segunda-feira, 5 de março de 2012

A importância das estratégias no mercado de trabalho

Um bom projeto pode alavancar os lucros da empresa. Porém, a estrutura interna e a colaboração dos funcionários são essenciais para o sucesso no resultado

Por Thiago Marcondes

As estratégias no mercado de trabalho são fundamentais e farão as empresas crescerem no mercado de trabalho e, também, internamente. Porém, caso aquelas utilizadas pelas companhias não sejam efetivamente seguidas e seus atores (o capital humano) não estejam focados, todo o trabalho pode não resultar em nada e, consequentemente, declinar tudo que foi realizado até o momento.

A competitividade no mercado de trabalho irá existir em praticamente todos os seguimentos. Enquanto o monopólio pode ser visto em poucas áreas como, por exemplo, no setor bancário, onde no Brasil há o Bradesco e o Itaú com a maior fatia da população como seus clientes.

Para as empresas se manterem ativas e com lucratividade não há como estagnar-se somente em um produto ou serviço que, em determinado período, é o líder de mercado e seu consumo extremamente alto. Recentemente a Kodak abriu falência por não ter acompanhado a demanda do consumidor em relação às câmeras fotográficas digitais e acopladas nos aparelhos celulares. Seus executivos pensaram que as fotografias reveladas em filmes não sairiam da “moda”, digamos assim, e não avançaram com projetos e inovações.

A empresa e os executivos deveriam ter sido mais arrojados em termos de projetos e inovação de produtos de forma que a liderança no mercado japonês e mundial não fosse perdida para grandes concorrentes como a Cânon, Nokia e Samsung. Nesse ponto concordo com o texto, pois com certeza o foco foi somente no lucro e se esqueceram de trabalhar em mercadorias que minimizariam o tempo do consumidor quando se trata de obter a fotografia para visualizá-la e compartilhá-la com demais pessoas.

Por mais que a empresa tivesse um marketing global muito forte seu pecado foi em não inovar e, com isso, o rendimento caiu e de líder de mercado passou a ser apenas mais uma empresa no ramo de máquinas fotográficas.

Existem casos de companhias sem engrenagem interna, ou seja, seus setores e colaboradores não têm um objetivo coletivo como empresa, mas sim setorial, onde cada gerência olha somente suas atribuições de forma que tendem a mostrar seus próprios resultados. Geralmente não se importam com os problemas dos demais, pois na verdade, o importante mesmo é mostrar que sua parte foi feita.

Situações assim acarretam problemas para a empresa, pois no caso de um hospital o Faturamento pode dizer que sua meta não foi atingida porque o Comercial não formalizou e finalizou os acordos, ou então que a Recepção não fez o processo correto no momento de atender os pacientes. Dessa forma os dados dos convênios como número de carteira e liberação de autorização para procedimentos de alto custo não foram coletados e, consequentemente, não há como enviar uma cobrança e receber pelo serviço prestado.

Para que a situação seja resolvida a empresa deverá mostrar para os gerentes que o trabalho em conjunto, ou seja, uma estratégia funcional, é a melhor forma de lidar com o problema. Quando todos estão na mesma direção, de forma holística, a empresa tende a cumprir metas e a se planejar para o futuro.

Não adianta o hospital ter um departamento de marketing forte e fazer campanhas para demonstrar todo seu poder tecnológico no tratamento dos pacientes sendo que internamente existem problemas estruturais.

A diretoria, em casos assim, deve ser mais atuante e cobrar ações e respostas das gerências. Essas farão o mesmo com seus colaboradores. Um trabalho estrutural pode e deve ser realizado internamente para que todos tenham um objetivo único que é ver a empresa crescer e se desenvolver no mercado.

Algo certo existe em casos assim: quando a diretoria não apóia os projetos e pouco contribui com as idéias para o crescimento da empresa a tendência é a perda de foco e falta de inovação, onde os trabalhos realizados serão apenas mais do mesmo. Ou seja, no máximo serão realizadas tarefas para manter o serviço em funcionamento e nada de melhoria será criada para a evolução da empresa.

Thiago Marcondes é Jornalista

3 comentários:

Anônimo disse...

Cara, você disse tudo. Voto em você para diretor do Hrim, hihihi. Bjs

César Brito disse...

É fatidico dizer, que a visão estratégica nas empresas hoje, apenas são vistas, do ponto de vista, geração de caixa. Que não necessáriamente é a mesma coisa que lucratividade.

Entretanto, as empresas esquecem-se de que o maior Capital de uma empresa é o ser Humano, bem dito por Henry Ford- In Memorian.

Quando falamos em investir no captal Humano, obviamente o mundo captalista em que vivemos, nos forma a pensar em dinheiro, porém, temos que considerar também, investimentos culturais, capacitações e formação atualizada.

Investir no profissional, e na Culturalização unificada, tornará os processos de uma empresa, muito mais saudáveis e com certeza a estratégia atingirá todos os pontos da lucrativadade.

Numa abrangencia maior, garantirá a manutenção do Status, do Ego de fazer parte de uma instituição, dará subsidio para usuários do serviço ou produto, ou executores do serviço, formem um markentig muito mais efetivo do que os milhões gastos em propaganda, devido a felicidade profissional e pessoal vivida.

Temos recursos profissionias e elementos técnicos para garantir um nome ou marca respeitada, basta-se investidores, deixarem de olhar empresas como geração de caixa, mas como valor para si e para o mundo.

César Brito
britoanalista@gmail.com

Faguiner Dias disse...

Bom dia Thiago.

Infelizmente essa falta de inovação toma conta das empresas, causando uma rotina massacrante e que consequentemente gera a ausência de motivação aos colaboradores.

Algumas empresas despertaram para o Mundo Globalizado, outras descansaram eternamente em sono profundo.

Um grande abraço.