quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eleições, eleições e eleições...

Será que algo vai mudar com os novos eleitos em 2011?

Estamos a apenas 03 dias das eleiçoes e o último debate para presidente acontece nesse exato momento. Como ficou claro no úlitmo texto do blog, eu não assisto aos debates pelo fato de não existir programas de governo.

Acompanho minimante, em tempo real, via twitter, algumas situações ocorridas no debate e cada vez mais fica claro que os candidatos não conseguem falar do futuro.

Nos últimos dias vimos o S.T.F. (Supremo Tribunal Federal) não finalizar a votação da lei "Ficha Limpa" e, também, não exsite uma decisão sobre quantos documentos (R.G e/ou Título de Eleitor) utilizar para votar.

Está claro que há jogo partidário, de todos os lados, para que as votações não sigam adiante. Os petistas não querem que a população utilize 02 documentos para votar porque há a possibilidade de perderem votos nos locais mais carentes, onde o povo mal tem 01 documento.

Os tucanos querem que a lei seja cumprida porque a eleição poderá não se decidir no primeiro turno (à favor de Dilma) e, corretamente, porque a aprovação de se utilizar o título de eleitor e o R.G. foi aprovada no congresso por todos os partidos.

A Folha de São Paulo, que apoia o Serra mas não deixa isso explícito, tentou à todo custo obter dados do processo de Dilma da época da ditadura. Concordo que a população necessita de informação, mas porque a solicitação às vésperas da eleição? Isso é tão sujo quanto a quebra de sigilo.

A lei do "Ficha Limpa" é mais simples de explicar, pois todos os partidos têm algum candidato com processo nas costas e por isso não foi votada.

Enfim, o jogo partidário está em todos os lugares e, ao meu ver, o que mais interessa é estar no poder custe o que custar. O povo, que deveria ser o mais beneficiado, fica à esmo no pleito.

Equador: À beira de um colapso

Crise entre governo e policiais faz país declarar estado de emergência por 05 dias

A América do Sul está em momentos de decisões importantíssimas e a população, em tempos como os atuais, são essenciais para decidir o rumo dos países.

Vou citar 02 nações que no dia de hoje estão em processos distintos, porém que decidirão seus futuro. Brasil e Equador, países sem terras fronteiriças um com o outro, estão à todo vapor em sua vida política.

O Equador, de uma hora para outra (claro que não assim, porém como a mídia não cobre a América Latina nós não temos conhecimento dos fatos em países vizinhos), teve as estradas e o aeroporto, da capital Quito, tomados pelos policiais do país.

A situação surgiu por conta de uma reforma salarial introduzida pelo governo. Ao tentar negociar, o presidente Rafael Correa foi alvejado por bombas de gás lacrimogênio e foi socorrido.

O país, de acordo com o próprio presidente e com a análise de alguns especialistas, pode sofrer um golpe de Estado e ter um novo comando no poder da nação. Rafael Correia sempre foi alvo de críticas por ser alinhado com ideais de esquerda, que também recebe críticas por conseguir se manter no poder através de ditaduras como Cuba e  Coréia do Norte.

Correia foi eleito pelo voto direto e tem todo o direito de concluir seu mandato a não ser que seja cassado por corrupção e outros crimes. Fora isso ele continua no cargo e deve ser respeitado. O que a direita (inclui aqui os jornalões como Folha de São Paulo, O Globo e o Estado de São Paulo) vão dizer do suposto golpe contra o líder equatoriano?

Por enquanto, ao que me parece, apenas relatam os fatos, mas ainda não conseguiram explicar corretamente o reforma salarial e como foi a revolta dos policiais. O correto será ratificar o cargo de presidente e informar aos leitores o que ocorre. Mas esperaremos para ver o que acontece.

Vale ressaltar que para um golpe de estado ser bem sucedido os golpistas devem ter apoio da maioria da população e, também, do governo. Até o momento não é isso que acontece.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Debate para quê?

