terça-feira, 28 de maio de 2013

Amado Batista: o filho arrependido

Ao falar que o Brasil poderia ter sido como Cuba o artista mostra não conhecer história
 
Por Thiago Marcondes
 
Torturado pela ditadura militar que governou, digamos assim, o Brasil entre 1964-1985, o cantor de música brega Amado Batista acredita ter merecido por ter acobertado pessoas que gostariam de tomar o poder do país à força.
 
Em entrevista ao programa de Marília Gabriela, no SBT, na madrugada de domingo para segunda-feira, o cantor informou que tinha contatos com livros considerados proibidos, pois trabalhava em uma livraria e facilitava a vida dos comunistas da época ao deixá-los utilizarem o espaço para leitura das obras subversivas.
 
A opinião política deve ser respeitada e se ele acredita que a direita pode resolver os problemas do Brasil tudo bem. Porém, afirmar que o país poderia ver ser igual a Cuba ultrapassa um pouco os limites da verdade. A pequena ilha está em situação ruim porque o governo estadunidense mantém um grande embargo econômico e não os deixa livres para negociarem produtos.
 
Com a ditadura brasileira o povo não tinha liberdade de expressão, ir e vir em grupos era algo extremamente complicado e falar o que pensava podia dar cadeia, tortura e até morte. Até hoje pessoas sumidas à época não foram encontradas e o Brasil sequer conseguiu punir os responsáveis pelas barbáries. Atualmente existe a Comissão da Verdade, mas ninguém será julgado e preso pelos crimes cometidos.
 
Batista disse "...que quando uma criança cospe na sua cara, chuta sua canela, o que o pai deve fazer? Não deve corrigir? Então, eu estava fazendo a mesma coisa, que não era uma coisa correta" e, ao ser questionado sobre o valor de indenização oferecido da Comissão de Direitos Humanos e da Lei de Anistia, falou receber todos os meses pouco mais de R$ 1.000,00.
 
Os mais conservadores dirão ser direito já que houve tortura física e psicológica, mas como o cantor acredita ter sido correto o "corretivo" recebido ele deveria ter, no mínimo, vergonha na cara e não receber a indenização. Se fizer isso irá mostrar ao povo brasileiro e aos fãs que ao menos há sensatez em suas atitudes.
 
Thiago Marcondes é brega por pensar assim

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sem medo de falar

Hugo Chávez deixou a imagem de um político que ama seu povo acima de tudo
 
Por Thiago Marcondes
 
Há pouco mais de dois meses um grande líder latino perdeu a vida por conta de um câncer e os grandes meios de comunicação brasileiro apostavam, de acordo com analistas, que seu vice-presidente provavelmente não venceria as eleições.
 
Hugo Chavéz partiu, mas deixou um legado importantíssimo para as nações do sul e seus líderes. Demonstrou e provou que não há necessidade de abaixar a cabeça e acatar tudo que for dito (entende-se por imposto) pelo governo estadunidense e sua política.
 
As eleições que colocaram Maduro no poder, foram limpas e respaldadas por órgãos internacionais. A oposição disse que não reconheceria a derrota e o governo dos Estados Unidos da América demorarem para reconhecer o no presidente venezuelano, mas o fizeram à tempo de não cometer uma "gafe" política.
 
A mídia, grande opositora do Chavismo, tentou à todo custo desmoralizar o governo e lançou notícias como falta de alimento nos mercados e locais de votação abertos além do horário estabelecido, mas não adiantou em nada e a vontade do povo foi respeitada, assim como a soberania do novo governo.
 
Acredito que a democracia e as conversas são a base para o desenvolvimento de uma nação, mas às vezes Hugo Chávez realizava alguns discursos mais ríspidos e atingia diretamente aqueles iam contra seu governo e sua nação.
 
Não creio que isso seja uma solução, mas o vídeo "Los Yankes de mierda!" mostra a coragem de um político em enfrentar de frente uma grande potência que faz (sempre fez e ainda fará) de tudo para desestabilizar países por conta de interesses financeiros e políticos.
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos