segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Santos já vive problemas com transportes e trânsito

Baixada Santista oferece boa infra-estrutura, mas já apresenta problemas de cidade grande

Recentemente estive em Santos e fiquei na cidade somente 01 domingo e, posteriormente, 01 final de semana completo. Não posso dizer que conheci a cidade como gostaria , pois não tive tempo de andar de bonde ou visitar o orquidário, mas o pouco que ví me agradou muito.

Fiquei localizado em uma rua próxima a avenida da praia, no canal 3, e pelo que soube o bairro era como se fosse a Vila Madalena aqui em São Paulo. Isso eu percebi, pois existem inúmeros bares, pizzarias (chiques) e padarias daquelas que vemos em Moema.

A praia não é das melhores, pois como bom frequentador do litoral norte, posso dizer que a água e areia são medianas em relação à Caraguatatuba, onde o ambiente é mais nativo e preservado. Por outro lado a infra-estrutura é excelente a na avenida pouco se anda para encontrar lugares para comer, fazer comprar e, também, lazer.

No calçadão pode-se andar tranquilamente (não ue não exista perigo, afinal estamos no Brasil), mas viaturas da polícia monitoram a avenida e isso dificulta a ação de possíveis criminosos. As ruas são calmas e trânsito durante o final de semana existe, porém bem moderado e as placas dos carros são de turistas.

Porém, o que me chamou a atenção foi na dicifuldade de entrar na cidade. Na sexta-feira desci pela Imigrantes e sem trânsito algum, mesmo depois do temporal que houve em São Paulo por volta de 16h. Demorei cerca de 01h para ir do porto de Santos até o canal 03 em um caminho que não deveria ser mais do que 20m. Foi aí que percebi um problema.

Comecei a reparar nas placas dos carros, pois era estranho tamanho trânsito para entrar na cidade sendo que a rodovia estava vazia. Verifiquei que a maioria dos carros tinham placas de Santos, Cubatão e São Vicente. Ou seja, muitas pessoas da região que chegavam do trabalho.

Já no domingo, dia de voltar, fui à padaria e aproveitei para comprar a o jornal local, chamado de "A TRIBUNA", para saber o que se passava na cidade e logo de cara me deparei com problemas de transporte. Uma matéria dizia que as pessoas não aguentavam mais esperar os ônibus que sempre chegam lotados e sujos e, assim que pudessem, compraria um veículo para ir e voltar do trabalho.

Muitas dessas pessoas trabalham em São Vicente, Praia Grande e Cubatão e também há quem faça o caminho inverso. Ou seja, problemas nos transportes e com trânsito não é um mérito da capital paulista, esse caos já chega no litoral também.

Em São Paulo, na maioria dos bairros, há como procurar alternativas para se locomover do trabalho para casa e vice-versa, pois existem diversas linhas para atender a população. Mas vale ressaltar que ainda assim não atende a demanda e ônibus e metrô estão cada vez mais cheios.

Em Santos os políticos já podem começar a pensar em uma alternativa, pois como se trata de uma cidade turística os moradores da capital podem começar a repensar em visitar a cidade, já que não é viável fugir do trânsito paulista para o praiano.

O mundo árabe não pára

Primeiro foi a Tunísia, depois o Egito, a Líbia está no caminho e Bahrein e Iêmen protestam para derrubar seus ditadores

Os protestos nos países africanos de origem árabe e também nos países do Oriente Médio se intensificam a cada dia que passa e a vontade do povo, de derrubar os governos ditatoriais e instalarem uma democracia que há tanto tempo não existe por aqueles lados, somente aumenta.

Tunísia e Egito, através da ação popular, conseguiram derrubar os ditadores Ben Ali e Hosni Mubarak respectivamente. Mas tudo isso não foi de um dia para o outro e tampouco sem violência e derramamento de sangue da sociedade.

A Argélia já registra protesto e na Líbia a situação está cada vez mais complicada já que mais de 230 pessoas morreram e o ditador Muammar Gaddafi pretende permanecer no poder à todo custo, mesmo que para isso seja necessário um banho de sangue na sociedade.