Espaço destinado para difundir projetos serve de ataque e defesa em relação aos governos passsados

Em 2010 fiz uma promessa de que acompanharia todos os debates, tanto para governador como para presidente, com a intenção de avaliar qual o melhor candidato (ou o menos pior) que receberia a minha confiança para melhorar o Brasil. Pois é, não cumpri e vou explicar as razões.

Já no primeiro debate, promovido pela Bandeirantes em 05/08/2010, os candidatos somente atacaram uns aos outros. As propostas de governo não vieram à tona para que os eleitores tivessem conhecimento do que seria feito e o para o povo ficou a ver navios.

Ao acompanhar a cobertura política  nos jornais e televisões vi somente ataques e comparações de quem (F.H.C. e Lula) fez mais ou fez menos pelo Brasil. Depois disso, não consegui assistir nem aos debates para governador.

O que ficou bem claro é que as campanhas utilizam o espaço do debate para não falarem nada que agregue ao público. Somente o passado (fatos ruins é claro)dos governos são citados e o futuro da nação é deixado de lado.

Não assisti o debate de ontem promovido pela Record e, com certeza, não assistirei que será realizado na próxima quinta-feira (30/09/2010) pela Rede Globo, uma emissora que faz polítcia ao invés de informar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Que País É Este

O passado está sempre em nosso presente. Pode acreditar!

Há pouco dias das eleições os jornais noticiam escândalos e mais escândalos. No caso do PT a mídia é bem mais enfática e parece que faz com prazer para que Dilma não alcance o planalto.

Para as demais situações apenas uma "notinha" para explicar fatos como a foto de Alckmin com um suposto chefão do P.C.C. Mas, no momento, não vem ao caso  qual partido/candidato é mais atingido pelos meios de comunicação.

No momento, o que realmente importa para a sociedade, é a credibilidade que os políticos e candidatos têm para fazer algo construtivo para o país e não somente em benefício próprio.

Muitas pessoas afirmam não acreditar em políticos e tampouco na política, porém pensam que o Brasil tem futuro e que seus filhos e netos viverão condições melhores.

A música "Que País É Este", composta por Renato Russo há 32 anos atrás, expressa muito bem o pensamento de grande parte da sociedade em relação a política brasileira.

Quem diria que uma canção composta em 1978 durante a ditadura militar, para fazer crítica ao regime da época, serviria para ilustrar os dias de hoje? Acredito que nem o próprio Renato Russo pensou nisso!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Chade: Mais um caso de corrupção

Comandado com mão de ferro por Idryss Deby desde 1990, o país africano ainda sofre com corrupção e falta de estrutura social

Localizado no centro-norte da África, o Chade é mais um país africano que foi colonizado pelos franceses e que desde a década de 60 se tornou independente para seguir seu rumo.

Depois de ter se tornado uma nação livre, a era de democracia que todos esperaram por vir durou pouco tempo. A nação mergulhou em uma onda de golpes contra o governo e em uma guerra civil que dura até os dias atuais. Porém em menor escala.

No passado as empresas não investiam no país, grande de fonte de petróleo na região, porque sua economia era instável devido o problema com a guerra. Atualmente empresas chinesas jogam grandes quantidades de dinheiro no país para explorar o recurso natural.

O Chade, como o vizinho Sudão que também tem muito petróleo, guerra civil e um presidente considerado ditador, poderia ter um padrão de vida elevado se os lucros dos recursos naturais fossem investidos na sociedade.

Assim como a maioria das nações africanas que conquistaram a independência de seus colonizadores, o Chade se tornou objeto de corrupção na mão dos políticos que a qualquer custam queriam (e com certeza a oposição - se é que existe - ainda quer) chegar ao poder para ganharem muito dinheiro com isso.

A elite local não se importa em andar com carros caros e ter boas casas enquanto grande parte da população não tem acesso a saúde, moradia e saneamento básico. Mesmo que isso continue a gerar violência no país.

