terça-feira, 3 de agosto de 2010

Corrupção no Caso de Rafael Mascarenhas

A corrupção não está somente no Estado, mas também na sociedade que contribui para sua generalização

Nos últimos dias os meios de comunicação trouxe novamente à tona casos de corrupção de instituições como a polícia militar. Tal fato só voltou a ser noticiado por causa da morte de Rafael Mascarenhas, filho da global Cissa Guimarães.

Os policiais que atenderam o rapaz que atropelou Rafael solicitaram dinheiro para não realizarem a denúncia. Essa atitude torna os P.M.'s corruptos e mostra que a instituição não está longe de problemas que muitos pensam só existir entre os políticos.

Porém, o que este blog quer ressaltar não é o fato de os policiais solicitarem dinheiro (até porque isso não é novidade alguma), mas sim o fato de o pai do garoto que atropelou aceitou pagar para não ver seu responder à justiça pela infração cometida.

A mídia, até o momento, apenas soube noticiar e condenar a polícia pelos atos de corrupção cometidos por seus servidores. Mas esqueceu de trazer para a discussão algo que, aos olhos deste blogueiro é mais grave, a atitude do pai em pagar o suborno solicitado pela P.M.

Discussões são feitas para entender por qual motivo a P.M. tem esse tipo de problema, mas ninguém quer debater por qual motivo a sociedade aceita corromper e ser corrompida.

Cabe a nós refletir sobre a situação antes de criticar e condenar. Não sou defensor da polícia, mas neste caso, devemos verificar ação da corrupção de ambos os lados. Ainda mais o lado da sociedade, pois podemos morar ao lado de um corrupto e não sabemos.

2 comentários:

Alexandre Souza disse...

Casos como esse acontecem todos os dias, a questão está na estrutura, educação, cidadania e respeito com o próximo. Ótima observação Thiago

Anônimo disse...

Olá Thiago,
O grande problema de a corrupção estar em todos os níveis é de nossa responsabilidade. Se um guarda nos pára no trânsito pedimos que ele faça vistas grosssas para a inflação que cometemos, ou esperamos que ele peça uma caixinha para nos deixar ir embora.
No caso que você citou dá-se a mesma coisa, o atropelador infringiu pelo menos duas leis: andar por um túnel interditado e em grande velocidade. À polícia pareceu que o atropelamento e morte do rapaz foi uma infração menor.
Chegamos a um ponto em que o mundo inteiro desejalevar vantagem, a corrupção está institucionalizada e em todos os níveis.
O conto do vigário, o conto do bilhete premiado só existem ainda nos dias de hoje porque a vítima também é desonesta.
Um forte abraço e parabéns, mais uma vez, pelo texto.
Abraçosm

Ivan