terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Protestar às vezes faz bem

Quando a sociedade acordar e ver o poder que tem, com certeza os políticos andarão na linha e terão medo de perder seus cargos

Protestos da população contra o governo da Tunísia derruba Ben Ali, ditador que estava no poder há cerca de 23 anos. O povo não aguentava mais a situação de desemprego e falta de perpesctivas de decidiu agir por conta para fazer justiça.

No Egito a população para querer seguir os passos tunisianos e protestaram com o ditador Hosni Mubarak, que está há 30 anos poder e tem total apoio estadunidense na região, já que consegue negociar com o Hammas (Palestina) e não é inimigo de Israel.

Muammar Gaddafi governa a Líbia desde 1969 e não aprovou os fatos ocorridos na Tunísia e no Egito, pois se a moda pega no continente africano seu império pode estar em risco e seu poder diminuído à ponto de se dizimado.

Claro, quando se trata de Egito e Líbia pode ser utopia que ambos os ditadores sejam depostos do poder atualmente. Porém, em alguns anos quem sabe a democracia apareça na África, ainda mais nesses países controlados com mãos-de-ferro.

Na Brasil a ditadura acabou em 1985, porém muita coisa daquela época ruim em nossa história persiste até os dias de hoje e a herança mais emblemática de tudo isso podemos dizer que é José Sarney.

A população brasileira poderia se reunir e protestar contra um cara que está no poder há 50 anos e com tantas falcatruas para continuar a mandar e desmandar na política, em políticos e tudo o que estiver em sua frente e para quê? Para se enriquecer ilicitamente. O Maranhão que o diga e o Amapá está no mesmo caminho.

A capital federal, Brasília, e sua construção foi justamente elaborada para ficar longe dos grandes centros, onde as pesssoas podiam facilmente protestar diante da sede do governo é lá que José Sarney passa grande parte do seu tempo.

Mas quem sabe um dia a gente se conscientize e faça algo para não eleger o Sarney e seu clã? Seria bom não?! Aliás, antes de tudo podíamos protestar por uma reforma polítcia, pois ao votarmos em podemos eleger outro como vimos no caso do Tiririca.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Rússia, sede da Copa do Mundo de 2018, sofre mais um atentado

Atualizado em 25/01/2011 às 10h18m.

O atentado de hoje (14/01/2011) não foi o primeiro e não será o último. Problema na região do cáucaso pode ser a causa

Desde o final da União Soviética, em meados de 1991, a Rússia vive conturbados problemas políticos, sociais e econômicos. Ainda na década de 90 sofreu com a crise mundial e toda a sociedade sentiu na pele problemas de dinheiro e emprego.

De lá para cá inúmeras transformações ocorreram e, também, tiveram confrontos com a Geórgia por tentarem invadir a Ossétia do Sul em 2008. Divergências com a Ucrânia ainda ocorrem por causa do gás e por que os Estados Unidos querem puxar as ex-potências soviéticas para o seu lado.

Hoje, dia 24/01/2011, mais um dia para marcar a história da nação russa por conta de explosão de uma bomba no aeroporto internacional de Moscou (Domodedovo) e matou ao menos 35 pessoas e feriu cerca de 130, de acodo com o portal UOL.

Na história recente dos russos (2002) um teatro da capital foi invadido e todas as pessoas se tornaram reféns, inclusive alguns turistas. O resultado final da tragédia foi de mais de 100 mortos em ação da polícia contra os "sequestradores". Em 2004 tivemos episódios como os atentados em uma escola na cidade de Beslan, na Ossétia do Norte, onde mais de 330 pessoas morreram sendo que 186 eram crianças. Essas foram somente algumas das situações vividas pelos russos na última década onde metrô também foi palco de violência.

Em todos os casos os acusados são os separatistas chechênos que utilizam de força e violência para chamar atenção do mundo ao seu problema. A Rússia mantém seu exército na Chechênia para combater os insurgentes que almejam a separação e, posteriormente, a criação de um novo estado.

O caráter da disputa além de ser político é também religioso, pois a população da Chechênia tem como religião o islamismo enquanto na Rússia o que predomina são os cristãos ortodoxos. Cansados de se submeterem ao controle dos russos eles tentam há tempos sua independência.

