segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esquecimento midiático

Os problemas do Egito são pauta para todos os jornais enquanto as demais nações em guerra são esquecidas dos noticiários

Com os graves problemas a sociedade egípcia que exige a saída de ditador Hosni Mubarak, que está mais de 30 anos no poder, parece que a cobertura internacional está totalmente voltada para aquele pedaço de terra.

Logo alí próximo, recentemente, tivemos a queda do ditador tunisiano após protestes e pelo que sabe os protestos não pararam. A sociedade continua a solicitar reformas, protestos ainda existem e pessoas ainda sofrem.

Mais perto ainda do Egito temos o Sudão, país também controlado por um ditador e que votou e aprovou recentemente a divisão do país. Uma parte (norte) ficará com os árabes muçulmanos (que sempre estiveram no poder) e a outra, o sul, com os negros de maioria cristão.

A região ainda continua debilitada e o mais novo e mais pobre país do mundo será efetivamente criado em julho. O árabes do norte dizem que respeitarão a decisão do povo, mas quando falamos de África as coisas mudam em um instante. A pobreza, fome e desemprego ainda imperam no país e o Sudão do Sul, nascerá já falido.

Israel e Palestina estão longe de chegaram em um acordo de paz e os assentamentos judaícos continuam sendo construídos em Jerusalém Oriental. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza permanece com protestos todos os dias, mas os jornais nada falam.

Recentemente o Líbano trocou seu primeiro ministro, Saad Hariri, por um sunita escolhido e apoiado pelo xiita Hezbollah, que os Estados Unidos afirmam ser uma célula terrorista, mas que finacia escola e saúda para a população libanesa. Protestos violentos ocorrem no país, mas os jornais nada mais falam.

Temos ainda problemas citados na Costa do Marfim, Nigéria e no Quênia, já retratados nesse blog, só para falarmos um pouco da África negra e não somente dos países africanos de origem árabe.

Enfim, parte da África e, também, do Oriente Médio sofrem e protestam todos os dias, mas a mídia tem olhos, atualmente, para o grande Egito. E não é somente pela sua importância na região, mas sim pelo apoio que o governo estadunidense deu até os dias atuais.

Assim como o a maioria do mundo, parece que a grande mídia ainda se pauta de acordo com os interesses estadunidendes. Enquanto isso milhões de pessoas morrem, são feridas e sofrem porque seus problemas são invisíveis os outros.

3 comentários:

sinfoniaesol disse...

Subscrevo totalmente este seu texto. Os mídia
nunca dizem toda A VERDADE, apenas o que convém
aos diversos grupos económicos.
Obrigada pela sua visita ao sinfoniaesol.
Pode também ver http://intemporal-pippas.blogspot.com
Um abraço

sinfoniaesol disse...

Amigo obrigada por ter ido ao meu sinfoniaesol.
Ainda bem, que tem momentos que gosta de
poesia.
Beijinho

Francisco Domingues disse...

Olá, Thiago!
Entrei para conhecer seu blog e seu perfil e desejar-lhe um óptimo 2011. Os midia estão coartados por dois poderes: o próprio jornal que tem de vender para que, logo, o jornalista não perca o emprego - e assim, a notícia que interessa é a que vende! - e o estar com os senhores do mundo e os seus interesses, a começar pelos americanos. Veja lá se alguém continua a falar sobre as alterações climáticas e as espécies que se vão extingindo com a poluição e a desflorestação! E deveria ser tema recorrente, todos os dias, todas as horas, pois disso depende o nosso fututo e o dos nossos filhos!
Queria também deixar um pensamento interessante para quem gosta de questionar o legado dos nossos antepassados:
Há pouco mais de um mês que celebrámos o Natal e... sabia que o Natal não existe? Curioso, não é?
Pois: o Natal foi inventado pela Igreja para “cristianizar” as festas pagãs em honra dos deuses solares, Mitra e outros, que se celebravam, por todo o império romano, ao redor do solstício de Inverno, como início do renascimento para uma vida nova, a da Primavera. Teve o seu aparecimento no s. IV, na Igreja Ocidental (25 de Dezembro – calendário Gregoriano) e no s. V na Oriental (7 de Janeiro – calendário Juliano). A narrativa do nascimento de Jesus de Mateus, ampliada por Lucas (nada sendo referido nem em Marcos nem em João), uma e outra são puras invenções sem qualquer credibilidade histórica nem qualquer verosimilhança (No inverno, os pastores não dormem ao relento...) Portanto, o Menino Jesus do catecismo não existiu. Muito menos o Deus Menino! E o mundo inteiro festeja algo de inexistente... Dá que pensar, não dá? (Ver mais no meu blog “Em nome da Ciência”, onde escrevo às segundas-feiras, e cujo acesso é: http://ohomemperdeuosseusmitos.blogspot.com)
Agora, associando-me ao luto de nossos irmãos brasileiros e fazendo votos para que semelhantes tragédias não voltem a acontecer aí no país irmão, uma outra ideia: apesar das catástrofes que vão acontecendo pelo mundo, com muita probabilidade provocadas pelas alterações climáticas e ambientais devidas à acção do Homem, o mesmo Homem, através dos seus governos subjugados aos interesses económico-financeiros de alguns (5% da população mundial, isto é, os que detêm 95% da riqueza produzida à face da Terra), não vai pôr-lhe cobro; preferirá assistir a novas catástrofes em que, como de costume, os mais fracos e pobres são os que irão continuar a sofrer. Inutilmente! Há que lutar para mudar estes sistemas e estes modelos não só políticos mas também económico-financeiros. Como? – Ver no meu blog, sempre com novidades às segundas-feiras, “Ideias-Novas” cujo acesso é: http://ummundolideradopormulheres.blogspot.com
Francisco Domingues