segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tweets deletados por políticos podem ser consultados no portal TWOOPS

Mensagens indesejadas e deletadas podem ser vistas pelas pessoas. Os políticos não vão mais escapar de suas escorregadas

Por Thiago Marcondes

O Brasil, nos últimos anos e principalmente em 2016, vive momentos políticos turbulentos e como consequência surgiram problemas econômicos como a crise e o desemprego, além de trazer à tona toda a raiva da sociedade com pessoas que optam, politicamente, pelo lado X ou Y.

Os políticos, que participam ativamente de tudo isso, sempre dão declarações nos meios de comunicação (que muita vezes ajudam a disseminar o ódio, mas isso fica para outro post) e através de canais como facebook e twitter e informam (ou não) seus seguidores e ao mesmo tempo pode gerar algum tipo de revolta em outras pessoas.

Recentemente houve o caso do famoso "Japonês da Federal" que estava em praticamente todas as prisões feitas pela operação Lava Jato e sua figura se tornou pública e amada por muitos, inclusive políticos. Muitos, como o Bolsonaro, o veneraram e tiraram fotos em Brasília além de posts com muitos elogios. O que poucos sabiam, ou sequer pesquisaram e/ou preferiram surfar na onda da popularidade do Japa, era que ele tinha um processo na Polícia Federal por facilitar a entrada de contrabando na fronteira brasileira. Foi julgado e condenado!


Situações assim e declarações em defesa de figuras desse tipo podem causar certos constrangimentos e os políticos, através de suas equipes de comunicação, vão às mídias sociais para apagar determinadas fotos e comentários. Assim fica fácil, pois se ninguém fez um print soa como "Não falei, não comentei e pronto".

Para resolver esse problema, ou ao menos para minimizá-lo, o ativista hacker Pedro Markun desenvolveu no Labhacker, no início de 2016, o portal Twoops com intuito de monitorar situações assim. Ao acessar o site o visitante pode escolher a cidade, partido e cargo e descobrir o que foi postado e posteriormente apagado do twitter.

Com essa ferramenta a sociedade pode ao menos ver o que alguns políticos e candidatos postaram sobre determinados assuntos polêmicos e posteriormente apagaram para que suas imagens não fossem destacadas negativamente. Ao invés de ir à público para se retratarem, muitos preferem deletar os tweets e seguir a vida política como se nada tivesse acontecido. Abaixo estão os links dos sites.

Versão em português: http://twoops.org.br/
Versão em holandês: https://politwoops.nl/
Versão em inglês: http://politwoops.sunlightfoundation.com/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O solidário e humanizado povo colombiano

Por Thiago Marcondes

Estive, junto com minha esposa, na Colômbia em 2015 e no planejamento da viagem pessoas falavam que além de San Andrés e ilhas próximas de Cartagena o país não tinha nada para oferecer além das FARC, cocaína e violência.

No roteiro estavam as cidades de Cartagena, Medellín e Bogotá e poucos, inclusive colombianos, não acreditavam que eu visitaria a cidade conhecida mundialmente por conta das atrocidades de Pablo Escobar.

Por onde passei vi como o povo colombiano é carismático e receptivo. Nas ruas, no transporte público e nas atrações turísticas todos sempre prontos para ajudar as pessoas.

Apaixonado por futebol decidi ir ao jogo do Atlético Nacional, em Medellín. À época disseram ser loucura porque se no Brasil existe violência como seria a situação na Colômbia?

Foto: Carolina Giurno

Mais uma vez houve surpresa com a receptividade em torno do estádio e eu e minha esposa nos sentimos extremamente seguros.

A demonstração de solidariedade dos antioquenos e paisas (população da região de Medellín) e de todo o povo colombiano em relação ao acidente aéreo não surpreendeu este casal, pois sentimos isso quando estivemos lá.

Muitas vezes julgamos à partir de esteriótipos e notícias de jornais com apenas um viés e esquecemos de pensar, refletir. Parabéns aos colombianos, deram uma lição de humanização para o mundo.

Quem me conhece sabe que Medellín me impressionou em 2015. Depois desse episódio não tenho palavras para descrever sobre aquela população que sofreu (e ainda sofre) por muitos anos com a violência do Pablo Escobar, FARC, grupos paramilitares e milícias e guerrilhas de direita, que os jornais insistem em dar apenas notas de rodapé.