.

Em um ambiente profissional, ao se destacar pelas competências e resultados obtidos, os colegas de trabalho se lembrarão dos demais ao aparecer de uma nova oportunidade. O reconhecimento por conta das realizações feitas um dia aparecerá. Você poderá ganhar uma oportunidade de promoção dentro da instituição onde está ou então ser chamado para trocar de emprego por conta do seu legado.

Presenciei (e vivenciei também) situações onde ex-colegas de trabalho indicaram pessoas por causa de suas competências quando trabalharam juntos. Ocorreram casos em que as pessoas nem eram muitos próximas enquanto atuavam na mesma empresa, mas ao aparecer novas oportunidades aquele que realizou um bom trabalho foi lembrado e, pelo menos, uma entrevista de emprego conseguiu.

O contrário também surge efeito. A pessoa preguiçosa, que não contribui no trabalho e nos projetos até será lembrada pelos demais, mas com certeza não estará dentro do círculo de indicações se surgir uma nova oportunidade de emprego com salário e benefícios melhores.

Ter objetivos, metas, dar o melhor de si, ser humilde com o próximo, saber escutar são algumas das atribuições que cada um deve levar consigo para a vida inteira.

Pais que maltratam os filhos, os animais de estimação, os vizinhos e gestores que não sabem lidar com os colaboradores, chefes e diretores que abusam dos cargos para tentar se impor também ficarão marcados para sempre. 

As ações marcantes na vida, em geral, devem contribuir para a sociedade, ou algum grupo social, de alguma maneira para não se tornar apenas uma conquista pessoal e egoísta. A frase “O que fazemos na vida ecoa na eternidade” simboliza exatamente aquilo que somos e o que queremos ser no futuro. Afinal de contas, quem não gostaria de ser lembrado pelos seus feitos?
 
Thiago Marcondes é jornalista e pós-graduando em Gestão de Projetos

domingo, 7 de outubro de 2012

Histórias no dia da eleição

No dia do pleito nem a polícia militar consegue cumprir minimamente com seu dever

Por Thiago Marcondes

Antes mesmo de iniciar a votação, às 08h da manhã, eu já estava nas ruas de São Paulo à caminho de casa. Passei na porta de várias escolas e ao menos 02 policiais militares estavam nos locais e vários panfletos de candidatos jogados no chão.

A poluição nas ruas parece ter virado algo normal em todas as eleições. Desde que me conheço por gente (e isso tem mais de 23 anos) sempre vejo a mesma situação. Em minha cabeça os panfletos jogados é COMUM, mas não normal e o povo podia deixar de votar em candidatos que permitissem que isso acontecesse.

Aliás, a justiça eleitoral deveria proibir a distribuição de material em dia de eleição. Próximo a Escola Estadual Professor Luiz Simioni Sobrinho, em Interlagos, por volta das 07h15m, um adolescente que recebeu dinheiro para distribuir os panfletos jogava o papel como se estivesse em uma festa de carnaval. Conclui-se que nem o povo e nem os políticos têm noção.

Na zona leste da cidade, no bairro de Vila Formosa, a situação era a mesma na porta da escola estadual Orville Derby. Às 07h50m eu estava na fila e aguardava a abertura da seção eleitoral quando percebi inúmeros carros estacionados em locais proibidos e nada era feito para advertir os motoristas.

Os policiais militares, que podem autuar em situações de trânsito, permaneciam na porta da escola e sequer percebiam (prefiro acreditar nisso) aquela situação. Detalhe: os motoristas infratores paravam em vagas proibidas em distâncias de aproximadamente 20 metros da polícia.

Questionei um policial se em dia de eleição era permitido estacionar em local proibido e de bate-pronto a resposta foi "Não é permitido não!". Como sou um cara "CHATO", segundo definição de vários amigos, perguntei porque a polícia militar não agia diante daquela situação. Nesse momento ele começou a gaguejar, falou que não tinha como verificar a situação e não me disse mais nada.

Com um sorriso extremamente irônico agradeci ao soldado pela informação, lhe desejei um bom dia e fui para minha casa com a indignação de que o povo não respeita as regras e, por sua vez, as autoridades não fazem as leis serem cumpridas.

Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos e um simples eleitor

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ela, ela, ela... É fogo na favela

O mundo só acaba em fogo para quem mora em favelas onde a especulação imobiliária pode lucrar

Por Thiago Marcondes

Em pouco menos de 02 meses a cidade de São Paulo viu cerca de 03 favelas serem tomadas por incêndios e seus moradores perderem o pouco que conseguiram com grande esforço, já que em muitos casos trabalham em empregos informais e não recebem os direitos trabalhistas que todos deveriam ter acesso.

Muitas das regiões, como o incêndio de hoje, são locais onde os governos (seja no âmbito municipal, estadual ou federal) têm interesse de utilizar os terrenos para ceder às empresas ou até mesmo criar conjuntos residenciais que serão utilizados pelas grandes construtoras para aumentar a especulação imobiliária e, consequentemente, seus lucros.

A mídia e as pessoas sempre retratam que o trânsito ficou parado nas regiões por conta do fogo e se esquecem de ressaltar a falta de polítcias públicas voltadas para a moradia daqueles que não têm como de comprar um casa, ou ao menos de pagar para morar  com condições básicas como luz e saneamento.

O fato curioso é que os incêndios ocorrem exatamente em época de eleições para prefeito da cidade de São Paulo. Não digo que seja a oposição para querer derrubar a situação e vice-versa, mas tudo parece, ao menos, que as chamas são provocadas de forma proposital e não por algum problema de "gatos" na instalação elétrica.

Na favela da região central de São Paulo encontraram um suspeito que já é o culpado por conta da exploração midiática. Os candidatos à prefeito, em sua maioria, somente se atacam e não citam o problema de moradia. Parecem que essas pessoas são invisíveis, mesmo que seus votos sejam interessantes no momento tentarem um cargo político

Atualmente a gestão de Gilberto Kassab mantém um programa de axílio-moradia para cerca de 27 mil famílias, conforme reportagem "Kassab paga aluguel para mais de 100 mil pessoas", e não investe em construir casas para tirar as pessoas dessa situação. Seu governo deixará um legado para o próximo de mais de R$ 100 milhões de anuais em gastos em que o povo tenha um lugar definido para morar.

