quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

À beira de mais uma guerra cívil

Costa do Marfim ainda não tem um presidente definitivo e impasse pode custar a paz no território

Depois de mais de 20 dias de ter o resultado das eleições o presidente Laurent Gbagbo se recusa a sair do poder e seu opositor, Alassane Ouattara, se intalou em um hotel da capital para instaurar o novo governo.

A O.N.U. não pretende enviar tropas para tirar Gbagdo do poder e, ao que tudo indica, aplicará sanções econômicas no país para pressionar a saída do presidente. A oposição gostaria que forças estrageiras intervissem na situação para a assumir o cargo conquistado democraticamente e retirado após uma manobra da justiça.

A Costa do Marfim é um grande país e um dos maiores exportadores de cacau do mundo. Tudo indicava, após o final da última guerra civil, que o país cresceria e seria um exemplo aos vizinhos e demais nações africanas.

Para os padrões africanos uma guerra civil seria comum. Porém, o país ainda tem suas divisões étnicas e religiosas e um confronto desse tipo prejudicaria a população e, também, as nações vizinhas.

Pessoas, milhares dela por sinal, sairiam de suas cidades e partiriam para as demais nações onde viveriam em campos de refiguados ou então sofreriam perseguisão de outros grupos. Ou seja, todos seriam prejudicados.

Uma invasão de tropas estrageiras não seria o ideal por que outros países solicitariam a mesma ajuda. Aliás, os vizinhos não apoiariam tal decisão para evitar confrontos em seus territórios.

As sanções até que funcionam, porém milheras de inocentes acabam prejudicados com as ações e a fome e o desemprego (que são muito grandes na África) tomariam proporções maiores que as atuais.

O ideal mesmo, para que o país continue a crescer e prosperar, seria o Laurent Gbagbo deixar o poder sem que uma crise interna seja estabelecida de fato. Caso isso não aconteça, 2011 pode iniciar com mais uma guerra civil no continente africano.

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