quinta-feira, 28 de abril de 2011

Casamento real enlouquece a mídia e os britânicos

O matrimônio na Família Real britânica gera lucros, sensacionalismo e a busca por conhecimento... da vida dos outros é claro!!!

Por Thiago Marcondes

A mídia faz um alvoroço tremendo em torno do casamento real entre o príncipe William e a plebéia Kate. Ela se tornará uma princesa, ou como disse José Simão em sua coluna na Folha de São Paulo de Hoje, a Lady Kate.

A notícia está nas rádios, televisões, jornais, sítios na internet, revistas e na boca do povo, que apenas conseguem comentar o fato como algo que irá salvar a humanidade das desgraças como fome, guerras, inveja e todas as outras que o leitor tiver em mente.

Falam sobre tudo da vida de ambos como onde estudaram, como se conheceram, o provável vestido que ela irá usar, quem serão as daminhas, os convidados VIP's e os SUPER VIP's, caminho por onde passarão em Londres, como a rainha Elizabeth deu o aval e por aí vai.

Em São Paulo a réplica do anél que será utilizado pela futura princesa foi posta à venda e toda a mulherada enlouqueceu com isso. As vendas foram um sucesso, assim como todos os produtos disponibilizados na Grã-Bretanha. O comércio fatura, o reino lucra e os plebeus levam na cabeça.

Aliás, na capital inglesa muitos acampanharam para ver os noivos na frente da Abadia de Westminster. Hotéis lotados e pessoas idolatrando aqueles que poderão ser os futuros rei e rainha da Grã-Bretanha.

Amanhã, sábado e domingos todas as mídias estarão voltadas para a cerimônia. Problemas no oriente médio ficarão para a próxima semana, a África so não ficará fora do contexto por conta da Líbia e a América Latina, como sempre, esquecida por tudo e todos.

Não duvido nada se alguns veículos de comunicação mais sensacionalistas tentarem descobrir onde será a lua-de-mel do casal, o tamanho do quarto e detalhes da intimidade entre quatro paredes. Nem paz para uma namoradinha mais aconchegante eles terão.

Eu já me preparei para o show. Vou desligar a mídia da minha vida nos próximos 03 dias para não me irritar ainda mais com os meios de comunicação. Caso isso seja radical demais pode-se optar por ver um filme. "O Discurso de Rei" pode ser uma boa sugestão para a ocasião.

Thiago Marcondes é Jornalista

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia 1º de maio: festa ou farra???

Feriado do Trabalhador tem shows, prêmios e pouco debate para melhorar as condições de trabalho

Por Thiago Marcondes

O 1º de Maio de todo ano celebra-se o "Dia do Trabalhador" em homenagem à todos os trabalhadores do mundo. Em muitos países são realizadas festas públicas para comemorar o dia da luta, e do luto, por conta dos protestos que existiram no final do século XIX.

Tudo começou no dia 01 de maio de 1886 na cidade de Chicago, nos  Estado Unidos, onde trabalhadores realizaram uma greve geral para reduzirem a carga horária de 13 para 08 horas diárias. Houve repressão policial, como já era de se esperar (nos dias atuais ainda acontece muito, sinal de que a sociedade não evoluiu tanto assim), e operários foram presos, feridos e mortos.

O Dia Mundial do Trabalhador somente foi reconhecido em 1889 em um congresso socialista realizado em Paris. A decisão foi para homenagear os operários mortos na cidade estadunidense e, à partir daquele ano, comemora-se a data.

Isso foi somente uma pitada da história para lembrar que a exploração do ser humano sempre existiu e perpetua em muitos lugares até hoje. No Brasil ainda existe trabalho escravo no norte e nordeste onde os próprios brasileiros são vítimas. Já em São Paulo, uma grande metrópole, bolivianos viviem em péssimas condições nas fábricas de costura.

Para celebrar o 1º de Maio de 2011 temos o salário mínimo de R$  545,00, que serve para sustentar a família, pagar aluguel e, se sobrar (UTOPIA), fazer programas de lazer. Os políticos afirmaram não ter como aumentar mais esse valor, porém seus salários foram elevados em mais de 60% conforme o artigo "E o salário ó!!!".

