sexta-feira, 10 de setembro de 2010

11 de Setembro: Um dia para ser lembrado

02 anos diferentes, 02 acontecimentos históricos e 01 fato esquecido

O dia "11 de setembro" está marcado na vida de milhões de pessoas nas Américas e no mundo. Não se trata somente do atentado terrorista ocorrido contra as Torres Gêmeas em 2001, mas também da morte de Salvador Allende quando presidia o Chile, em 1973.

Allende foi o primeiro presidente com ideais marxistas a ser eleito pelo voto direto (em 1970) na América Latina. Seu governo tinha uma linha socialista e ocorreu durante o auge da Guerra Fria, quando os Estados Unidos tentavam a qualquer custo impedir que demais nações tomassem o mesmo caminho de Cuba.

O estilo de governo implementado no Chile dava mais condições à população de melhorar sua vida. Allende nacionalizou as minas de cobre, que pertenciam aos magnatas da época, e isso gerou desconforto na elite.

Essa mesma elite começou a lutar contra o governo popular e bens de consumo básico sumiram das prateleiras dos mercados. Somente os ricos conseguiam comprá-los através do mercado negro.

A Situação política chilena ficou instável e um golpe militar começou a ser preparado com apoio do governo estadunidense e, também, da CIA. Afinal, os detentores de todo o lucro não queriam dividí-lo com a parcela pobre da população.

No dia 11 de setembro o exército chileno, liderado pelo General Augusto Pinochet, invadiu o palácio de La Moneda e tomou o poder do país. Nesse mesmo dia foi constatada a morte de Salvador Allende, que lutou para que a nação não caísse em uma ditadura.

Existem 02 versões sobre a morte de Allende. Alguns acreditam que ele tenha se suicidado com a arma que havia ganho de Fidel Castro. Já outros crêem que ele foi morto durante a invasão do palácio.

Um governo de esquerda, como o de Allende, no poder em países latinos causa impacto até os dias atuais e os grandes capitalistas fazem de tudo para derrubá-lo. Basta verificarmos nas notícias, pois o 11 de setembro somente é lembrado por causa das Torres Gêmeas.

Clique aqui para ler a entrevista sobre o Golpe no Chile

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