segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Conflito religioso mata cerca de 30 na Nigéria

Divergência religiosa impede que país cresça economicamente e se torne um modelo na região e, também, no continente

No último domingo, dia 26/12/2010, a Nigéria foi palco de confrontos entre muçulmanos e cristãos que resultou na morte de ao menos 30 pessoas e deixou inúmeros feridos.

Muitos podem pensar que o fato ocorreu porque os cristãos comemoraram o nascimento de Cristo, ou seja o Natal, no dia 25/12. Porém, esses conflitos ocorrem há vários anos e a violência parte de ambos os lados.

A Nigéria tem sua população dividida entre cristãos e muçulmanos, mas é claro que existem pessoas com seguem outras crenças. Esses confrontos ultrapassam as barreiras religiosas e entram no campo político.

Se o presidente é cristão (a maioria deles vivem ao sul) o vice-presidente tem de ser muçulmano (majoritariamente o norte) e vice-versa. Porém, essa divisão de poder não auxília na paz e grupos islâmicos querem impor a sharia na sociedade.

Por outro lado os cristãos querem um estado laico (mas com pouca tolerância em relação ao Islã) e no interior da Nigéria atacam aldeias de maioria muçulmana com sempre com o discurso de apenas se defenderem.

O país é rico em petróleo e, junto com a Costa do Marfim, poderiam crescer e ser uma das maiores economias do continente junto com a África do Sul. Porém, sua desestabilização político-religiosa influencia nos resultados da nação.

A O.N.U. e os Estados Unidos gostam de intervir em países com guerras, de maioria muçulmana e com petróleo. Porém, no caso nigeriano parece que não há olhos para a situação.

Uma nação que não é governada por um ditador como o Iraque (antes da invasão em 2003), mas que tem situações similares merece um pouco mais de atenção já que sua população morre em uma guerra político-religiosa. Aliás, mais religiosa que política.

Mais uma vez vemos nações africanas jogada à própria sorte e sem auxílio estrangeiro para solução de seus problemas. Ruanda e Somália (esse último permanece nos dias atuais) são os casos mais emblemáticos do esquecimento do mundo com a população africana.

Até quando isso? Ninguém sabe!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

À beira de mais uma guerra cívil

Costa do Marfim ainda não tem um presidente definitivo e impasse pode custar a paz no território

Depois de mais de 20 dias de ter o resultado das eleições o presidente Laurent Gbagbo se recusa a sair do poder e seu opositor, Alassane Ouattara, se intalou em um hotel da capital para instaurar o novo governo.

A O.N.U. não pretende enviar tropas para tirar Gbagdo do poder e, ao que tudo indica, aplicará sanções econômicas no país para pressionar a saída do presidente. A oposição gostaria que forças estrageiras intervissem na situação para a assumir o cargo conquistado democraticamente e retirado após uma manobra da justiça.

A Costa do Marfim é um grande país e um dos maiores exportadores de cacau do mundo. Tudo indicava, após o final da última guerra civil, que o país cresceria e seria um exemplo aos vizinhos e demais nações africanas.

Para os padrões africanos uma guerra civil seria comum. Porém, o país ainda tem suas divisões étnicas e religiosas e um confronto desse tipo prejudicaria a população e, também, as nações vizinhas.

Pessoas, milhares dela por sinal, sairiam de suas cidades e partiriam para as demais nações onde viveriam em campos de refiguados ou então sofreriam perseguisão de outros grupos. Ou seja, todos seriam prejudicados.

Uma invasão de tropas estrageiras não seria o ideal por que outros países solicitariam a mesma ajuda. Aliás, os vizinhos não apoiariam tal decisão para evitar confrontos em seus territórios.

As sanções até que funcionam, porém milheras de inocentes acabam prejudicados com as ações e a fome e o desemprego (que são muito grandes na África) tomariam proporções maiores que as atuais.

O ideal mesmo, para que o país continue a crescer e prosperar, seria o Laurent Gbagbo deixar o poder sem que uma crise interna seja estabelecida de fato. Caso isso não aconteça, 2011 pode iniciar com mais uma guerra civil no continente africano.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Natal transforma as pessoas

O consumismo existe por toda a parte e durante o ano todo, mas a nobre atitude de ajudar o próximo parece chegar somente no final de ano

O Natal está próximo, digamos bem próximo porque faltam somente 04 dias para a comemoração, e as pessoas continuam a consumir e gastar o 13º salário e os bônus fornecidos pelas empresas.

Shoppings Centers estão cada vez mais cheios. As lojas de roupas, calçados e celulares vendem muito a um preço acima do normal e os lucros são absurdos. Na contramão disso os salários dos vendedores são baixos e, em geral, ganham por comissão.

Não vejo nada de errado em ganhar por comissão. A grande jogada dos empresários, ao pagarem salários irrisórios, é explorar o trabalhador que faz rotinas de mais de 14h por dia para ganharem um dinheiro extra no final do ano.

Aliás, muitos dos empregos são temporário e as pessoas, ao final dezembro, voltam às ruas para procurarem um trabalho com carteira assinada e o mínimo de estabilidade e direitos trabalhistas.

Tudo isso citado não é novidade para ninguém assim como ajudar as pessoas nessa época do ano. Claro que ao ajudar em uma festa no orfanato ou uma família de parentes com dificuldades é uma atitude nobre. Mas por que somente no final do ano?