Ainda não se sabe quem cometeu os atentados de hoje, porém pode-se dizer com mais de 95% de certeza que o governo russo tentará à tudo custo provar que foram os separatistas chechênos, considerados terroristas por grande parte do globo.

Não podemos concordar com tal atitude de explodir bombas um locais públicos e que pessoas inocentes morrem ou são feridas. Porém, devemos ficar atentos para as atrocidades cometidas pelos russos ao manterem um exército na Chechênia, como forma de invasão similar a dos E.U.A. no Iraque e Afeganistão, onde eles cometem abusos contra a população por conta de sua religião e origem.

A mídia gosta de falar e condenar grandes catástrofes, atentados e mortes. Mas ao deixar de divulgar informação sobre o que ocorre com os chechênos elas apenas assina mais alguns atestados de óbito e crimes contra a humanidade.

Para um país que sediará a Copa do Mundo de 2018 está mais do que na hora de ter a situação resolvido de forma pacífica e sem que vidas sejam desperdiçadas.

Honoráveis Bandidos

No Maranhão a democracia existe desde que o poder esteja com a família Sarney

Recentemente terminei de ler o livro "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney", escrito pelo jornalista Palmério Dória e publicado pela editora "Geração Editorial" e, apesar de todos sabermos de estílo político de José Sarney, através da leitura podemos ver o tamanho de sua influência no Brasil.

Além de alguns trechos engraçados como a origem do nome Sarney, que seu avô colocou em seu pai para homenagear um inglês conhecido no porto maranhense como "Sir Ney", temos também inúmeras falcatruas durante seus 50 anos de vida política.

Aliás, José Sarney se chamava "José Ribamar Ferreira de Araújo Costa" e decidiu incluir "Sarney" porque seu pai era um homem de extrema importância na polícita do Maranhão e, assim, ele seria conhecido também.

O livro narra um episódio, no Rio de Janeiro, no ano de 1987, em que as pessoas já protestavam contra seu gorverno (na época era presidente do Brasil) e entoavem cantos como "Sarney ladrão, Pinochet do Maranhão" e "Sarney salafrário, está roubando meu salário". Tudo isso por conta da alta inflação que afetava a economia brasileira e diminuiu o poder de aquisição da sociedade.

Em algumas partes pode ver que através de sua influência mantinha pessoas de confiança em gabinetes e ministérios e, dessa forma, estava sempre com alguém em poder de tomar decisões à seu favor. O clã Sarney mostra-se muito maior do que pensamos, pois ultrapassa as barreiras de Maranhão e chega ao Amapá.

Enriquecimento ilícito dele e daqueles que o rodeiam, favorecimento político e concessões emn troca de apoio. Essas e muitas outras histórias estão nesse livro que nos mostra, ou melhor confirma, que é José Sarney e o que ele fez (e ainda faz) para se manter no poder.

Na visão do jornalista e autor do livro o predomínio da família Sarney no Maranhão fez com que o estado se tornasse e menos desenvolvido e um dos mais críticos do Brasil em relação à educação, saúde e emprego.

Caso tenha vontade de saber um pouco mais sobre as histórias do clã Sarney vale à pena ler o livro que pode ser comprado por cerca de R$ 25,00 nas livrarias do Brasil. Se você for do Maranhão o melhor é encomendar pela internet, pois não acredito que essa publicação esteja disponível por aí!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Tunísia é a bola vez

Enquanto Sudão e Costa do Marfim continuam com problemas a mídia só tem olhos para os tunisianos

O continente africano há tempos está conturbado por problemas políticos, sociais e econômicos nos quais podemos dizer guerras cívis, corrupção e fome à praticamente toda a sociedade.

A mídia, recentemente, focou os olhares para países como Sudão e Costa do Marfim por estarem em momentos em que a democracia pode surgir (no caso sudanês) e poderia (no caso dos marfineses) para trazer um pouco de esperança para o futuro.

O Sudão viveu uma eleição para decidir se sobre a separação da nação situação assim na África podem gerar mais guerras do que as já existentes. O resultado do pleito ainda não saiu, mas uma reportagem da Al Jazeera informa que provavelmente o Sul (negro e cristão) vencerá e criará um novo país, distinto do Norte (árabe e muçulmano).

