terça-feira, 5 de abril de 2011

Bolívia e Perú: tão perto e tão longe de nós

Estereótipo e preconceito são barreiras para as pessoas viajarem pela América do Sul

Por Thiago Marcondes Paulo

O blog "Pensando no dia-a-dia" chega ao seu 100º artigo em menos de 01 ano e inúmeras idéias de temas para escrever hoje fluíram na cabeça desse blogueiro. A situação nuclear no Japão, o Oriente Médio com as quedas e protestos em seus governos ditatoriais e, também, a África com suas guerras e fome surgiram com assunto.

Alguns amigos no facebook enviaram idéias e entre elas houve temas como chocolate, pois estamos próximo da Páscoa e sobre a América do Sul, mais especificamente Bolívia e Perú, por onde farei uma viagem de 18 dias no próximo mês.

A opção escolhida foi a América do Sul por motivos simples. 1º porque os países são esteriotipados como periféricos e que seus habitantes chegam ao Brasil para roubar os empregos e/ou traficarem drogas e pessoas, para trabalharem como escravos. 2º pois raramente eu trato do tema e as nações vizinhas quase nunca são citadas no blog.

A viagem

Não é de hoje, ou melhor, de pouco tempo que há a vontade de visitar Machu Picchu, no Peru. Porém, para que esse sonho se concretize sempre tive em mente que deveria conhecer a Bolívia também. Muitas pessoas, sejam amigos, conhecidos, colegas de trabalho e até familiares sempre me perguntam: "O que tem para ver na Bolívia?" e eu respondo ironicamente "Não sei, mas quando descobrir te aviso!".

De avião vou até La Paz e os trajetos seguintes serão feitos de ônibus e trem. Tudo isso para sentir e conviver mais com as pessoas e tentar entrar um pouquinho em seu dia-a-dia.

A Bolívia, país latino e que foi explorado desde seu descoberta até os dias atuais pelos burgueses, existe a capital La Paz com museus, feiras, lugares com a tradição do povo de origem indígena para que se possa ter contato com os descendentes dos primeiros habitantes do local.

Pretendo também passar por Copacabana, uma cidade à beira do lago Titikaka, considerado o mais alto do mundo e, por lá, conhecer as famosas "La Isla del Sol" e "La Isla de la Luna", além de manter contato com a música local composta por "La Cueca", um tipo de dança típica dentre outras existentes.

A culinária não passará em branco. E olhe que não sou muito ligado em experimentar coisas diferentes. Com certeza vou comer as salteñas (tipo de pastel que é assado), pollo (frango) e o conhecido conejo (carne de coelho). Não posso esquecer de citar a puka-kapa, já retratada no texto "Um pedaço da Bolívia em São Paulo".

Saindo da Bolívia irei para Puno, um cidade também à beira do lago, mas que fica no Perú e de lá partirei para Cusco, a porta de entrada para quem quer conhecer Machu Picchu. Considerado patrimônio mundial pela UNESCO, o local é considerado berço da civilização Inca e foi descoberto somente em 1.911.

No Perú a intenção será conhecer os locais turísticos além da própria população local para poder assimiliar um pouco mais sobre suas culturas tradições. Somente assim será possível fazer um relato mais próximo sobre esse povo que também foi explorado e teve como revolucionário o índio conhecido como Tupac Amaro, por volta de 1780.

A revolta ocorreu por conta da invasão espanhola e Tupac Amaro, conhecido como "José Gabriel Condorcanqui," reuniu mulatos, índios descendentes dos incas e os crioulos. na luta para não deixar os colonizadores promoverem as mudanças e consquistarem as terras e promoverem o terror contra a população local.

Enfim, pretendo conhecer um pouco mais sobre nossos vizinhos sul-americanos e poder dividir com vocês a experiência que viverei por cerca de 18 dias. Espero voltar com histórias interessantes e que dificilmente algum meio-de-comunicação colocaria em pauta para os seus leitores.

Thiago Marcondes é Jornalista 

2 comentários:

Daniel Rezende disse...

Texto legal, pra quem não conhecia nenhum ponto turístico você clareou alguns. Quando contar pro meu brother Paulo Loko ele vai pirar. Ainda mais pela parte da viagem de busão e trem.

Anônimo disse...

Olá Thiago. Em primeiro lugar parabéns pela significtiva marca de 100 artigos, todos muito bem escritos.
Em segundo para lhe desejar uma viagem maravilhosa e que, de fato, você traga histórias bonitas para nos contar.
Um forte abraço,
Ivan