Apesar de tudo isso o governo do Chade diz que a vida das pessoas melhorou. Basta ver pelos números, pois os homens têm expectativa de vida de 52 anos contra 47 anteriormente. Já as mulheres passaram de 49 para 55.

Que avanço!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

11 de Setembro: Um dia para ser lembrado

02 anos diferentes, 02 acontecimentos históricos e 01 fato esquecido

O dia "11 de setembro" está marcado na vida de milhões de pessoas nas Américas e no mundo. Não se trata somente do atentado terrorista ocorrido contra as Torres Gêmeas em 2001, mas também da morte de Salvador Allende quando presidia o Chile, em 1973.

Allende foi o primeiro presidente com ideais marxistas a ser eleito pelo voto direto (em 1970) na América Latina. Seu governo tinha uma linha socialista e ocorreu durante o auge da Guerra Fria, quando os Estados Unidos tentavam a qualquer custo impedir que demais nações tomassem o mesmo caminho de Cuba.

O estilo de governo implementado no Chile dava mais condições à população de melhorar sua vida. Allende nacionalizou as minas de cobre, que pertenciam aos magnatas da época, e isso gerou desconforto na elite.

Essa mesma elite começou a lutar contra o governo popular e bens de consumo básico sumiram das prateleiras dos mercados. Somente os ricos conseguiam comprá-los através do mercado negro.

A Situação política chilena ficou instável e um golpe militar começou a ser preparado com apoio do governo estadunidense e, também, da CIA. Afinal, os detentores de todo o lucro não queriam dividí-lo com a parcela pobre da população.

No dia 11 de setembro o exército chileno, liderado pelo General Augusto Pinochet, invadiu o palácio de La Moneda e tomou o poder do país. Nesse mesmo dia foi constatada a morte de Salvador Allende, que lutou para que a nação não caísse em uma ditadura.

Existem 02 versões sobre a morte de Allende. Alguns acreditam que ele tenha se suicidado com a arma que havia ganho de Fidel Castro. Já outros crêem que ele foi morto durante a invasão do palácio.

Um governo de esquerda, como o de Allende, no poder em países latinos causa impacto até os dias atuais e os grandes capitalistas fazem de tudo para derrubá-lo. Basta verificarmos nas notícias, pois o 11 de setembro somente é lembrado por causa das Torres Gêmeas.

Clique aqui para ler a entrevista sobre o Golpe no Chile

Entrevista

Salvador Allende foi o primeiro presidente de origem socialista eleito pelo voto direito. O modelo político implementdo foi importante porque lutou contra a forma de governar da elite mundial durante a Guerra Fria.

Especialista em Jornalismo Internacional pela PUC-SP e mestre em Ciências da Comunicação pela USP, o professor de Jornalismo Alexandre Barbosa tem um sítio (http://www.latinoamericano.jor.br/) voltado para a América Latina. Gentilmente ele concedeu uma entrevista ao blog para ajudar a compreender melhor a importância do 11de setembro.

Pensando no dia-a-dia: Qual a importância da eleição de Salvador Allende para a América Latina?
Alexandre Barbosa: Allende foi o primeiro presidente marxista, com uma plataforma socialista a ser eleito pelo voto direto. E isso aconteceu justamente na América Latina, que era um quintal estadunidense. Além disso, era uma época em que, graças à Revolução Cubana havia uma série de movimentos armados pelo continente e muitos planejavam derrubar as ditaduras respectivas e implantar governos socilistas, com no Brasil. A eleição de Allende trouxe de volta a perspectiva para a esquerda da chegada ao poder pela via pacífica. Entre as medidas adotadas estava a nacionalização de minas de cobre; Muitas pertenciam a companhias norte-americanas.