Thiago Marcondes é Jornalista

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Celso Russomanno: Aqui Agora!!!

Nada de novo para a capital paulista. Ou seja, os candidatos são mais-do-mesmo

Por Thiago Marcondes

A corrida para prefeito da cidade de São Paulo começou há algum tempo e os 02 candidatos mais cotados nas pesquisas, até o momento, são José Serra do P.S.D.B (Partido da Social Democracia Brasileira) e Celso Russomanno do P.R.B. (Partido Republicano Brasileiro). O candidato do P.T. (Partido dos Trabalhadores) corre por fora na disputa e provavelmente não chegará ao segundo turno das eleições.

Todos os 03 candidatos dizem ser "o novo" para a cidade apesar de suas propostas de governo não existir nada de novidade ou revolucionário para melhorar a saúde, educação, moradia, transporte público e a mobilidade urbana como um todo.

Serra está em segundo lugar nas pesquisas e diz ser "o novo" também, mas tem o apoio de Kassab que flertou com o P.T. e tem rejeição por grande parte do eleitorado paulista. Haddad vem com a sombra de Lula e, até o momento, não emplacou sua campanha. Está em terceiro nas disputa e bem longe de alcançar os 27% do tucano.

Russomano, apesar de não ter nada de novidade para o povo, lidera as pesquisas e pode surgir como o novo prefeito de São Paulo. Famoso por defender o direito do consumidor, ele tinha um programa na Record e sua imagem estava em evidência na televisão. Sua figura é conhecida na periferia e em suas aparições na T.V. chegou a entrar em lojas para reclamar que o preço não estava na vitrine e, também, pedir que uma loja entregasse o sofá comprado por um cliente.

A campanha do P.R.B, junto com Russomanno, parece não querer agredir os adversários, mas indiretamente eles se aproveitam do momento político de partidos como P.T. e P.S.D.B. O primeiro está envolvido em escândalos de corrupção e o julgamento do mensalão o fez cair em descrédito com a população. O segundo, por conta das brigas políticas internas e a falta de confiança da população porque em eleições anteriores não cumpriu os mandados, parece não ter alçado vôos mais altos.

Ainda é cedo para saber quem realmente será o prefeito de São Paulo, mas projeções podem indicar como será a próxima gestão na cidade. A única certeza é que se Russomano ganhar com certeza ele irá falar a seguinte frase após uma negociação bem sucedida entre oposição e base aliada: "Estando bom para ambas as partes, Celso Russomanno: Aqui Agora".

Thiago Marcondes é Jornalista

domingo, 29 de julho de 2012

McDonald's no mundo

A rede de fastfood está presente em praticamente todo mundo. Inclusive na fronteira entre países

Por Thiago Marcondes

O mundo árabe atualmente é conhecido por sua falta de simpatia com os Estados Unidos, mas alguns nações islâmicas ainda simpatizam com o governo estadunidense são aliados politicamente. A Arábia Suadita, por exemplo, é um desses países.

O governo saudita apóia os Estados Unidos em muitas ações no mundo árabe e seu poderio econômico mantém ambas as nações aliadas, apesar de ser um país extremamente fechado ao ocidente.

O turismo na Arábia Saudita praticamente inexiste se você não for convidado do governo e/ou empresa para ingressar no país. Porém, a maior rede de fast food do mundo tem lojas espalhadas pela nação saudita.

Uma curiosidade muito interessante e que encontrei no google é que uma das lojas fica exatamente na fronteira entre a Arábia Saudita e o Bahrein, país que recebe o círculo da Fórmula 1 e recentemente foi alvo de protestos do povo contra o governo.

Foto tirada por powerstrip

Para ver o local exato do estabelecimento com imagem do Google Maps pode acessar http://www.panoramio.com/photo/24869991 e conferir.

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 26 de junho de 2012

Projeto Paraguai: Golpe em Lugo

Frederico Franco e seus comparsas estão no poder, mas parecem não ter pensado nos problemas podem vir

Por Thiago Marcondes

Eleito democraticamente pelo povo em 2008 para ser presidente do Paraguai, Fernando Lugo foi destituído do cargono último dia 22 após um processo relâmpago de impeachment que durou cerca de 30 horas, período em que ele não pôde se defender.

A situação política no país vizinho sempre foi conturbada, pois o partido Colorado, que sempre esteve no poder, se opunha a eleição de Lugo já que ele sempre fez oposição aos governos anteriores a 2008.

A máquina estatal sempre foi um importante aparato para quem está no poder conseguiur se perpetuar e eleger os candidatos do seu partido e, nos últimos tempos, o partido Colorado parece ter orquestrado um plano para tê-lo novamente ao seu lado.

Os oposicionistas parecem ter planejado muito bem a retirada de Lugo no poder, pois parte do povo não apoiava seu governo por conta das manifestações dos sem-terra paraguaios que ocuparam fazendas de brasiguaios, os casos de filhos descobertos durante seu mandato (Lugo teve casos enquanto era bispo da igreja católica) e a suposta falta de diálogo político com partidos aliados que participaram da campanha em 2008.

O partido Colorado planejou bem o golpe, já que faltam apenas 09 meses para as próximas eleições presidenciais e agora, com o poder em suas mãos, poderá usar a máquina estatal em benefício próprio para eleger seu canditado em 2013. Eles aproveitaram as mortes de sem-terras e políciais em confronto para dar um ultimato em Lugo e retomarem o controle político do país.

Os setores mais consevadores e a igreja estão ao lado dos golpistas, que foram suspensos da UNASUL e do MERCOSUL porque os demais países não considerem o governo de Frederico Franco como legítimo. Até o momento somente França, Espanha e o Vaticano reconhecem o novo presidente do Paraguai.

O projeto de golpe em Lugo deu certo, pois parece que todos os passos foram definidos e o prazo para a retomada do poder cumprido. Porém devem ter esquecido de mensurar os riscos e agora o povo paraguaio pode ser penalizado economicamente. A Venezuela cancelou o envio de petróleo e o Mercosul ainda pensa em sansões nos acordos.

Para quem quiser acompanhar mais notícias sobre a resistência paraguaia ao golpe de estado pode acessar o sítio "Paraguay Resiste", que está em espanhol.

