quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quedas e mudanças

A crise econômica mundial e governos ditatoriais causaram e ainda vão causar grandes impactos

Por Thiago Marcondes

Os últimos 06 meses, ou o ano de 2011 inteiro, foi de inúmeras mudanças ao redor do mundo e muitos povos lutaram e se rebelaram por conta de uma sociedade melhor e mais justa. Pelo menos eu acredito nisso.

A primavera árabe sacudiu o Oriente Médio e países com ditadores como Tunísia, Egito e Líbia viram seus líderes supremos, que governaram durante décadas, caírem e novos governos chegarem ao poder.

Na Europa os gregos e os espanhóis movimentaram o continente com manifestações contra os governos por conta da crise econômica. O povo foi às ruas exigir medidas para melhorar a situação dos países sem que os trabalhadores fossem diretamente afetados. Exigem empregos e rejeitam à todo custo as medidas de austeridade que busca cortar gastos no funcionalismo público e poderia facilitar as demissões no setor privado.

Grécia, Espanha e Itália tiverem mudanças nos cargos políticos mais importantes, porém ainda não se sabe até que ponto isso afetará positivamente a crise na Zona do Euro. A incerteza é mais certa do que qualquer outra situação por lá.

Na América do Norte, mais especificamente nos Estados Unidos, o movimento "Ocupe Wall Street" levou milhares de pessoas a acampanhar na frente da bolsa de valores, pois os estadunidenses também não estão contentes com a situação econômica do país. A falta de emprego atinge forte a sociedade. Em 2012 terá eleição para presidente e Barack Obama corre um grande de risco de não se eleger novamente, já que não estabilizou a situação financeira.

Aqui na América do Sul tivemos os protestos chilenos por conta da política estudantil. O povo quer ensino de graça para a todos e o governo, como forma de auxílio, disse que aumentaria o subsídio para que os alunos possam finaciar os estudos. Tudo isso é reflexo da era "Pinochet", que entrou forte com a repressão e o neoliberalismo no país.

Na Bolívia, o povo que sempre apoiou Evo Morales, foi às ruas porque seu governo autorizou a construção de uma estrada que cruzaria uma reserva ambiental. Marcharam até a capital La Paz e somente terminaram os protestos e greves quando houve o cancelamento da obra. A primeira derrota governista ocorreu pelas mãos daqueles que os elegeu.

Citei aqui somente alguns casos para ilustrar a força do povo, da sociedade. Quando a maioria se junta em torno de algum ideal, se tiver garra e perseverança, com certeza alcançarão seu objetivos e o futuro de cada nação pode ser melhor. Claro que nem tudo é perfeito e alguns governos reprimem as pessoas de forma violenta para se manterem no poder e darem continuidade em seu legado.

No Brasil, em meio a tantos casos (muitos acusados, poucos culpados e condenados pela justiça) de corrupção, os protestos (que na verdade são meras passeatas), não reunem muitas pessoas e seu resultado não chega a afetar aqueles que estão no poder. Quem sabe um dia a gente aprende com os vizinhos sul-americanos e com os demais povos do mundo, pois assim também conseguiremos uma sociedade melhor e mais justa.

Thiago Marcondes é Jornalista

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