terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Perdeu Playboy

Invadir espaço aéreo de uma nação soberana seria crime se não fosse uma aeronave estadunidense

Por Thiago Marcondes

Os Estados Unidos da América tem ao redor do mundo inúmeras missões através de agentes secretos e da C.I.A., além de contar com bases americanas em diversas nações como Colômbia, Coréia do Sul, Alemanha e Paquistão, essa última com relações abaladas por conta dos últimos acontecimentos.

As bases dão suporte ao governo estadunidense em suas ações (entende-se por invasões) nas demais nações do mundo. Iraque e Afeganistão são reféns dessa situação há vários anos e sofrem problemas internos com violência e atentados por conta das guerras provocadas. Os estadunidenses, quando invadem um país, sentem-se donos das riquezas naturais, do povo e dos seus direitos e, com isso, faz o que bem entende em nova da "Liberdade" e da "Democracia".

O Irã, país de origem persa, está sempre na mira dos Estados Unidos e aliados por conta de seu programa nuclerar. Os iranianos alegam não terem a intenção de construiu uma bomba e constatemente são confrontados por conta da situação e quase sempre têm de dar explicações à O.N.U.

Ainda não houve invasão por terra, mas pelo ar ocorreu através de um avião não tripulado que invadiu o espaço aéreo iraniano. As Forças Armadas do país, por intermédio de hackers á serviço do governo, interceptou a aeronove a fez pousar aparentemente sem danos e agora se dizem donos do equipamento.

Para o governo de Barack Obama a perda é uma derrota mais moral do que propriamente tecnológica e financeira, apesar de o governo de Mahmoud Ahmadinejad dizer que irá copiar a tecnologia usada e construir suas próprias aeronaves. Houve um pedido de devolução, negado pelos iranianos.

A O.N.U. deveria cobrar explicações dos estadunidenses. Afinal de contas o que faziam ao sobrevoar o espaço aéreo iraniano? Acredita-se que seria para averiguar as instalações nucleares do país. Mas até o momento isso é uma incógnita. A única certeza que existe e que pode-se dizer aos Estados Unidos é: "Perdeu Playboy!!!".

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sócrates, o eterno Doutor

Médico, jogador de futebol e um pensandor em como melhorar o Brasil

Por Thiago Marcondes

Nascido no norte do país, na cidade de Belém, capital do Pará, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira completaria 58 anos em 2012 e antes mesmo de ver o Corinthians, clube pelo qual fez história ganhar mais um título, faleceu e foi jogar bola no campo dos deuses.

De família simples, Sócrates, Magrão, ou Doutor, como era conhecido, começou no mundo futebolístico no Botafogo de Ribeirão Preto e já naquele tempo, naquela cidade, polemizou por não querer treinar nos períodos em que tinha aula e residência enquanto cursava medicina. No mundo atual dificilmente alguém abre mão de ganhar dinheiro no futebol para seguir nos estudos, mas ele seguiu o seu coração e não parou de estudar.

Sua transferência para o Corinthians só ocorreu após se formar no curso, pois o que ele mais queria era estudar. Se jogador de futebol estava em segundo plano. Humano, humilde e um cara preocupado com a nação, fez campanha pela democratização do país e no alvi-negro da zona leste foi um dos idealizadores da chamada "Democracia Corinthiana".

Com passagens pela seleção brasileira, Fiorentina da Itália, Flamengo e Santos, seu clube de infância, por onde passou conquistou admiradores, fosse por seu futebol ou pela pessoa que era. Terminou seu ciclo como jogador no clube que o revelou, o Botafogo.

Sua origem política era a esquerda e nunca escondeu seu apego pelo sistema cubano e, também, Fidel Castro. Aliás, seu filho mais novo chama-se Fidel Brasileiro. Dizia que para melhorar o Brasil o governo, minimamente, deveria oferecer todos os recursos para seus povo e o principal deles é a educação. Somente ela pode transformar uma sociedade.

Um lutador em todos os sentidos, seus ideais e pensamentos sempre foram sua característica e o Doutor, apelido que nada combina com a fama de "Corinthiano, Maloqueiro e Sofredor", nunca deixou de falar sobre aquilo que acreditava. Foi crítico da C.B.F., governo brasileiro e até mesmo da atual presidência do Corinthians.

Desde jovem gostava muito de uma cervejinha com os amigos e o consumo de álcool e cigarro em excesso o deixou doente. Seu fígado foi para o céu antes mesmo que ele, mas seu legado ficará para sempre na história do país como um jogador de futebol politizado e que pensava em como melhorar a sociedade sem o enriquecimento ilícito e a miséria do povo.

Sempre fui admirador do Sócrates, tanto o filósofo quanto o jogador, mas o último, ah o último, muito me inspirou. Para alguns pouco o Brasil perdeu um ex-jogador por conta do excesso de cigarro e bebida e nada mais. Mas para milhares de outros nós perdemos um mestre, tanto na bola quanto na forma de pensar sobre o mundo.

Adeus Sócrates! Brasileiro de nome, de corpo, de alma e de coração.

Thiago Marcondes é Jornalista