Os jornais já relatam que o governo mandou as forças armadas atirarem contra o povo para conter os protestos na capital Tripoli e também na 2ª maior cidade do país, Benghazi, onde cerca de 120 brasileiros trabalham para a empresa Queiroz Galvão. Gaddafi está no poder há 41 anos e, assim como os demais ditadores, governa a nação com mãos-de-ferro e pouca liberdade de expressão.

Vale lembrar que alguns diplomatas líbios já renunciaram aos seus cargos e ocorreram casos de que 02 pilotos da aeronáutica desertaram para não atirar contra o povo. Ambos foram para Malta e cogitam pedir asilo político para não serem reprimidos caso voltem à Líbia.

Os casos citados acima são todos em países de origem árabe, porém localizados no continente africano. Enquanto isso, no Oriente Médio, mais especificamente no Bahrein e Iêmen, o povo também protesta e pede a saída dos presidentes e o estabelecimento da democracia e mais liberdade à sociedade.

Todos sabem que para derrubar um governo e estabelecer a democracia demanda um certo tempo e infelizmente vidas serão perdidas. Porém, qual a garantia que os países se tornarão democráticos realmente? Na Tunísia e no Egito as ditaduras caíram, porém ainda nada mudou e o povo aguarda as próximas eleições para elegerem um novo governante.

O povo continua esperançoso assim como todo o resto do mundo, mas em lugares que pouco (ou nada) viveram em sociedades democráticas. Corre-se o risco de as forças armadas assumirem o poder temporariamente e não saírem mais. O que seria uma derrota para todos, inclusive para a própria democracia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mubarak renuncia e o povo ganha

Tunisianos mostraram a força do povo e os egípcios, ao seguirem seu exemplo, conseguiram a mesma façanha

Os protestos contra a ditadura egípcia começaram após a queda de ditador da Tunísia, Ben Ali, e durou exatamente 18 dias até que Hosni Mubarak decidisse deixar o poder e abrir espaço para a democracia no Egito.

O povo foi às ruas e protestou veementemente contra o poderosos ditador, que governava o país com mãos-de-ferro há 30 anos, pois já não aguentava mais represseão, desemprego, desigualdade social e tantas outras atrocidades.

Mubarak chegou foi à TV estatal e afirmou que não deixaria o poder antes das eleições, programadas para setembro/2011 e que ele não participaria. Mas sua atitude não diminuiu a vontade da sociedade que clamou o tempo todo por sua renuncia. Menos de 24h depois ele fugiu da capital e anuncio a saída do poder.

O governo agora está nas mãos dos militares, que irão organizar o novo governo junto com a oposição, tão oprimida durante a ditadura. Espera-se que a transição seja pacífica e a democracia reine na terra dos faraós, mas quando se trata de militar no poder tdo pode acontecer.

Enfim, o primeiro passo foi dado e o povo conseguiu sair vitórioso dessa batalha. Porém, até setembro inúmeras outras virão e a sociedade tem de permanecer unida para conseguir seu obejtivo.

E quanto ao futuro de Mubarak ninguém sabe tanto quanto se ele conhece o ditado "A voz do povo é a voz de Deus", que ao renunciar fez torna-se verdadeiro em uma sociedade tão religiosa quanto a egípcia.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

E aí, quanto será o salário mínimo?

Atualizado dia 11/02/2011 às 06h32m

A politização da sociedade será o primeiro passo para conseguir melhorias para todos

Nos últimos dias nas rádios, jornais e internet a questão em relação ao aumento do salário mínimo e qual será o valor tem sido muito divulgada. De acordo com os jornais a votação será dia 16/02/2011, mas ainda não se sabe ao certo o que terá de ser cedido pelo governo e, também, oposição.

O governo diz que não há base orçamentário para aumentar acima de R$ 545,00 enquanto a oposição, liderada pelos tucanos, diz que o ideal deve ser R$ 600,00. Não defendo os ideais opositores, mas concordo que são ao menos coerentes já que durante toda a campanha de José Serra eles afirmavam que aprovariam esse valor.