O Natal é para celebrar o nascimento de Cristo, mas a mídia com suas propagandas difundiu que o bom mesmo é comprar, comprar, comprar e dar presentes (se possível os mais caros) para os demais. Poucos comerciais solicitam ajuda ao próximo e geralmente quem tem essa nobre atitude realiza por conta própria.

A ajuda aos mais necessitados deve ser feita o ano todo e não somente no Natal quando algumas pessoas se sensibilizam, assim como desejar felicidades para as pessoas e suas famílias.

Afinal de contas, quem realmente quer o bem o deseja o ano todo e não fica na hipocrisia de falar "Feliz Natal, com muita paz, saúde, sucesso, prosperidade e blá, blá, blá" na véspera de Natal.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E o salário ó!!!

Enquanto o mínimo aumenta de acordo com a inflação, reajuste de políticos ultrapassa 62% do valor atual

O governo brasileiro aprovou o texto que valida o aumento de salário do presidente, deputados federais e senadores à partir de fevereiro de 2011. Ou seja, iniciarão seus mandatos com o bolso mais polpudo de dinheiro.

O cargo de presidente teve um aumento de mais de 130% enquanto deputados e senadores de cerca de 62%. Segundo eles a decisão foi tomada para equiparar os valores com o recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal que é superior a R$ 26.000,00.

Concordo que a diferença é gritante de um cargo para outro e que o presidente ganhava relativamente pouco se compararmos com os ministros e, também, de acordo com sua responsabilidade.

O grande problema no caso foi que para aumentar o salário mínimo o governo utilizou a inflação do ano para realizar os ajustes e ainda afirmou que se ultrapasse os R$ 545,00 não teria como elevar novamente ao final de 2011.

Se para a população não pode aumento acima da inflação porque pode para os políticos? De acordo com os dados o salário mínimo chegará ao patamar de R$ 570 (aproximadamente) em 03 anos. Ou seja, será de forma gradativa o reajuste.

Se fossem um pouco mais coerentes os aprovadores do aumento fariam o mesmo com os seus já polpudos salários e chegariam ao teto dentro de 03 ou 04 anos. Mas fazer isso para que sendo que podem reajustar o quanto e quando almejam?

O mesmo aconteceu no governo do estado de São Paulo. Governador e deputados também receberão aumento e à partir de 2011 terão reajustes nos salários. Porém, a mídia noticiou com mais fervor a situação em âmbito federal.

Ambos os casos foram aprovados no final de ano/mandato e, por ser tratar em época de festas, acredita-se que a população não protestará (como nunca fez) contra os aumentos.

Este blog quer deixar uma observação que no caso dos cargos de presidente, deputados federais e senadores o único partido no congresso que não apoio foi o PSOL, do deputado Ivan Valente. Os demais, sejam de direita, esquerda, social democrata etc, todos foram à favor da medida.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Parabéns ao Mazembe


Time do centro da África desbanca colorado e parte para a inédita conquista

Como todos sabem o continente africano sempre foi conhecido pelas guerras, fome, genocídio e a extrema corrupção que torna poucos ricos e muitos miseráveis.

Em 2010 a África (especialmente a África do Sul) esteve na mídia, ao menos entre os meses de maio e julho, nem tanto pela qualidade do futebol, mas pelo fato de sediar o primeiro mundial de seleções no continente.

No outro mundial, o de clubes agora, os africanos eram meros participantes até desbancarem o favorito Pachuca, do México. O maior feito do ano para os congoleses estava feito e semi-final seria com o Internacional de Porto Alegre seria somente para garantir os colorados na final. Isso é o que todos acreditavam, menos o “TODO PODEROSO MAZEMBE”.

Na partida de hoje desbancaram mais um favorito e, ao vencerem os brazucas por 2 tentos à 0, estão classificados para a final e vão representar o continente africano com chances de se tornarem os melhores do mundo.

No continente do “BIG FIVE” (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte) prevaleceu a garra, força e perseverança da ZEBRA, que tem as mesmas cores do uniforme do time.

Aliás, se a ZEBRA decidir aprontar mais alguma não será no jogo de amanhã, mas sim na final. Quem sabe os coreanos do Seongnam resolvem utilizar as lutas marciais para vencer a batalha?

Se isso acontecer teremos uma final de mundial de clubes entre asiáticos e africanos, coreanos contra congoleses. Seria uma ironia ou o “BRIC” do futebol?

sábado, 11 de dezembro de 2010

Costa do Marfim: 01 nação, 02 presidentes

Governo e oposição nomeraram ministros, mas nação ainda não sabe quem está no poder

Depois de 01 semana de obtido o resultado das eleições no país o mundo ainda não sabe exatamente quem é o presidente da Costa do Marfim e distúrbios entre a população ocorrem todos os dias.

Laurent Gbagbo, candidato a reeleição que foi derrotado e conseguiu reverter a decisão (leia A fraca democracia na Costam do Marfim), permanece na sede do governo e afirma que se há algo de errado uma conversa com a oposição será realizada.

O opositor  Alassane Ouattara, declarado perdedor mesmo depois de ter sido reconhecido presidente, está baseado em um hotel na capital Abidjan com a segurança feita por tropas africanas da ONU, e fala como o líder eleito do país.

Gdagbo, que se recusa a sair do poder, afirma que o país não entrará em uma nova guerra civil e que tudo voltará ao normal após conversas com a oposição. Governos africanos quando não aceitam derrotas tentam uma coalizao para a manutenção e perpetuação do poder.

