segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Conflito religioso mata cerca de 30 na Nigéria

Divergência religiosa impede que país cresça economicamente e se torne um modelo na região e, também, no continente

No último domingo, dia 26/12/2010, a Nigéria foi palco de confrontos entre muçulmanos e cristãos que resultou na morte de ao menos 30 pessoas e deixou inúmeros feridos.

Muitos podem pensar que o fato ocorreu porque os cristãos comemoraram o nascimento de Cristo, ou seja o Natal, no dia 25/12. Porém, esses conflitos ocorrem há vários anos e a violência parte de ambos os lados.

A Nigéria tem sua população dividida entre cristãos e muçulmanos, mas é claro que existem pessoas com seguem outras crenças. Esses confrontos ultrapassam as barreiras religiosas e entram no campo político.

Se o presidente é cristão (a maioria deles vivem ao sul) o vice-presidente tem de ser muçulmano (majoritariamente o norte) e vice-versa. Porém, essa divisão de poder não auxília na paz e grupos islâmicos querem impor a sharia na sociedade.

Por outro lado os cristãos querem um estado laico (mas com pouca tolerância em relação ao Islã) e no interior da Nigéria atacam aldeias de maioria muçulmana com sempre com o discurso de apenas se defenderem.

O país é rico em petróleo e, junto com a Costa do Marfim, poderiam crescer e ser uma das maiores economias do continente junto com a África do Sul. Porém, sua desestabilização político-religiosa influencia nos resultados da nação.

A O.N.U. e os Estados Unidos gostam de intervir em países com guerras, de maioria muçulmana e com petróleo. Porém, no caso nigeriano parece que não há olhos para a situação.

Uma nação que não é governada por um ditador como o Iraque (antes da invasão em 2003), mas que tem situações similares merece um pouco mais de atenção já que sua população morre em uma guerra político-religiosa. Aliás, mais religiosa que política.

Mais uma vez vemos nações africanas jogada à própria sorte e sem auxílio estrangeiro para solução de seus problemas. Ruanda e Somália (esse último permanece nos dias atuais) são os casos mais emblemáticos do esquecimento do mundo com a população africana.

Até quando isso? Ninguém sabe!

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