terça-feira, 19 de outubro de 2010

Educação Como Um Negócio

O ensino às crianças e jovens passou de investimento no futuro do país para um negócio que gera lucro no presente

As escolas públicas em São Paulo e, também, no Brasil em geral não oferecem um ensino à altura do que os jovens realmente necessitam para conseguirem ser destaques no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, serem críticos do sistema.

No estado de São Paulo, com a "aprovação automática", muitos alunos passam para a próxima série sem saber ler e escrever direito. Aliás, na maioria dos casos eles quase não conseguem interpretar um simples texto.

Certa vez, para São Paulo, pensaram no método de bonificação para o professor que tiver o aluno/turma com as melhores notas. Isso foi abolido pois a escola poderia não fornecer ao estudante um grau de dificuldade alavancado nas provas.

Mas acreditem que isso não é somente um mérito do Brasil. Esse sistema foi implantado nos Estados Únidos e muitas críticas apareceram por lá. Os estados têm autonomia para aplicar as provas e as matérias de acordo com o que acreditam ser melhor e, dessa forma, o nível de ensino estagnou.

Caso a escola não cumpra metas estabelecidas pelo governo ela recebe penalidades e pode ser até fechada e os profisisonais demitidos. Dessa forma o ensino é assumido por uma insituição privada, que recebe verba do governo, para ensinar os jovens.
Essa privatização não se mostrou muito eficiente porque não houve uma evolução na qualidade da educação. O que se faz, atualmente, é treinar os alunos para os exames nacionais e as demais matérias são jogadas para um plano secundário.

Assim, os professores garantem seus empregos porque os alunos conseguirão boas notas no exame nacional que mensura o nível do ensino.

Como vemos, a privatização do ensino e a aplicação de bonificação para os professores não alavancará a qualidade do ensino. Apenas fará do aluno um fantoche para que os educadores (não todos é claro) não percam seus empregos e, em consequência disso, aumentem seus rendimentos.

Afinal, como todos sabem, o salário de professor no Brasil é uma vergonha.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Thiago, concordo com sua análise e vou ainda mais longe. Governo nenhum do mundo tem interesse em educar o povo, pois um povo com cultura sabe o que deve exigir de seu governo. Na França, Inglaterra, Estados Unidos e outros países do Primeiro Mundo, aprende-se apenas o necessário, o básico, para uma formação de acordo com os interesses de cada país. Quando eu fui criança, estudante do curso primário, hoje fundamental, me era ensinado os nomes de todos os paíse do globo e suas respectivas capitais. Sabia tabuada e fazia as operações aritméticas e matemáticas na mão, sem auxilío de calculadora. Aprendíamos a pensar e os professores eram educdores de fato. Infelizmente, o golpe de 1964acabou com tudo isso. Educação virou um negócio lucrativo ou você já viu uma escola particular fechar? E nas Escolas Públicas também é lucrativo à medida em que o material escolar fornecido aos alunos não tem qualidade pedagógica e corre muito dinheiro das editoras para colocar essas porcarias no mercado.
Abraços
Ivan

Vivian disse...

Também concordo Thiago, mas diria que os professores também são fantoches do desgoverno do Estado de SP. O problema, como você relatou em outro texto - sobre a greve na França - é que nós não nos mobilizamos, não nos organizamos para parar o país e tentar mudar alguma coisa. A grande maioria da população mais preocupada em não perder o emprego, seguindo sedada em seu cotidiano. A classe média preocupada com seu poder de compra, cada vez mais consumista e elite minoritária é que não se importa mesmo com o destino da nação, desde que não mexam em seus lucros e patrimônio.

Vamos continuar. Um beijo. Vivian