sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conflitos Armados Assolam a Somália

Somália, um caso à ser pensado

Desde que o mundo é mundo existem conflitos entre povos. Do início do século XX até os dias atuais não houve um dia sequer em que não estivéssemos envolvidos em uma guerra.

Seguem aqui algumas das mais conhecidas pela sociedade: Primeira e Segunda Guerra Mundial, Guerras das Coréias, Guerra do Vietnã, Genocídio em Ruanda, Conflito dos Balcãs (Europa), Afeganistão e Iraque. No continente africano citei somente um caso, mas existem inúmeros deles até hoje.

Seguindo esse rumo temos a Somália, país do continente africano que sofre com confrontos internos mais intensos desde a década de 90, com um movimento separatista para criar uma nova nação chamada Somalilândia.

Governo reconhecido não há desde 1991 quando os conflitos foram iniciados. A O.N.U. autorizou a entrada de tropas em "Missão de Paz", em acordo com os E.U.A., onde inúmeras pessoas morreram e a perda de soldados estadunidenses ultrapassou 30 em uma única operação. O filme "Falcão Negro em Perigo", dirigido por Ridley Scott, surgiu à partir desse acontecimento.

O país segue em instabilidade socio-econômica e os separatistas de maioria islâmica continuam com a intenção de controlar a nação. A O.N.U e a mídia parecem não ligar muito para o caso. Pessoas (inocentes ou não) morrem todos os dias devido o confronto e raramente temos notícias sobre a situação somali e, quando chegam para nós, são distorcidas e geralmente fora da realidade.

Recentemente a União Africana aprovou o envio de mais tropas para tentar pacificar o país, algo que dificilmente será possível através da força. O ideal seria que políticos de grande expressão no cenário mundial  se sensibilizassem com a causa e tentassem estabelecer um diálogo.

Os africanos (não que não tenham capacidade) não conseguiram mediar a situação e, pelo visto, o restante do mundo também não quer ajudar com isso. Auxiliar na causa Palestina (América do Sul, Europa, E.U.A. etc) é justíssimo, porém devemos pensar na África, local de onde vieram nossos antescedentes e onde grande parte da população vive abaixo da linha da miséria.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Venezuela: A Mídia Omite os Fatos

A RCTV não foi fechada como citado pela grande mídia

Nos últimos dias a grande mídia bateu forte na Venezuela por ter rompido relações diplomáticas com a vizinha Colômbia. Os jornalões relatam que tal atitude serve para driblar os problemas enfrentados pelos venezuelanos atualmente como inflação, desemprego e o aumento da violência.

Algo que os jornais gostam muito de citar quando noticiam a Venezuela é que o presidente Hugo Chavez fechou, em 2007, o canal de TV mais popular do país (RCTV - Radio Caracas Televisión) por suposto envolvimento no golpe sofrido por seu governo em 2002. De fato não foi isso que ocorreu.

Os canais de televisão na Venezuela funcionam como no Brasil. As empresas recebem concessões para atuarem e podem exibir os programas durante o tempo estabelecido pelo governo e de acordo com as regras impostas. Ao final desse período fica à critério do Estado renovar ou não a autorização.

Está mais do que esclarecido que a RCTV, junto com o empresariado venezuelano, elaborou o golpe e o projetou através dos meios de comunicação com intuito de derrubar Hugo Chavez, cuja política é de esquerda e voltada mais para o lado social. Toda essa manobra foi documentada no livro "Midiático Poder – O Caso Venezuela e a guerrilha informativa", de Renato Rovai, 168 pp., Editora Publisher Brasil, São Paulo, 2007.

O documentário "A Revolução Não Será Televisionada", filmado e dirigido pelos cineastas irlandeses Kim Bartley e Donnacha O'Briain também relata o momento do golpe e tem algumas imagens da RCTV durante o período. Detalhe: Chavez voltou ao poder após 72hr, pois teve o apoio popular que o quis novamente na direção do país.