Uma coisa é concreta de ambos os lados: no final de 2008, excluindo o PSOL, todos os partidos aprovaram aumentos absurdos para senadores, deputados e presidente com a desculpe de que deveriam se igualar aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Para não estourar o orçamento o salário mínimo não deve ultrapassar os R$ 545,00 em 2011 e ainda estudarão como serão os aumentos futuros, mas o grande volume de dinheiro que sairá dos cofres públicos para igualar os vencimentos não farão diferença alguma certo?

Aliás, se pensarmos que o aumento do salário mínimo em muitos casos de nada serve, pois com ele vem o aumento das tarifas de ônibus, metrô, material escolar, alimentos, higiene, saúde etc. Fora a inflação que atinge forte os produtos básicos e fica acima da média divulgada pelo governo.

Sou à favor dos diálogos para que a situação seja ajeitada de forma que agradem todas e para isso temos os sindicatos, que em muitas categorias pendem para o lado do patrão e não do trabalhador.

Nesses casos a greve seria o último recurso do povo e, quando ocorre, nunca são classes diferentes unidas em pról de um benefício para a maioria. Se fizéssemos uma paralisação geral como na França e na Grécia será que teríamos resultados positivos?

No primeiro não! O que existiria seria repressões com a classe trabalhadores. Mas ao longo do tempo creio que algo de positivo aconteceria na sociedade brasileira. Porém, antes de tudo isso o ideal é politizar a grande massa.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esquecimento midiático

Os problemas do Egito são pauta para todos os jornais enquanto as demais nações em guerra são esquecidas dos noticiários

Com os graves problemas a sociedade egípcia que exige a saída de ditador Hosni Mubarak, que está mais de 30 anos no poder, parece que a cobertura internacional está totalmente voltada para aquele pedaço de terra.

Logo alí próximo, recentemente, tivemos a queda do ditador tunisiano após protestes e pelo que sabe os protestos não pararam. A sociedade continua a solicitar reformas, protestos ainda existem e pessoas ainda sofrem.

Mais perto ainda do Egito temos o Sudão, país também controlado por um ditador e que votou e aprovou recentemente a divisão do país. Uma parte (norte) ficará com os árabes muçulmanos (que sempre estiveram no poder) e a outra, o sul, com os negros de maioria cristão.

A região ainda continua debilitada e o mais novo e mais pobre país do mundo será efetivamente criado em julho. O árabes do norte dizem que respeitarão a decisão do povo, mas quando falamos de África as coisas mudam em um instante. A pobreza, fome e desemprego ainda imperam no país e o Sudão do Sul, nascerá já falido.

Israel e Palestina estão longe de chegaram em um acordo de paz e os assentamentos judaícos continuam sendo construídos em Jerusalém Oriental. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza permanece com protestos todos os dias, mas os jornais nada falam.

Recentemente o Líbano trocou seu primeiro ministro, Saad Hariri, por um sunita escolhido e apoiado pelo xiita Hezbollah, que os Estados Unidos afirmam ser uma célula terrorista, mas que finacia escola e saúda para a população libanesa. Protestos violentos ocorrem no país, mas os jornais nada mais falam.

Temos ainda problemas citados na Costa do Marfim, Nigéria e no Quênia, já retratados nesse blog, só para falarmos um pouco da África negra e não somente dos países africanos de origem árabe.

Enfim, parte da África e, também, do Oriente Médio sofrem e protestam todos os dias, mas a mídia tem olhos, atualmente, para o grande Egito. E não é somente pela sua importância na região, mas sim pelo apoio que o governo estadunidense deu até os dias atuais.

Assim como o a maioria do mundo, parece que a grande mídia ainda se pauta de acordo com os interesses estadunidendes. Enquanto isso milhões de pessoas morrem, são feridas e sofrem porque seus problemas são invisíveis os outros.

Bando de loucos ou bando de vândalos?

Protestar contra clubes de futebol se tornou rotina no Brasil. E quando vão começar os protestos contra os políticos corruptos?

Não sou adepto de escrever sobre futebol neste blog, pois como corinthiano fanático e assumido não quero misturar a paixão e a razão, o que em casos como esse torna-se muito difícil e, para alguns, impossível. Mas abro espaço para uma discussão viável e pertinente.

