terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marchinhas praticamente desapareceram do carnaval

Cidade de Analândia tem festa bem eclética e música tradicional perde espaço

Por Thiago Marcondes

Todo ano muita gente se programa para viajar, festejar, ir aos bailes (fantasiados ou não) ou em festas nas ruas com a expectativa de curtirem músicas de carnaval como marchinhas e samba-enredo, porém nem sempre isso acontece.

Localizada a cerca de 230 km da cidade de São Paulo, Analândia é bem conhecida na região por conta do carnaval de rua com as matinês e shows noturnos gratuitos para os habitantes e turistas. Pessoas dos municípios de Pirassununga, Rio Claro, Itirapina e São Carlos saem de suas casas para curtir a festa na praça principal.

Além da banda contratada para animar o Carnaval em 2016 alguns moradores da cidade têm um grupo chamado Bambala que sempre desfila nas noites de sábado acompanhados pela bateria. Havia uma equipe com seguranças para não permitir a entrada de garrafas no local. Houve gente que em dez minutos precisou abrir o cooler três vezes por conta da vistoria. Onze câmeras monitoravam o local permanentemente.


A banda, muito eclética, no sábado à tarde e à noite tocou várias estilos musicais, menos as marchinhas de carnaval. Músicas típicas parecem esquecidas pelos músicos e também pelos foliões. Apenas as pessoas acima de 25 anos prestaram atenção nisso e houve uma pequena reclamação, inclusive no Facebook.

Da matinê de domingo em diante as marchinhas foram tocadas pela banda e os foliões puderam curtir por no máximo 30 minutos as músicas típicas. Samba-enredo apareceu menos ainda e quando surgiu sempre havia vínculo com o futebol, ou seja, para animar os torcedores de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.

Tocar músicas de vários estilos e ter dançarinos para agitar as pessoas e ensinar as coreografias (alguns dispensam essa parte, pois não querem aprender a dançar a tal da "Metralhadora") é interessante, mas manter um pouco da tradição carnavalesca deveria ser uma prerrogativa nos eventos. Os músicos, ou a própria organização, poderiam ter esse feeling e colocar mais marchinhas para os foliões.

A banda era legal, o som estava bom e o clima bem por mais que tivesse uma ou outra confusão. Que o carnaval de 2017 tenha mais marchinhas, mais tradição e menos funk, axé, sertanejo, reggae além de outros estilos musicais.

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