Pensando no dia-a-dia: Os estadunidenses eram contra a ditadura cubana e soviética. Mas porque apoiram golpes na América Latina e, especialmente, no Chile?
Alexandre Barbosa: Na verdade, desde a Revolução Cubana os EUA tinham como meta impedir o surgimento de uma nova "Cuba" a qualquer custo. Por isso apoiavam regimes que, por mais duros e sanguinários que fossem, detivessem a avanço das esquedas.

Pensando no dia-a-dia: Mesmo com o desemprego, inflação a e falta de alimentos básicos o povo apoiava o governo de Allende. Por que um levante popular não conseguiu deter o golpe?
Alexandre Barbosa: É preciso compreender a história chilena para entender o período. O que aconteceu nos últimos anos de Allende um lockou, ou greve de empresários que patrocinaram também paralisações de caminhoneiros por exemplo. Isso gerou um desabastecimento. A esquerda sabia que esses produtos eram consumidos pela elite que os comprava no mercado negro. De fato, no dia seguinte ao golpe esses produtos voltaram aos mercados. A esquerda tentou combater o lockout ocupando fábricas  e coletivizando a produção, mas o golpe chegou antes.

Pensando no dia-a-dia: Quais foram os maiores impactos sociais do golpe e da ditadura chilena?
Alexandre Barbosa: Primeiro ela derrotou a única tentativa da esquerda na América Latina, até então, de chegar ao poder pela via eleitoral. Foi uma derrota que, associada depois à derrota das guerrilhas, gerou um recuo da esquerda que não soube se articular nesse período. Por outro lado o golpe a morte e desaparecimento de mais de 3 mil pessoas. Outra consequência foi, já durante os anos 80, a implantação do neliberalismo. Foi no Chile que os primeiros passos  do modelo neoliberal foram implantados. Como era uma ditadura, ficava mais "fácil" a retirada dos direitos sociais.

Pensando do dia-a-dia: A Guerra Fria acabou com a queda do muro de Berlin, mas parece que o medo do socialismo na América Latina ainda permanece. Por quê?
Alexandre Barbosa: Há uma elite autóctene associada ao capital estrangeiro que desde a época colonial se encastelou  no poder. O latifúndio na América Latina, por exemplo, é herdeiro do processo de exploração colonial e dos governos de pactos  de elite que se sucederam. Portanto, é muito difícil que essa elite abra mão do seu poder.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não Existe Política para a População Carcerária

As punições existentes nas detenções não educam o detento para o convívio com a sociedade

Ao contrário do que muitos pensam, o sistema prisional brasileiro não reeduca o presidiário e tampouco o insere na sociedade novamente.

As cadeias paulistas, atualmente, são similares as que as mídias noticiam que existem no Rio de Janeiro. Está bem claro que o Estado encaminha os detentos para as prisões chamadas "dos comandos", ou seja, são encarceirados de acordo com a facção a qual pertencem.

Em São Paulo, antes de 2006, não se ouvia falar de facções que controlavam o crime no Estado e com capacidade de promover o pânico como ocorreu naquela época. Mas após os ataques do P.C.C. (Primeiro Comando da Capital) a situação mudou.

O que existe agora são cadeias onde, assim como no Rio, os detentos são enviados de acordo com a facção a qual pertencem. Isso demonstra cada vez mais que o Estado não tem o controle da população carcerária.

E o pior de tudo: não existe uma política para inserir o dentento na sociedade. O que há são entidades religiosas dentro das carceragens que os tiram das ruas e fornecem auxílio.

Este blog sempre afirmou que o investimento deve ser na educação de base para que no futuro não se gaste com prisões. Porém, o governo também deve investir para que a população carcerária, ao sair da detenção, tenha alguma profissão e chances de entrar no mercado de trabalho.

Ainda existe muito preconceito com ex-detentos, porém, somente um trabalho assim poderá fazer com que se sintam parte do povo. Isso é um alerta para o futuro, pois até o momento não vimos um candidato com uma proposta positiva para essa população.