Chavez agiu de acordo com o que estava estabelecido. Manteve a RCTV no ar e, ao final de sua concessão, não renovou o contrato e a emissora não pode mais atuar como um canal aberto. Sendo assim, a TV não foi fechada, mas apenas não teve seu contrato renovado.

A mídia brasileira, ao retratar a Venezuela,  se esquece desse fato e passa ao leitor que Hugo Chavez fechou o canal de TV por que quis. Vale lembrar que um meio de comunicação que mente e omite informações à sociedade não tem intenção de colaborar para a melhoria da nação.

Aqui no Brasil as concessões das TV's são renovadas e a sociedade não teve (e nunca teve) acesso ao conteúdo dos documentos. Vale lembrar que a Globo apoio o golpe militar de 64, tentou esconder o movimento das diretas já e editou o debate entre Lula e Collor nas eleições presidenciais de 1989.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eleições

A decisão é sua e não dos meios de comunicação

Depois da grande demanda de notícias sobre a Copa do Mundo o povo brasileiro terá de lidar com inúmeras informações sobre as eleições e seus canditatos. Isso é bom, pois significa que existirá a possibilidade de avaliar bem em quem irá votar.

O problema, no caso de muita informação, é a forma como elas são divulgadas. Pois os jornais, revistas e canais de televisão sempre apoiam a candidatura de um ou outro e isso pode atrapalhar no momento de divulgar os fatos.

A idéia de "imparcialidade" nos meios de comunicação não existe. Com certeza tentam, mas em muitos casos não conseguem e acabam criticando menos as candidaturas que apoiam.

Das publicações que lí ultimamente consegui perceber que a "Carta Capital" foi a que mais chegou perto de ser imparcial no momento de falar dos candidatos à presidência.

Em seu editorial, na publição da última semana, e revista explicitou que apoiará a candidatura de Dilma Roussef, porém, nas matérias não deixou em nenhum momento de criticar o governo, as alianças políticas do P.T. e, também, o caso de "Cesare Battisti".

Na "Caros Amigos", publicada mensalmente, o editorial e as matérias são contra politicas de direita (PSDB), mas também a revista deixa bem explícito que apoiará a continuidade do P.T. no poder. Porém, as críticas ao governo não são tão duras quanto as feitas contra a oposição.

No caso da "Veja", um publicação semanal e que raramente eu leio (porém lí tem cerca de 15 dias), e claramente apoia uma política neoliberal, ou seja, o partido tucano. O problema da revista é que ela faz críticas pesadas ao governo e raramente à oposição. Aliás, quando  tem elas são mínimas.

Disso tudo podemos tirar uma lição: por mais informações que existam, os leitores/eleitores devem parar, pensar e refletir sobre as notícias. São eles que decidirão quem estará no comando do país nos próximos 04 anos e não podem ser simplesmente influenciados pelos meios de comunicação.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A CBF e Seu Joguinho

O adiantamento da janela de transferências internacionais parece mais uma manobra do que um benefício ao futebol brasileiro

O campeonato brasileiro nem recomeçou direito e as regras para inscrever os jogadores contratados de times estrangeiros foram alteradas com o aval da FIFA.

A CBF, em contato com a entidade máxima do futebol, solicitou que a janela de transferências fosse adiantada e, assim, os clubes podem inscrever os jogadores antes do prazo determinado, que era 03/08.

A princípio, para a maioria dos clubes, essa medida foi uma boa, pois conseguirão utilizar suas novas contratações antes do prazo. É nesse ponto que o choque de interesses parece começar.

São Paulo e Internacional terão um jogo de semifinal de libertadores na próxima semana e, de acordo com a lei de transferências que existia antes de copa, o clube gaúcho não poderia inscrever seus jogadores. Agora as novas contratações serão inscritas e o Inter estará mais forte para a disputa.