Porém, pessoas afirmam que forças do governo oprimiram e mataram opositores na última semama. Mulheres também apanharam por que são à favor da democracia e da posse de Ouattara.

ONU, Estados Unidos e União Européia reconheceram a vitória da oposição (como se fosse necessário já que venceram o pleito por 54% a 46%), mas não se sabe exatamente quando haverá uma decisão para legitimar o presidente da Costa do Marfim.

A situação da sociedade continua difícil e a democratização do país parece estar longe. Mas um dia (se continuar assim ele está distante) poderá ver um presidente ganhar nas urnas e assumir sem que balas sejam trocadas e vidas sejam perdidas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

De quem é a decisão do aborto?

Na hora de decidir sobre a interrupção da gravidez o homem tem grande influência

Durante toda a campanha para presidência o tema "Aborto" foi debatido de forma cansativa e com o intuito de difamar a candidatura do oponente. Pouco se alertou ou se discutiu sobre a importância para a saúde da mulher.

Como as eleições passaram, não é a intenção desse blog trazer à tona as intrigas para levantar novamente todas as questões políticas envolvidas e sim levantar outra questão pouco discutida que seria "de quem é a decisão do aborto".

A igreja condena de forma clara o aborto e alguns setores mais à esquerda acreditam que deve ser legalizado por questões de saúde pública. Inúmeras mulheres morrem por falta de cuidados e o governo somente permite em casos de estupro e/ou risco de vida. Isso todos já sabem.

Mas e a falta de discussão na mídia e nos demais setores sobre quem decide fazer o aborto? É o homem ou a mulher? Ou são ambos?

Na pauta a discussão fica toda voltada como se a mulher decidisse sozinha e excluísse seu parceiro da situação, como se o homem meramente tivesse feito o filho e não tem poder de ajuda na escolha.

Alguém já parou para pensar que em muitos casos o homem é quem quer o aborto? Ele afirma que um filho no momento estraga os planos para o futuro, pois terá de parar a faculdade ou até mesmo vender seu carro.

Existem relatos em que se o aborto não ocorrer o namorado/esposo/companheiro deixa claro que a mulher criará o filho sozinha já que ele não o deseja. Isso é apenas um questionamento de mais um tipo de violência contra a mulher e seu corpo.

Vale à pena a sociedade se atentar para esse tipo de situação, porque com tantos direitos adquiridos a mulher ainda sofre esse tipo de humilhação e, no final, ainda tem de pagar com  possíveis problemas físicos e psicológicos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A fraca democracia na Costa do Marfim

O continente africano ainda tem muito em que aprender quando eleições diretas são disputadas em suas nações

A Costa do Marfim, país conhecido pelo grande jogador de futebol Didier Drogba e por ter enfrentado o Brasil na Copa do Mundo de 2010 (a primeira em solo africano), na última semana teve eleições diretas para presidente e com chances concretas de que a oposição venceria.

Na África existem casos em que isso ocorre e rapidamente o governo alega que não reconhecerá a derrota e indica que fraudes podem ocorrer durante a contagem dos votos. Dessa forma se mantém no poder e, em algumas situações como no Zimbábue, formalizam uma coalisão com os opositores para governarem.

O primeiro resultado das eleições foi de 54% para Alassane Ouattara , da oposição, contra 46% para o atual presidente Laurent Gbagbo. Entende-se que uma vitória para a democracia foi constituída no continente. Mas a situação não parou por aí.

A base governista recorreu sob a alegação já citada (fraude na contagem dos votos) e solicitou a corte a recontagem. Fiel ao seu presidente, os juízes deram resultado para Gbagdo como 51% contra 49% de seu opositor Ouattara.

O país viveu sobre uma forte guerra cívil entre 2002 e 2004 e parte da nação, mais especificamente o norte, foi controlada por rebeldes. Drogba, jogador do Chelsea, foi ao país e conseguiu que os conflitos fossem cessados. De forma clara o esporte contribuiu para a paz, mas que ninguém sabe se ela acabará no momento.

No sábado protestos na capital Abidjan começaram à favor da oposição que claramente obteve a vitória conclamada e depois alterada. Eleições e candidaturas canceladas já foram vistas na África, mas a divulgação de um resultado e depois o cancelamento é a primeira vez.

Relativamente o país crescia e se tornava uma economia forte na região, mas com os últimos acontecimentos há o temor de uma nova guerra cívil ser implantada na Costa do Marfin e, consequentemente, prejudicará as nações à sua volta.

O ex-presidente sul-africano, Thabo Mbeki, está na Costa do Marfin para mediar a situação. Porém, não se sabe que tipo de influência ele tem com ambos os lados da situação. Agora só resta esperar e torcer para que uma nova guerra não ocorra. Pois nesse casos somente a população tem a perder.

Sítios onde encontrar notícias sobre a Costa do Marfin

sábado, 4 de dezembro de 2010

Copa do Mundo: mais lucrativa do que social

Ao fazer do futebol um negócio a FIFA lucro muito com o esporte "Ganhar Dinheiro"

A Copa de Mundo de Futebol, organizada pela FIFA, é notícia de destaque em ínumeros países mesmo quando o torneio já acabou. Alias, quando o assunto são as sedes dos próximos mundias a situação esquenta mais ainda.

Durante esta semana foram divulgadas as sedes dos torneio de 2018 e 2022 e os vencedores foram Rússa (Europa com grande parte do território na Ásia) e Catar (país do Oriente Médio que receberá pela primeira vez o mundia na região).

