quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E o salário ó!!!

Enquanto o mínimo aumenta de acordo com a inflação, reajuste de políticos ultrapassa 62% do valor atual

O governo brasileiro aprovou o texto que valida o aumento de salário do presidente, deputados federais e senadores à partir de fevereiro de 2011. Ou seja, iniciarão seus mandatos com o bolso mais polpudo de dinheiro.

O cargo de presidente teve um aumento de mais de 130% enquanto deputados e senadores de cerca de 62%. Segundo eles a decisão foi tomada para equiparar os valores com o recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal que é superior a R$ 26.000,00.

Concordo que a diferença é gritante de um cargo para outro e que o presidente ganhava relativamente pouco se compararmos com os ministros e, também, de acordo com sua responsabilidade.

O grande problema no caso foi que para aumentar o salário mínimo o governo utilizou a inflação do ano para realizar os ajustes e ainda afirmou que se ultrapasse os R$ 545,00 não teria como elevar novamente ao final de 2011.

Se para a população não pode aumento acima da inflação porque pode para os políticos? De acordo com os dados o salário mínimo chegará ao patamar de R$ 570 (aproximadamente) em 03 anos. Ou seja, será de forma gradativa o reajuste.

Se fossem um pouco mais coerentes os aprovadores do aumento fariam o mesmo com os seus já polpudos salários e chegariam ao teto dentro de 03 ou 04 anos. Mas fazer isso para que sendo que podem reajustar o quanto e quando almejam?

O mesmo aconteceu no governo do estado de São Paulo. Governador e deputados também receberão aumento e à partir de 2011 terão reajustes nos salários. Porém, a mídia noticiou com mais fervor a situação em âmbito federal.

Ambos os casos foram aprovados no final de ano/mandato e, por ser tratar em época de festas, acredita-se que a população não protestará (como nunca fez) contra os aumentos.

Este blog quer deixar uma observação que no caso dos cargos de presidente, deputados federais e senadores o único partido no congresso que não apoio foi o PSOL, do deputado Ivan Valente. Os demais, sejam de direita, esquerda, social democrata etc, todos foram à favor da medida.

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