Para se aposentar por tempo de serviço as leis estão cada vez mais difícies, inclusive para os trabalhadores com emprego de risco e com insalubridade. Enquanto isso, políticos têm direito à aposentadoria integral por conta de 02 mandatos e, em muitos casos, nem chegaram a completá-los.

A carga horária que os sindicatos tanto almejam baixar de 44 para 40 horas semanais tornou-se outra opção de melhoria, porém  acredita-se que o povo não terá acesso. Existe um projeto de lei para isso, mas a probabilidade de ser aprovada é mínima e direi o motivo. Muitos políticos são empresários e se houver a diminuição terão de pagar o mesmo salário aos trabalhadores por menos tempo nas empresas. Com certeza não tomarão uma medida para se autoprejudicarem.

Não posso deixar de citar algumas melhorias como a quantidade de empregos com carteira assinada e, também, a melhoria na economia brasileira onde povo obteve maior poder de consumo. Mas ainda assim muitas empresas se recusam a pagar horas extras ou manter um banco de horas quando necessitam que um trabalhador fique além do horário estipulado.

As centrais sindicais farão no dia 1º de maio com shows, prêmios e festa para a população. Parte dos custos serão bancados com a contribuição sindical de cada trabalhodor e outra parte de será proveniente de patrocínios de empresas públicas como a Petrobrás.

Os motivos para celebração do Dia Mundial do Trabalho não acabam por aí e agora vem o que mais assuta a população. Pelo menos eu tenho escutado isso. As pessoas não reclamam por conta de todos os problemas citados, mas sim porque em 2011 o feriado será em um domingo e, sendo assim, não terão um feriado prolongado. 

Tudo pronto para a festa, porque a farra começou há um bom tempo...

Thiago Marcondes é Jornalista

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Páscoa, páscoa, páscoa...

"Coelhinho da Páscoa o que trazes pra mim?"

Por Thiago Marcondes

A semana que antecede o feriado de Páscoa está na metade e tudo o que se escuta falar por aí são em chocolates. Sejam eles brancos, negros, amargos, trufados, brigadeiro e todas as variações possíveis e impossíveis. Por onde se passa só exista "páscoa, páscoa e páscoa".

Mas, por incrível que pareça, o feriado em abril de 2011 é bem em uma semana repleta de dias históricos para o Brasil como o Dia do Índio comemorado dia 19, Tiradentes e a Sexta-feira da Paixão no dia 21, o Descobrimento do Brasil no dia 22 e a Páscoa (Ressurreição de Cristo) dia 24.

Nos jornais e na televisão pouco (ou nada!!!) tem sobre a importância das datas. O índio, coitado, ficou esquecido por tudo e por todos, como sempre. Se pudessem excluíriam essa comemoração do calendário, pois como escutei ontem eles "podem fazer o que quiserem e não serão presos, pois são protegidos pela lei". Absurdo? Que nada! Loucos são aqueles que os defendem...

Para comprender melhor a situação leiam "Dia do Índio. Qual sociedade é composta por selvagens?", escrito pelo jornalista Leonardo Sakamoto.

Tiradentes, considerado um mártir da independência, foi enforcado e teve sua cabeça exposta para toda a sociedade carioca no século XVIII. Atualmente só é lembrado por ser uma uma famosa cidade mineira e já não tem mais uma corda em seu pescoço em praça pública, já que seu nome e seus atos caíram no ostracismo.

O Descobrimento do Brasil, nação pátria e da qual todo brasileiro deveria se orgulhar, foi amplamente divulgado em 2000, na comemoração dos seus 500 anos e depois jogado ao vento. Não que os portugueses tenham feito mais coisas boas do que ruins (vale lembrar que índios e negros comeram o pão que o diabo amassou nas mãos deles), mas deve-se celebrar por se tratar da história da nação.

O antropólogo Darcy Ribeiro, falecido em 1997, escreveu o livro "O Povo Brasileiro" e nele pode-se entender melhor a situação vivida por negros e índios desde a formação do Brasil até os dias atuais.