No caso da Costa do Marfim eleições foram realizadas e o candidato da oposição, Alassane Ouattara, foi considerado vitorioso. Porém, após uma decisão do corte nacional os votos foram recontados e o presidente Laurent Gbagbo reeleito. Após a revogação do resultado manifestantes foram às ruas e pessoas perderam suas vidas.

O presidente reeleito se diz no poder assim como a oposição, que montou sua sede em um hotel da capital Abidjan sob a forte segurança das tropas da O.N.U. Dessa forma a nação ficou com 02 presidentes, situação que permanece até o momento.

Em ambos os casos pessoas morreram e ainda morrem, porém a situação ainda não foi resolvida e ninguém sabe ao certo o que será do futuro. Pode ser que a democracia prevaleça como poder ser que não e, nesse caso, mais violência em um continente tão devastado.

Ainda assim a mídia brasileira parece ter olhos somente para outro país africano, a Tunisia, que através de protestos da população conseguiu derrubar o ditador Zine Al-Abidine Ben Ali, no poder há cerca de 23 anos com mãos de ferro.

Na Tunísia pessoas também morreram e o que desencandeou os protestos foi um jovem que ateou fogo no próprio fogo em reação a falta de emprego e, também a situação econômica e social do país. Mas porque a mídia deixou de falar dos outros 02 casos?

De população majoritariamente árabe o país nunca incomoudou os interesses estadunidenses por conta do extremismo religioso e, ainda por cima, sempre foi considerado um roteiro turístico para sem que os visitantes se sentissem incomodados ou receosos durante sua estadia.

Aliás, poucos sabiam que a Tunísia é um país africano até o momento em que Ben Ali fugiu para não ser capturado e deposto. Tampouco sabiam que seu governante era um ditador com mãos-de-ferro sob o povo.

A mídia prestou um serviço ao noticiar o fato, mas foi negligente ao esquecer o Sudão e a Costa do Marfim. Tudo isso sob os olhos da sociedade e claramente por ser à favor da política estadunidense.

Negros, pobres e árabes quando em situações desumanas não são notícias. Aliás, até são. Mas quando os interesses dos Estados Unidos estão em jogo no cenário mundial.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tudo é questão de educação e cidadania

Somente a conscientização da sociedade poderá ajudar a combater problemas vividos atualmente

Recentemente no blog tenho postado sobre as chuvas e a falta de ação política para dar auxílio às famílias (em geral quem mais sofre com isso é a classe baixa da sociedade) e, também, pouca ação em medidas preventivas.

Culpar o governo ou cobrar melhorias e não medidas de emergência deve ocorrer em toda sociedade do mundo para obter seus direitos. Porém, o povo deve ter a consciência de que tem deveres à cumprir.

Tornou-se comum e rotineiro nas cidades jogar lixos nas calçadas, ruas e avenidas e toda essa sujeira vai para os bueiros quando chove. Dessa forma o sistema de esgoto entope e, junto com os temporais, ajudam a piorar a situação.

Devemos cobrar educação e cidadania do próximo, pois a melhora da sociedade em conjunto com ações políticas com certeza contribuirá para que os problemas de chuva enfrentados recentemente sejam, ao menos, minimizado.

Não basta ajudar as pessoas somente depois que perdem suas casas, o ser humano deve pensar que a atitude tomada hoje pode ter um grande impacto (bom ou ruim) no futuro.

Para entenderem melhor (ou de uma forma diferente a situação) podem ler o blog "Pensamento Liberal" do escritor Ivan Jubert, onde o texto "O quê fazer" trata sobre situações onde a ajuda aparece somente em situações de caos, como no Rio de Janeiro.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

No B.B.B. da realidade o prêmio final é a vida

Viver trancafiado em local luxuoso é ruim. Mas como é viver sob o perigo eminente de perder tudo, inclusive a vida, a qualquer momento?

Durante as apresentações do B.B.B., Pedro Bial sempre se refere aos protagonistas como os heróis por estarem confinados em uma casa, com um bando de desconhecidos, longe de amigos e família, privados da liberdade e de informações.

Concordo que ficar sem algumas sem informações e liberdade não é legal, mas chamá-los de heróis chega a ser um absurdo. Todos têm direito a alimentação, saúde, moradia luxuosa com piscina, academia etc, lazer e não ficam na ociosidade.

