sábado, 6 de novembro de 2010

O (des) serviço da mídia

Ao invés de informar e deixar que o leitor tire suas próprias conclusões a grande veicula notícias tendenciosas

O jornal "A Folha de São Paulo", em seu caderno "Poder" de hoje (06/11/2010), matéria sobre a inverstimento em saúde no Brasil que não evoluiu nos últimos 08 anos, a possível volta de CPMF, a opinião de Serra sobre Lula e uma outra referente a mudança de da Lei Kandir no Estado de São Paulo.

A matéria "Lula e Dilma vão autar por nova CPMF" e a "Alckmin negocia mudança na Lei Kandir" foram as que mais me chamaram a atenção pela forma como foram conduzidas pelo jornal.

Na primeira o jornal relata que o governo pode aprovar a volta do imposto sobre as movimentações financeiras. A reportagem está em tom de crítica e enfatiza que o diheiro a ser arrecadado será para investimentos na área da saúde.

Aliás, a matéria "Receita cresceu '2 CPMF's', mas verba não foi para a saúde" relata somente o tempo de governo Lula e se esquece de informar os investimentos no tempo de F.H.C.

A mídia, que tem como dever informar a sociedade, esqueceu de dizer que a CPMF foi aprovada e instaurada pelo governo tucano em 1997 e, vale lembrar, com a oposição dos petistas. Esses últimos que ao chegarem no poder acreditam ser inviável o cancelamento porque a verba contribui (e muito) no balanço das contas e, de lado do P.S.D.B. o pedido era para que fosse decretado seu fim.

A segunda reportagem cita que o governo de São Paulo, na mão dos tucanos, estuda uma forma de como não perder R$ 8 bilhões em arrecadação nos próximos anos por meio de alianças e alteração na Lei Kandir, na qual empresas têm isenção no pagamento do ICMS sobre serviços de telecomunicações e e consumo de energia.

O jornal retrata a notícia como uma forma de que o estado seria prejudicado caso o governo não consiga a arrecadação. Sendo assim, a reforma seria necessária e as empresas teriam de arcar com os impostos.

Essa medida pode influenciar no bolso do consumidor uma vez que o empresariado para repassar o custo, ou parte dele, nos produtos comercializados.

Não cabe ao blog, pelo menos nesse artigo, julgar a necessidade ou não da cobrança de impostos seja ele no âmbito nacional e estadual, mas sim de demontrar como a mídia, que se diz imparcial, é tendenciosa em relação a fomre de divulgar as notícias.

Fatos históricos foram esquecidos (ou omitidos) no momento de veicular a informação o que tendência o julgamento de leitor em relação aos fatos.

A fiscalização dos governos deve ser realizada pelo povo para que a sociedade como um todo seja beneficiada com suas ações. Porém, também as pessoas fiscalizar os meios de comunicação que em muitos casos tendem a defender uns e desfavorecer outros em troca de benefícios próprios.

Obs: os links disponibilizados nesse texto só podem ser acessados por assinantes da Folha de São Paulo e do portal UOL.

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