quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Equador: À beira de um colapso

Crise entre governo e policiais faz país declarar estado de emergência por 05 dias

A América do Sul está em momentos de decisões importantíssimas e a população, em tempos como os atuais, são essenciais para decidir o rumo dos países.

Vou citar 02 nações que no dia de hoje estão em processos distintos, porém que decidirão seus futuro. Brasil e Equador, países sem terras fronteiriças um com o outro, estão à todo vapor em sua vida política.

O Equador, de uma hora para outra (claro que não assim, porém como a mídia não cobre a América Latina nós não temos conhecimento dos fatos em países vizinhos), teve as estradas e o aeroporto, da capital Quito, tomados pelos policiais do país.

A situação surgiu por conta de uma reforma salarial introduzida pelo governo. Ao tentar negociar, o presidente Rafael Correa foi alvejado por bombas de gás lacrimogênio e foi socorrido.

O país, de acordo com o próprio presidente e com a análise de alguns especialistas, pode sofrer um golpe de Estado e ter um novo comando no poder da nação. Rafael Correia sempre foi alvo de críticas por ser alinhado com ideais de esquerda, que também recebe críticas por conseguir se manter no poder através de ditaduras como Cuba e  Coréia do Norte.

Correia foi eleito pelo voto direto e tem todo o direito de concluir seu mandato a não ser que seja cassado por corrupção e outros crimes. Fora isso ele continua no cargo e deve ser respeitado. O que a direita (inclui aqui os jornalões como Folha de São Paulo, O Globo e o Estado de São Paulo) vão dizer do suposto golpe contra o líder equatoriano?

Por enquanto, ao que me parece, apenas relatam os fatos, mas ainda não conseguiram explicar corretamente o reforma salarial e como foi a revolta dos policiais. O correto será ratificar o cargo de presidente e informar aos leitores o que ocorre. Mas esperaremos para ver o que acontece.

Vale ressaltar que para um golpe de estado ser bem sucedido os golpistas devem ter apoio da maioria da população e, também, do governo. Até o momento não é isso que acontece.

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