Gostaria muito que o B.B.B. fosse em uma residência de apenas 01 quarto e 01 cozinha para todos os participantes. Banheiro, seria fora da casa porque não tem espaço dentro. Água encanada seria luxo demais. Portanto as roupas seriam lavadas com água sabe-se Deus de onde.

E como fariam quando utilizassem o banheiro? Bom, encheriam o balde com a água suja da roupa lavada e a usariam para higienizar o local. Simples não?!

Na hora de dormir poderiam revezar em turnos em momentos de super-lotação. Para um participante não incomodar o outro se deitariam um para baixo e outro para cima no colchão. Cama não teriam e muito menos cobertor. Para se aquecerem usariam o calor humano mesmo.

Como seriam as provas do líder e os candidatos ao paredão? Provavelmente não teríamos essa opção, pois com as chuvas dos dias atuais provavelmente todos seriam eliminados após enchentes ou deslizamento de terra.

Agora digam: quem são os verdadeiros heróis?

sábado, 15 de janeiro de 2011

Chuvas e sensacionalismo na T.V.

A cobertura midiática das enchentes mostra o "mais-do-mesmo" e não informa em nada a população

Ontem, 15/01/2011, choveu forte na cidade de São Paulo e na região metropolitana de forma que inúmeros ponto foram alagados, pessoas não poderam ir para casa e mais uma vez o Jardim Pantanal (zona leste da cidade) foi prejudicado.

A mídia cobriu o fato, mas está mais voltada para a tragédia na região Serrana do Rio de  Janeiro onde mais de 550 pessoas perderam suas vidas e milhares estão sem o mínimo de infra-estrutura como moradia, alimentação e saúde.

Não sou muito de assistir televisão, mas ontem consegui (e olha que isso é muito difícil) assisitir um pouco do "Brasil Urgente", apresentado pelo Datena na TV Bandeirantes, e por sinal não tenho vontade de vê-lo novamente.

Minimamente o programa mostrou os locais de enchente e informou a população de São Paulo sobre quais pontos da cidade estavam com problemas. O restante é somente sensacionalismo e com poucos detalhes do que deveria ser feito para evitar o problema.

Praticamente toda a cobertura de ontem, pelo menos nos 20 minutos em que assisti, o Brasil Urgente mostrou "REPETIDAMENTE" a queda de uma casa que foi flagrada pelo comandante Hamilton durante seu vôo pela região metropolitana de São Paulo.

Entrevistas com especialistas ou políticos e autoridades não existem. Tampouco opiniões sobre o porque inúmeros locais enchem, a falta de condições nesses locais e o plano de prevenção para o futuro.

A cobertura do programa remete-se apenas a mostrar desgraças sem informação para a população e o público. Sensacionalismo puro para garantir audiência e verba de publicadade durante os intervalos.

A mídia deveria cumprir seu papel de informar com qualidade e não somente de obter lucros às custas  dos problemas alheios. Quando o povo perceber que nada lhe agrega assistir esse tipo de programação quem sabe não aparece algo de qualidade na TV brasileira.

Enquanto isso a gente se comove com o drama da novela ou os "heróis" do B.B.B. que estão confinados, longe de casa, da família e dos amigos, Mas com uma mordomia absurda.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chuvas: para quê prevenir se é melhor remediar

Enquanto os governos não trabalharem na prevenção de temporais a população ficará à deriva

As chuvas nos últimos dias na cidade de São Paulo e no Grande A.B.C. provocaram enchentes, desabamentos, perdas de carros, móveis, casas e vidas. Pessoas se atrasaram para chegar no trabalho por conta do trânsito nas regiões que permaneceram alagadas mesmo horas após o final da tempestade.

O prefeito, Gilberto Kassab, falou em alto e bom som que a culpa do caos na cidade é da chuva. Ou seja, o poder público nada faz e a natureza é a culpada? Nesse caso a população deve processar quem? Deus? A igreja? Mas qual das igrejas? Deixaremos os julgamentos religiosos para o clero e seguiremos para o problema do povo.

Concordo que as enchentes ocorreram por que choveu muito na cidade, mas culpar a mãe natureza pelas tragédias é um absurdo. O homem invadiu esse espaço para construir casas, prédios e estradas em locais impróprios e não tomou sequer o cuidado de se prevenir.

