segunda-feira, 7 de outubro de 2013

1 segundo pode mudar muita coisa

O que fazer com esse tempo?
 
Por Thiago Marcondes
 
Na última semana estive em Ourinhos, cidade no interior de São Paulo e próxima ao Paraná, para trabalhar em um projeto de implantação de sistema hospitalar e retornei na sexta-feira, dia 04/10/2013, de carona com um colega de trabalho.
 
A viagem foi tranquila até a Marginal Tietê, quando ao passarmos por baixo de uma das pontes (creio que era a do Limão) um carrinho de supermercado caiu do nada (mentira, alguém jogou propositalmente) e o Celso Pereira, meu colega de trabalho, acertou em cheio e o jogou para fora da pista.
 
No momento ele não teve tempo de reagir e desviar do objeto e isso foi bom, pois poderíamos ter acertado o carro que estava na faixa ao lado ou bater contra o muro. O veículo ficou com a frente danificada e o prejuízo será razoável, porém saímos ilesos da situação.
 
Depois de passado o susto me lembrei do filme "Um Anjo Malvado", de 1993 e interpretado por Macaulay Culkin. No longa ele era o menino malvado e em uma determinada cena joga um boneco do alto do viaduto somente para ver o acidente.
 
Não consigo compreender o motivo de tanta maldade nas pessoas, pois eram cerca de 21h30m e a pista expressa estava cheia. Ou seja, se tivesse ocorrido um acidente muitas pessoas poderiam ter se machucado. Penso que por uma fração de segundo o carrinho não caiu um cima do carro ou no vidro.

Nesse curto espaço de tempo muita coisa pode ocorrer e as pessoas podem ficar entre a vida e a morte. Quantas pessoas não tiveram a mesma sorte que nós??? Estamos bem e em um piscar de olhos tudo pode mudar.
 
Algumas pessoas com quem conversei cogitaram a hipótese de assalto, mas não creio que seja isso justamente pelo horário do fato e pela quantidade de veículos que transitavam na via. Enfim, seja por assalto ou por pura maldade com o próximo o ser humano para não se importar com a vida alheia.
 
Vivemos em uma sociedade onde a solidariedade deveria imperar, pois há muitas pessoas necessitadas e que precisam de ajuda. Mas não: parece que fazer o mal sem se importar com as consequências é algo que agrada as pessoas, massageia o ego e faz o indivíduo se sentir bem. Onde vamos parar se a sociedade continuar assim?
 
Thiago Marcondes é pós-graduando em Gestão de Projetos

Um comentário:

Silenciosamente ouvindo... disse...

As pessoas actualmente são
muito estranhas.
Desejo que esteja bem.
Gostei de ler o texto.
Bj.
Irene Alves