Na disputa com os vencedores estavam Córeia do Sul e Japão, com candidaturas separadas assim como Estados Unidos, Inglaterra e, também, Austrália. Espanha e Portugal e Holanda e Bélgica fizeram candidaturas em conjunto para sediar o torneio, assim como a Copa de 2012 realizada na Ásia.

A mídia mundial critica a escolha de russos e catarenses (de acordo com o artigo de José Geraldo Couto no caderno de esportes da Folha de São Paulo de 04/12/2010 é assim) está atribuída ao dinheiro que deverão gastar para mexer com construção de estádios e de infra-estruturas para atender os turístas e delegações.

Rússia

A Rússia, país conhecido pelo comunismo da extinha União Soviétiva e também por ser um país muito frio, foi criticado por durante a competição eles estarão no verão, que pode chegar até os incríveis 40 graus. Incrível não?!

Outro problema citado foi a dimensão do país. Considerado o maior do planeta em extensãoterritorial, a Rússia tem cerca de 10 fuso horários (em 01 cidade pode ser meia-noite e na outra às 10 da manhã) e a situação aeroportuária não é das melhoras atualmente. Além do mais, tem pouca infra-estruta em trens o que dificultaria a locomoção dos turistas.

Os clubes do país investem muito na contratação de jogadores para reforçar o nível do campenato nacional e, ao chegarem em torneios europeus, terão mais chances de chegarem em fases decisivas.Não conseguiram ainda!

Catar

Como todos sabem os países do Oriente Médio são extremamente quentes e a temperatura pode chegar aos 50 graus. Os estádios em geral são vazios e os jogos à noite devido o calor. Há quem diga que as pessoas não vão aos jogos por preferiram o ar condicionado de suas residências, mas o fato é que não são tão fãs de futebol.

Com muito dinheiro proveniente dos petrodólares os catarenses terão de construir praticamente todos os estádios e prometem que serão instalações ecologicamente corretas. Terão ar-condicionado para a temperatura diminuir e que será gerada através de energia solar. Por lá não falta, pode acreditar!

O país não tem tradição futebolísitca no cenário mundial e tampouco participou de uma Copa do Mundo. Geralmente os melhores jogadores do mundo passam por lá em final de carreira para eleveram seus saldos bancários.

As escolhas da FIFA

Todos sabem que os países que perderam a candidatura tem melhores condições e já existem infra-entrutura para acolher seleções e torcedores. Afinal de contas, são países com tradição no futebol e/ou rota turística mundial.

A FIFA, nos últimos tempos, parece não ter se apegado a esse tipo de situação. Pois ao deixar a organização do torneio para países que devem fazer praticamente tudo para sediar o evento milhares de dóleras serão gastos, empresas contratadas, os patrocinadores da entidade terão isenção de impostos e privilégios no momento da comercialização.

Dessa forma os lucros são maiores e nos casos de países que tem grande índice de corrupção, geralmente os mais pobres, a situação piora porque todo mundo que tirar uma lasquinha da grande fatia de dinheiro envolvida. Se pensarmos nas quatro últimas sedes veremos vemos que há um pouco disso.

A África do Sul foi sede em 2010 e até 2007, pelo menos na Cidade do Cado, não havia transporte público efetivamente. Ônibus não existia e para a população mais pobre ir ao trabalho e escola utilizavam as vans, como as lotação em seu período de início no Brasil.

O Brasil será sede em 2014 e pelo menos há 03 anos vivemos o caos aéreo com vôos  atrasados e cancelados. Linhas férreas para turístas não temos (creio que seja pior que na Rússia) e acredita-se que o trecho Campinas-Rio de Janeiro não ficará pronto até a Copa.

Recentemente tivemos episódios de violências, que mais parecia 01 guerra, na cidade do Rio de Janeiro e foi destaca nos jornais ao redor do mundo. Estádios serão construídos no Amazonas e Mato Grosso, porém ficarão à deriva depois do torneio porque seus clubes não são destaques no cenário nacional.

Enfim, ao analisar a situação verifica-se que a FIFA não escolhe países com estruturas praticamente prontas, mas sim aqueles em que mais dinheiro será investido e mais pessoas (ricas e não a sociedade, pois os lucros ficam com a entidade máxima) encham seus bolsos.

Nada contra a escolha das 04 últimas sedes. Aliás, acredito que por se chamar "Copa do Mundo" deve ser realizada e diversos países e continentes. A indignaçao causado é porque as escolhas foram feitas com único e exclusivo pensamento de ganharm dinheiro e não de expandir o esporte para todo o globo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Memória de brasileiro é curta

Sociedade cobra seriedade dos políticos eleitos. Porém, depois de 04 anos não sabem quem cobrar

Uma pesquisa recente, divulgada no sítio do jornal Folha de São Paulo, informa que grande parte dos brasileiros já não se lembra em quem votou nas últimas eleições.

Pensando nisso, o blog descreve abaixo o que a sociedade se lembrará nas próximas eleições, seja em 2012 ou em 2014, em relação aos candidatos em que votaram e se as promessas foram cumpridas.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

É isso mesmo! Assim como não tem nada escrito acima, grande parte dos leitores não se lembrarão de nada nas próximas eleiçãos.

Para que o leitor do blog não se sinta enganado por que não tem nada escrito, leia a matéria "Pesquisa indica que parte dos eleitores já não lembra em que votou nas eleições" no sítio da Folha.

domingo, 28 de novembro de 2010

Tá dominado, tá tudo dominado

De acordo com as notícias da mídia a situação na cidade maravilhosa está sob controle. Mas até quando?