Os problemas com chuvas são antigos e não se pode esperar que no próximo ano choverá menos e enchentes e deslizamentos nas cidades deixarão de acontecer. 2009 e 2010 foram assim e nenhuma medida de prevenção foi feita.

O jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, sofre mais uma vez com problemas por conta da enorme quantidade de água e qual a medida da prefeitura? Dar auxílio aluguel para se mudarem.  Fizeram isso em 2010 e agora, em 2011, todo o bairro está embaixo d'água novamente.

Está mais do que na hora de os governantes (sejam de nível municipal, estadual ou federal) pensarem em medidas preventivas para que a população não veja o pouco de  coisa que tem ir por água abaixo, literalmente, em períodos de chuva.

Políticas habitacionais devem ser implantadas para transferir a população de áreas de risco para locais seguros e apropriados com segurança, saúde, saneamento básico e transporte decente. Sem isso jamais conseguiremos evoluir como uma sociedade justa para todos.

Culpar Deus, utilizando a mãe natureza como subterfúgio, de nada adianta. Imagine se o povo se revolta e resolve utilizar métodos da inquisição para tirar o Kassab do poder?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O poder cultural do B.B.B.

Público fiél e verba de propaganda polpuda faz a TV brasileira manter a mesma programação durante as festividades

Os finais e inícios de ano parecem não mudar na programação televisiva do Brasil e a virada de 2010 para 2011 apenas comprovou isso.

Os filmes natalinos são sempre os mesmos com imagens do papai noel, suas renas e sempre a idéia de consumismo demonstrada através dos presentes. Ainda podemos falar nos especiais de final de ano sempre estrelados por Roberto Carlos e a Xuxa. Praticamente nada falam do nascimento de Cristo e da importância histórica do Natal.

Sei que as festividades já passaram, mas os exemplos acima ilustram a situação do início dos anos. À partir do dia 01 de cada ano o assunto torna-se o carnaval de São Paulo e Rio de Janeiro e as tevês mostram ensaios, barracões das escolas, preços dos ingressos e as mulatas na telinha.

A invasão do reality show nas telas

Mas nos últimos 10 (ou 11 anos, sei lá) a Globo sempre forta na divulgação do B.B.B., um programa que para este blogueiro visa somente o interesse de saber da vida alheia além de torcer para algumas brigas entre os participantes.

Pedro Bial, o apresentador "célebre" do reality show adora enaltecer os escolhidos como heróis para estarem no programa e, também, por suportarem a pressão do confinamento com pessoas totalmente desconhecidas umas das outras.

Aliás, pessoas essas que em sua grande maioria fazem parte do mundo artístico ou com vínculo bem próximo dos poderosos. Sempre são modelos, ex-dançarinas e amigos do amigo que é um B.B.B.

Tudo armado e ainda assim o público vangloria o programa que obtém audiências enormes. Com isso as empresas realizam propagandas e pagam milhões à emissora que envia ao ar algo totalmente sem informação e de teor cultural duvidoso e negligente.

As pessoas nas ruas, metrôs, trabalho etc comentam apenas sobre a eliminação, quem pegou quem e por aí vai. Parece até um vizinho falando do outro.

Falar do poder cultural acredito não ser correto, pois no meu caso o B.B.B. tornou-se algo totalmente útil. Sempre que ele vai ao ar eu saio da sala e vou ler livros e revistas.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sudão do Sul: um novo Estado, uma nova guerra?

As independências nem sempre foram pacíficas e, na África, qualquer movimentação pode estourar novos confrontos

O Sudão é o maior país do continente africano e nos últimos 50 anos enfrentou 02 guerras cívis que resultaram na morte de ao menos 23 milhões de pessoas e a desestabilização política, social e econômica da não. O norte da nação tem maioria árabe e muçulmana enquanto no sul vivem os negros que são cristãos ou animistas (crenças africanas).

O sul diz ser colonizado pelo norte e há tempos luta pela separação. Aliás, a última guerra civil cessou em 2005 e os cristões mantém um governo autônomo baseado em Juba, a capital do que poderá ser o Sudão do Sul.

Hoje, 09/01/2011, começa o referendo para que os sulistas decidam se a nação será separada ou não. Mas ao que tudo indica, inclusive as pesquisas (que não são confiáveis), a separação é inevitável e o 193º do mundo será criado.