O Corinthians foi eliminado precocemente da Libertadores. Aliás, foi eliminado na pré-libertadores, algo que nunca havia acontecido com um brasileiro assim como o Internacional de Porto Alegre foi eliminado na semi-final do Mundial.

A torcida tem todo o direito de protestar, querer mais raça e ver seu time ser campeão de algo que todos os rivais almejam que é ser o melhor das Américas. Porém, não se pode quebrar portões de C.T., apredrejar ônibus e tampouco agredir os profissionais de mídia que estavam lá somente para trabalhar.

A vitória no clássico de ontem (06/02/2011) sobre o ríval Palmeiras pode amenizar a situação, mas não pará-la. Inclusive, enquanto o herói do jogo de ontem foi Júlio César, o arqueiro alvi-negro, mas eu digo em dizer que o "CARA" do clássico foi o goleiro palmeirense, Marcos. E por quê?

Marcos foi tirar satisfação com Alessandro por ter ido provocar a torcida alvi-verde depois do gol e com justíssima razão. Aquilo que ocorre dentro de campo interfere fora dele e, infelizmente, alguns torcedores podem levar para o lado pessoal e transformar em violência.

Em entrevista Marcos disse que não dormiria direito por ter perdido o clássico, mas nem por isso chegaria em casa a agrediria sua família e esperava isso dos torcedores palmeirenses. Isso foi só uma parte, pois ainda disse falou que as pessoas não vão às casas dos políticos quando desviam verba que era de moradia popular, sinalizando claramente os problemas de corrupção desse país.

Muitos podem entender que foi uma provocação em relação ao que ocorreu com o Corinthians após a eliminação para o colombiano Tolima. Porém, Marcos deixou bem claro que no esporte não deve ter briga e que os protestos podem ser feitos para a melhoria da vida de todos.

Foi um sinal claro para toda a sociedade, seja ela torcedora de algum clube ou não, para que todo o povo deva se atentar à situação de falta de condições sociais no país e que cobranças também sejam feitas no governo.

As cenas protagonizadas no Corinthians foram realizadas por um bando de vândalos, pois bando de loucos somos todos nós que elegemos corruptos e não nos mexermos para cobrá-los de irregularidades e melhorias.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O caos continua no Egito. E o ditador Mubarak também...

O mundo árabe se agita para conseguir democratizar as nações e ter acesso à liberdade de expressão

Os protestos no Egito, país de população árabe e geograficamente localizado na África, continuam e a população exige a saída do ditador Hosni Mubarak incondicionalmente do poder. Mortes e mortes acontecem e agora, "simpatizantes" de Mubarak estão nas ruas para lutarem contra a oposição, que almeja democracia e mais liberdade para o povo.

Os chamados "simpatizantes" do ditador foram às ruas em seus cavalos e camelos (isso mesmo, camelos!) com metralhadoras e outras armas com o claro intuito de ferir e matar a população que protesta contra o governo.

Porém, afirma-se que essas pessoas agem à pedido do próprio Mubarak com intuito de instaurar no país o medo. Dessa forma ele permanece por mais algum tempo no poder e enfraquece o levante popular, o que colocaria as ações da sociedade em descrédito.

A polícia abriu as portas das cadeias para que os prisioneiros saiam e façam o que quiserem. Saques são constantes e os produtos básicos já começam a faltar nas prateleiras. Turistas foram embora e novos não chegarão por um bom tempo. Ou seja, a economia tende a cair e enfraquecer o setor hoteleiro do Egito.

Enquanto Mubarak retardar sua saída os protestos continuarão. Mais mortes, mais saques, mais caos e menos turistas e investimentos no país ocorrerão. Quem perde é o povo, que já carece de liberdade e emprego. E tudo isso acontece sob o olhar estadunidense, que não permite um ditador em Cuba, mas é aliado de um governante no poder há 30 anos.

Seria esse o modelo de democracia e liberdade tão almejado pelos estadunidenes? Pelo jeito o "American way of life" serve somente quando lhes interessam.