A Polícia do Rio de Janeira festeja a invasão do Complexo do Alemão e vasculha casas, ruas e vielas para efetivar a dominação e, também, localizar armas, drogas, bandidos e traficantes.

A operação de subida da P.M., junto com o B.O.P.E., o Exército e também a Marinha, começou hoje (28/11/2010) pela manhã e deve trazer paz e estabilidade aos moradores e toda a sociedade carioca.

Depois de retomado o controle das comunidades de Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão (aliás, havia muito tempo que o Estado não tinha o comando da situação) qual será a atitude do governo?

Tempos atrás o Alemão já havia sido alvo de uma operação pelo Estado, que usou cerca de 1.200 homens na opreção, e pelo jeito não houve melhorias. Se tivesse ocorrido no passado, hoje não seria necessária essa mega-operação.

Agora a polícia deve permanecer no complexo por tempo indeterminado para manter a estabilidade da situação e, também, obter a certeza de que o local não será controlado novamente por traficantes.

Em conjunto a isso políticas públicas devem ser implatandas para melhoria no ensino, com escolas de qualidade e cursos profissionalizantes, saúde, moradia e saneamento básico. Apenas dominar, sem trazer recursos para a comunidade, não solucionará os demais problemas existentes na sociedade.

O governo, em conjunto com a polícia federal, deverá investigar a origem das armas e drogas., pois elas subiram de alguma forma. Políticas devem ser implantadas desde a fronteira do país, as divisas entre estados e os limites dos municípios impeçam a chegada nas comunidades.

O tráfico de drogas e o comércio de armas jamais acabará e isso não é um desmérito somente do Brasil. Mas se nada for feito e a polícia sair do local, com certeza em breve teremos todos esses problemas novamente e novamente o caos será vista na sociedade.

sábado, 27 de novembro de 2010

Conflitos no Rio matam, mas não se sabe quem são as vítimas

Operação contra o tráfico na capital carioca matou e prendeu inúmeras pessoas e, até agora, não há dados sobre as pessoas envolvidas nessa situação

Os ataques dos traficantes do Rio de Janeiro, até o momento em que este textp é escrito, já dura por 07 dias. Aproximadamente 50 pessoas morreram, 100 automóveis foram incendiados e quase 200 prisões foram realizadas. Sem contar nas transferências de presos para o Paraná e, também, para Rondônia.

O governo estadual não conseguiu, através do B.O.P.E. (Batalhão de Operações Especiais), divisão da polícia que eles sentem orgulho, resolver e solicitou auxílio da Polícia Federal e do exército também para obter o controle da situação.

Nos meios de comunicação as autoridades se gabam ao dizer que a Vila Cruzeiro está sob controle e que em pouco tempo o Complexo do Alemão também estará nas mãos do Estado. Tudo indica que o tráfico e seus comandantes serão minados e que a voltará reinar entre os cariocas.

O excesso de confiança intriga um pouco, mas pode se comprerender porque querem passar calma e tranquilidade ao povo. Porém, algumas informações divulgadas não foram devidamente esclarecidas e deixam a sociedade à deriva sobre os fatos ocorridos.

Em relação as mortes não há informaçoes de quantos bandidos/traficantes e inocentes foram mortos. Sobre as prisões não divulgaram quantos são apenas suspeitos e quantos realmente foram pegos com armas, garrafas pet com gasolina e coquetéis.

A mídia, com todo seu aparato montado para a cobertura das operações, deveria verificar com as autoridades as respostas dessas perguntas. Caso contrário, as inúmeras vidas inocentes podem continuar a se perder e, ainda assim, o governo irá divulgar por aí a vitória contra os traficantes.

Essa situação é ruim. Mas sabem o que é pior que isso? A sociedade receber as notícias e informações e, ainda assim, as assimilarem com se fossem verdades plenas.

Correspondente de guerra? Quem sabe um dia!

Todo jornalista espera trabalhar na área em que mais tem afinidade e, por mais insanidade que pareça, há quem queira cobrir conflitos

Sempre gostei de temas polêmicos e me interessei por guerras que ocorreram (e ainda ocorrem) no mundo. Mas nunca gostei de ver sociedades sendo prejudicadas por conflitos em que inocentes morrem todos os dias.

Quando entrei na faculdade de jornalismo minha intenção era ser correspondente internacional de guerra, pois gostaria de compreender como as pessoas vivem em situãções em que na fila do mercado uma bomba pode explodir e muitas vidas serem perdidas.

Temas que envolvem o continete africano e o Oriente Médio me fascinam tanto que meu trabalho de conclusão de curso foi sobre o Sudão, que envolve ambos assuntos, por ser um país da África com população majoritariamente muçulmana.

O termo "correspondente internacional de guerra" foi utilizado porque nunca pensei que pudéssemos ter algo assim no Brasil. Afinal de contas, somos reconhecidos pela diversidade cultural e pessoas de diferentes etnias e religiões vivem pacificamente aqui.

Mas os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, com o exército na rua com seus blindados e tanques, me fizeram mudar o termo e em ser "correspondente de guerra.

Por mais que meu sonho como profissional de jornalismo seja cobrir uma guerra, espero que o conflito carioca acabe o quanto antes e, também, os demais existentes no mundo como no Sudão, Somália, Nigéria, Saara Ocidental, Mali, Israel, Palestina etc.

