segunda-feira, 27 de junho de 2011

O afeto do dia-a-dia foi substituído por presentes em datas especiais

Uma ligação ou um gesto de carinho vale mais que uma bolsa da "Louis Vuitton"

Por Thiago Marcondes

As datas comemorativas como Páscoa, Dias das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Natal e Aniversários geralmente são marcadas pelo fato de presentearmos as pessoas e as deixarmos felizes pela lembrança de um dia tão especial em suas vidas.

Cito esse assunto porque no último dia 12/06 celebrou-se o Dia dos Namorados e a minha amada recebeu apenas um bicho de pelúcia e vários elogios como "Eu te amo" e "Obrigado por existir em minha vida".

Na verdade eu gostaria de ter comprado muitos presentes, chocolates, ter saído para jantar e toda aquela cerimônia clichê que se faz nessas datas, mas não consegui por 02 motivos.

1º: não tenho paciência de entrar em shoppings em períodos de datas comemorativas por conta da quantidade de pessoas e, também, por não suportar estar confinado em um local sem ao menos poder ver a luz do dia.

2º: não fomos jantar porque viajamos para Analândia, uma cidade no interior do estado e que parece ser comandada por coronéis (ver o blog Unidos por Analândia e o artigo Carnaval em Analândia termina em ameaça), e também porque os restaurantes são lotados. Sendo assim, praticamente torna-se uma missão impossível comer na cidade de São Paulo.

Ainda que eu me apegue aos clichês (mas nem sempre os sigo) das datas comemorativas impostas pelos meios-de-comunicação e pela cultura dominante, pensei nas reações das pessoas que não recebem presentes nesses dias em que o comércio lucra, lucra e lucra.

As relações humanas, em muitos casos, baseia-se que o carinho e afeto estão nos presentes recebidos nesses dias e não no amor demonstrado dia-a-dia durante convivência. Isso não ocorre somente nos namoros, mas também entre pais e filhos, irmãos e por aí vai.

Presentes caros e jantares luxuosos são consequências de uma relação e da condição financeira de cada um (e olhe que atualmente pode-se pagar tudo em várias e várias vezes), pois o que uma pessoa realmente precisa para saber o quanto é amada e querida são gestos, carinhos, conversas, paciência, ligações para perguntar se estão bem etc.

Já pensou quantas vezes disse para seus familiares o quanto você os ama e a importância que eles têm na sua vida? E para sua sua namorada/esposa? Garanto que ficarão mais felizes do que somente com os presentes caros. Não custa nada tentar.
 
Thiago Marcondes é Jornalista

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