quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Piada sem noção custou emprego de Rafinha Bastos

Custe o Que Custar parece ter sido o lema do humorista e apresentador de televisão

Por Thiago Marcondes

O programa C.Q.C. (Custe o Que Custar) da TV Bandeirantes chegou às telas como algo inovador no estilo humorístico e conquistou boa fatia do IBOPE durante sua apresentação, todas as segundas-feiras, após às 22h. Chegou conquistar 6,4 pontos no mês de setembro, ou seja, aproximadamente 350 mil aparelhos de televisão sintonizados na emissora.

O programa, com seus repórteres, sempre conseguiu fazer perguntas engraçadas e ao mesmo tempo constrangedoras aos entrevistados. Políticos, em geral, são os que mais sofrem com os questionamentos e em muitos casos não sabem lidar com a situação.

No Congresso Nacional vários parlamentares recusam responder ou então falam qualquer coisa como forma de despistar os repórteres para não se complicarem. Danilo Gentilli, Felipe Andreoli, Mônica Iozzi, Oscar Filho e Rafael Cortez conseguem tirar risadas até mesmo de situações complicadas como a política nacional e no quadro "Proteste Já", onde prefeituras são postas contra a parede para explicar problemas nas cidades.

Em sua bancada, de onde o programa é apresentado ao vivo, tinham Marcelo Tas (o comandante), Marco Luque e Rafinha Bastos. Os dois últimos sempre completam as falas de Tas com piadas sobre os temas envolvidos.

Rafinha Bastos nos últimos tempos passou dos limites com as piadas ao proferir piadas que mulher feia deveria se sentir feliz por ser estuprada e, também, ao dizer "Eu comeria ela e o neném. Não tô nem aí!" sobre a cantora (sic) Wanessa Camargo que está grávida.

A primeira piada, de péssimo mal gosto, foi aceita pela direção da Band e do C.Q.C. sem que represálias ou até mesmo uma bronca, em público diga-se de passagem, fosse dada ao integrante da atração. Mas ao falar mal de Wanessa Camargo, filha de Zezé di Camargo, esposa do empresário Marcos Buaiz que é amigo pessoal do Ronaldo Fenômeno Bastos foi repreendido.

Ficou por 02 semanas fora da apresentação da atração e decidiu pedir demissão por não saber como deveria se portar ao apresentar o programa novamente. A BAND agiu corretamente ao repreender Bastos no caso, mas ao não citar a piada sobre o estupro, que atinge a sociedade, a emissora se mostrou defensora dos fortes e não das causas justas.

Bastos, ao extrapolar na piada para tentar ser engraçado, foi grosso e apelativo. Ele ao menos fez jus ao nome do programa e com certeza pensou: "Vou fazer essa piada CUSTE O QUE CUSTAR!". Custou e muito, pois além dos cerca de R$ 40 mil mensais que recebia da BAND ele viu ser cancelados shows e propagandas. Agora sua imagem foi deteriorada e sua conta bancária estagnou.

Thiago Marcondes é Jornalista e de vez em quando mal-humorado

2 comentários:

Anônimo disse...

Pois é Thiago, as participações de Rafinha no CQC sempre foram de baixo nível e apelativas. ele não fará falta ao programa caso a punição permaneça, embora o programa sempre teve assuntos e piadas picantes. Mas Rafinha sempre fazia comentários pejorativos a tudo, ofendendo artistas, esportistas e qualquer pessoa que fosse motivo de aparecer no CQC em matérias distintas.
apesar de apresentar um outro programa na Band, muito bom por sinal, merece sair do CQC.

Anônimo disse...

Olha, não sei o que acontece.. Mas as pessoas não tem liberdade de expressão? Sei que foi de de um gosto terrível, porém foi uma piada, opinião, expressão onde fará as pessoas de certo modo rir... Ele não precisa ser afastado, ele poderia no momento esta no embalo da coisa, e ter falado isso sem querer. Um pedido de desculpas formal e em publico seria de bom tamanho, vendo que existe coisas piores na tv brasileira o que o o rafinha falou não é nada comparado a "coisas na tv". Rafinha, curto você, e prefiro ver o rafinha na tv, do que ver eliana, gugu e o faustão no domingo.. ninguem merece.. rafinha, logo logo vc está em outro lugar melhor ainda e fazendo seu trabalho. Emanuel PR