Afinal de consta, a paz no mundo é bem mais importante do que o sonho porfissional de um jornalista.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo...

Capital carioca é alvo de ataque de facções que queimaram carros e ônibus

A cidade do Rio de Janeiro foi tomada por ondas de ataques de traficantes que queimaram carros, ônibus e atacaram policiais sem dó ou piedade.

Jornais falam em união de facções para atacar a cidade e, também, que o motivo é a ação das U.P.P.'s (Unidade de Polícia Pacificadora) instalada nos morros e comunidades da cidade maravilhosa.

As conhecidas U.P.P.'s não são tão pacificadoras assim, pois são instaladas nos locais e os policiais ficam com armas de grande porte apontada para os pessoas o dia todo.

Nesse caso a violência diminui ou a intimidação ganhou força? Pode-se realmente afirmar que a polícia está alinhada com a sociedade? Com certeza não!

O exemplo citado foi apenas para ilustrar que o poder público não consegue controlar a violência no Rio. A polícia, próxima das comunidades, apenas gerou desconforto e opressão. Ou você acredita que os moradores dos morros querem somente "segurança" para serem felizes?

A sociedade precisa de moradia com água encanada, sáude pública decente, escola com qualidade e emprego para conseguirem viver com dignidade e não a violência da polícia e, também, dos traficantes que deitam e rolam quando e onde querem.

No Rio de Janeiro quando os traficantes não estão no comando, porque a polícia agiu de forma "correta", as milícias assumem o controle e fazem igual ou pior. Basta ver o "Tropa de Elite II" e comprovará o fato.

A verdade é que o poder público perdeu o controle da segurança para a sociedade e tentou, à todo custo, maquear a situação com as U.P.P.'s nas comunidades. Os fatos recentes (e atuais, pois nesse momento a situação está fora de controle) demostram a fragilidade do governo e sua total ineficiência em proteger a população.

Em 2014 tem Copa do Mundo e em 2016 as Olimpíadas e os problemas preocupam todos. Se o governo não consegue dar segurança à sua própria populução, quem dirá para os estrangeiros que visitarão a cidade.

De qualquer forma, isso é passageiro e daqui uns 20 dias todos esquecerão, inclusive as mídia brasileira sabe porque? Por que de acordo com a música "Aquele Abraço", de Gilberto Gil, "O Rio de Janeiro continua lindo".

Presa no Irã, jornalista foi torturada para confessar crime

Em debate promovido pela Folha de São Paulo no dia 22/11/2010, jornalista iraniano-americana fala um pouco sobre sua experiência no país persa

Filha de mãe japonesa e pai iraniano, Roxana Saberi de 33 anos, nasceu e foi criado nos Estados Unidos. Quando cresceu se interessou pela cultura e o idioma dá nação e, então, após terminar a faculdade decidiu saber que oportunidades teria no Irã.

Roxana trabalhou como correspondente para mídias ocidentais e percorreu inúmeras cidades do país. Descobriu que no país islâmico existe sinagoga e igrejas cristãs, porém as pessoas dessas religiões sentem-se como cidadãos de 2ª classe.

Após a posse do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, a situação ficou complicada para jornalistas e ela teve sua licença cassada. Desta forma não poderia trabalhar, mas mesmo assim permaneceu no país para escrever um livro.

Seu pensamento era de que o mundo deveria saber mais sobre Irã, além das notícias dos jornais. Assim conseguia fazer algumas entrevistas com os cidadãos, porém eles não divulgava nomes porque eles tinham (e ainda têm) medo de represálias.

Prisão e acusação de espionagem para os Estados Unidos

Em 2009 Roxana agentes do governo foram ao seu apartamento para prendê-la sob a acusação de que espionava para o governo americano. Ela ainda tentou conversar e disse que as entrevistas eram para seu livro. Mas não adiantou de nada e a jornalista foi levada pelos homens.

Na cadeia sofreu pressão psicológica e tortura branca. Os oficiais diziam que só teria direito a um advogado e que seria solta se confessasse ser espiã contra o regime do país. A prisão onde estava era destinada à presos políticos.

As paredes da sala de interrogatório eram estofadas para os interrogadores pudessem batar a cabeça dos presos contra a parede. Dessa forma sentiriam "somente" dor, mas não teriam danos irreversíveis.

Para conseguir sair ela cedeu a pressão e confessou as acusações por medo do que poderia acontecer. Já na prisão, em contato com outras mulheres (presas políticas), relatou que não devia ter cedido a pressão dos agentes e que se arrepende disso.

Conseguiu ser solta porque sua caso repercutiu no mundo todo e com ajuda de outros países o governo iraniano a soltou. Porém, ela disse que existem muitos presos políticos, inclusive mulheres, que lutam por democracia e não têm quem os defenda.

A mídia iraniana é totalmente controlada e, segundo Roxana, os melhoras jornalistas e blogueiros do país saíram do Irã em busca de liberda e, também, para demonstrar ao mundo a forma como o regime comanda o país.

O livro "Entre dois mundos", da editora Larousse, conta toda a trajetória da jornalista no país persa. Desde seu trabalho até os últimos dias na prisão.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Será o começo de uma nova guerra?

Desde o início do século XX o mundo não ficou sequer 01 dia sem guerra e, pelo visto, continuará assim por um bom tempo

A Guerra da Coréia durou 03 anos (1950 - 1953) e resultou na criação da Coréia do Norte, considerada comunista e com um regime político extremamente fechado, e a Coréia do Sul, aberta ao capitalismo e mais alinhada com os países ocidentais.

