quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Caraguatatuba e a zona azul eletrônica

Sistema eletrônico para validação de tíquete de estacionamento facilita a vida dos motoristas

Por Thiago Marcondes

Ao viajar para outras localidades, principalmente cidades litorâneas, o turista muitas vezes se preocupa onde estacionar o carro, pois em várias cidades os famosos flanelinhas cobram mais caro quando a placa não é local.

Não somente os turistas, mas os próprios moradores das cidades também se preocupam onde deixam o carro. Geralmente estacionamentos são caros e encontrar vagas nas ruas não é algo relativamente fácil. Grande parte dos municípios cobram dos motoristas para estacionarem os carros nas ruas. Esse serviço é conhecido como Zona Azul e o pagamento deve ser feito por hora.

Na cidade de São Paulo compra-se tíquetes e informa-se a quantidade de horas que o veículo permanecerá no local. Bancas de jornais, bares e até mesmo os "cuidadores de carros" vendem o bilhete que deve ser deixado no painel do carro, pois se os agentes da C.E.T. (Companhia de Engenharia de Tráfego) não localizarem o papel com certeza vão aplicar a multa.

Na cidade de Caraguatatuba os problemas de estacionamento são os mesmos e também existe a Zona Azul, porém a prefeitura utilizou a tecnologia para facilitar o acesso dos motoristas. Inúmeras ruas do município, principalmente na região central, cobram para estacionar os carros e os condutores não precisam deixar papel algum visível no painel.


Estabelecimentos na cidade vendem o tíquete eletrônico que custa R$ 2,40 por hora. O motorista digita os dados do carro em uma máquina parecida com a de cartão de crédito e informa a quantidade de horas que ficará no local, sendo no máximo duas horas e a renovação ocorre por mais 30 minutos. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão no local da compra ou de tablet ou smartphone.

Para utilizar tablet e smartphone os motoristas devem realizar o cadastro no site Zona Azul de Caraguatatuba/SP. Há possibilidade de obter créditos de estacionamento, pois assim não há necessidade de buscar um local para compra ao estacionar o veículo. Os cadastros também são realizados via telefone que são: (12) 3881-3375 e (12) 3881-3358.

Monitores espalhados pela cidade com um equipamento eletrônico onde digitam a placa do veículo para verificar se há cobertura pela Zona Azul. Caso o tíquete estiver vencido ou inapropriado há uma aviso e o carro pode permanecer no local por 15 minutos até o condutor regularizar a situação ou ir embora. Após esse período a multa é aplicada de acordo com as leis de trânsito.

A ideia de utilizar a tecnologia para controle dos espaços e cobranças de estacionamentos facilita a vida dos motoristas e incentiva o comércio local com as máquinas e opções de venda de tíquetes. Com o sistema todo online verifica-se a regularização do carro e a necessidade do papel torna-se obsoleta.

Em São Paulo a C.E.T. poderia estudar a possibilidade de usar a tecnologia em favor do trânsito, pois assim os agentes que cuidam do tráfego teriam mais agilidade para identificar irregularidades e tomar as medidas necessárias sem uso de papel.

3 comentários:

Faguiner Dias disse...

Excelente prova de que a tenologia tem muito mais a oferecer, e favorecer. Se a moda pegar em São Paulo, os agentes poderão ser utilizados para outras necessidades, como organização do trânsito em alguns locais, ao invés de ficarem apenas andando pra cima e para baixo, "caçando" veículos para multar.
Parabéns pelo texto, e obrigado pela informação!

Luis Sales disse...

Excelente ideia essa aplicada em caraguatatuba, é a tecnologia facilitando e colaborando com o desenvolvimento da cidade.

Tecnologia e Informação disse...

A tecnologia sempre facilitando a nossa vida, alem de ajudar o meio ambiente
espero que essa ideia vem o mais rápido possível para São Paulo