terça-feira, 3 de abril de 2012

Eleição e corrupção andam lado-a-lado

O povo nada faz para cobrar as promessas e a impunidade permanece em praticamente todas as esferas

Por Thiago Marcondes

O ano de 2012 para os mais de 5000 municípios brasileiros será repleto de campanhas políticas para pedir votos nas eleições onde serão eleitos que ficarão no comando das cidades até pelo menos 2016. Muito dinheiro está envolvido no financiamento e, como se sabe e nem sempre se divulga, as empresas que fazem doações sempre almejam alguns contratos durante a futura gestão.

Em ano de eleições o que geralmente costuma aparecer na mídia são casos de corrupção, chantagens, escândalos e quaisquer atributos que façam os candidatos caírem em descrédito com os eleitores. Quem está no poder quer ser eleger novamente ou então emplacar seu candidato. A oposição almeja alcançar o cargo de prefeito para realizar as melhorias que as cidades necessitam, ou que eles dizem é claro. Para isso usam várias artimanhas e não se sentem envorgonhados de nada, pois o importante mesmo é vencer à todo custo.

Candidatos, políticos e aspirantes ao cargo vão às comunidades falar com os pobres, comem um botecos e feiras livres, visitam igrejas católicas e evagélicas, mesquitas, sinagogas e quaisquer templos considerados religiosos para angariar votos. Almoçam com empresários de vários seguimentos e nem ao menos se dão ao trabalho de avaliarem o tipo de pessoa que os apóiam. Mais uma vez friso aqui que o mais importante é chegar ao poder seja como for e custe o que custar.

Eles lutam por meio-ambiente, melhorias no transporte público, educação, saúde, saneamento básico e prometem mundos e fundos. Porém, ao chegarem ao poder não fazem praticamente nada e tampouco são cobrados pelo povo. Aliás, quando têm a intenção de fazer algo bom para as pessoas as bancadas nos plenários arrumam uma forma de não deixar o projeto ir à frente. A sociedade nada faz além de reclamar durante anos e anos. Tampouco se manifesta sobre o problema e quiçá lembra-se o nome do vereador em que votou na última eleição.

Talvez seja pela falta de vontade popular em cobrar as ações prometidas, explicações para os escândalos e a punição, quando compravada a corrupção, faz com que os políticos virem as costas para o povo após se elegerem. Sabem que não sofrerão retaliações e, por isso, continuam a vida numa boa como se nada tivesse acontecido.

Falta ao povo educação/informação suficiente para votarem conscientes e uma memória boa (em informática seria uma memória Geil Enhance Corsa 32GB PC10666) para sempre se lembrarem dos péssimos políticos eleitos. Assim, nas eleições seguintes o povo poderia virar as costas para eles também.

Thiago Marcondes é Jornalista

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O difícil convívio corporativo

Fofocas e conversas fiadas podem atrapalhar o desempenho no trabalho

Por Thiago Marcondes

Conviver em sociedade é algo extremamente fundamental nos dias atuais, como se não fosse no passado, para que a pessoa crie vínculos afetivos, se destaque em suas atividades e seja inserida em algum grupo social.

Geralmente as pessoas andam com outras por conta de estilo musical, gosto por leitura, orientação política e até mesmo de acordo com seu time de futebol, tema discutido no artigo "Vandalismo mata mais um torcedor" onde indivíduos, para se sentirem inseridos socialmente, aceitam brigar e tirar a vida de outros em nome de um clube de futebol.

Mas e quando a convivência deve ser, obrigatoriamente, em uma empresa onde há inúmeras pessoas de diferentes credos, origens, culturas, orientações políticas, gostos musicais e até mesmo sexuais? Os conflitos com certeza irão aparecer e deverão ser gerenciados de forma que não atrapalhe a rotina de trabalho e as relações entre os funcionários.

De um modo geral esses casos são contornados pelos próprios funcionários. Porém, o que pode afetar o dia-a-dia são as fofocas feitas entre as pessoas para justificarem um serviço onde o resultado final não foi dos melhores. Esse tipo de problema com certeza ocorre em todas as empresas e, principalmente, quando a culpa sempre vai para um colaborador que não está mais na instituição.

O mundo corporativo é totalmente diferente do mundos dos famosos, pois quando uma pessoa sai do trabalho (costumo dizer que ela já não está mais entre nós) os demais sempre atribuem os problemas ao colaborador desligados da empresas. No caso de personalidades, quando morrem (seja de morte matada ou morte morrida) viram praticamente santas e somente as qualidades são apontadas. Enfim, a culpa é do morto.

Michael Jackson pode servir de exemplo, pois em vida a mídia sempre estava atrás dele por conta dos escândalos sexuais que envolveram crianças e jovens. Depois de morto os meios de comunicação exautaram ele como um dos melhores cantores de todos os tempos (uma verdade absoluta) e se esqueceram dos supostos problemas em vida. Ou seja, santificaram um homem que antes batiam à todo custo para conseguirem vender jornais e revistas. Dar porrada e depois agradar em nome do lucro pode.

Nas empresas, as pessoas novas que chegam, não pensam em analisar os fatos. Apenas assimilar as informações, muitas vezes fofocas, como verdade e as reproduzem sem checagem alguma. Acredito piamente que isso ocorre porque o novo funcionário quer ser inserido dentro daquele determinado grupo, que pode ser chamado de setor, e vai na onda dos mais antigos.

O mundo é pequeno, ainda mais se pensarmos em um determinado seguimento, e pode ser que em um futuro não muito distante aquela pessoa que foi acusada sem poder se defender venha a ser seu chefe. A situação pode se tornar desagradável se ele souber que você falou mal dele na empresa anterior.

O correto, em casos assim, seria de analisar os fatos e os processos para somente depois tomar uma ação qualquer. Esqueça o que passou e deixe as conversas e fofocas entrarem por um ouvido e saírem pelo outro, pois ao invés de encontrar um culpado o mais certo é procurar uma solução.

Thiago Marcondes é Jornalista