A Ressurreição de Cristo ficou para trás há um bom tempo, menos pelos cristãos mais fervorosos e sempre presentes nos cultos e missas. Porém, grande parte dos adultos e crianças não se lembram do fato. Nesses casos a fé está naqueles que ganharão ovos de páscoa no domingo.

O escritor Ivan Jubert escreveu o texto "Semana Santa" e retrata melhor essa prática religiosa e comercial da situação, que leva muitas a gastarem o que não tem o poucos a ganharem mais e mais.

Tudo isso não serve para condenar a troca de chocolates na páscoa, que faz as pessoas esquecerem de todo o resto, mas sim para ressaltar que existem comemorações mais importantes e que ao longo do tempo são esquecidas pela sociedade e que são parte de nossa herança histórica. Culpa de quem? Do "Coelhinho da Páscoa".

Feliz Páscoa à todos!

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Protestos na Bolívia bloqueiam estradas

Classes trabalhadoras bolivianas lutam com governo para conseguirem aumento salarial

Por Thiago Marcondes

Saiu na Folha de São Paulo da última sexta-feira que protestos na Bolívia fecharam estradas e a casa do presidente, Evo Morales, foi cercada pelos manifestantes que protestam contra a alta da inflação no país.

De acordo com jornais bolivianos como "El Diario", "La Prensa", "Jornada", os manifestantes são funcionários do setor de educação como professores,  mineiros e da área da saúde que reivindicam o que alguns entendem por benefício e outros por direito.

A inflação no estado boliviano está em torno de 18,5% e os manifestantes pedem aumento de 15% para compensarem a perda de dinheiro com o problema econômico enfrentado pelo país. O governo, a princípio, informou que daria somente 10% e, por conta disso, os protestos começaram nas grandes cidades.

Bloquearam estradas, o centro de La Paz e ocorreram confrontos com policiais onde o saldo de feridos, até o momento, ultrapassou de 10 pessoas. Nos enfrentamentos a polícia utilizou gás lacrimogêneo e de pimenta e toda sua força contra os trabalhadores e, em contra-partida, foram recebidos com pedradas e rojões.

Os protestos já duram mais de 12 dias e hoje (18/04/2011), depois de uma reunião iniciado no sábado, o governo sinalizou um aumento de 12% para os trabalhadores. Porém, somente a classe da educação e saúde serão beneficiados com a decisão entre o que podemos dizer ser o sindicado boliviano e os políticos. Os demais assalariados não aceitaram a proposta.

O aumento dos salários acarreta em mais gastos públicos em um país pobre e que vive em déficit econômico. O aumento da inflação diminui o poder de compra da população, que já recebe mal e no geral aquilo que ganha serve somente para sobreviver e não viver. Não se sabe ainda o final da história, mas trabalhadores e governo ainda vão travar boas lutas até chegarem em uma decisão final.

Se os protestos continuarem seria bom por um lado, pois como jornalista sempre quis cobrir guerras e eventos como esse na Bolívia. Porém, do outro não tem nada de bom porque a população ainda sofre com a baixa renda, falta de emprego e o problema da inflação.
Em meio à tudo isso que ocorre na Bolívia, principalmente en La Paz, que eu embarcarei para o país e de lá seguirei por estrada ao Perú. Pelo menos espero, claro!

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ganso no Corinthians! Será?

Jogar por amor a camisa já não existe no Brasil, mas há situações que o dinheiro jamais deveria comprar

Por Thiago Marcondes

Desde o início do ano de 2010 Paulo Henrique Ganso, jogador do Santos, tem sido apontado como uma das melhores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, junto com o garoto Neymar é claro.

Ganso ganhou os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista em 2010 onde suas atuações destacadas ajudaram o time nas conquistas e o fizeram ser falado, mais ainda, como destaque dessa nova geração e rendeu convocação para a seleção brasileira.

Durante o 2º semestre de 2010 sofreu uma contusão e ficou afastado dos gramados até o início de 2011. Sentiu-se desvalorizado pelo Santos por não ter recebido aumento durante o período de recuperação e demonstrou interesse em deixar o clube da baixada santista para jogar em campos europeus.