Durante o conflito a extinta União Soviética apoiou a ala esquerda enquanto os Estados Unidos ficou ao lado da parcela de direita, pois na época a guerra fria estava em seu começo e a luta pela expansão mundial se iniciava.

Esse impasse dura até os dias atuais e a fronteira que divide as nações é considerada a mais militarizada do mundo. O regime do norte é fortemente acusado de obter a bomba nuclear e seu povo enfrenta uma grave crise alimentar.

Recentemente o sul acusou os vizinhos de afundarem 01 embarcação em que sul-coreanos morreram e, exatamente hoje (23-11-2010), chegou a notícia que o norte atacou o território rival com bombas.

Por mais que governos tenham tentando frear a evolução da Coréia do Norte em relação a bomba atômica com sanções econômicas junto a O.N.U., parece que em nada refletiu para que o clima hostil entre os países acabasse.

Até a mediação da China, que está bem mais próxima dos norte-coreanos, em nada adiantou na evolução das conversas para que ambas as sociedades evoluíssem para uma vida em paz e harmonia.

A Coréia do Norte com sua enorme resistência sempre dificulta a situação mais do que se espera e a Coréia do Sul, alinhada com praticamente o restante do mundo, também não faz concessões para a paz.

Já não basta os conflitos na África, Iraque e Afeganistão para que os governos vejam que o conflito armado somente gera mais raiva e destruição na sociedade?

Líderes políticos e generais do exército não morrem em batalha. Pode ser por isso que os donos do poder não almejam uma solução pacífica, pois enquanto o povo luta eles apenas enriquecem atrás da seus paletós e fardas.

sábado, 20 de novembro de 2010

Elogios à cobertura da Folha

Educação e imparcialidade na mídia são imprescindíveis para a evolução de uma nação

Há tempos que esse blog bate sempre na mesma tecla: o investimento em educação é primordial para a evolução da sociedade e, consequentemente, o crescimento do país.

Aqueles que acompanham os textos com certeza perceberam que algumas críticas foram feitas em relação à cobertura jornalísta da "Folha do São Paulo" sobre a  política nacional. Casos em que criticaram o governo federal na intenção de cobrar impostos e, no âmbito estadual (São Paulo), defenderam a cobrança.

Críticas também foram feitas em relação ao pedido de acesso às informações sobre o processo da presidente eleita na época da ditadura, mas não foram solitadas a abertura dos arquivos para punir militares e torturadores.

Educação e críticas ao jornal foram citados para exemplificar que o blog quer melhorias para a sociedade e, também, na cobertura jornalística. Porém, há também elogios ao conteúdo da Folha que devem ser expostos.

O jornal acertou na forma como conduziu o tema

No caderno "Cotidiano" de hoje, 20/11/2010, a Folha trás a matéria "Aluno da rede estadual fica até 6 meses sem prefossor" onde relata o descaso do estado com a sociedade quando o tema é EDUCAÇÃO. Questionou o modelo de contratações do governo tucano, que em resposta relatou que alterações devem ser realizadas.

Alunos da rede pública, no período em que estão sem professor, ficam ociosos nas escolas e ainda assim obtém média superior a 07 e passam de ano. Verifica-sa aqui o modelo de "aprovação automática".

Parabéns à Folha pela bela matéria sobre a educação no estado de São Paulo. Assim como esse blog, espera-se que o jornal continue na luta pela melhoria da sociedade com acesso a boa educação nas escolas.

Segue abaixo o texto do jornail na íntegra, pois o link disponibilizado pode ser acesso somente por assinatnes.


Aluno da rede estadual fica até 6 meses sem professor
Governo não consegue contratar profissionais para cobrir licenças temporárias

Docente prefere esperar vaga com tempo maior de trabalho, pois lei ordena que, após 1 ano, fique 200 dias afastado


TALITA BEDINELLI

DE SÃO PAULO

RAPHAEL MARCHIORI

DO "AGORA"
A prova do Saresp (que avalia o aprendizado anual de alunos da rede paulista) teve um gostinho amargo para Lia, 13, nesta semana.
Apesar de boa aluna, ela não soube responder a parte das questões de português.
E não foi por falta de estudo. "Foi por falta de professor", diz Cléo, 33, mãe dela.
A professora de português de Lia na Joaquim Leme do Prado, zona norte da capital, está de licença há três meses e nenhum outro docente a substituiu. Os alunos ficam na sala ou no pátio "sem fazer nada", diz a menina. Mesmo sem aulas, ou avaliação, ela teve nota 8 no bimestre.
Lia é uma das vítimas de um problema que aconteceu em muitas escolas estaduais de SP ao longo do ano.
A Folha escutou relato semelhante em outras 11 escolas, de todas as regiões da cidade e da Grande SP. Em algumas, os estudantes chegaram a ficar até seis meses sem uma determinada disciplina.
Em Araraquara, interior do Estado, alunos do 3º ano fizeram um boicote ao Saresp, pois afirmam que não tiveram aulas regulares de química, história e física desde o começo do ano.
A falta de professores é consequência de uma lei estadual, de 2009, que determina que funcionários contratados sem concurso podem trabalhar por no máximo um ano. Depois, eles devem ficar afastados por 200 dias para evitar vínculo empregatício.
Por isso, poucos professores não estáveis (cerca de 10% da categoria) aceitam cobrir licenças temporárias. Preferem esperar por vagas com mais tempo de trabalho ou até desistem da profissão.
A situação deve piorar no próximo ano, pois os professores que deram aula neste ano terão que se afastar até o início do segundo semestre.
A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema e diz que tentará modificar a legislação neste ano.