O Sudão é rico em petróleo e com a separação o sul ficará com a maior parte das reservas. Atualmente o dinheiro recebido é dividido pela metado entre o norte e o sul, mas não se sabe como ficará caso ocorra a independência.

Aliás, o atual presidente do Sudão (Omar al Bashir), declarou que respeitará a decisão do povo. Mas quando se fala de África fica difícil acreditar que um resultado à favor da oposição seja respitado. Temos como exemplo recente a Costa do Marfim.

Se o norte decidir não respeitar a decisão uma nova guerra pode se iniciar na África e mais vidas podem ser perdidas. O governo de Bashir é especialista nisso e acredita-se que em Darfur tenham cometido genocídio e tirado a vida de mais de 300 mil pessoas.

Mas se respeitar a decisão, o Sudão do Sul já nascerá um país falido e sem o mínimo de condições sociais como educação, saúde, habitação, para a população.

Com mais de 70% de adultos analfabetos e infra-estrutura precária poderá se tornar a nação mais pobre do mundo, assim como o Timor Leste quando conseguiu a independência da Indonésia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

África: um futuro instável e indefinido

Eleições no continente servem para mostrar a democracia e os resultados, a DITADURA

No final de 2007 o Quênia, país de nascimento do pai de Barak Obama, tinha eleições diretas para eleger o sucessor presidencial de forma democrática e pacífica. Concorria Mwai Kibaki  para tentar se reeleger e Raiala Odinga, líder da oposição que tentava obter o poder.

Kibaki foi reeleito, porém o resultado do pleito foi contestado pela oposição e uma onde de violência foi iniciada no país. Inúmeras pessoas morreram durante os conflitos, governos internacionais expressaram preocupações e no final nada aconteceu.

No ano de 2008 foi a vez do Zimbábue, país vizinho da África do Sul, tentar eleger uma presidente de forma democrática. Resultado: o candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, afirmava que havia derrotado Robert Mugabe, que governa desde 1980, e mais um conflito começou no continente africano.

Conflitos nas ruas de Harare, capital do país, foram iniciados e inúmeras pessoas que apoiavam a oposição morreram. A justiça do país interviu na situação e manteve Mugabe no poder, onde governa o Zimbábue até os dias atuais.

Recentemente, no final de 2010, vimos a situação da Costam do Marfim onde o resultato das eleições deu a vitória para o candidato da oposição, Alassane Ouattara, e acreditava-se que seria a primeira transição pacífica.

Porém, como foi apontado por este blog, a justiça do país alegou erro na contagem e pela primeira vez na história a decisão foi revogada e a vitória foi dada para o candidato à reeleição, Laurent Gbagdo. Assim como no Quênia e no Zimbábue conflitos ocorreram e cerca de 170 pessoas perderam suas vidas durante o protesto.

A independência dos países africanos é recente e a democracia no continente ainda tem muito para amadurecer. Porém, os atuais líderes parecem não se lembrar dos sacríficios e vidas perdidas na luta para se livrarem das colônias.

Poder e corrupção corrompem as pessoas. Enquanto milhares morrem de fome ou massacrados em genocídios apenas uma minoria enriquece de forma ilícita e fazem de tudo (inclusive guerras cívis) para se perpetuarem no poder.

No próximo final de semana mais uma nação africana decide seu país e não será uma eleição para presidente, mas sim para a criação de uma nova nação. O sudão votará um referendo para separar o norte do sul. O primeiro tem maioria islâmica, de origem árabe e é mais povoado. O segundo predominantemente é cristão, de população de negra e mais rico em petróleo.

Ao que tudo indica tudo está em paz e as ruas do país vivem clima de tranqulidade. Porém, quando falamos de África, poder, petróleo e dinheiro as coisas podemn mudar em um piscar de olhos. Se o sul realmente se separar teremos um novo país no mundo, que já iniciará falido e, provavelmente, envolvido em uma guerra civil.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O povo brasileiro perde até quando ganha

Ao aumentar tarifas, políticos tiram vantagem dos poucos ganhos dos mais necessitados

O governo federal elevou o salário mínimo de R$ 510,00 para R$ 540,00 em 2011. Mas para se equiparar a alta da inflação teria de ser no mínimo R$ 543,00 e o povo não perderia porcentagem alguma.