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 19 de junho de 2012

Maluf: (INFELIZMENTE) ele é o cara

Alianças políticas cada vez mais contestáveis são feitas e o povo sofre as consequências durante a gestão

Por Thiago Marcondes

A política em São Paulo sempre tem algumas situações inusitadas e mexem com o cenário das candidaturas à prefeitura

No começo do ano o atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab, anunciou apoio ao candidato do P.T. através de seu novo partido, o PSB. Mas como seu padrinho político José Serra decidiu concorrer ao cargo de prefeito ele mudou de ideia e abandonou o barco.

Agora o atual deputado federal Paulo Maluf anunciou em sua casa, na presença de Lula de Fernando Haddad, o apoio ao candidato do P.T. Citou que ama São Paulo e como viu isso em Haddad decidiu apoiá-lo. Porém, ele flertava também com o rival PSDB que almeja maior tempo na TV e, assim como Kassab, desisitiu na última hora.

Maluf é procurado pela Interpol por crimes financeiros e sequer pode ir ao Paraguai já que seria preso ao sair do Brasil. Seu histórico de falcatruas e frases célebres como "Estupra, mas não mata!" parece não fazer a menor diferença no momento de fazer uma aliança político-partidária.

O povo, por sua vez, é quem decide qual político tomará conta da cidade nos próximos 04 anos de gestão e ao apoiar candidatos com alianças sujas e grotescas apenas validam que o sujeito está apto para administrar uma cidade como São Paulo.

Luíza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, foi anunciada como vice-prefeita de Haddad por ter Maluf como desafeto poderia ter desistido de participar da campanha. Mas, como a politicagem fala mais alto, ela permanecerá ao lado do PT sem que sua imagem seja vinculado ao do Sr. Paulo Maluf que, por tudo que já fez só pode ser chamado (infelizmente!) de "O CARA"!.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aconteceu em 11 de junho

Fatos históricos que marcaram o mundo e seus acontecimentos

Por Thiago Marcondes

À partir de hoje, todos os meses o blog escolherá um dia qualquer do mês para postar alguns fatos marcantes ocorridos em anos anteriores e, também, fará um breve comentário de alguns casos e situações.

1429 - Começa a batalha de Jargeau na Guerra dos Cem Anos, mas que durou 116 e foi entre 1337 e 1453, onde franceses e ingleses disputavam poderes econômicos e territoriais.

1496 - Critóvão Colombo retornar à Cadiz, cidade espanhola, após sua segunda viagem à América.

1580 - Juan de Garay funda a cidade de Buenos Aires, capital da Argentina e atualmente um dos destinos mais visitados pelos turistas brasileiros.

1666 - Inglaterra e Holanda se enfrentaram na batalha de barco a vela mais longa da história, conhecida como "Batalha de Quatro Dias". Anos depois ambas nações disputariam o poder pela África do Sul.

1865 - Na Guerra do Paraguai, umas das mais perversas do continente, o Brasil vence a Batalha Naval do Riachuelo.

1951 - Portugal promulga uma lei que converte em territórios ultramarinos as colônias, mas assim não impede que a exploração e a miséria permaneçam sob o povo dominado.

1987 - Margareth Thatcher inicia seu terneiro mandato no Reino Unido e dá continuidade em suas políticas liberais.

1996 - Explode o Osasco Plaza Shopping. Saldo da tragédia: 42 mortos e 372 vítimas. "Três anos depois do acidente, a Justiça de São Paulo condenou cinco pessoas pela explosão: o diretor comercial do shopping e quatro engenheiros. Todos foram absolvidos em 2005 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por falta de provas. O shopping só indenizou as vítimas depois de ter recorrido até ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)", de acordo com o jornal O Estado de São Paulo.

2001 - Timothy McVeigh executado pela explosão de um prédio em Oklahoma City em 1995. O atentado deixou mais de 160 mortos e na época cogitou-se (fortemente) que o ataque foi proveniente da Al-Qaeda.

2009 - A Organização Mundial de Saúde elevou para nível 6 a pandemia da Gripe A, que matou inúmeras pessoas ao redor do mundo. A pandemia estava decretada.

2010 - Começa a Copa do Mundo na África do Sul, onde a Espanha se consagraria campeã pela primeira vez. Foi um belo campeonato apesar da corrupção e das exigências da F.I.F.A. que pensou somente em lucrar, lucrar e lucrar.

Thiago Marcondes é Jornalista

sábado, 2 de junho de 2012

Arrastões ou assaltos? Depende da região é claro

O crime pode ser o mesmo, mas o nome dado depende do bairro onde ocorreu

Por Thiago Marcondes

Nos últimos meses a mídia tem noticiado com certa frequência que bandidos invadem restaurantes, bares e/ou pizzarias para assaltar o estabelecimento e os frequentadores do local.

Geralmente as ações são rápidas e os bandidos não ficam mais que 10 minutos no estabelecimento. Eles levam o dinheiro arrecadado pela casa e dos clientes, além de celulares, relógios, jóias e, às vezes, carros para auxliar durante a fuga.

Este tipo de crime é chamado de arrastão, nome popularizado na década de 90 nas praias do Rio de Janeiro, onde os banhinstas eram assaltados na areia da praia por ínumeras pessoas que corriam e pegavam seus pertences.

Somente nesta semana 02 restaurantes em Higienópolis, região rica à oeste da cidade de São Paulo, sofreram com o problema e as ações foram sempre próximas do fechamento do estabelecimento, ou seja, o mais tarde possível para que as ruas tenham menos pessoas que possam, eventualmente, acionar a polícia.

Os crimes noticiados pela mídia ocorrem quase sempre em bairros de classe média-alta, ou classe-alta, com consumidores de grande poder aquisitivo. Situações assim não eram comuns, pelo menos não nos jornais, mas assustam a população que tende a ficar em casa com medo de que algo aconteça. Os donos dos estabelecimentos reforçam a segurança, mas ainda assim viram a queda na clientela.

Nas periferias de São Paulo e de outras cidades crimes assim também acontecem. Quem mora em regiões mais afastadas sempre escuta que a padaria, lanchonete, o mercadinho ou o bar foi assaltado e, os clientes, também tiveram seus pertences levados pelos assaltantes. Quando isso ocorre é qualificado de assalto e não vira notícia na internet porque não são empresários, ricos e endinheirados, que sofrem as consequências.

