segunda-feira, 13 de junho de 2011

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

O Estadão, ao informar, presta um serviço à sociedade. Porém, ao executar o que prega lesa o consumidor

Por Thiago Marcondes

Um grande jornal de São Paulo me ligou, em meados de abril, para oferecer seu produto por 30 dias para que eu fizesse um teste e, se gostasse, poderia assiná-lo e obter vantagens como 03 DVD's de estilos musicais que eu escolheria.

Esse veículo de comunicação, conhecido como "O Estado de São Paulo", na época tinha samba, MPB, sertanejo e POP ROCK e o assinante (ou futuro assinante) poderia escolher somente 01 estilo musical. A "vendendora", ao ser questionada sobre quais títulos teria em samba, disse todos e ao perguntar sobre "Exaltasamba" fui informado que não havia. Começa aqui o martírio.

O setor de vendas do jornal tentou à todo custo conseguir meu número de cartão de crédito. Porém, em uma jogada um pouco mais esperta que a deles, informei não existir necessidade já que se tratava de um período de testes e não seria cobrado nada.

Passados quase 30 dias, e eu ainda na Bolívia, pensei não querer assinar e ao voltar faria o cancelamento. O jornal, no momento da assinatura, informou que ligaria para finalizar o processo. Porém mais de 01 mês já se foi e nada de ligação.

Resolvi entrar em contato com o call-center do Estadão hoje, dia 13/06/2011, para informar que não desejo mais receber o jornal. Pela manhã foram cerca de 20 minutos no telefone e mais 10 na internet. Resultado: continuo com a assinatura.

À noite foram mais 40 minutos e a informação de que o cancelamento só pode ser realizado até às 19h. A ligação foi iniciada às 18h45m e o resultado já é previsto. O jornal chegará em casa ao menos até quinta-feira.

O jornal, no caderno Metrópole, sempre noticia que as empresas de telefonia, cartão de crédito, TV à cabo e etc tem o serviço de atendimento ao consumidor lento e que os órgãos competentes devem reforçar a fiscalização para que os clientes não sejam lesados.

Na teoria o jornalão informa e aparentemente mantém um SAC e Central de Relacionamentos impecáveis para tratar seus consumidores, mas na prática não funciona dessa forma. O cliente, nesse caso fica à mercê da boa vontade da empresa que, no futuro, pode perder novos assinantes pela forma como trata os que já tem.

Thiago Marcondes é Jornalista

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