Em São Paulo e teto mínimo estabelecido tem 03 níveis que estão divididos entreR$ 570,00 no primeiro nível, R$ 580,00 no segundo e R$ 590,00 no terceiro. Ou seja, o estado paga acima do que o governo federal para seus trabalhadores.

Porém, recentemente tivemos a notícia de que a tarifa de ônibus irá aumentar de R$ 2,70 para R$ 3,00. São 10% de acréscimo e bem acima da inflação no período. Gilberto Kassab, prefeito dse São Paulo, havia dito que tal fato não aconteceria assim como o aumento da taxa de inspeção veicular. Porém, ela aumentou em cerca de 5% e a tarifa em 2011 será um pouco acima de R$ 61,00.

Os políticos aproveitam a situação de aumento do salário mínimo para elevar algumas tarifas e, dessa forma, o ganho real pelo trabalhador de classe baixa torna-se praticamente nulo.

Não defendo o valor de R$ 540,00 por creio ser pouquíssimo para manter uma vida digna com esducação, saúde, alimentação e lazer e, por isso, os políticos em Brasília deveriam repensar sore isso. Porém, na esfera municipal o aumento não deveria ocorrer porque claramente prejudica a classe baixa da população.

Protestos nem sempre resolvem, mas alertam os políticos da força do povo

Não vale dizer que o mínimo paulista é maior que o nacional e por isso o trabalhador não sentirá no bolso. O povo paulista, e também o brasileiro em geral, deveria fazer como os franceses, ingleses e bolivianos fizeram recentemente. Protestar!

Na França jovens e idosos protestaram contra medida que aumentava a idade para a aposentadoria e realizaram greve geral em Paris e demais distritos. Na Inglaterra o governo aumentou a taxa anual que se deve pagar para as escolas e os alunos foram às ruas para solicitar a revogação. Até o momento ambas medidas não foram revogadas.

Já na Bolívia o presidente Evo Morales aumentou consideravelmente o preço da gasolina com o corte do subsídio. Grande parte do povo boliviano aprova o governo que trabalha em pról dos mais necessitados e mesmo assim realizaram protestos e conseguiram a revogação do aumento.

A sociedade brasileira, ao ver tais atitudes em países tão diferentes um do outro, deveria tirar alguma lição disso. Mas nos dias atuais a relação patrão/empregado parece ser de senhor/escravo onde existe penalização por chegar atrasado em dia de greve dos transportes.

Estamos "vivendo, aprendendo e nunca fazendo" os protestos para melhorias e, enquanto isso, os políticos deitam em rolam em cima do trabalhador.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Olê, olê, olê, olá!!! Lula!!! Lula!!!

Ao quebrar o "protocolo", Lula expressou toda a emoção que foi ser Presidente

Ao ser recebido pela presidente eleita Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda com a faixa, ergueu a mão da ex-ministra, se virou ao público e acenou para todos em um gesto claramente improvisado.

Repetiu o gesto por mais 02 vezes e depois foi passar a posse à Dilma. As emissoras de TV deixaram claro a quebra de protocolo de Lula. A Globo deixou bem claro que o protocolo foi quebrado e a Record sem manteve neutra e apenas noticiou o fato.

Depois do discurso a eleita levou Lula até a rampa, junto com dona Marisa e, mais uma vez o já então ex-presidente, cometeu mais uma quebra de protocolo. Desceu até a avenida de braços dados com sua esposa e com Dilma. De acordo com as emissoras isso não é comum, pois ele deveria ter descido somente com sua senhora.

Visivelmente emocionado, Lula se despediu de Dilma e foi em direção ao povo, que o apoiou durante os 08 anos de governo, para abraçá-lo e dar seu último aceno.

Quebra de protocolo, gafe etc? E daí? Sua marca registrada sempre foi falar para o povo e o improviso. Mais uma vez ele as usou e mostrou o seu carinho com o povo e o povo por ele.

No país do futebol Lula foi como um jogador em seu último jogo. Entregou a braçadeira de capitão ao ser substituído e foi à torcida para extravasar e ser ovacionado por todos alí presentes.

Ao som de "Olê, olê, olê, olá!!! Lula!!! Lula!!!" se retirou de campo e deixou as festa para os companheiros e companheiras do nosso Brasil.