quarta-feira, 20 de julho de 2011

Obras da Copa: será que vai?

Com atrasos na construção de estádios e reformas de aeroportos a conta da Copa do Mundo poderá ficará bem mais cara

Por Thiago Marcondes

Faltam menos de 03 anos para o Brasil sediar o maior evento futebolítisco do planeta e inúmeras obras ainda não saíram do papel. Planejamentos foram feitos, custos avaliados e tudo o que foi dito poderá ser mudado em um piscar de olhos.

As obras nos aeroportos ainda não começaram e em Salvador, conforme anunciado, não terá sua pista finalizada para o evento em 2014. Guarulhos segue da mesma maneira, lotado e com infra-estrutura que atualmente não comporta a quantidade de passageiros. Sem falar nos casos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Porto Alegre e demais cidades sedes.

A situação da infra-estrutura das estradas, portos e rodoviárias são calamitosas e pouco se sabe em relação aos investimentos do governo. O trem de alta velocidade, prometido para o mundial, ainda não finalizou as licitações e provavelmente ficará pronto somente para os jogos olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Em reforma já estão o Maracanã e o Mineirão, onde trabalhadores entraram em greve recentemente para reivindicarem melhores salários e condições de trabalho. No Mato Grosso e em Manaus serão construídas modernas arenas que, após o mundial, serão os chamados "elefantes brancos" já que a região tem pouquíssima (ou não tem!!!) tradição no futebol brasileiro.

Green Point Stadium na Cidade do Cabo - Thiago Marcondes - Julho/2007

Em São Paulo a construção do estádio do Corinthians gera polêmicas entre torcedores (os mais fanáticos) e a sociedade em geral. Muitos são contra já que na cidade há o Morumbi, atualmente de difícil acesso, mas com capacidade para a abertura do mundial.

As obras mal começaram e o terreno sequer está pronto para que maquinário e material sejam disponibilizados e a construção seja iniciada. Na África do Sul, país sede da Copa de 2010, o Green Point Stadium já estava em fase inicial en julho de 2007 e acreditava-se que não ficaria pronto a tempo.

O governo liberou isenção fiscal para a construção do "Fielzão" e a F.I.F.A. aprovou o projeto do novo estádio, que será receberá a primeira partida do torneio. Acredita-se que o Morumbi ficou fora por conta das brigas entre a diretoria tricolor e o ditador Ricardo Teixeira.

As obras de infra-estrutura para o torneio estão atrasadas e isso facilitará a contratação de empresas sem necessidade de licitação(os valores deverão ser exorbitantes para que cada um belisque o seu), pois o governo afirmará que são emergenciais e não terá tempo para concorrências. Assim, o dinheiro público ficará cada vez mais vulnerável para que políticos/empresários façam desvios e enriqueçam de forma ilícita e absurda.

Thiago Marcondes é Jornalista

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu caro Thiago, sou aquele corinthiano que é totalmente contrário à construção do Fielzão. A cidade de São Paulo não comporta 4 estádios, como o Canindé, O Parque Antartica, o Morumbi e o Pacaembu. nenhum desses tem conseguido litar em dias de grandes jogos. O Fielzão será outro elefante branco.
A culpa não é só do ditador Teixeira, mas também dos diretores do São Paulo que, em nenhum momento, saíram em defesa dos interesses do clube e da projeção que um Morumbi reformado teria no mundo da bola.
Além dos estádios e aeroportos, falta estrutura para os transportes regionais e interestaduais, faltam leitos em hotéis. Só em São Paulo é difícil conseguir acomodações quando se tem eventos como feiras, shows e Fórmula I.
quer saber? Na última hora passaremos o mesmo vexame que passou a Bolívia ou a Colômbia (não me lembro agora) em 1986, quando a copa foi transferida para o México. Pode escrever e guardar no cofre: A PRÓXIMA COPA SERÁ NOS ESTADOS UNIDOS para salvar a economia americana.
Abraços,
Ivan