O povo das periferias sofre com esse tipo de crime e praticamente nada é feito para saná-los, mas no bairro de Higienópolis a polícia reforçará o esquema de segurança, assim como em outros locais, para garantir que nada aconteça. Isso é ótimo e está certo, mas porque não ocorre também nas regiões mais afastadas da cidade?

Não ocorre porque nos bairros nobres crimes assim são "arrastões" e fora deles são "APENAS ASSALTOS".

Thiago Marcondes é Jornalista

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Greve dos metroviários não resolve o problema do transporte

O sindicato luta apenas pelos funcionários e se esquece da necessidade da população

Por Thiago Marcondes

Os metroviários de São Paulo resolveram fazer greve no dia de hoje, 23/05/2012, para reivindicar alguns direitos como aumento no ticket refeição de R$ 19,50 para R$ 23,00 e aumento salarial.

Ainda não há solução final para saber se a greve continuará ou não, mas um fato concreto é que a cidade de São Paulo está um caos e muitas pessoas não conseguem (e nem conseguiram ainda!!!) chegar ao local de trabalho. O trânsito bate recorde no ano de 2012, pois o fluxo de carros aumentou (como se já não fosse grande o suficiente) por conta da falta de transporte público. Na zona leste, especificamente na av. Radial Leste, começou uma manifestação por conta da situação e a tropa de choque da polícia militar precisou intervir com a "sutileza" de sempre

A greve é um direito do trabalhador, mas todos os anos os metroviários usam-na para conseguir aumentos e benefícios. Consequentemente prejudicam a população em suas rotinas diárias. Na maioria dos casos, os grandes punidos são os trabalhadores que, por conta do capitalismo alucinado dos patrões, devem chegar ao trabalho custe o que custar.

Muitos sequer saíram de casa por conta da confusão que seria para conseguir chegar ao local de trabalho. Os atrasos já chegam a ser de 04 horas e, de acordo com a rádio CBN, alunos perderam provas nas escolas e faculdades.

Reivindicar os direitos é algo muito bonito, desde que haja um bom motivo para os funcionários de metrô e ótimas consequências para a população. No atual momento o sindicato dos metroviários pensa somente na própria situação e parece não dar importância às condições do transporte coletivo superlotado e que não atende à demanda.

O povo está certo em protestar, mas não adianta partir para a violência. O primeiro protesto pode (e deve ser) através do voto e, posteriormente e com regularidade, manifestações para reivindicarem os direitos para obter melhores condições no transporte coletivo. Nada de parar a avenida Paulista. O negócio, para dar certo, é ir ao Palácio do Governo, à sede da Prefeitura, Assembléia Legislativa e por aí vai. Quem sabe um dia a gente se conscientize e chegue lá.

Thiago Marcondes é Jornalista e nunca fez greve, mas já participou de manifestações

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sem objetivos não se vai à lugar algum

Não adianta saber nadar se não tem um destino definido. O máximo que conseguirá será morrer na praia

Por Thiago Marcondes

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e o pessoal que não se atualiza corre um grande risco de não conseguir um emprego melhor, ou até mesmo promoções para alavancar a carreira dentro da empresa em que trabalha.

A atualização citada neste artigo não se trata somente de áreas específicas onde o profissional atua, mas também em conhecimentos gerais, política, economia e a situação da cidade onde vivem, pois assim terão noção das consequências do seu voto em relação à sociedade. Uma enfermeira não precisa focar somente em enfermagem assim como um Analista de T.I. também não precisa saber somente de computadores e redes, já que sua decisão pode (ou não!!!) influenciar o seguimento onde atuam.

Uma troca de governo, ou seja, de partido político no comando de cidade, estado ou país, pode influenciar em como as políticas públicas serão geridas, os investimentos distribuídos entre os setores e como serão os projetos para a sociedade como um todo. Seja no âmbito público ou em parcerias privadas.

A falta de investimentos em educação e saúde significa que professores e profissionais como médicos, enfermeiros e auxiliares administrativos (somente para citar alguns casos) fará com que contratações diminuam e, consequentemente, as pessoas não consigam empregos. Logo, não terão dinheiro para gastar e a economia não ficará aquecida como pretendem os políticos.

Sabe-se que hoje em dia as empresas exigem muito dos funcionários e, em muitos casos, não conseguem tempo livre para estudar ou até mesmo ler um livro ou uma revista que gostem. Mas acredito que metas devem ser traçadas para que o objetivo seja alcançado. Vale pensar se o que almeja é uma promoção, troca de emprego e se for estagiário ser efetivado no local onde está.

Faça um projeto daquilo que pretende fazer ao longo do ano e se planeje para conseguir efetuar tudo que foi pensando, pois assim conseguirá se organizar e no final de tudo verá que os sacrifícios valerão à pena.

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 3 de abril de 2012

Eleição e corrupção andam lado-a-lado

O povo nada faz para cobrar as promessas e a impunidade permanece em praticamente todas as esferas

Por Thiago Marcondes

O ano de 2012 para os mais de 5000 municípios brasileiros será repleto de campanhas políticas para pedir votos nas eleições onde serão eleitos que ficarão no comando das cidades até pelo menos 2016. Muito dinheiro está envolvido no financiamento e, como se sabe e nem sempre se divulga, as empresas que fazem doações sempre almejam alguns contratos durante a futura gestão.

Em ano de eleições o que geralmente costuma aparecer na mídia são casos de corrupção, chantagens, escândalos e quaisquer atributos que façam os candidatos caírem em descrédito com os eleitores. Quem está no poder quer ser eleger novamente ou então emplacar seu candidato. A oposição almeja alcançar o cargo de prefeito para realizar as melhorias que as cidades necessitam, ou que eles dizem é claro. Para isso usam várias artimanhas e não se sentem envorgonhados de nada, pois o importante mesmo é vencer à todo custo.

Candidatos, políticos e aspirantes ao cargo vão às comunidades falar com os pobres, comem um botecos e feiras livres, visitam igrejas católicas e evagélicas, mesquitas, sinagogas e quaisquer templos considerados religiosos para angariar votos. Almoçam com empresários de vários seguimentos e nem ao menos se dão ao trabalho de avaliarem o tipo de pessoa que os apóiam. Mais uma vez friso aqui que o mais importante é chegar ao poder seja como for e custe o que custar.