Por influência de empresários capitalistas e que pensam somente em seus bolsos, o jovem (que já não é uma promessa, mas sim uma realidade no futebol) tentou à todo custo reduzir sua multa recisória caso algum clube do exterior quisesse comprar seu passe e, além disso, elevar seu salário em mais de 120%.

Como o Santos não deu bola, os empresários de Ganso pensaram em pagar a multa para o mercado interno (que é bem mais barata que para o exterior) e deixá-lo jogar em algum clube brasileiro. Enquanto isso negociariam seu passe com algum time europeu, provavelmente o Milan, e em meados de Julho sua transferência seria oficializada. Corinthians e Internacional/RS seriam os possíves destinos e, também, os laranjas na negociação.

Porém, hoje o diário "Lance" soltou uma notícia de que o staff do jogador acertou as bases salariais e o tempo de contrato com o Corinthians e, após a Taça Libertadores, o jogador se apresentaria ao time do Parque São Jorge.

O presidente corinthiano nega o acordo, mas todos sabem que ele fez o mesmo em relação ao Ronaldo e Adriano e ambos foram contratados. A presidência do Santos alega ter acordado com os 04 clubes grandes de São Paulo (incluímos aqui Palmeiras e São Paulo) para não servirem de ponte na transferência de jogadores.

No futebol tudo é possível e se hoje estão unidos por uma causa, amanhã com certeza são capazes de dar às costas ao outro por conta de um patrocínio melhor, dinheiro ou um jogador com um pouco mais de fama pelo mundo.

Se a transferência do Ganso para o Corinthians se concretizar (algo que não acredito e que dever servir de base para seus empresários conseguirem o que almejam) o clube paulista servirá somente para maquiar a futura venda do jogador para o cenário europeu.

Ao final de toda essa novela quem perderá será o jogador, pois sua imagem estará abalada no Brasil, o Santos por deixar um talento se desligar do clube dessa forma e o Corinthians por servir de palhaço na situação e que terá o atleta no máximo até dezembro. Não citei o futebol brasileiro aqui porque ela já perdeu há muito tempo e esse será somente mais um episódio para manchar o esporte.

Quem ganhará? Os empresários. Pois em cerca de 02 ou 03 meses seus nomes e de suas empresas já estarão sumidas do noticiário enquanto os bolsos estarão recheados de dinheiro. Desse jeito eles vão é "afogar o Ganso"!

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Irã sob o Chador

Livro trás belas histórias sobre o país persa e desvenda um pouco de sua sociedade

Por Thiago Marcondes

O Irá recentemente tem frequentado os jornais e noticiários por conta de seu programa nuclear, o caso Sakineh e, também, pelos protestos da população contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad e a política econômica do país.

O ocidente, mais especificamente o Brasil, tem a visão de que o Irã oprime sua população, a oposição praticamente inexiste e que são loucos por armas nucleares alé de fanáticos religiosos. Dessa forma leva as pessoas a pensar que a sociedade iraniana deve ser bem difícil de lidar e, ao visitar o país, a povo não deve ser nada hospitaleiro e o medo deve predominar também nos turistas.

Recentemente lí o livro "O Irã sob o chador - Duas brasileiras no país dos aiatolás", escrito  pelas jornalistas Adriana Carranca e Márcia Camargos, que rnos trás novidades a sociedade iraniana e seu cotidiano.

O livro trás detalhes sobre o império persa desde sua formação e até como influencia nos dias atuais da sociedade. Mostra, também, toda a hospitalidade do povo iraniano com os estrangeiros, desde que respeitem seus hábitos e costumes.

Ninguém consegue imaginar que as pessoas convidam os estrangeiros para irem em suas casas ou participarem de pique-niques com as famílias sem mesmo os conhecerem, ou que o país é tão seguro que a preocupação em ser assaltado é mínima. E acreditem, os turistas devem portar dinheiro em espécie, pois o Irã não está conectado ao sistema bancário mundial por conta das sanções da O.N.U.

Ainda assim é possível confirmar toda a opressão diante dos opositores ao regime e os problemas enfrentados pelos iranianos que não concordam com a política do país. No regime deles não reconhecem os homossexuais, porém permitem a troca de sexo quando uma pessoa tema certeza ser mulher, mas tem corpo de homem.