Ao que me parece essa medida não foi realizada simplesmente para colaborar com a qualidade do campeonato brasileiro utilizando os recém chegados do futebol de fora do Brasil, mas sim com a intenção de reforçar o ríval do tricolor paulista na disputa de um campeonato internacional.

Como sabemos, o São Paulo apresentou orçamentos para reformar o Morumbi com intenção de sediar o jogo da abertura da Copa de 2014 e, por mais que os valores dimunuíram drasticamente, vimos que a CBF tentou de qualquer forma vetar o estádio tricolor.

Não estou aqui para defender o clube paulista, mas gostaria de enfatizar que a ação de adiantar a janela de transferências a CBF claramente parece ter sido uma manobra para atingir o São Paulo.

Tal atitude tira o charme do espetáculo e o transforma em um instrumento político para mostrar quem realmente manda no futebol brasileiro.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nelson Mandela fará 92 anos e...

...será que a mídia vai divulgar?
 
 Estátua de Mandela em Cape Town - 23/07/2007

A mídia brasileira estava praticamente toda voltada para noticiar a Copa do Mundo e deixou a gente sem grandes informações sobre os eventos que acontecia no Brasil e no Mundo.

Tivemos notícias do avanço da proposta do matrimônio gay na Argentina, as discussões da lei "Ficha Limpa" para os políticos e o problema ambiental vivido pelos estadunidenses. O blog Papo pra Pensar (http://papoprapensar.blogspot.com) tem um texto interessante sobre isso.

Mas enfim, não quero generalizar e sim falar de algo mais específico. Dia 18 de julho Nelson Mandela completará 92 anos de vida e acredito que poucos meios de comunicação divulgarão o fato.

Não é meu intuito e, também não deve ser o da mídia, relatar a data de aniversário de personalidades em seus veículos de comunicação. Porém, ao informarem conseguiriam dinfundir e divulgar ainda mais os feitos desse grande homem que lutou pela igualdade racial na África do Sul.

Nelson Mandela lutou pela liberdade dos negros e a igualdade na sociedade sul-africana durante toda a sua vida. Participou da luta armada e foi condenado à prisão perpétua em 1964 por querer uma nação com os mesmos direitos para todos.

Mesmo na prisão, Mandela conseguia enviar cartas para que o partido organizasse manifestações contra o apartheid. Na década de 90 foi libertado e após o fim do regime, em 1993, tornou-se presidente da África do Sul.

Nesse texto tem somente uma pitada da grandiosa e importante história de Nelson Mandela , homem que lutou e conseguiu derrubar o regime de separação racial para reconciliar todos os sul-africanos. Seu feito serviu (e ainda serve) para que demais países não discriminem pessoas independente de sua cor de pele ou etnia.

Espero que a mídia com todo o seu poder não deixa essa data passar sem noticiar os feitos de Mandela. Sabemos que nem sempre é do interesse divulgar perssoasque lutaram por igualdade e uma sociedade mais justa para todos, principalmente para o mais pobres e, no caso do Nelson, pelos negros.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Nacional do Iraque


   Bagdá


Iraque: de Monarquia à República o país ainda vive instabilidade social e econômica

País de tradição milenar e históricamente importante na região do Oriente Médio, o Iraque já foi de domínio do império turco-otomano e, depois da primeira guerra mundial, foi estabelecido que a Grã-Bretanha controlaria aquela localizade.

Durante o período de domínio britânico o país viveu em um regime monarquista até 1958, quando forças iraquianas invadiram a capital Bagdá e assassinaram o rei Faissal ll e toda sua família.

Esse fato ocorreu exatamente no dia 14 de Julho e marcou o fim da monarquia e o início da República do Iraque. De 1958 até os dias atuais a nação viveu, e vive ainda, momentos de instabilidade e insegurança política, econômica e social.

Na década de 60 o partido Baath chegou ao poder após um golpe e em 1979 Saddam Hussein tornou-se presidente, cargo que ocupou até o ano de 2003 quando o exército estadunidense invadiu o Iraque e derrubou o governo ditatorial exercido por ele.