Eles lutam por meio-ambiente, melhorias no transporte público, educação, saúde, saneamento básico e prometem mundos e fundos. Porém, ao chegarem ao poder não fazem praticamente nada e tampouco são cobrados pelo povo. Aliás, quando têm a intenção de fazer algo bom para as pessoas as bancadas nos plenários arrumam uma forma de não deixar o projeto ir à frente. A sociedade nada faz além de reclamar durante anos e anos. Tampouco se manifesta sobre o problema e quiçá lembra-se o nome do vereador em que votou na última eleição.

Talvez seja pela falta de vontade popular em cobrar as ações prometidas, explicações para os escândalos e a punição, quando compravada a corrupção, faz com que os políticos virem as costas para o povo após se elegerem. Sabem que não sofrerão retaliações e, por isso, continuam a vida numa boa como se nada tivesse acontecido.

Falta ao povo educação/informação suficiente para votarem conscientes e uma memória boa (em informática seria uma memória Geil Enhance Corsa 32GB PC10666) para sempre se lembrarem dos péssimos políticos eleitos. Assim, nas eleições seguintes o povo poderia virar as costas para eles também.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O difícil convívio corporativo

Fofocas e conversas fiadas podem atrapalhar o desempenho no trabalho

Por Thiago Marcondes

Conviver em sociedade é algo extremamente fundamental nos dias atuais, como se não fosse no passado, para que a pessoa crie vínculos afetivos, se destaque em suas atividades e seja inserida em algum grupo social.

Geralmente as pessoas andam com outras por conta de estilo musical, gosto por leitura, orientação política e até mesmo de acordo com seu time de futebol, tema discutido no artigo "Vandalismo mata mais um torcedor" onde indivíduos, para se sentirem inseridos socialmente, aceitam brigar e tirar a vida de outros em nome de um clube de futebol.

Mas e quando a convivência deve ser, obrigatoriamente, em uma empresa onde há inúmeras pessoas de diferentes credos, origens, culturas, orientações políticas, gostos musicais e até mesmo sexuais? Os conflitos com certeza irão aparecer e deverão ser gerenciados de forma que não atrapalhe a rotina de trabalho e as relações entre os funcionários.

De um modo geral esses casos são contornados pelos próprios funcionários. Porém, o que pode afetar o dia-a-dia são as fofocas feitas entre as pessoas para justificarem um serviço onde o resultado final não foi dos melhores. Esse tipo de problema com certeza ocorre em todas as empresas e, principalmente, quando a culpa sempre vai para um colaborador que não está mais na instituição.

O mundo corporativo é totalmente diferente do mundos dos famosos, pois quando uma pessoa sai do trabalho (costumo dizer que ela já não está mais entre nós) os demais sempre atribuem os problemas ao colaborador desligados da empresas. No caso de personalidades, quando morrem (seja de morte matada ou morte morrida) viram praticamente santas e somente as qualidades são apontadas. Enfim, a culpa é do morto.

Michael Jackson pode servir de exemplo, pois em vida a mídia sempre estava atrás dele por conta dos escândalos sexuais que envolveram crianças e jovens. Depois de morto os meios de comunicação exautaram ele como um dos melhores cantores de todos os tempos (uma verdade absoluta) e se esqueceram dos supostos problemas em vida. Ou seja, santificaram um homem que antes batiam à todo custo para conseguirem vender jornais e revistas. Dar porrada e depois agradar em nome do lucro pode.

Nas empresas, as pessoas novas que chegam, não pensam em analisar os fatos. Apenas assimilar as informações, muitas vezes fofocas, como verdade e as reproduzem sem checagem alguma. Acredito piamente que isso ocorre porque o novo funcionário quer ser inserido dentro daquele determinado grupo, que pode ser chamado de setor, e vai na onda dos mais antigos.

O mundo é pequeno, ainda mais se pensarmos em um determinado seguimento, e pode ser que em um futuro não muito distante aquela pessoa que foi acusada sem poder se defender venha a ser seu chefe. A situação pode se tornar desagradável se ele souber que você falou mal dele na empresa anterior.

O correto, em casos assim, seria de analisar os fatos e os processos para somente depois tomar uma ação qualquer. Esqueça o que passou e deixe as conversas e fofocas entrarem por um ouvido e saírem pelo outro, pois ao invés de encontrar um culpado o mais certo é procurar uma solução.

Thiago Marcondes é Jornalista

quinta-feira, 29 de março de 2012

O Empreendedorismo

"A vida é muito curta para a gente repetir os caminhos" - Amyr Klink

Por Thiago Marcondes
 
Em um mundo cada vez mais competitivo, onde os mercados financeiro e de trabalho estão cada vez mais acirrados, o empreendedorismo serve de base para que pessoas e empresas inovem em suas idéias, produtos, serviços e/ou projeto.

Uma pessoa empreendedora não é somente aquela que abre o próprio negócio. Pode ser também um funcionário de uma empresa que ao pensar em um novo produto ou processo (somente para citar alguns casos) alavanca os negócios e contribua para a melhoria dos resultados.

Para conquistar o mercado, ou ao menos a fatia desejada, o empreendedor não deve ter medo de se arriscar e de investir em seu negócio. Claro que antes de disponibilizar dinheiro pesquisas podem ser realizadas para avaliar o risco e, consequentemente, mensurar se haverá ou não sucesso em sua empreitada. Todo empreendedor deve ser também um observador, pois há muitos casos onde a oportunidade passa à sua porta, ou seja, bem diante de seus olhos, e ainda assim ele não a agarra. 

No vídeo PIPOCA DO VALDIR - EMPREENDEDORISMO POPULAR constata-se uma pessoa de visão e coragem para empreender em um carrinho de pipocas, pois se sabe que esse serviço existe em inúmeros locais e a concorrência é extremamente grande.

O Valdir, ao investir seu tempo, dinheiro, vontade e conhecimento no carrinho de pipocas não pensou somente em vender seu produto para conseguir seu sustento. Ele almejou (e conseguiu!) ser o melhor pipoqueiro da região através de inovações como os aventais personalizados para cada dia da semana, a higiene do seu instrumento de trabalho realizada diante dos clientes, o álcool gel disponibilizado para higienização, o kit limpeza oferecido e, também, o chamado cartão fidelidade onde o consumidor recebe uma pipoca grátis após juntar 05 selos. 