Uma sociedade milenar e controversa ao mesmo tempo. Onde a cirurgia para troca de sexo e altamente liberal para os padrões ocidentais, mas o reconhecimento do homossexualismo não é tolerado de forma alguma e, alguns casos, é punido com a pena de morte.

O livro, em algumas partes, nos oferece uma dimensão totalmente diferente daquilo que  lemos e vemos nos meios de comunicação e desperta um grande interesse em visitar o Irã para poder vivenciar um pouco de sua cultura, história e tradição. Vale à pena conferir.

Thiago Marcondes é Jornalista

domingo, 10 de abril de 2011

Massacre no Realengo nada tem a ver com a fé islâmica

Tragédia no Rio de Janeiro comove toda a sociedade

Por Thiago Marcondes

Na última semana o estado do Rio de Janeiro foi assolado com a violência contra  os estudantes, onde Wellington Menezes de Oliveira invadiu uma escola e atirou à esmo simplesmente com o intuito de matar. 11 meninas e 01 menino foram mortas, mais de 10 crianças estão feridas e famílias inteiras abaladas por conta da situação, além de toda a sociedade é claro.

O assassino, que depois de tanta covardia sacou a própria vida, deixou uma carta com algumas indicações sobre como tratar seu corpo e, aparentemente, com os motivos que o levou a cometer tamanha brutalidade contra estudantes inocentes.

À princípio, o UOL Notícias soltou matéria com informações de que Oliveira seguia a fé islâmica, o que levaria os leitores a pensar que suas atitudes foram fomentadas pela religião. Rapidamente outra notícia foi veiculada sob o título "Porta-voz dos muçulmanos no Brasil repudia associação do atirador do Realengo à religião" com a opinião do porta-voz dos muçulmanos no Brasil para desmentir que o islã prega a morte de pessoas inocentes.

O grande veículo estadunidense "The New York Times" fez o mesmo, pois não perderia a oportunidade de alfinetar o mundo árabe e sua religião. Com 02 guerras (Afeganistão e Iraque) em andamento e sem sucesso, o que sobra para eles é tentar desqualificar a cultura e fé diferente da seguida por eles.

A mídia, no intuito de vender mais jornais, ganhar mais dinheiro com publicidade e propaganda segue o estereótipo criado pelo Norte e não revela a verdade, ou pelo menos o que realmente prega os islã de acordo com seus líderes.

A comunidade islâmica em São Paulo
 
   Mesquita Brasil - Thiago Marcondes
 
Sempre fui muito interessado por temas como guerras, África, Oriente Médio e islamsimo (até parece pleonasmo!!!) e, por conta disso, li e ainda leio bastante sobre os tema. Meu trabalho de conclusão de curso na faculdade (Como a mídia impressa paulistana tem uma visão estereotipada do continente africano e sua população) envolveu um pouco de cada ao falar sobre o Sudão, país africano com uma população majoritariamente muçulmana e que está em guerra.

Meu primeiro contato direto com o islamismo e seus seguidores se deu por conta de um trabalho na faculdade onde o grupo, composto por Alexandre Ferreira, Andréia Lamego, Carina Rodrigues, Marcos Guedes, Renan  Ximenes e eu, deveríamos criar produtos jornalísticos como um programa de rádio, um sítio, uma revista e um programa de entrevistas sobre o Oriente Médio.

Ao tentar (e acredito que conseguimos) não falar muito sobre os conflitos para não ficar na mesma pauta que os jornais, o grupo optou por abordar o lado mais cultural e religioso para desmistificar um pouco o esteriótipo de que os muçulmanos matam por conta de sua fé.

Visitei a Mesquita do Brás e a Mesquita Brasil onde fui muito bem recebido pelas pessoas e consegui compreemper um pouco mais sobre a religião e os costumes. Fotos e entrevistas foram feitas, inclusive às sextas-feiras (dias sagrado para o islã), com intuito de tentar acabar um pouco com o estereótipo criado pela mídia em relação aos muçulmanos.