Durante o regime de Saddam as pessoas viviam com medo e sob pressão, pois existiam agentes que trabalhavam em função de delatar quem falasse mal do governo. O livro "101 dias em Bagda", da jornalista Asne Seierstad relata muito bem essa situação.

Depois da invasão estadunidense sob a condição de encontrar armas químicas (não encontradas até o momento) e de estabelecer a democracia, acreditou-se que o país teria sua condição política, social e econômica melhorada e que a paz e a liberdade estariam ao lado do povo. Porém, de fato não foi isso que aconteceu.

Portanto, amanhã, dia 14 de julho de 2010, o povo deve celebrar 52 anos do fim da monarquia e o início de uma república. Essa que atualmente vive sob o constante medo de atentados suicidas realizados por grupos opositores à "democracia" imposta pelos estadunidenses.

Aliás, a morte de cívis continua a ocorrer no Iraque, apesar de jornais informarem que em 2010 a quantidade de mortos diminuiu em relação ao ano de 2009. Esperamos que governo e sociedade entrem em um acordo para que a paz volte a reinar e vidas de inocentes sejam preservadas.

Afinal, ninguém quer comemorar uma data tão importante em meio à tanta violência contra a sociedade e sob a chance (muito grande por sinal) de ocorrer novas explosões.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O "absurdo" do assalto em joalherias

Diamente e Ouro: absurdo do começo ao fim

Recentemente vimos nos grandes jornais impressos e nas TV's notícias sobre assaltos em joalherias realizados por quadrilhas especializadas. Grandes somas foram subtraídas dessas marcas famosas onde somente a elite tem poder aquisitivo para para comprar jóias e relógios. No caso do shopping Iguatemi alguns dos bandidos foram presos, porém os valores ainda não foram recuparados, causando assim prejuízo às lojas e seguradoras.

Conforme a mídia notíciou, conseguimos entender que os bandidos estão cada vez mais ousados ao invadirem shopping's em plena luz do dia, com armamente pesado, e assaltarem lojas. Ou seja, eles sequer pensam nas pessoas que estão alí para comprar ou passear com a família, em seu momento de lazer.

Concordo plenamente com essa situação, pois se houvesse troca de tiros com os seguranças ou com a polícia inúmeros inocentes poderiam ser feridos e até mesmo mortos. A mídia chegou a relatar que já devem existir compradores para as jóias roubadas, porém, o que ela parece ter esquecido de divulgar são as origens desses produtos valiosos e tão cobiçados pela alta sociedade.

Entre o final de 2009 e o início de 2010, brasileiros que vivem de garimpo no Suriname sofreram problemas com cidadãos locais por causa da extração de diamante. Isso foi notíciado na "Folha de São Paulo", no "Estado de São Paulo" e nas grandes emissoras. Inclusive, foi demonstrada a realidade das pessoas que vivem dessa atividade e, que em muitos casos, chega a ser de trabalho escravo.

Em Rondônia, no norte do Brasil, também há casos de garimpo ilegal onde muitos trabalham por conta e, quando conseguem algo, vendem por um preço irrisório. Somente assim conseguem o "pão de cada dia" para sustentarem suas famílias. Na África os garimpos de ouro e diamante chegaram a promover e financiar guerras em inúmeros países como Burkina Faso e Serra Leoa.

Em Serra Leoa, o garimpo promoveu uma guerra civil e mergulhou o país em uma crise financeira, pois grande parte dos diamantes eram contrabandeados para financiar o confronto entre governo e militantes. O filme "Diamente de Sangue" retrata muito bem essa realidade.

Como vemos, o assalto joalherias em shopping's famosos e em horário comercial é um absurdo, mas a extração de ouro e diamantes em garimpos parace ter passado em branco pela mídia. Isso também é um "ABSURDO".