Amyr Klink, o famoso navegador brasileiro, também foi um grande empreendedor quando, na década de 90, decidiu atravessar o oceano atlântico em um barco a remo. A decisão foi difícil, pois inúmeros navegadores perderam a vida porque seus barcos tombaram. 

Klink conta que após uma conversa com seu engenheiro decidiram que o mais viável seria criar um barco que capotasse ao longo do percurso, pois assim ele teria a possibilidade de voltar a embarcação para uma posição navegável e concluir seu projeto, que era sair de Luderitz, no continente africano, e chegar ao Brasil, na cidade de Salvador. 

Tanto no caso de Amir Klink quanto no do pipoqueiro Valdir a pesquisa e o planejamento foram vitais para o sucesso do empreendimento. Claro que surpresas e oportunidades podem surgir ao longo do caminho e, para tirar proveito disso, observaram o momento e agarraram a chance de fazer algo novo e inovador. 

Pessoas que não conseguem enxergar oportunidades em suas vidas muitas vezes vêem seus empreendimentos, ou melhor, seus negócios, afundarem e com isso suas empresas fecharem por falta de inovação e empreendimento. 

Uma história interessante de falta de observação em um empreendimento pode ser conferida no jornalismo, mas não se sabe se de fato ocorreu ou se é um mito. 

O empreendimento na vida de um jovem era ser um jornalista para entrevistar um grande político. Ele conseguiu agendar uma entrevista com o prefeito de uma cidade e ao chegar à prefeitura o prédio estava chamas, pois um incêndio havia consumido o local. 

Ao retornar à redação do jornal, seu chefe questionou porque não havia conseguido a entrevista que seria destaque no dia seguinte e obteve a seguinte resposta: “a prefeitura estava em chamas e não foi possível falar com o prefeito”. Ou seja, o jovem jornalista deixou escapar aquela que poderia ser sua grande reportagem e, também, matéria de capa pelo simples fato de não ter observado o contexto da situação. 

Thiago Marcondes é Jornalista e quer se tornar um grande empreendedor

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vandalismo mata mais um torcedor

Confrontos entre torcedores rivais continuam sem que uma solução seja colocada em prática

Por Thiago Marcondes

Falar de futebol e violência separadamente, quando se trata de clássicos, parece ter se tornado uma redundância já que quase em todos os jogos confrontos entre torcedores rivais, e até mesmo da mesma torcida, são frequentes.

Na última semana ocorreram 02 casos e 02 mortes que envolveram times alvi-negros e alvi-verdes. Em Campinas torcedores de Ponte Preta e Guarani se enfrentaram após o jogo dos times sub-17 e um torcedor bugrino perdeu a vida. Em São Paulo foi o palmeirense André Alves que morreu, após levar um tiro em uma briga marcada pela internet entre corinthianos e palmeirenses.

A Federação Paulista de Futebol proibiu a entrada das torcidas organizadas da Mancha Verde e Gaviões da Fiel nos estádios, mas a medida não resolverá o problema dos confrontos. Nas imediações do local do jogo o efeito pode ser positivo, mas longe torna-se praticamente nulo.

As brigas são marcadas pela internet e isso o governo tem como rastrear, mas impedir o confronto, com a atual estrutura policial, torna-se quase impossível. No confronto de ontem, 25/03/2012, eram praticamente 1000 torcedores contra poucos, para não dizer raros, policiais. Isso é um grande problema, pois a batalha ocorreu longe do estádio e aproximadamente 06 horas antes do jogo.

Outro grande problema, esse mais difícil de ser resolvido, é que os integrantes as torcidas organizadas sentem-se invencíveis quando estão em bandos e eles creem que os torcedores rivais são inimigos, não pessoas que apenas gostam e torcem por um time diferente.

As torcidas organizadas, para muitas pessoas, serve como inserção social em suas vidas. Ou seja, um grupo social onde podem interagir, compartilhar idéias e mostrarem suas forças como organização. Como disse um amigo, Leandro Brainstorm, em uma discussão no facebook: "podemos dizer que isso é uma das válvulas de escape de uma sociedade desorientada ? Mesmo tendo o exemplos como os "hooligans" que viviam ou vivem num país um pouco mais estabilizado e mesmo assim arranjavam suas confusões. Mas por outro lado temos o exemplo do EGITO que em tempos de guerra civil, deixou 74 mortos numa partida de futebol...........acho que a impunidade é somente a ponta do iceberg".

Recentemente os confrontos no Egito foram incentivados pelos militares como forma de desestabilizar a sociedade, mais do que já está, para se manterem no poder. O tiro saiu pela culatra e ocorreram muitas mortes. O viés político apareceu, mas de forma errada. Pois ao invés de realizarem uma grande manifestão preferiram partir para a violência.

Lá como cá não há punição, pois os culpados não são identificados e, consequentemente, não são presos. As brigas serão marcadas e nos próximos jogos entre os times poderá haver vigança. A situação vai funcionar como círculo vicioso. Enquanto não houve uma política pública eficiente e que puna com rigor não haverá paz. Mas antes de tudo isso vem a educação e a cidadania de cada um, pois nos dias atuais tirar a vida do próximo apenas porque que ele gosta de outro time de futebol não tem cabimento.

O futebol, que devia unir, tem pessoas de caráter duvidoso (ou sem nenhum), que promovem a violência e a raiva entre integrantes de torcidas. Sócrates, o jogador, dizia que quando as organizadas perceberem que se fossem unidas o poder que têm para mudar a sociedade seria enorme. O problema agora é colocar isso na cabeça deles.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 5 de março de 2012

A importância das estratégias no mercado de trabalho

Um bom projeto pode alavancar os lucros da empresa. Porém, a estrutura interna e a colaboração dos funcionários são essenciais para o sucesso no resultado

Por Thiago Marcondes

As estratégias no mercado de trabalho são fundamentais e farão as empresas crescerem no mercado de trabalho e, também, internamente. Porém, caso aquelas utilizadas pelas companhias não sejam efetivamente seguidas e seus atores (o capital humano) não estejam focados, todo o trabalho pode não resultar em nada e, consequentemente, declinar tudo que foi realizado até o momento.