AULA VAGA
Os alunos dizem ainda que a ausência dos professores não costuma ser suprida por atividades escolares.
"A gente traz jogo e fica jogando dentro da sala", diz Renata, 12, aluna da escola Castro Alves, na zona norte. Ela ficou dois meses sem ter aula de história neste ano.
Na escola, estudantes do 3º ano do ensino médio também ficaram cerca de seis meses sem aula de filosofia.
A vice-diretora de uma escola confirmou aos pais o problema numa reunião que a Folha acompanhou: "Me parte o coração ver crianças assim. Mas nenhum professor quer pegar essas aulas".

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mais uma vez o jornalismo deixou de cumprir seu papel social

Ao se dizer imparcial e em informativa, a grande mídia tenta iludir a sociedade com discursos que pregam somente aquilo que lhe convém

Ao acessar o sítio www.folha.com.br/fsp ou adquirir um exemplar da Folha de São Paulo o internauta/leitor lê exatamente a seguinte mensagem “Um Jornal a Serviço do Brasil”. Entende-se aqui que o veículo tem como dever informar a sociedade em relação à situação do país, mas sem beneficiar uns ou outros. Isso é, de fato, o compromisso com a verdade.

Porém, na edição do dia (17/11/2010) tem a matéria “Tribunal libera acesso da Folha a processo de Dilma” em que se vangloria de conseguir os dados da presidente eleita referentes ao processo da época da ditadura.

Aliás, tais informações foram solicitadas às vésperas da eleição sob a alegação de que o povo brasileiro tem o direito de saber do passado dos candidatos à Presidência da República. Claro que a sociedade dever ter conhecimento dos dados, porém, porque essa vontade absurda ocorreu bem perto do pleito?

Aqui fica claramente que o objetivo da Folha, naquele momento, era realizar a publicação dos processos para prejudicar a campanha da Dilma e, atualmente, ao que parece, serve para tentar “manchar” a imagem da presidente eleita.

A grande mídia mais uma vez se mostrou contra a justiça no Brasil ao solicitar somente acesso aos processos de Dilma durante a Ditadura

O jornal deveria seguir aquilo que está escrito em sua página principal e, solicitar também, junto ao STM (Supremo Tribunal Militar), a abertura de todos os arquivos da ditadura. Dessa forma a justiça seria feita e os torturadores seriam punidos pelos crimes cometidos contra aqueles que lutavam pela liberdade de expressão de a democracia no país.

Ao deixar de tomar tal atitude evidencia-se que não querem mexer no passado porque ao abrirem os arquivos será possível constatar que a Folha não se opôs ao regime, assim como a Rede Globo e o Estado de São Paulo.

Como que o veículo se intitula ser “Um Jornal a Serviço do Brasil” poderia deixar claro aos leitores que “Brasil é esse”? Pois dessa forma, o serviço prestado é somente para os que estão no poder.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Manhê! Tirei um dez na prova...

O ensino público brasileiro não melhorou em praticamente em nada nos últimos 15 anos. Como será em 2025?

O título do texto não se trata somente da nota tirada por alunos em provas nas escolas, mas sim foi extraída dá música "Estudo Errado" do cantor e compositor Gabriel O Pensador, que fez muito sucesso na década de 90.

A canção foi lançada no álbum "Ainda é Só o Começo", de 1995, e tem pelo menos 15 anos de existência. Porém, ao analisar a letra constata-se que o problema daqueles tempos permanece nos dias de hoje.

"Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)"


No trecho citado acima percebe-se que nas escolas os alunos somente aprendem aquilo que cairá na prova e não existe reflexão sobre os assuntos. O importante é tirar 10 (ou média) e passar para o ano seguinte.
 
Se a análise for mais adiante o que se vê são crianças sem perspectiva de futuro, sem chance de aprenderem algo que irá realmente inserí-las na sociedade e que tomarão as decisões mais adiante.
 
A música, como dita anteriormente, é de 1995 pelo menos. Ou seja, um aluno que na época tinha entre 10 e 15 anos hoje está na faixa etária de 25 e 30. Como a educação já era péssima atualmente existe uma parte da sociedade que não gosta de ler, acompanhar a política e demais temas que influenciam na situação da nação.
 
O passado está no presente e, se não houver manifestação, o FUTURO será o mesmo
 
"Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio..."
 
O final da canção ilustra exatamente os dias atuais do ensino público em São Paulo e, também, no Brasil. Temos aprovação automática, corrupção na compra de materiais, reformas e merendas para os alunos e o pouco caso com os professores.
 
Quem realmente deveria ser beneficiado são os alunos com conteúdo de qualidade e reflexivo. Os professores, que no mínimo teriam que ser respeitados sofrem agressões nas instituições.
 
De 15 anos para cá não houve melhora alguma no ensino público, mas sim uma deteriorização provocada pelo sistema para que se mantenham no poder.
 
Voltarei com essa discussão em 2025 e, quem sabe, existirão melhoras no esino público e na sociedade. Sintam-se à vontade para deixar comentários agora ou daqui a 15 anos. Do jeito que a coisa vai a situação será a mesma.