Cabe à mídia tentar realizar um trabalho mais qualitativo em cima do tema, pois ao vincular a religião com pessoas que cometem crimes bárbaros, como no caso do Rio de Janeiro, pode criar mais preconceitos na sociedade brasileira. Ou alguém se lembra da opção religiosa dos Nardoni ou Richthofen?

Thiago Marcondes é Jornalista

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bolívia e Perú: tão perto e tão longe de nós

Estereótipo e preconceito são barreiras para as pessoas viajarem pela América do Sul

Por Thiago Marcondes Paulo

O blog "Pensando no dia-a-dia" chega ao seu 100º artigo em menos de 01 ano e inúmeras idéias de temas para escrever hoje fluíram na cabeça desse blogueiro. A situação nuclear no Japão, o Oriente Médio com as quedas e protestos em seus governos ditatoriais e, também, a África com suas guerras e fome surgiram com assunto.

Alguns amigos no facebook enviaram idéias e entre elas houve temas como chocolate, pois estamos próximo da Páscoa e sobre a América do Sul, mais especificamente Bolívia e Perú, por onde farei uma viagem de 18 dias no próximo mês.

A opção escolhida foi a América do Sul por motivos simples. 1º porque os países são esteriotipados como periféricos e que seus habitantes chegam ao Brasil para roubar os empregos e/ou traficarem drogas e pessoas, para trabalharem como escravos. 2º pois raramente eu trato do tema e as nações vizinhas quase nunca são citadas no blog.

A viagem

Não é de hoje, ou melhor, de pouco tempo que há a vontade de visitar Machu Picchu, no Peru. Porém, para que esse sonho se concretize sempre tive em mente que deveria conhecer a Bolívia também. Muitas pessoas, sejam amigos, conhecidos, colegas de trabalho e até familiares sempre me perguntam: "O que tem para ver na Bolívia?" e eu respondo ironicamente "Não sei, mas quando descobrir te aviso!".

De avião vou até La Paz e os trajetos seguintes serão feitos de ônibus e trem. Tudo isso para sentir e conviver mais com as pessoas e tentar entrar um pouquinho em seu dia-a-dia.

A Bolívia, país latino e que foi explorado desde seu descoberta até os dias atuais pelos burgueses, existe a capital La Paz com museus, feiras, lugares com a tradição do povo de origem indígena para que se possa ter contato com os descendentes dos primeiros habitantes do local.

Pretendo também passar por Copacabana, uma cidade à beira do lago Titikaka, considerado o mais alto do mundo e, por lá, conhecer as famosas "La Isla del Sol" e "La Isla de la Luna", além de manter contato com a música local composta por "La Cueca", um tipo de dança típica dentre outras existentes.

A culinária não passará em branco. E olhe que não sou muito ligado em experimentar coisas diferentes. Com certeza vou comer as salteñas (tipo de pastel que é assado), pollo (frango) e o conhecido conejo (carne de coelho). Não posso esquecer de citar a puka-kapa, já retratada no texto "Um pedaço da Bolívia em São Paulo".

Saindo da Bolívia irei para Puno, um cidade também à beira do lago, mas que fica no Perú e de lá partirei para Cusco, a porta de entrada para quem quer conhecer Machu Picchu. Considerado patrimônio mundial pela UNESCO, o local é considerado berço da civilização Inca e foi descoberto somente em 1.911.

No Perú a intenção será conhecer os locais turísticos além da própria população local para poder assimiliar um pouco mais sobre suas culturas tradições. Somente assim será possível fazer um relato mais próximo sobre esse povo que também foi explorado e teve como revolucionário o índio conhecido como Tupac Amaro, por volta de 1780.

A revolta ocorreu por conta da invasão espanhola e Tupac Amaro, conhecido como "José Gabriel Condorcanqui," reuniu mulatos, índios descendentes dos incas e os crioulos. na luta para não deixar os colonizadores promoverem as mudanças e consquistarem as terras e promoverem o terror contra a população local.

Enfim, pretendo conhecer um pouco mais sobre nossos vizinhos sul-americanos e poder dividir com vocês a experiência que viverei por cerca de 18 dias. Espero voltar com histórias interessantes e que dificilmente algum meio-de-comunicação colocaria em pauta para os seus leitores.

Thiago Marcondes é Jornalista