A competitividade no mercado de trabalho irá existir em praticamente todos os seguimentos. Enquanto o monopólio pode ser visto em poucas áreas como, por exemplo, no setor bancário, onde no Brasil há o Bradesco e o Itaú com a maior fatia da população como seus clientes.

Para as empresas se manterem ativas e com lucratividade não há como estagnar-se somente em um produto ou serviço que, em determinado período, é o líder de mercado e seu consumo extremamente alto. Recentemente a Kodak abriu falência por não ter acompanhado a demanda do consumidor em relação às câmeras fotográficas digitais e acopladas nos aparelhos celulares. Seus executivos pensaram que as fotografias reveladas em filmes não sairiam da “moda”, digamos assim, e não avançaram com projetos e inovações.

A empresa e os executivos deveriam ter sido mais arrojados em termos de projetos e inovação de produtos de forma que a liderança no mercado japonês e mundial não fosse perdida para grandes concorrentes como a Cânon, Nokia e Samsung. Nesse ponto concordo com o texto, pois com certeza o foco foi somente no lucro e se esqueceram de trabalhar em mercadorias que minimizariam o tempo do consumidor quando se trata de obter a fotografia para visualizá-la e compartilhá-la com demais pessoas.

Por mais que a empresa tivesse um marketing global muito forte seu pecado foi em não inovar e, com isso, o rendimento caiu e de líder de mercado passou a ser apenas mais uma empresa no ramo de máquinas fotográficas.

Existem casos de companhias sem engrenagem interna, ou seja, seus setores e colaboradores não têm um objetivo coletivo como empresa, mas sim setorial, onde cada gerência olha somente suas atribuições de forma que tendem a mostrar seus próprios resultados. Geralmente não se importam com os problemas dos demais, pois na verdade, o importante mesmo é mostrar que sua parte foi feita.

Situações assim acarretam problemas para a empresa, pois no caso de um hospital o Faturamento pode dizer que sua meta não foi atingida porque o Comercial não formalizou e finalizou os acordos, ou então que a Recepção não fez o processo correto no momento de atender os pacientes. Dessa forma os dados dos convênios como número de carteira e liberação de autorização para procedimentos de alto custo não foram coletados e, consequentemente, não há como enviar uma cobrança e receber pelo serviço prestado.

Para que a situação seja resolvida a empresa deverá mostrar para os gerentes que o trabalho em conjunto, ou seja, uma estratégia funcional, é a melhor forma de lidar com o problema. Quando todos estão na mesma direção, de forma holística, a empresa tende a cumprir metas e a se planejar para o futuro.

Não adianta o hospital ter um departamento de marketing forte e fazer campanhas para demonstrar todo seu poder tecnológico no tratamento dos pacientes sendo que internamente existem problemas estruturais.

A diretoria, em casos assim, deve ser mais atuante e cobrar ações e respostas das gerências. Essas farão o mesmo com seus colaboradores. Um trabalho estrutural pode e deve ser realizado internamente para que todos tenham um objetivo único que é ver a empresa crescer e se desenvolver no mercado.

Algo certo existe em casos assim: quando a diretoria não apóia os projetos e pouco contribui com as idéias para o crescimento da empresa a tendência é a perda de foco e falta de inovação, onde os trabalhos realizados serão apenas mais do mesmo. Ou seja, no máximo serão realizadas tarefas para manter o serviço em funcionamento e nada de melhoria será criada para a evolução da empresa.

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval de São Paulo foi manchado por conta de tumulto

Vandalismo e confusão generalizada encerram a apuração

Por Thiago Marcondes

O carnaval de 2012 na cidade de São Paulo foi conduzido de maneira exemplar até que as notas do último quesito, comissão de frente, fossem reveladas aos integrantes das escolas de samba, torcedores e telespectadores que acompanhavam a apuração.

Integrantes das agremiação Império da Casa Verde, seguidos depois por alguns da Gaviões da Fiel e de outras escolas começaram um tumulto por revolta diante das notas baixas dadas pelo penúltimo jurado. Discussões e empurra-empurra ficaram acirrados e a confusão foi generalizada.

Uma pessoa, por parte da Império da Casa Verde que estava na apuração, invadiu o local onde as notas eram anunciadas, roubou e rasgou os envelopes com as últimas notas e fugiu do local sem que qualquer segurança particular da Liga das Escolas de Samba e da Polícia Militar o impedissem de realizer a ação. 

A Globo, agora pouco, divulgou imagens onde mostra que o integrante caminha calmamente antes de tomar qualquer atitude para prejudicar e inicar a confusão. Ao que parece o ato foi premeditado e o agressor (isso mesmo, pois pode-se dizer isso já que ocorreu vandalismo) foi dissimulado.

Ao que tudo indica os jurados foram trocados na quinta-feira, dia 16/02/2012, um dia antes do início dos desfiles e isso fez com que as diretorias das agremiações não concordassem com as notas e inicisassem os questionamentos que, posteriormente, tornariam-se um grande problema para o carnaval da cidade de São Paulo.

A torcida da Gaviões da Fiel, maioria na apuração, saiu da arquibancada para ir embora e iniciaram novos problemas na pista local da Marginal Tietê. A polícia tentou conter a multidão, mas eles conseguiram fechar faixas de avenidas e da ponte Casa Verde. Destruíram partes de alambrados que separavam a pista do local onde estavam os carros alegóricos e, também, da faixa central da Marginal.

Um carro alegórico foi todo consumido pelo fogo e outros que estavam ao lado foram atingidos. O incêndio foi contido rapidamente, mas o estrago material não pôde ser evitado. Felizmente pessoas não foram afetadas.

Até o momento foram identificados 02 dos culpados pela confusão e de acordo com a Rede Bandeirantes ambos foram conduzidos para a delegacia e prestarão depoimento. Ao que se sabe eles, que se identificaram como parte da diretoria das escolas, disseram ter tomado a decisão de interromper a apuração por não concordarem com as notas.

Não há alguma respota definitiva porque está muito cedo para se tomar decisões, mas algo ficou definido: o episódio manchou o belo carnaval que as escolas apresentaram durante as 02 noites de desfile. Em relação a segurança interna do evento não há o que elogiar, pois não conseguiram conter meia dúzia de pessoas que conseguiram estragar o charme de um evento cultural importante para São Paulo e o país todo.

Thiago Marcondes é Jornalista e não carnavalesco

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012: apelação na TV

Quesito "Apelação": REDETV, nota 10!!!

Por Thiago Marcondes

O carnaval de 2012 começou na noite de 17/02 com os desfiles das escola de samba de São Paulo como programação oficial na toda poderosa, e muitas vezes mentirosa e tendenciosa, Rede Globo. As demais emissoras como Bandeirantes e RedeTV não têm permissão para a transmissão, portanto optaram por transmitir o mesmo tema de forma diferenciada.

A Band tem uma equipe completa na Bahia e transmite ao vivo tudo o que passa em Salvador e nos trios elétricos que agitam a cidade e os foliões locais e de diversas partes de Brasil. Já a RedeTV, emissora que se gaba de ser a "Rede que mais cresce no Brasil", fica somente nos bastidores do desfile em São Paulo e geralmente entrevista, se é que podemos chamar assim, as celebridades que passam no local.

Era de se imaginar que em pleno carnaval a emissora apelaria um pouco para os casos de mulheres com pouca fantasia, ou quase nenhuma, que seus "repórteres" não fariam perguntas em relação à escola, mas sim sobre a vida dos entrevistados e tudo o mais. Porém, foi visto na cobertura da RedeTV muita apelação para o corpo da mulher e nada mais.

Assisti apenas 15 minutos na sexta-feira e quis esperar para tentar ver um pouco mais no sábado antes de escrever o texto e não consegui. Tamanha apelação para as formas do corpo de atrizes, modelos e outras mulheres, conhecidas como "gostosonas" pela sociedade, foi explorada escancaradamente pelo programa, apresentado por Nelson Rubens e Flavia Noronha direto do estúdio. As entrevistas eram realizadas, em geral, pelos ex-BBB's Iris Stefanelli, Serginho e Ariadna.

Durante as entrevistas as perguntas eram praticamente as mesmas como "O que você faz para manter este corpão?" e "O namorado não tem ciúmes?".As musas que não mostravam suas fantasias sempre eram questionadas para tirarem a roupa, pois o telespectador deveria apreciar seus corpos saradões. Sem contar quando pedem para mostrar o samba no pé e as mulheres, que compactuam com toda a apelação, apenas rebolavam enquanto o câmera captava a imagem de suas bundas (que são muito belas e não se pode negar) em close.

Dentro do estúdio mantém uma pessoa chamada de "Madame X" e pedem que os artistas entrevistados tentem adivinhar se é mulher ou homem. No decorrer da transmissão tiram partes da roupa em uma alusão como se a participante fosse ficar nua em rede nacional. Nada falam ou perguntam sobre o samba enredo das escolas e a história que serão contadas na avenida. O principal do desfile deixam de lado para explorar a imagem da mulher para tratá-la como um simples objeto de consumo e não de desejo.

Não se sabe o quanto isso repercute em patrocínio e ibope para a emissora, mas para não ficar para trás na cobertura do carnaval vale de tudo. Mostram os seios das mulheres, pedem para dançar, tem moças para ensinar funk e tudo o mais. A qualidade ficou aquém do esperado. E acredite: quando se trata de RedeTV não se espera muita coisa.

E para finalizar com chave de ouro: o programa sobre os bastidores do carnaval de São Paulo acabou e, em seguida, começou a programação da igreja Bola de Neve, que realiza transmissões através de horários pagos. Digamos que a emissora primeiro peca e depois pede perdão.

Thiago Marcondes é Jornalista

sábado, 28 de janeiro de 2012

Caso de estupro em programa da Globo foi esquecido

Para a emissora a frase "Estupra, mas não mata" deve soar vista como algo normal

Por Thiago Marcondes

Dias atrás a TV, jornais e rádios discutiam o tema BBB (Big Brother Brasil), que dispensa apresentações neste blog por ser um programa conhecido de grande parte das pessoas e, também, pelo fato deste simples blogueiro não assistí-lo, foi pauta e motivo de discussões por conta de um susposto estupro, ou abuso sexual, de parte de um dos integrantes.

O tema tomou conta da mídia, conversas em transportes coletivos, filas de banco, refeitórios de empresas, paradas na estrada e tudo o mais. O povo e os meios de comunicação sabiam apenas tratar da expulsão de Daniel, que Pedro Bial, jornalista renomado e que cobriu a queda do Muro de Berlim, noticiou que foi porque o participante quebrou uma das regras do programa.

Muitas manifestações contra o programa foram iniciadas em redes sociais como o facebook e a própria mídia insistiu no tema de forma que uma atitude fosse tomada e Daniel punido por conta do ato. A polícia carioca interviu contra a Globo, pois tal ação ocorreu em seus domínios e sob os olhos da produção do "glamouroso" BBB 2012.

Passados alguns dias o caso foi esquecido pela mídia, pois os jornais já não dizem como está a situação e se realmente Daniel será indiciado. Aliás, se o participante for levado à justiça a REDE GLOBO também deverá ser acionada como réu porque toda a ação ocorreu em suas instalações, ao vivo no PAY-PER-VIEW, sem que houvesse interrupção por parte dos produtores.

Já o povo, ah o povo, esse não esqueceu sobre o que passou na casa e a audiência do programa permanece em alta. Os telespectadores assistem para ver se terá mais barraco, bulinagens embaixo do edredom e pessoas bêbadas em situações embaraçosas para todo o Brasil. Com isso a família Marinho fica contente, pois sua emissora, que deveria prestar um serviço público, não tem uma programação decente para a sociedade e lucra com os patrocinadores e seus milhões em propagandas. Lembro aqui que as redes de televisão operam por meio de concessão cedida pelo governo e nenhuma medida foi tomada em relação ao tema. Mais uma vez vemos o estado se acanhar diante da toda poderosa Globo.

A frase célebre "Estupra, mas não mara", de Paulo Maluf, cabe bem no contexto aqui. Afinal de contas, a moça continua viva e dentro da casa (eu acho, já que não acompanho). Aliás, o participante não quebrou somente a regra do jogo, mas sim uma regra da sociedade. Não é possível que fazer sexo naquelas condições seja algo aceitável socialmente, certo Bial?!

Thiago Marcondes é Jornalista